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É o Jornal da Meia-Noite, edição da Laura Figueiredo. Laura, muito boa noite. Portugal nos quartos de final do Campeonato Europeu de 2024. A equipe das Quinas venceu a Eslovénia nas grandes penalidades por 3x0.
Isto depois de um empate a zeros durante 120 minutos. Ronaldo, Bruno Fernandes e Bernardo Silva marcaram a partir da marca dos 11 metros, enquanto Diogo Costa foi o herói da noite na baliza portuguesa ao defender os três penaltys da formação eslovena. O momento decisivo do jogo foi assim na Rádio Observador.
Vai bater o número 26. Atenção, contra Diogo Costa, defende! Defende Diogo Costa! Aí está a primeira defesa! Diogo Costa!
Balkovec vai partir. Atirou. Diogo! Volta a defender Diogo Costa. Dois em dois, Miguel.
Grande Diogo Costa, acertou novamente. Olha para o árbitro, vai autorizar Daniel Orsato, Verbic vai bater. Atenção, Diogo defende! Defende! Diogo, hat-trick de defesas! Impressionante!
O relato do Miguel Cordeiro e Diogo Varela na Rádio Observador. Diogo Costa, o guarda-redes também do Futebol Clube do Porto, foi mesmo considerado o homem do jogo. Foi Bernardo Silva que foi considerado o jogador decisivo para garantir a passagem da seleção portuguesa aos quartos de final.
Pode ser o três em três para Portugal. Diogo Costa já fez o hat-trick de defesas. Aí vai Bernardo. E marca! Gooool! Portugal segue para os quartos de final.
No final do jogo, Diogo Costa mostrou-se emocionado, disse que a família é o grande apoio.
Estou muito contente, acima de tudo, ajudar a equipe e dedicar este jogo à minha família, que é o meu suporte. Da minha parte, trabalho nunca irá faltar. Aliás, mato-me a trabalhar, a acreditar em mim e foi o jogo que consegui mais ajudar a minha equipa e é isso que eu me foco.
Já Cristiano Ronaldo diz que o resultado foi justo e aponta que é uma frustração quando não consegue marcar.
Tive a oportunidade para dar vantagem à seleção, não consegui. O Oblak fez uma boa defesa. Tenho que rever o pênalti, não sei se tirei bem, se tirei mal, mas durante o ano não falhei nenhuma vez e na hora que mais precisavam o Oblak defendeu. Mas olha, sentimento de tristeza e alegria ao mesmo tempo. O mais importante é desfrutar da passagem. A equipa fez um trabalho extraordinário, lutamos até o fim. E se virmos bem, se analisarmos bem o jogo, acho que Portugal merecia, porque tivemos mais oportunidades e a Eslovénia esteve o jogo quase todo a defender e quando é assim, é muito difícil.
E na conferência de imprensa, Roberto Martínez, o treinador da seleção, disse estar orgulhoso e sublinha que a equipa jogou bem.
Nós sabemos, temos jogadores muito bons. O talento individual é para todos para ver, mas o que vimos hoje, um grupo de pessoas que adoram jogar pela seleção, que vão dar tudo, que o talento faz parte, mas para ganhar, precisas mais coisas. E hoje mostramos que o grupo tem nisso, tem uma paixão incrível e acho que os adeptos podem estar também muito orgulhosos. Sofrimos, sim, mas equipas ganhadoras sabem sofrer. E precisamos agora de recuperar bem e continuar com os mesmos valores e continuar a mostrar o talento também.
Portugal vai agora medir forças com França nos quartos de final, num jogo marcado para as 08:00 da noite desta sexta-feira.
E o primeiro-ministro já deu os parabéns à seleção nacional.
No final do jogo, Luís Montenegro disse que Portugal tem uma seleção capaz de ganhar a qualquer equipa.
Fomos a melhor equipa, mais uma vez com mais posse de bola, com mais domínio do jogo, mas contra um adversário difícil, que também teve as suas oportunidades. Portanto, foi um jogo, nesse aspecto, equilibrado, mas creio que no fim pudemos festejar. Estamos talhados para isto, para ter este espírito de sacrifício, mas também de acreditar, de ter muita esperança de que temos capacidade para chegar, para conseguir, e foi isso que fizemos.
Palavras do primeiro-ministro, que deixou ainda um agradecimento ao selecionador português e a toda a equipa. Luís Montenegro lembra que o país está com a seleção.
