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É uma hora. As notícias com Rita Lourenço.

Pelo menos 12 pessoas morreram e 309 ficaram feridas num ataque com mísseis contra o Aeroporto Internacional de Riad, na Arábia Saudita, este sábado. As autoridades sauditas atribuíram a ação aos rebeldes houthis do Iêmen, que avançaram recentemente no oeste iemenita e mantêm um bloqueio naval no Mar Vermelho. O grupo aliado do Irão ainda não se pronunciou, apesar de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita. Entre as vítimas mortais confirmadas estão quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, incluindo um cidadão norte-americano. O ataque provocou danos materiais e a evacuação do terminal três, o que levou à suspensão temporária dos voos e ao desvio de ligações aéreas. Em resposta, a coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou uma operação militar em grande escala contra os houthis e Donald Trump pondera juntar-se a estas ações militares da Arábia Saudita e atacar estes rebeldes. Segundo reforça o jornal britânico "The Telegraph", este ataque foi o mais mortífero num país do Golfo Árabe desde o início da guerra dos Estados Unidos da América contra o Irão. E o presidente norte-americano diz também que está na altura de a Ucrânia ter um novo presidente. As declarações de Donald Trump surgem um dia depois de ter anunciado um entendimento com Vladimir Putin para aumentar o fornecimento de gasóleo russo aos mercados internacionais, numa altura em que a Casa Branca procura aliviar os preços dos combustíveis e sugere que será mais fácil chegar a acordo para pôr fim à guerra se houver uma mudança na liderança ucraniana.

Se eu fosse presidente, esta guerra nunca teria acontecido. Esta guerra nunca teria começado. Não havia motivo pra que aquela guerra entre a Ucrânia e a Rússia tivesse começado. Começou devido à incompetência. Nunca deveria ter começado. Já não teriam perdido 30% do vosso país. Perderam 30% do vosso país e mais de 1 milhão de pessoas foram mortas. Entre os dois países, mais de dois milhões de pessoas foram mortas. É uma guerra que nunca deveria ter começado e acho que está na hora da Ucrânia ter um novo presidente.

Donald Trump deixou também um aviso direto ao presidente ucraniano e diz que é melhor Zelensky parar e depressa, ao mesmo tempo que criticou os ataques de Kiev contra as infraestruturas energéticas russas. O presidente norte-americano voltou também a responsabilizar Zelensky por ainda não ter chegado a um entendimento para terminar a guerra. A Rússia congratulou-se este sábado com o apelo do presidente norte-americano para a substituição do chefe de Estado ucraniano, enquanto a diplomacia da Ucrânia assinalou o apoio do povo a Zelensky. A Ucrânia reagiu através do Ministério dos Negócios Estrangeiros do país, que sublinhou a popularidade do chefe de Estado, dizendo: "Ele conta com o apoio do povo ucraniano e este tem o direito de decidir". E o antigo presidente norte-americano, Barack Obama, esteve em Lisboa e defende a necessidade de haver líderes que valorizem uma humanidade comum e respeitem os valores democráticos e a igualdade. Perante uma plateia de 10 mil pessoas no Meo Arena, em Lisboa, o ex-mandatário lamentou a nostalgia da América real e defendeu a renovação das instituições para responderem com maior eficiência aos problemas dos cidadãos. Apesar de elogiar a União Europeia, Obama alertou que a lentidão dos processos democráticos pode impulsionar o recurso a líderes autoritários e, sem citar diretamente o atual presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, lembrou que a Constituição norte-americana impede que o chefe de Estado possa iniciar uma guerra sem a aprovação prévia do Parlamento. O antigo líder norte-americano recordou também a complexidade de decisões do seu mandato, como a guerra na Síria e a gestão do arsenal nuclear, sublinhando também que a ação governamental exige intervenção humana e respeito pela lei internacional. Vamos agora à política nacional, à atualidade da política nacional. Paulo Raimundo diz que o orçamento do Estado pra o próximo ano é uma desgraça para o país. O secretário-geral do PCP participou este sábado numa manifestação de solidariedade com a Palestina. Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo afirma que o governo tem as prioridades trocadas.

É um orçamento que faz opções. Quando o governo diz que não há margem no orçamento, desculpa a expressão bem grosseira, é uma treta, porque há margem. Porque o mesmo governo, se não gastar 1700 milhões de euros em benefícios fiscais, se não der 1700 milhões de euros também às parcerias público-privadas, se não pegar metade do orçamento do Serviço Nacional de Saúde e entregar àqueles que fazem da saúde um negócio, se em vez de reduzir 1% no IRC e quer aumentar as propinas em 3%, se fizesse outras opções, havia margem. Havia margem pra custo de vida, havia margem para baixar os custos dos alimentos, dos combustíveis, da habitação. É uma questão de opção.

