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Jornal das sete, com o Vasco Maldonado Correia. Começamos com a Universidade de Verão do PSD. Paulo Rangel acusa André Ventura de demagogia e José Luís Carneiro de não ter capacidade para governar.
Depois do primeiro dia da Universidade de Verão Social-Democrata, em que o secretário-geral Hugo Soares disse que tanto André Ventura como José Luís Carneiro navegam no populismo e demonstram impreparação para ser alternativa, a crítica é agora também reproduzida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, primeiro dirigida ao líder do Chega.
Eu queria aqui reiterar, de forma muito convicta, aquilo que disse aqui ontem o Hugo Soares. Alguém acha que o líder do Chega, numa conjuntura de guerra, seria a pessoa certa para liderar o país, como ele próprio se autointitulou? Isto tem alguma credibilidade?
E depois a crítica é dirigida ao secretário-geral do Partido Socialista.
Nem pode ser uma pessoa que há três anos era ministra da Administração Interna e não foi capaz de antecipar a crise migratória e desmantelou o SEF sem nenhum problema de consciência. Essa pessoa não está preparada para governar. Aliás, já deu provas que não está.
Críticas de Paulo Rangel numa intervenção esta tarde na Universidade de Verão do PSD. Vamos em direto até Castelo de Vide, onde está o editor de política do Observador, Rui Pedro Antunes, precisamente a acompanhar esta iniciativa do principal partido do governo. Rui, há aqui uma intenção planeada, mais uma vez, de descredibilizar os dois líderes da oposição, primeiro Hugo Soares, agora Paulo Rangel?
Sim, sem dúvida. Na verdade, já a intervenção na abertura da Universidade de Verão de Hugo Soares tinha sido no sentido de o líder do PS e o líder do Chega não poderem vestir tão bem o fato de primeiro-ministro como Luís Montenegro, ou seja, a ideia de que não estariam preparados. E agora Paulo Rangel vem criar uma nova camada dizendo exatamente isso mesmo e apontando, por exemplo, que num cenário de guerra, enfim, os tempos que vivemos já são de guerra, que para estar ao leme do país não poderia ser nem José Luís Carneiro, nem o André Ventura. No caso de André Ventura, porque é demagogo e mentiroso, ou seja, porque é instável naquilo que diz e no caso de José Luís Carneiro, o exemplo que é dado é o fato de não ter antecipado o que se ia passar nas migrações, são as provas de Paulo Rangel de como os dois não estão preparados. Depois dizem ainda que as críticas relativamente à entrada na REN e também relativamente à compra das fragatas, também demonstram, se quisermos, uma falta de sentido de previsibilidade a médio prazo por parte dos partidos da oposição, já que, considera ele, o ministro dos Negócios Estrangeiros, é fundamental quer ter esse novo posicionamento do ponto de vista do setor energético, quer também reforçar a Marinha Portuguesa, tendo em conta os tempos que aí vêm, que diz ele, são tempos difíceis e diferentes do que se viveu até hoje. Portanto, é um bocadinho a tal ideia de que no meio do caos, quem tem que estar ao leme é o Luís Montenegro, porque os outros dois não estão preparados pra isso. Isso já se torna numa linha a partir do momento em que, depois do líder parlamentar o ter dito, o próprio Paulo Rangel também ter ido por aí. Portanto, neste momento, parece-me que a estratégia de comunicação por parte da AD é esta de que o primeiro-ministro é um ativo. Não deixa de ser curioso quando esta legislatura começou, quando foi interrompida e houve eleições legislativas, a grande dúvida era se-
Era precisamente sobre Luís Montenegro
...sobre Luís Montenegro e centrada nele. E agora, não sei se tem estudos internos, se é com base nas últimas sondagens, eu ainda hoje de manhã no falava numa sondagem na última da Católica e na pontuação que Luís Montenegro teve, que não era assim tão mal em comparação com os outros dois líderes políticos. Não sei se é por isso, mas de facto parece-me que há aqui um ponto de considerar Luís Montenegro um ativo por comparação com os outros dois. Ou seja, não é que seja o melhor de todos, mas é pelo menos o melhor entre os três e é isso que de alguma forma a AD tem tentado vender e à espera precisamente que seja a linha das intervenções nos próximos dias aqui na Universidade de Verão do PSD, até a de Luís Montenegro, que depois provavelmente terá qualquer coisa para anunciar ao país, como normalmente faz no discurso de encerramento.
Deixa-me só fazer uma pergunta rápida, Rui Pedro. Se consideras que esta estratégia mais agressiva de crítica aos dois líderes da oposição é também um sinal de que o PSD dá quase como certa a viabilização do orçamento do Estado no fim do ano. Ou seja, se já não vê como provável que o orçamento do Estado possa ser chumbado, pode, por isso, partir pro ataque.
