Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Rádio Observador, 06:01. Vamos atualizar as notícias. Notícias das seis na Rádio Observador, edição do Miguel Cordeiro. Sebastião Bugalho desvaloriza a possibilidade do Chega avançar com uma moção de censura ao governo. É a reação do porta-voz do PSD há minutos, em Castelo de Vide.

À saída da Universidade de Verão do PSD, foi uma reação curta. Vamos por partes ao que aconteceu. Esta tarde, à mesma hora que Sebastião Bugalho discursava na Universidade de Verão do PSD, André Ventura falou à imprensa em Coimbra e anunciou que vai endurecer a pressão sobre o governo. Se até terça-feira não houver resolução no caso Luís Neves, o Chega vai apresentar uma moção de censura ao governo. André Ventura dá quatro dias a Luís Montenegro.

Se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, no dia um, no Parlamento. Repito, o Chega não quer provocar nenhuma crise política, o Chega quer que haja o mínimo de ética nas instituições e quer que esta situação de lodo, de lamaçal, de suspeitas de crime, de conluio, etc, sejam resolvidas. E neste momento, só há uma pessoa que o pode resolver.

O líder do Chega considera que Luís Montenegro tem de resolver o problema e que já arrastou este caso demasiado tempo. Repete também que Luís Neves não tem autoridade para continuar no cargo.

Eu acho que é, sobretudo, o primeiro-ministro que já deixou arrastar isto intoleravelmente. Todos os dias nós estamos a ver novas notícias, novos escândalos. O ministro da Administração Interna já não tem nenhuma autoridade, e isto é dito por pessoas de todos os espectros políticos. Nós, felizmente, graças a Deus, este ano não tivemos um problema tão severo com incêndios como tivemos noutros anos, mas se tivéssemos tido ou se viermos a ter outra questão qualquer da administração interna, nós temos um ministro sem absoluta autoridade. E não tem autoridade, por quê? Porque ninguém liga nenhuma, ninguém leva a sério. Isto não é uma questão de ser do Chega, do PSD ou do PS, ninguém leva a sério. É um ministro que não pode continuar, mas isso é uma questão de competência.

André Ventura a colocar pressão sobre Luís Montenegro. Declarações numa visita ao Centro Social São João, em Coimbra.

E Sebastião Bugalho teve uma curta reação a esta ameaça de André Ventura.

Foi ao sair do púlpito na Universidade de Verão do PSD. Bugalho foi confrontado pela imprensa e respondeu assim:

Pode enfraquecer o governo? Enfraquecer o governo é uma ameaça? Acho muito difícil. Mas não vê isto como um ultimato que está a ser feito ao primeiro-ministro? Não vejo e acho que ainda vamos ver todos de maneira diferente. O doutor André Ventura tem que se estabilizar e dizer algo consistente sobre isso, que não somos menores. Mas esta situação não está a enfraquecer o Executivo? Acha que está? Eu pergunto. Não me parece de todo. Acho que as casas que estamos a entregar são muito mais importantes do que as ameaças do doutor André Ventura e não tenho mais que dizer sobre isso, boa tarde.

Curta reação de Sebastião Bugalho a sair da Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. É lá que está Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador. Boa tarde, Rui Pedro. Como é que caiu esta notícia na Universidade de Verão do PSD de que André Ventura está a ameaçar com uma moção de censura?

