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Uma hora. Boa noite, meu nome é Rita Lourenço, vamos às notícias na Rádio Observador. Começamos com o ataque dos Estados Unidos ao Irão, que após um mês sem ataques, atacou a ilha iraniana de Larak. De acordo com a informação avançada pela CNN, o ataque aconteceu quando foram observadas forças do Irão a prepararem-se para lançar rockets com minas para o estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão já reagiu e prometeu retaliar e já o fez. Bases militares dos Estados Unidos da América na Jordânia foram atacadas. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão assumiu ataques às bases militares norte-americanas em retaliação à ofensiva na ilha iraniana de Larak. Nesta declaração, citada pela Al Jazeera, o grupo indica ter combinado mísseis e drones no ataque, que apelidou de punição ao agressor, garantindo ter destruído a infraestrutura técnica e de reparação, bem como centros de desenvolvimento. A Tasnim, agência noticiosa semioficial ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, dá conta de o ataque dos Estados Unidos ter feito dois mortos e pelo menos dois feridos. Os Estados Unidos confirmaram o ataque e dizem que vão continuar a acompanhar de perto a zona. Vamos agora à atualidade nacional. O Luís Montenegro admite que o processo de digitalização dos exames na primeira fase não correu bem, mas a mudança é para continuar, porque o sistema é de mudança. O primeiro-ministro fez o discurso de encerramento na Universidade de Verão do PSD este domingo, em Castelo de Vide. Luís Montenegro lamenta as falhas no sistema de digitalização, mas garante que o caminho do governo é a mudança.
Reconhecemos que este processo não correu bem e lamentamos a perturbação que aconteceu durante algum tempo, mas ao mesmo tempo nós mantivemos a nossa determinação e convicção de que o caminho era o caminho correto. Nós já sabemos, a mudança tem riscos e nós não estamos aqui para fugir às nossas responsabilidades. Estamos aqui para assumir os riscos da mudança, mas mudar e atingir o resultado. E foi isso que aconteceu. E por isso sabem que a segunda fase dos exames nacionais já mostrou que somos capazes, efetivamente, de levar este processo de digitalização por diante.
O presidente do PSD focou o discurso de encerramento da Universidade de Verão do partido na educação e anunciou ainda novas medidas para escolas e universidades.
Nós vamos criar um novo regime da autonomia e governação das escolas, com uma eleição geral do diretor da escola, com a sua autonomia reforçada e com a prestação de contas. Vamos também dinamizar o estatuto do diretor e valorizá-lo do ponto de vista das suas remunerações. Vamos equiparar as condições remuneratórias dos reitores das universidades politécnicas com os restantes reitores. E como disse há pouco, vamos criar uma nova universidade, a Universidade de Bragança e do Norte Interior.
Luís Montenegro, no discurso da Universidade de Verão do PSD, que decorreu este domingo em Castelo de Vide, no distrito de Portalegre. O presidente do ainda Instituto Politécnico de Bragança considera que a mudança da universidade para universidade atrai investimento e alunos. Orlando Rodrigues vê com alegria e surpresa este anúncio de Luís Montenegro. Segundo o presidente do Politécnico de Bragança, a instituição sempre se destacou, mas Orlando Rodrigues considera que a mudança vai permitir uma afirmação muito diferente da instituição, que vai levar a mais alunos.
Muda, sobretudo, o estatuto da instituição, a visibilidade internacional e ficamos claramente com outras ferramentas para nos afirmar. Isso dá-nos outras capacidades, outras ferramentas de nos afirmarmos, de atrairmos alunos, de atrairmos também talento internacionalmente.
Orlando Rodrigues, o presidente do ainda Instituto Politécnico de Bragança, sobre o anúncio de Luís Montenegro na Universidade de Verão do PSD. Anúncio esse que a Comunidade Intermunicipal de Terras de Trás-os-Montes e a Câmara de Bragança também veem com bons olhos. Consideram que vai ter um impacto positivo para o desenvolvimento da região. O presidente da Comunidade Intermunicipal, Pedro Lima, considera um dia feliz e afirma que a criação da universidade é a cereja no topo do bolo de uma série de investimentos na região. Já a presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, considera que se fez justiça.
