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Seis da tarde, notícias com edição da Laura Figueiredo e em destaque neste jornal. Laura, começamos por André Ventura, que promete decidir até amanhã se o Chega vai ou não avançar com uma moção de censura ao governo.

O ministro da Administração Interna está sob pressão, depois da ameaça do Chega em avançar com uma moção de censura ao governo, caso o primeiro-ministro não resolva a situação de Luís Neves. André Ventura diz que vai reunir os órgãos do partido entre hoje e amanhã para tomar uma decisão. Por enquanto, afirma estar satisfeito com alguns sinais que considera positivos neste processo.

Acho que o presidente da República, pelo menos pelo que não foi desmentido em vários jornais, parece ter dado um prazo ao governo para resolver o problema de Luís Neves. E o Chega também exigiu a resolução desse problema e também pede isso ao primeiro-ministro. Isso é um sinal positivo. O outro sinal positivo é o ministro ter dito, parece que era preciso mesmo uma moção de censura, para vir dar novas explicações. O que eu espero é que não sejam explicações iguais às últimas, que falava do que cria, como cria, e aumentando ainda mais as suspeitas sobre ele do que antes da conferência de imprensa.

Na mesma conferência de imprensa na sede do partido, o líder do Chega reagiu também ao discurso de Luís Montenegro ontem no final da universidade de verão do PSD, no qual o primeiro-ministro admitiu algumas falhas no processo de correção dos exames nacionais. Ora André Ventura acusa o governo de viver numa realidade paralela.

Um discurso de 40 minutos ou de cerca de 40 minutos, em que foi incapaz de assumir a sua própria responsabilidade em matéria de educação e em matéria das fragilidades e do caos nos exames e no processo de colocação dos alunos que teve lugar nos últimos meses, sempre por responsabilidade do governo e por responsabilidade do senhor Ministro da Educação. Usou, aliás, a expressão "lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo", como se não tivessem nada que ver com isso.

Declarações do líder do Chega esta tarde na sede do partido. André Ventura que diz que Luís Montenegro anunciou como novas medidas que já tinham sido anunciadas, tal exemplo da Universidade de Bragança.

Em Lisboa, quase um ano depois do acidente, foi divulgada esta tarde a data para estar pronto um novo elevador da Glória. Deve estar pronto até 2029.

É pelo menos essa a expectativa da Carris. O presidente do Conselho de Administração, Rui Lobo, admite ainda assim que o prazo poderá derrapar.

Esperamos que esteja pronto em 2029, como foi dito, no primeiro semestre de 2029, com um conjunto de variáveis que nós, felizmente ou infelizmente, não controlamos a 100%. Eu queria particularizar uma que foi dita pelo meu colega Luís Gonçalves, que é as questões do patrimônio arqueológico. Iremos intervir numa zona da cidade que é muito rica em patrimônio arqueológico e, portanto, como se costuma dizer, nunca se sabe o que é que vamos encontrar quando levantarmos toda a infraestrutura, mas é um equipamento seguro, é um equipamento moderno, uma cabine semelhante à anterior, mas não será em madeira, será em materiais que são mais resistentes.

Rui Lobo, o presidente do Conselho de Administração da Carris, esta tarde, na apresentação da nova solução para o elevador da Glória. O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis, fala numa solução moderna e robusta para a cidade.

E é um modelo que, por um lado, é tecnicamente robusto, é um modelo que garante toda a eficácia, toda a segurança e que segue as melhores práticas do mundo. É também um modelo que compatibiliza uma boa solução em termos de mobilidade de transportes com a valorização do espaço público e é uma solução moderna, é uma solução avançada, mas que respeita a identidade, o caráter e a história deste espaço tão especial.

A Carris espera lançar o concurso público já no primeiro trimestre do próximo ano. O valor final do novo equipamento está dependente desse processo. As partes do antigoascensor da Glória vão ser preservadas e expostas no museu.

Alexandra Leitão critica o atraso no pagamento de indenizações às famílias das vítimas do acidente do elevador da Glória.

Alexandra Leitão, que esteve esta tarde no explicador da Rádio Observador, a vereadora socialista da Câmara Municipal de Lisboa, esperava que o processo tivesse sido executado com maior rapidez.

Naturalmente que a situação já devia estar muito mais avançada do que está. Eu não sei se foram pagas. O que eu li em todas as notícias, e porque o que sei é pelas notícias, é que havia acordos, quatro acordos. Quando a Carris esteve numa reunião com a vereação, uma reunião à porta fechada, porque assim nos foi imposto, falou em dois acordos. Isto foi no fim de junho, agora haverá quatro.

Alexandra Leitão escusou-se a comentar o plano para o novo ascensor, já que os vereadores ainda não conheceram a proposta, condena também a forma como o processo tem decorrido. A antiga líder parlamentar do PS atira ainda críticas à inação de Carlos Moedas, que acusa de ter discursos vazios e também pouca ação.

Consegue ter a desfaçatez de se colocar na posição de espectador. "Eu já pedi, eu já exigi, eu já falei, eu estou alarmado", mas ele não é o presidente da Câmara de Lisboa. Ele não é vice-presidente do partido que manda neste momento no país. Portanto, eu diria que em vez de se mostrar tão alarmado e tão preocupado, devia atuar.