Olha, acho que com relativa tranquilidade. Havia a circunstância de estarem dois vice-presidentes na sala quando André Ventura fez este ultimato, mas também já não seria surpresa para ninguém que André Ventura pudesse avançar mesmo com uma moção de censura, coisa que ele próprio ainda não confirmou e, portanto, não é nada que tenha surpreendido, na verdade, os dois vice-presidentes que aqui estão, que era Carlos Moedas e Sebastião Bugalho, que acabou por dar essas bem fugidias declarações e reações. Agora, o que me parece também que dá parte dessa tranquilidade é o PSD saber que a disponibilidade do Partido Socialista para aprovar uma moção de censura do Chega é praticamente nula, para não dizer completamente nula. Portanto, naturalmente, que a moção de censura será apenas um palco que André Ventura utilizará para desgastar o governo e, nesse sentido, veremos que toda a instabilidade que uma moção de censura pudesse, de facto, ser aprovada podia trazer, não existe. O que não significa que o governo não esteja preocupado com o desgaste permanente, em particular do ministro que André Ventura pede para que saia do governo. Mas também aí, mesmo que o governo estivesse a pensar, e não está, e não identifica esse como um dos principais problemas da governação, o que identifica como os principais problemas são precisamente o aumento do custo de vida e outras questões da governação que dizem mais às pessoas, nomeadamente a educação e a crise dos exames. Portanto, o caso Luís Neves nem sequer é uma prioridade a resolver do governo, não está no horizonte, portanto. Mas mesmo que estivesse, o ultimato de André Ventura teria o efeito contrário. Mesmo que tivesse a pensar sair, nunca seria em reação. Portanto, André Ventura já sabe a resposta ao ultimato. Luís Neves não vai sair, como é óbvio. Provavelmente, André Ventura vai avançar pra uma moção de censura. Constitucionalmente, se ele apresentar na terça-feira, na próxima sexta lá estaremos no Parlamento a discutir uma moção de censura, que é um bocadinho como o Titanic, quando vamos ver, já sabemos como é que acaba, não é? E, portanto, não há grande surpresa a vir daí, que é uma moção de censura que será chumbada e o Chega aproveitará, dentro daquilo que é uma legitimidade constitucional, esse instrumento para fazer oposição ao governo e para dizer tudo o que tem a dizer ao governo, que vai mal, naturalmente. É isso que se espera desse debate da moção de censura.

Mas falemos desta Universidade de Verão do PSD. Está a decorrer durante toda esta semana, ainda vai decorrer até domingo e os últimos dias têm colocado várias figuras do governo e do PSD a discursar. Ainda ontem, Luís Montenegro falou, também já durante esta semana, saiu em defesa do próprio ministro e a elogiar muito o trabalho. Queria perceber ao certo Que linha tem seguido o governo nestes últimos dias e se achas também que este posicionamento de André Ventura hoje anunciado por parte do Chega, se pode mudar a reta final da Universidade de Verão do PSD e os discursos que ainda vamos ter.

Sim, na verdade, acabam por ir um bocadinho, não em crescente, mas o momento principal da Universidade de Verão é sempre a intervenção do primeiro-ministro, em que será natural que apresente algumas medidas, até em áreas setoriais, que eventualmente possa identificar que são necessárias, nomeadamente, por exemplo, a educação. Não sei se falará ou não da revisão constitucional, mas a grande expectativa é que, de alguma forma, Luís Montenegro dê um passo em frente, ou seja, uma fuga em frente, no sentido de falar de matérias de governação para acabar com este ruído e esta instabilidade. Sendo que a linha dos ministros e principais figuras do partido que têm passado por aqui, tem sido: "Olhem bem para os três líderes, só um deles é que é prime ministriável, ou seja, só um deles é que tem condições para ser primeiro-ministro. Nem José Luís Carneiro, nem André Ventura têm essa capacidade". Isso tem sido a linha mais comum das pessoas que vêm aqui falar, seja o vice-presidente Paulo Rangel, o próprio porta-voz Sebastião Bugalho e também o Hugo Soares, que é secretário-geral e simultaneamente líder parlamentar, tiveram todos essa linha. Ou seja, Luís Montenegro é o único dos três capaz. Agora, mais do que ultimatos que possam assustar o PSD, o que pode verdadeiramente assustar o PSD é um mapa cor-de-rosa, que é alguma sondagem que o PS apareça à frente e também que o PSD não esteja bem classificado. Até já vimos no passado algumas sondagens durante o verão em que o PSD aparecia em terceiro. Portanto, o grande problema, parece-me, do PSD, que está identificado, os próprios sabem isso, não é a sustentabilidade da Segurança Social, não é sequer o caso Luís Neves. O grande problema que está identificado é o custo de vida e as pessoas estarem a sentir que não estão a viver melhor. Isso é que pode ser o grande problema para o Governo, não a curto prazo, mas a médio prazo, quando vierem eleições e não sabemos se a legislatura chega ao fim e com todo este ruído e esta instabilidade, até é provável que não chegue.

