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É uma hora. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite, Jornal da Uma. De novo em crise, o Futebol Clube do Porto foi à Reboleira perder por 2 x 0 perante o Estrela da Amadora. Jogo da jornada 31 da Primeira Liga, os Dragões tinham a oportunidade de subir de novo ao terceiro lugar e ultrapassar o Sporting de Braga, que empatou esta sexta-feira em casa do Famalicão. No entanto, os azuis e brancos voltaram a perder e estão agora matematicamente fora da corrida pelo título. Kikas, na primeira parte, e Alan Ruiz, de pênalti no segundo tempo, fizeram os gols que deram o triunfo ao Estrela. Na análise à partida, o técnico do Futebol Clube do Porto, Martin Anselmi, reconheceu a justiça da derrota.
Fizemos uma péssima primeira parte. Não conseguimos ganhar as divididas, os duelos. Eles fizeram uma primeira parte para ganhar o jogo. E acabamos por reagir na segunda parte, mas sem efeito. Parece-me que neste tipo de jogos difíceis é preciso combater e eles hoje combateram melhor.
Do lado do Estrela da Amadora, o técnico adjunto Luís Silva realça o trabalho feito pela equipa e fala numa vitória justa.
Era um jogo importante para nós. Fizemos, de facto, um bom jogo. Estivemos, acho que desde o minuto inicial, por cima do jogo. Naturalmente, o Futebol Clube do Porto tem uma grande equipa, tem grandes valores individuais também e é sempre uma equipa que dificulta as coisas, mas hoje acho que a nossa equipa está de parabéns pela postura que teve desde o início ao fim e acho que foi um resultado justo.
Estrela da Amadora 2, Futebol Clube do Porto 0. Resultado final que mantém os Dragões na quarta posição da tabela classificativa. Já os estrelistas aumentaram a vantagem para a linha de água. O Estrela ocupa a 15ª posição com 29 pontos. A derrota azul e branca provocou momentos de tensão no exterior do estádio após o apito final. Registraram-se desacatos entre adeptos e agentes da PSP. De acordo com notícias ao minuto, um agente terá ficado ferido na sequência de agressões. Entre 20 a 30 pessoas foram identificadas. O mesmo órgão de comunicação social dá conta de dois detidos durante o jogo, um por injúrias, outro por danos na vedação do estádio. Este domingo há mais futebol, com os jogos de Benfica e Sporting em destaque. Primeiro jogam os encarnados na Luz, o Benfica defronta o AVS. O encontro marcado para às 18h deste domingo. Na antecâmara da partida, o técnico Bruno Lage destaca a importância do confronto para a reta final do campeonato.
Concentração máxima no jogo. Estamos a entrar em momentos muito importantes da época e é muito importante nós estarmos concentrados naquilo que controlamos e é no jogo. Nós percebermos que estamos numa contagem decrescente para o final do campeonato. Todos os jogos são importantes, qualquer distração nos pode penalizar e custar muito caro e nós temos que estar na concentração máxima para o jogo de amanhã.
Benfica x AVS, este domingo no Estádio da Luz, a partir das 18h. Já o Sporting entra em campo mais tarde, às 20h30, os Leões enfrentam o Boavista, no Estádio do Bessa. Em conferência de imprensa, ainda em Alcochete, o treinador Rui Borges revelou estar à espera de uma partida difícil.
Um jogo muito competitivo, onde temos que tentar entrar fortes, como temos entrado, para o Boavista sentir também que estamos ali para ganhar, porque é isso que queremos, é ganhar e continuar o nosso caminho. Estamos nas frentes, estamos na luta do campeonato, estamos na taça, na final da taça, a priori estamos na final da Supertaça. Não poderia, naquilo que é primeiros objetivos, estar nas decisões, nós estamos. Agora temos que ter capacidade para ganhá-las e é esse o nosso foco.
Sporting e Benfica na luta pelo título de campeão nacional entram em campo nesta jornada 31 na liderança partilhada da Liga Portugal. Os dois jogos vão contar com relato em direto aqui na Rádio Observador. Olhamos agora para a política. Pedro Nuno Santos e André Ventura criticam a gestão do governo no Serviço Nacional de Saúde. Em causa estão as urgências fechadas durante este fim de semana. Os dois maiores partidos da oposição comentaram este sábado a situação conturbada no SNS, com sete urgências fechadas este fim de semana em todo o país, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo. O secretário-geral do PS considera que o SNS está pior do que no ano passado, quando era o Partido Socialista quem governava.
Nós temos mais urgências encerradas, mais mulheres a ter os seus partos em ambulâncias do que nos últimos anos, e isso sim é que é verdadeiramente preocupante. E ao mesmo tempo que isto acontece, em que há uma contínua degradação do SNS, em que o SNS consegue ainda estar pior do que estava o ano passado, temos um ainda primeiro-ministro incapaz de assumir responsabilidades, incapaz até de mostrar empatia para com a realidade que muitos portugueses enfrentam na procura de umas urgências que acabam por estar encerradas.