E agora, na política, Laura, Luís Montenegro considera que os resultados da primeira volta das eleições francesas não foram surpreendentes.
À entrada para o estádio de futebol em Frankfurt, para ver o jogo desta noite entre Portugal e a Eslovénia, o primeiro-ministro afirmou que não há razão para alarme com a vitória da União Nacional em França e acrescentou que espera que deste resultado saia um governo moderado.
Não foram propriamente surpreendentes, foi um dos casos onde as projeções acabaram por bater muito certo com aquilo que foram os resultados. O sistema é um sistema diferente do nosso, ainda teremos uma segunda volta. O que eu desejo é que possa sair desse resultado um governo moderado, que possa cooperar com o presidente francês e com toda a dinâmica da política interna e externa da França. Não é o tema hoje, mas de qualquer maneira, não há também razão para haver um alarme generalizado. Vamos aguardar serenamente o pronunciamento dos franceses.
Declarações do primeiro-ministro Luís Montenegro, num registo captado pela RTP3 em Frankfurt.
Quanto ao presidente da Assembleia da República, mostra preocupação com os extremismos é a reação de Aguiar Branco aos resultados das eleições em França.
Depois da vitória da União Nacional de Marine Le Pen, a segunda figura do Estado português lembra que a democracia não é um dado adquirido e diz que o confronto de ideias é essencial.
A democracia dá muito trabalho. No passado, achou-se que as sociedades de bem-estar, que já não era necessário tanta intervenção cívica e tanto trabalho para podermos construir diariamente a democracia. Que talvez os dados fossem adquiridos, achava-se que a liberdade ou a democracia eram um dado adquirido. Não é.
José Pedro Aguiar Branco, esta tarde em Lisboa, em reação aos resultados das legislativas em França, onde já desistiram quase 170 candidatos para bloquear uma eventual vitória da União Nacional, partido de extrema-direita, na segunda volta das eleições francesas. Nesta primeira volta, e tal como previam as sondagens, o partido de Marine Le Pen saiu vencedor com mais de 33% dos votos, quase 28% para a Nova Frente Popular e menos de 21 para o Renascença, o partido do presidente Emmanuel Macron.
Edição da meia-noite. Laura Figueiredo, agora na atualidade internacional, nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal atribuiu imunidade parcial a Donald Trump.
Segundo o acórdão do Supremo Tribunal, os presidentes passam agora a ter direito a imunidade em casos judiciais, mas apenas em atos oficiais. Esta decisão abrange Donald Trump enquanto ex-presidente, mas ressalva que nem todos os atos são oficiais e, portanto, essa classificação cabe agora a tribunais inferiores. Ora, Bruno Cardoso Reis considera esta decisão preocupante e sublinha que afeta a legitimidade do Supremo Tribunal.
É preocupante porque, no fundo, alimenta esta ideia de que as decisões não são decisões judiciais, principalmente ou até integralmente, mas que são essencialmente decisões políticas. Portanto, afeta a legitimidade do Supremo Tribunal. Mas basicamente o que se conclui disto é que, na prática, o presidente dos Estados Unidos, nas suas funções oficiais, deixa de estar obrigado a respeitar as leis.
As declarações do historiador Bruno Cardoso Reis à Rádio Observador.
Agora meia-noite e dez e o professor Miguel da Câmara Machado afirma que esta decisão não pode ser considerada como absoluta, mas sim limitada.
Miguel da Câmara Machado diz que esta é uma decisão que vai fazer história e que reforça também o papel ocupado por um presidente. Considera que Joe Biden e Donald Trump podem tentar usar esta decisão para conseguirem mais contribuições eleitorais, mas realça também que vai ajudar Trump a reforçar a posição de líder.
Eu acho que esta decisão provavelmente vai ser vista nas sondagens como um caminho desde o debate da semana passada até à convenção em que o presidente Trump vai aumentar a sua distância do candidato Biden, que está aparentemente numa fase fraca. Isto vem reforçar a posição dele e vem dar o ar de líder forte, que é aquilo que se quer no Federalista 70, que é aquilo que muita gente quer ver no seu líder. Acho que veem aqui o presidente Trump melhor. Agora, vão andar a vender esta palavra da imunidade absoluta de um lado e de outro, quando na realidade isto é imunidade limitada.