Ouvimos Paulo Raimundo, líder do Partido Comunista, aqui em registros captados pela RTP Notícias. Deixa ainda críticas aos partidos dispostos a deixar passar este orçamento. Já o Bloco de Esquerda diz que o governo quer passar um cheque em branco aos portugueses com a apresentação deste orçamento do Estado. O coordenador do partido, José Manuel Pureza, esteve este sábado presente na manifestação contra o aumento do custo de vida e da habitação promovida pela plataforma Não Dá Mais Pra Viver Assim, que junta mais de 30 organizações e que se fez ouvir em várias cidades ao longo de todo o país. O bloquista fala nesse cheque em branco passado aos portugueses.

Aquilo que está a trazer as pessoas pra rua em Portugal é o mesmo que está a trazer as pessoas pra rua em França, em Espanha, com as suas circunstâncias próprias, como é evidente, mas há muitas Mari Carmens em Portugal. Não nos enganemos sobre isso. Há um orçamento de Estado que não dá resposta a nenhuma destas coisas. Há um orçamento de Estado que é um verdadeiro cheque em branco à continuação daquilo que nos trouxe até aqui

"Há muitas Mari Carmen em Portugal", é o que diz José Manuel Pureza. As mesmas preocupações tem o LIVRE com a porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes, a acusar o governo de viver numa realidade paralela.

Achar que liberalizar o mercado do arrendamento, pedir cauções ilimitadas, pedir três rendas adiantadas, achar que uma renda moderada é uma renda de € 2300, é de quem não vive no mundo real, não vive no mundo em que a maior parte dos portugueses vive. Há pessoas que até ponderam se vale a pena ir trabalhar ou não, tal é o custo de vir trabalhar e pegar no carro.

Declarações de Isabel Mendes Lopes. Tanto ela como José Manuel Pureza estiveram presentes na manifestação da plataforma "Não dá mais para viver assim", que saiu à rua na defesa pelo controle do custo do cabaz alimentar, dos combustíveis e da habitação, e também para reclamar a taxação de lucros extraordinários de empresas de vários setores. E oito pessoas vão ficar em prisão preventiva depois de conhecidas as medidas de coação dos arguidos da operação europeia contra a fuga ao IVA. Em causa, o chamado Carrossel do IVA, um negócio de compra e venda de telemóveis. Estima-se um prejuízo de, pelo menos, €150 milhões para o Estado português. Foram hoje conhecidas as medidas de coação aplicadas aos arguidos desta operação, que resultou em 39 detenções em Portugal e um total de 62 detenções em oito países. O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considera que existe um perigo concreto de continuação da atividade criminosa em Portugal. A investigação deu origem a dois inquéritos-crime. No primeiro, 11 dos 21 arguidos vão ficar em prisão preventiva, podendo os restantes ficar em liberdade. Já no segundo, existem quatro arguidos e todos podem ficar em liberdade, mas três deles têm uma caução estabelecida de até €100 mil. Tempo ainda para olharmos para o futebol, onde hoje, este sábado, o Futebol Clube do Porto venceu o Marítimo por 2 x 1 no Funchal, num jogo a contar para a oitava jornada do campeonato. Depois de uma vitória no clássico, os Dragões jogaram na Madeira e saíram vencedores pelo Marítimo. Salai marcou o primeiro gol da partida aos 16 minutos, mas ainda no final da primeira parte, Frahold conseguiu o empate aos 42 minutos. Depois, Óskar Pietrzak marcou o gol da vitória aos 84. No final do jogo, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, diz que era claro quem deveria ser o vencedor da partida.

Quanto às dificuldades de vir jogar aqui, acho que ontem já estava a ter uma ideia bastante clara do que esperar. A equipa está muito bem organizada, são lutadores. Começam muito fortes, mas, mais uma vez, na avaliação global do jogo, acho que não há dúvida sobre qual a equipa que devia ter ganho este jogo.

Foram as declarações de Francesco Farioli na flash interview da Sport TV. Já Mitchel van der Gaag, o técnico do Marítimo, assume a derrota, mas nada aponta aos jogadores.

Apesar de derrota, a minha equipa está de parabéns. Acho que o Marítimo está de parabéns, porque a casa está outra vez sempre a apoiar a equipa. Também é importante, mais uma vez, e eu continuo a dizer a mesma coisa, aquela dinâmica é importante e nós temos de lutar e trabalhar por isso, e nós estamos a fazer e a equipa e os adeptos estão a reconhecer isso, e também é importante em termos do apoio. Eu acho que nós fizemos uma primeira parte muito bem conseguida. Claro que o Porto com mais posse de bola, mas nós sempre quando nós tivemos a bola a tentar jogar, criamos oportunidades, marcamos o primeiro golo.

O treinador do Marítimo, na zona de entrevistas rápidas da Sport TV. Futebol Clube do Porto 2, Marítimo 1, foi este o resultado do jogo deste sábado. Com esta vitória, o Porto soma 24 pontos, mais seis do que o Sporting, o segundo classificado do campeonato. Esta foi a notícia de fecho neste jornal da uma da manhã. O essencial da informação será atualizado já daqui a pouco, à 13h30. Até já.