Declarações do líder socialista este sábado à chegada de uma sessão destinada a apresentar o manifesto jovem da Juventude Socialista em Marvila, no Conselho de Lisboa. O PS não é o único a apontar o dedo ao executivo de Luís Montenegro. Também o Chega deixa críticas vocais à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Onde raio anda a ministra da Saúde? Num dia em que as urgências estão fechadas, em que há hospitais que não estão a atender como deviam, onde é que anda a ministra da Saúde? Por que não dá explicações do que está a acontecer e o que é que vai melhorar e que garantia podemos ter nos próximos dias de que vamos ter uma saúde mais aceitável para todos? Não sabemos o que pensa a ministra da Saúde e não sabemos como vão resolver o problema. Isto é o drama verdadeiro de um governo incompetente e ausente.
André Ventura, que fala num governo incompetente e ausente. Ventura diz que quer chamar a ministra da Saúde ao Parlamento na próxima semana, a última da atual legislatura antes do começo da campanha eleitoral. Sobre a manifestação não autorizada desta sexta-feira, o líder do Chega apontou o dedo à Câmara Municipal de Lisboa, diz que não deveria ter sido proibida. André Ventura deixa críticas à decisão da autarquia lisboeta, refere que os desacatos de sexta-feira só têm um responsável, Carlos Moedas.
Ontem, a Câmara de Lisboa proibiu uma manifestação. O que devia era ter garantido que as manifestações ocorriam as duas em segurança, com condições nos seus trajetos ou na sua localização e em articulação plena com as autoridades policiais. Optou por pressão pública, sobretudo da esquerda política, em proibir. E a proibição, num dia de liberdade, parece ou assemelha-se à censura. Por isso os acontecimentos que se geraram têm como principal e único responsável o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.
Palavras de André Ventura, presidente do Chega, na reação aos desacatos desta sexta-feira em Lisboa, nas celebrações do 25 de Abril. Este sábado ficou marcado pelo funeral do Papa Francisco. A cerimônia juntou cerca de 400 mil pessoas no Vaticano, um número divulgado pelo governo italiano, que foi revisto em alta. O Vaticano falou inicialmente em 250 mil pessoas, mas de acordo com o Ministério do Interior de Itália, o número foi muito superior. O funeral decorreu na manhã deste sábado e durou cerca de três horas. A jornalista Maria Miguel Duarte faz um resumo da cerimônia, que cumpriu vários rituais religiosos.
Foi com o excerto do livro dos Atos dos Apóstolos que começou a missa do funeral do Papa Francisco. Perante milhares de pessoas na Praça de São Pedro e vários chefes de governo e de Estado, o cardeal italiano Giovanni Battista Re presidiu a missa de despedida do sumo pontífice. O cardeal Re recorda a posição de Francisco relativamente aos conflitos mundiais nos últimos anos.
Papa Francesco incessantemente ha elevato la sua voce implorando la pace.
Foi uma homilia que recebeu fortes aplausos por parte das milhares de pessoas que estiveram na Praça de São Pedro. Entre as várias orações escutadas esta manhã no Vaticano, uma delas foi em português.
Todas as nações que, praticando incansavelmente a justiça, possam estar sempre unidos no amor fraterno e busquem incessantemente o caminho da paz.
Bianca Fracalvieri, uma jornalista brasileira da Rádio Vaticano, foi uma das sete pessoas que leram preces da oração universal. Depois da missa, o caixão do Papa Francisco, que estava no centro da Praça de São Pedro, seguiu para a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, onde Francisco foi sepultado. No percurso, passou por vários pontos emblemáticos da Cidade Eterna, onde milhares de pessoas se conseguiram despedir do Papa Francisco.
Um trabalho da jornalista Maria Miguel Duarte. O Papa Francisco foi, entretanto, sepultado na Basílica de Santa Maria Maior, numa cerimônia que decorreu à porta fechada. O túmulo pode ser visitado a partir deste domingo. O funeral de Francisco esteve também na origem de um novo encontro entre Donald Trump e Volodymyr Zelensky, uma conversa que durou cerca de 15 minutos. Na rede social X, Volodymyr Zelensky refere que se tratou de um encontro com potencial para ser histórico. Disse esperar que o que foi discutido seja agora posto em prática. Do lado de Donald Trump, ainda não há reação oficial. No entanto, através da rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Vladimir Putin com novas sanções. Escreve que muitas pessoas estão a morrer na Ucrânia e a situação fá-lo pensar que talvez a Rússia não queira parar a guerra. Donald Trump pediu também este sábado o uso gratuito por parte dos Estados Unidos dos canais do Panamá e do Suez, uma intenção demonstrada através da rede social Truth Social. Trump quer que Marco Rubio aborde o tema imediatamente. Trump refere que os canais do Panamá e do Suez não existiriam sem os Estados Unidos da América. Recordo que antes de tomar posse, a 20 de janeiro, Donald Trump aumentou a pressão sobre o Panamá e ameaçou retomar o canal construído pelos Estados Unidos, inaugurado em 1914 e que se manteve sob controle norte-americano até 1999. Notícia de fecho neste jornal. A informação regressa já a seguir com a síntese da 13h30.