Declarações de Miguel da Câmara Machado, professor na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em entrevista à Rádio Observador.
E agora na Madeira, concluídas as reuniões entre o governo regional e também partidos para chegar a acordo sobre o programa do executivo.
Programa esse que vai ser entregue já esta terça-feira, ao meio-dia, na Assembleia Legislativa da Madeira e que o governo de Miguel Albuquerque acredita que vai ser aprovado. O secretário regional da Educação, Ciência e Tecnologia, Jorge Carvalho, revela que foram acolhidas duas propostas do Chega e considera que estas reuniões foram extremamente positivas.
Essas propostas valem o assumir da responsabilidade que os diferentes partidos terão que assumir aquando da discussão do Parlamento-
Quais são essas duas propostas?
Pode saber essas duas propostas?
Do programa no Parlamento. Essas duas propostas têm a ver precisamente com a criação de um gabinete para a prevenção da corrupção e uma auditoria e um acompanhamento das contas da região. Consideramos que estas reuniões foram extremamente positivas.
Declarações de Jorge Carvalho, captadas pela agência Lusa. Entretanto, o Chega Madeira já tomou uma decisão sobre o sentido de voto para o programa do governo regional, mas só vai comunicar no debate parlamentar. É o que diz Miguel Castro, presidente do partido na região.
E agora, na saúde, Laura, a Federação Nacional dos Médicos denuncia que o governo quer pagar horas extraordinárias ao preço do trabalho normal.
E também que o trabalho suplementar deixa de ter limites até ao final do ano. Ora, a presidente da FNAM acusa o Ministério da Saúde de não ter vontade de negociar com os médicos. À Rádio Observador, Joana Bordalo e Sá fala numa proposta inaceitável, que diz que vai fazer com que haja menos profissionais para completar as escalas.
O que pretendem fazer é, no fundo, pagar o trabalho extraordinário depois das 150 horas ou 250 horas, no caso dos médicos, estar em indicação plena, depois de atingirem estes limites, passam a pagar o trabalho extraordinário como sendo trabalho normal e no fim associam uma espécie de recompensa ou de gorjeta, apenas se forem atingidos blocos de 40 horas do trabalho extraordinário.
Declarações de Joana Bordalo e Sá, Rádio Observador, que defende que a principal alternativa a esta proposta devia ser a negociação do salário base dos médicos.
Agora meia-noite e 13. Edição da meia-noite e que outras notícias estão a marcar a atualidade.
O Sindicato dos Oficiais de Justiça vai manter a greve e vai recorrer ao Parlamento. Isto porque a reunião desta segunda-feira entre o Ministério da Justiça e o Sindicato dos Oficiais de Justiça relativa ao pagamento do suplemento terminou, mais uma vez, sem acordo. Segundo a informação avançada pela ministra da Justiça e também pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça, o governo não garante a revisão da carreira ainda este ano. E a plataforma de sindicatos da PSP e GNR rejeita que seja um líder político a convocar uma concentração frente ao Parlamento. Isto surge numa resposta ao presidente do Chega. No sábado, André Ventura apelou publicamente a todos os polícias e forças de segurança para que se mobilizem e compareçam no Parlamento esta quinta-feira, dia em que o partido vai apresentar propostas para resolver os problemas da classe. Ainda assim, apesar da crítica, o porta-voz da plataforma dos sindicatos das Forças de Segurança, Bruno Pereira, saudou as propostas que o Chega já anunciou que vai apresentar. Considera que vão ao encontro do que já foi apresentado pela plataforma ao governo para as negociações. E o embaixador russo garante que a guerra na Ucrânia não pode ser resolvida num dia. Vasily Nebenzya afasta assim a promessa de Donald Trump, que garantiu acabar com o conflito ainda antes de assumir a presidência dos Estados Unidos, caso venha a ganhar as eleições americanas. O embaixador russo falava numa conferência de imprensa que decorreu em Nova Iorque.
Final da edição da meia-noite. A edição foi de Laura Figueiredo. Amanhã de regresso a partir do final da tarde, às 19h. Não, às 20h.
Às 20h.
Às 20h. Cá estaremos então. Também informação de regresso à meia-noite e meia, já com a Nadine Soares. Até amanhã. Quanto a nós, até amanhã é tudo.
Até amanhã.
Até amanhã.