Alexandra Leitão, vereadora do PS da Câmara Municipal de Lisboa, esta tarde no Explicador. A socialista critica a ação do autarca lisboeta em matéria de segurança na cidade e na gestão do caso do Elevador da Glória, insiste que têm de ser apuradas responsabilidades.

Também a marcar esta tarde: morreu o antigo presidente da Associação Empresarial de Portugal, Ludgero Marques, tinha 88 anos.

A notícia foi divulgada através de uma nota de pesar divulgada pela AEP, à qual presidiu durante 23 anos. Luís Miguel Ribeiro, o atual presidente da Associação Empresarial de Portugal, recorda-o enquanto figura que defendeu as empresas e também como uma figura que contribuiu para o desenvolvimento econômico do país.

Estamos a falar de um homem que sempre defendeu as empresas, sempre defendeu a inovação, sempre defendeu a indústria nacional, sempre defendeu aquilo que é o contributo para o desenvolvimento econômico do país. Permita-me também, usando aqui a Rádio Observador, já expressamos, mas também aqui de forma pública, as nossas sentidas condolências a todas as pessoas que são próximas, em primeiro à família, naturalmente, e todas as pessoas próximas.

Declarações de Luís Miguel Ribeiro, o atual presidente da Associação Empresarial de Portugal. Ludgero Marques foi também presidente da Associação dos Industriais Metalúrgicos e Metalomecânicos do Norte e ainda fundador e presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Ferrugens.

No desporto, Lionel Messi diz adeus à seleção argentina.

O jogador do Inter Miami não vai voltar a jogar pela Argentina. Despede-se da seleção albiceleste pouco mais de um mês depois da final do Mundial 2026, perdida para a Espanha no prolongamento. A decisão de Lionel Messi foi anunciada nas redes sociais, onde o capitão da Argentina publicou uma longa carta. Vasco Maldonado Correia.

São três páginas escritas à mão e com muita emoção à mistura. "Quero comunicar-vos que me retiro da seleção." É assim que Lionel Messi anuncia o fim de uma era no futebol argentino e mundial. A carta foi escrita dois dias depois da final do Campeonato do Mundo de 2026, perdida frente à Espanha. Messi garante que a decisão ganhou ainda mais força depois da morte do pai no início do mês. O astro argentino, oito vezes considerado o melhor jogador do mundo, garante que a saída dói na alma, mas entende que este é o momento certo para dar o passo. Messi jura que sempre deu tudo pela Argentina, não só nos últimos anos, de maior sucesso para a seleção, também nos piores, nas finais perdidas, tanto no Mundial como na Copa América. Leo explica que entrava em campo para fazer com que todos os compatriotas se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol. Esta é, admite o próprio, uma das últimas etapas da carreira. Repetindo que a decisão é dolorosa, Messi admite que não tem mais para dar à seleção e é a altura de dar lugar a jovens de muito talento, que também merecem um lugar na Albiceleste. Motivo também para sair tranquilo, orgulhoso de ter oferecido ao país momentos de grande alegria. No final, fica o agradecimento aos adeptos pelo carinho ao longo de mais de duas décadas, agradecimentos também para a família, para os treinadores, companheiros e dirigentes e para Deus, a quem Messi termina com um obrigado por ter nascido argentino.

Vasco Maldonado Correia, com a carta de despedida de Lionel Messi, que não vai voltar a vestir a camisola da Argentina. Messi abandona o futebol internacional como o melhor marcador de sempre da Albiceleste e o jogador com mais jogos na história da seleção. Ganhou quatro títulos como capitão da Argentina, entre eles o Mundial de 2022 e também duas Copas Américas.

Passam agora 9 min das 18h. Laura Figueiredo, que outras notícias estão a marcar a atualidade?

O IC1 está cortado ao trânsito junto a Ermida Chato, no Conselho de Santiago do Cacém, devido a um incêndio que está a consumir uma área de mato desde as 16h. Proteção Civil adianta que o fogo teve origem num carro que se incendiou. Circulação rodoviária está cortada ao quilômetro 617 do IC1. O excedente do Estado caiu até julho para 282 milhões de euros, um valor que evidencia uma descida de mais de 2000 milhões face ao mesmo período do ano passado. De acordo com a entidade orçamental, o saldo das administrações públicas diminuiu, sobretudo devido à redução do saldo da administração central. Na atualidade internacional, o secretário norte-americano do Tesouro diz que as sanções contra o Irão servem para trazer o país de volta à mesa das negociações. Scott Bessent afirma que o regime de Teerão tem de desistir do programa nuclear e entregar o urânio enriquecido. Reitera também que o Estreito de Hormuz tem que ser reaberto. O secretário norte-americano do Tesouro sublinha ainda que o Irão não está pronto para fazer um acordo e que a liderança política iraniana está a falar abertamente das consequências econômicas provocadas pelas sanções.

A Laura Figueiredo está de regresso às 18h30.