Lutamos muito para isso. Trouxemos esta dignidade institucional, trouxemos reconhecimento nacional e internacional, nomeadamente em termos científicos, e estamos a falar hoje de uma instituição que é das poucas politécnicas que tem um quadro de investigadores. Foi das primeiras a nível nacional a apostar no quadro de investigadores científicos. Tem centros de investigação com classificação de excelência, tem uma diversidade de oferta formativa a vários níveis.
Ouvimos a presidente da Câmara Municipal de Bragança, Isabel Ferreira, que diz ainda que a mudança é muito importante, uma vez que concretiza a visão da autarquia de colocar a cidade na centralidade que merece. Retomando o discurso de Luís Montenegro, em reação, a esquerda critica a forma como o primeiro-ministro tem gerido o país. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, aponta principalmente falhas do Ministro da Educação no processo da digitalização dos exames. Já Paulo Raimundo critica o que chama de propaganda por parte do primeiro-ministro, mas lê nas entrelinhas um futuro ataque aos professores. E ainda o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa o governo de incompetência, em particular, também na gestão dos exames. Ainda na atualidade política, Paulo Portas questiona as vantagens económicas da entrada do Estado na REN. No espaço de comentário da TVI, Paulo Portas questiona a vantagem do Estado reentrar na REN com uma posição de 13,7%. Em causa, a compra por parte da Parpública, uma empresa do Estado, de parte da REN, que tem como acionista maioritário uma empresa estatal chinesa desde 2012. Paulo Portas diz, porém, que do ponto de vista geopolítico, revela talento, uma vez que deixou contentes tanto os chineses, americanos como europeus.
Acho que revela talento, porque é difícil fazer uma operação numa empresa internacional que deixe os chineses contentes, os americanos contentos e os europeus contentes por razões diferentes e às vezes contraditórias. Mas é verdade que assim foi. Os chineses, porque gostam da entrada do Estado numa empresa que é detida maioritariamente por uma empresa do Estado chinês, gostam de relações Estado a Estado. Os americanos, porque acham que a entrada do Estado vigia mais os chineses e os europeus, porque o clima quanto ao investimento chinês mudou muito em Bruxelas.
O comentador político avança ainda que não acredita que esta compra se traduza numa baixa dos preços da energia, uma vez que para ter influência seria necessário o Estado possuir uma maior percentagem da empresa.
Eu não tenho a certeza que o Estado consiga, com 13,7%, o que poderia, sem tanta despesa, fazer pelo regulador ou pela própria legislação, porque aquilo é um monopólio natural absoluto. Não me parece que 13,7% tenham influência no preço, mas objetivamente eu não tenho a certeza que esta tenha sido a última aquisição, porque para o Estado ter uma posição relevante, é preciso chegar a, pelo menos, cerca de 30%.
A análise de Paulo Portas no espaço de comentário da TVI sobre a compra de 13,7% da REN por parte do Estado. Vamos agora ao desporto. O Benfica vai fechar a quarta jornada do campeonato. As Águias recebem o Estoril no Estádio da Luz esta segunda-feira. Em conferência de imprensa, Marco Silva, que terminou a carreira de jogador e iniciou o percurso de treinador no Estoril, revela que será um jogo especial e sublinha que as memórias que tem no clube estorilista vão sempre acompanhá-lo para o resto da vida.
Sendo o mais honesto possível, talvez seja o jogo mais especial para mim ou o adversário mais especial para mim, se eu assim posso dizer, porque foi onde começou e onde terminou a minha carreira como jogador, onde começou como treinador. Foram muitos anos naquela casa, em que me senti realmente em casa e é um clube que foi especial, continua a ser especial e será especial para o resto da minha vida, onde eu tenho muita gente ainda que conheço bem e com quem tive ligações e o futebol e a nossa vida é um pouco isso, são as memórias que ficam.
As declarações de Marco Silva, treinador do Benfica, em conferência de imprensa de antevisão do jogo desta segunda-feira. O apito inicial do Benfica-Estoril está marcado para as 20h15 desta segunda-feira. Um jogo que vai poder acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Este foi o ponto final do Jornal da Uma. As notícias estão de regresso já à 13h30.