A chamada política para as pessoas, batizada assim por Luís Montenegro, pode não estar a funcionar e procura soluções esta Universidade de Verão do PSD também durante estes dias. Rui Pedro Antunes, obrigado por esta análise e participação. Rui Pedro Antunes, que está a partir de Castelo de Vide, editor de política do Observador, a acompanhar essa Universidade de Verão do PSD. A família de Odair Moniz vai recorrer da pena suspensa aplicada ao polícia autor do disparo. De acordo com o recurso a que a Agência Lusa teve acesso e divulgado nos últimos minutos, a defesa pretende que o acórdão que condenou o agente Bruno Pinto a uma pena suspensa de três anos e seis meses, seja revogado. Considera que o acórdão incorre em contradição insanável. A família de Odair Moniz acrescenta que a pena de três anos e seis meses é manifestamente insuficiente por não refletir a gravidade objetiva do homicídio, o grau de culpa e o uso de arma de fogo de serviço. O recurso apela à revisão das indenizações, considerando que os montantes definidos são manifestamente insuficientes. Passam agora 11 minutos das 18h, que outras notícias marcam também a atualidade. O Presidente da República já promulgou o diploma que alarga até o nono ano a proibição de uso de smartphones nas escolas, uma medida anunciada há um mês pelo Ministério da Educação. As escolas vão ter o primeiro período de aulas para se adaptarem, para fazerem a transição para as novas regras, que vão entrar em vigor a 1 de janeiro de 2027. No ano letivo do ano passado, a proibição esteve em vigor para os alunos do primeiro e do segundo ciclo, mas algumas escolas do terceiro ciclo já tinham decidido proibir também os smartphones. Esta tarde, em Lisboa, uma colisão entre um elétrico e um autocarro na zona da Estrela provocou três feridos ligeiros, uma mulher e duas crianças de 10 e 11 anos. A mulher foi encaminhada para o hospital por precaução, mas não inspira cuidados de maior. A situação já está resolvida. Para fechar, Judite, Miguel, algum de vocês tem nojo de baratas? Eu acho que a pergunta é quem é que não tem. E se forem baratas-robô? De qualquer maneira.

Certo.

Agora, primeiro inventar um robô pra matar baratas. Olha, isso é que era o ideal. Se calhar, já inventaram, mas eu venho falar de baratas-robô mesmo, porque eu sei que esta pergunta pode parecer estranha, mas pode ser uma solução para quem fica preso em escombros, principalmente sismos, ou quem fica preso numa situação de catástrofe, pode ser uma barata-robô a ajudar no salvamento. Cientistas australianos criaram baratas cyborg, este é o nome utilizado, equipadas com câmaras, medicamentos, seringas, tudo o que pode ajudar em situações de catástrofe. São capazes de entrar em locais demasiado estreitos e perigosos para conseguirem chegar às vítimas antes das equipas de socorro. São chamadas paraborgs, por serem baratas paramédicas. Têm um pequeno elétrodo que permite controlar os movimentos que fazem à distância, como se fossem pequenos robôs remotos que ajudam, neste caso, estas baratas-robô a chegar até às vítimas. E por que não um robô a sério e fazerem isto com o formato de uma barata? Pois.

Pois é isso.

Não, não. Não, porque não um robô a sério? O teu problema é ser o formato de uma barata? Sim.

Certo, podia ser no formato de um unicórnio, por exemplo.

Olha, segundo os cientistas, nenhum robô consegue igualar a agilidade e resistência de uma barata. E, portanto, já que não conseguimos derrotá-los, vamos juntar-nos a eles e fazermos um robô em forma de barata. Nos testes, uma barata-robô ia à frente com uma câmera a localizar as vítimas, a outra seguia atrás para entregar os medicamentos. Ótimos resultados. Falam os cientistas em taxa de sucesso superior a 70% e, portanto, significa que em cada 10, sete têm sucesso. É este o resultado que temos e pode chegar no futuro baratas-robô para ajudar em situações de catástrofe. Pronto, há já alguma utilidade. O Miguel Cordeiro regressa às 18h30 para atualizar as notícias.