Sim, embora de alguma forma o ataque, nesse aspecto, acaba por ser, do ponto de vista do Partido Socialista, um bocadinho moderado. Ou seja, o ponto é só dizer que o melhor deles é Montenegro. Mas, por exemplo, quando vemos que na questão da Segurança Social, o governo vem dizer rapidamente: "Não vamos mexer, o estudo do Jorge Bravo vai ficar na gaveta, não há preocupação nenhuma, o que o PS está a dizer é um papão." Na verdade, o governo também está a evitar todo o tipo de irritantes
Potenciais com o Partido Socialista. Portanto, também não acho que o governo esteja a ser particularmente corrosivo a ponto de dar pretexto ao Partido Socialista para no orçamento não viabilizar. Nesse aspecto, também há aqui uma dualidade. Curiosamente, é uma coisa muito mais dirigida à capacidade de governação e às competências técnicas e políticas de José Luís Carneiro do que propriamente de criar aqui grandes irritantes, grandes linhas vermelhas ou grandes confrontações que depois possam, de alguma forma, perturbar essa aprovação desse documento estratégico, que é o Orçamento de Estado.
Obrigado, Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, que está em Castelo de Vide a acompanhar a Universidade de Verão do PSD.
André Ventura já veio responder a Hugo Soares e Paulo Rangel. Lamenta, o líder do Chega, que o PSD esteja mais preocupado com ataques políticos do que com a resolução dos problemas do país.
O líder do Chega desvaloriza as críticas que chegam de Castelo de Vide.
Impreparado para governar é quem quer fazer tudo igual ao que os outros fizeram durante 50 anos e quem, quando ouve qualquer crítica da oposição, em vez de a rebater, ataca com questões de preparação ou de caráter os outros líderes políticos. Eu não estou preocupado com isso. Eu estou preocupado com denunciar os problemas. Este problema da Segurança Social é um problema. Era isso que eu gostava de ouvir o líder parlamentar do PSD, o primeiro-ministro ou os líderes do PSD falarem.
André Ventura volta a pedir a demissão do ministro da Administração Interna e desta vez usa a ida de Luís Neves ao Vaticano para pressionar Luís Montenegro.
Acho sinceramente que não há nenhum milagre que possa salvar Luís Neves, nem uma visita ao Papa, nem umas orações profundas. Espero que ninguém leve isto a mal, francamente. Acho que a única solução para Luís Neves é sair para não continuar a envergonhar-nos, a envergonhar o país e a envergonhar-nos a todos.
André Ventura em conferência de imprensa esta tarde na sede nacional do Chega, em que avança também que o partido vai submeter no Parlamento um projeto de resolução para pedir uma auditoria à Segurança Social. O líder do Chega garante que o partido vai insistir na redução da idade da reforma no debate sobre o Orçamento do Estado.
Em Albufeira, 10 dos 16 feridos na sequência de um atropelamento na Rua da Oura na última noite, já tiveram alta hospitalar.
De acordo com a fonte da Unidade Local de Saúde do Algarve, seis feridos ligeiros já saíram dos hospitais de Faro e de Portimão, onde se mantêm dois feridos graves. Já no serviço de urgência básica de Albufeira, quatro pessoas tiveram alta, outras quatro mantêm-se sob observação. O incidente aconteceu na última madrugada. O suspeito tem 35 anos e ultrapassou as barreiras de segurança na zona de bares da Oura. Atropelou várias pessoas, ainda tentou fugir a pé, mas acabou por ser detido pelas autoridades. Nesse momento, acusava uma taxa de álcool no sangue de 1,29, bem acima do limite legal.
Passam agora quase nove minutos das 19h. Vasco Maldonado Correia, que outras notícias marcam a atualidade?
É uma notícia de última hora, que vamos continuar a desenvolver nos próximos Passos dos Noticiários. Morreu Dolly Parton, uma das mais celebradas cantoras da história da música country. O óbito foi confirmado nesta terça-feira pelo sobrinho Brian Seaver, num vídeo publicado na conta oficial de Instagram da cantora norte-americana. Um homem suspeito de participar no assalto morreu esta tarde depois de terem batido numa viatura na Avenida de Berlim, em Lisboa. A morte ocorreu no contexto de um roubo de um relógio e de um fio, levado a cabo por quatro pessoas em duas motas. Um dos motociclos embateu na viatura da vítima, que tinha acabado de assaltar, numa tentativa de o obrigar a parar, tendo depois surgido uma segunda mota para efetuar o furto. De seguida, o condutor desta viatura perseguiu as motas, tendo batido numa delas, o que causou a morte de um dos passageiros. Os restantes três ficaram em fuga. O caso já foi entregue à Polícia Judiciária, que esteve no local a realizar perícias. O Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa voltou a anular a eleição de Paulo Pereira como reitor da Universidade Nova de Lisboa, em causa alegadas ilegalidades na marcação das votações. De acordo com o jornal "Eco", o mesmo tribunal já tinha mandado repetir as eleições para a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa em março, sendo que Paulo Pereira foi reeleito em maio. Nos Jogos do Mediterrâneo, em Taranto, na Itália, há mais uma medalha para Portugal. Camila Rebelo conquistou a medalha de ouro na prova de natação nos 100 metros costas. É a 16ª medalha para Portugal nesta competição.
O Vasco Maldonado Correia regressa às 19h30 para atualizar as notícias. Já a seguir ficamos com um novo episódio de "O Resto é História".