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Para Máxima, para Faro. Jornal da meia-noite, na Rádio Observador, com o António José Soares. António, Pedro Nuno Santos diz estar zangado com a incompetência do Governo de Montenegro.

É uma resposta do líder socialista a uma acusação de Montenegro, que dizia que Pedro Nuno Santos estava zangado com o país. O socialista atira ao primeiro-ministro e diz que o líder da AD não tem credibilidade.

Luís Montenegro dizia num comício hoje que eu estou zangado com os sucessos do país. Que fique já claro: eu não estou zangado com o país, muito menos com os sucessos dos portugueses, mas estou zangado com os resultados da incompetência do Governo liderado por Luís Montenegro.

Pedro Nuno Santos considera ainda que Montenegro não conseguiu ter sucesso como primeiro-ministro.

De que sucesso Luís Montenegro nos fala quando fala de economia? No primeiro trimestre de 2025, portanto, o último trimestre de Luís Montenegro no Governo, a economia portuguesa não só não cresceu como caiu 0,5%. De que sucesso fala Luís Montenegro?

Declarações de Pedro Nuno Santos num comício em Portalegre. O líder socialista pede um voto no partido, no Alto Alentejo, para uma liderança mais estável.

Já em Évora, Luís Montenegro carrega no tema da segurança e critica a postura de Pedro Nuno Santos.

O primeiro-ministro e candidato da AD insiste na maioria maior e, por isso, aponta os desiludidos com o PS e com o Chega. Neste comício em Évora, depois de uma arruada, Luís Montenegro criticou aquilo que chama de atitude sempre chateada de Pedro Nuno Santos e defendeu o legado do último ano. Miguel Viterbo Dias.

Depois do encontro com os ex-líderes do PSD, Luís Montenegro começou o dia a ouvir falar do legado de um deles.

O Passos Coelho tirou-me da minha reforma €280. Como é que eu mando viver?

No mercado do Livramento, em Setúbal, Montenegro ouviu reformados queixarem-se de Passos Coelho e mais à frente disse perceber a mensagem. Luís Montenegro a puxar dos galões do último ano na relação com os pensionistas. Horas depois, em Évora, contra-atacou.

Podíamos aqui dizer que já fomos nós lá atrás, muito lá atrás, com Cavaco Silva, que fizemos a maior valorização de sempre às pensões em Portugal. Nós até podíamos lembrar quem foram, em 2010, aqueles que congelaram as pensões.

Num distrito em que o Chega ficou a 3000 votos da AD, o primeiro-ministro carregou no tema da segurança, com referências à famosa declaração em São Bento.

Parece que era crime falar de segurança às 20h. Nessa altura, todos se incomodaram. É muito curioso que até se incomodaram à direita e à esquerda. Incomodaram-se por todo lado.

Luís Montenegro a dizer que a oposição concorda com a AD em matéria de segurança, apesar de lamentar a postura de Pedro Nuno Santos.

Mas que diabo! Está tudo mal? É preciso aparecer todos os dias zangado, todos os dias azedo, todos os dias incomodado com o sucesso do país?

Montenegro em Évora, a 500 metros do comício do PS, a apontar para a esquerda e para a direita, na tentativa de somar mais votos de todos os lados.

Iria-lhe boa campanha, que é aquilo que lhe tenho dito.

Reportagem do jornalista Miguel Viterbo Dias, com a caravana da AD. A campanha da Aliança Democrática segue amanhã para o distrito de Coimbra.

E o líder comunista encerrou este dia de campanha no norte do país, em Espinho, no distrito de Aveiro.

Distrito que tem Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos como cabeças de lista da AD e do PS. Ainda assim, Raimundo não comenta polémicas, prefere falar em salários.

Caros amigos e camaradas, nós estamos em Espinho e seria fácil encontrar umas piadolas sobre Espinho. Seria fácil fazer uns trocadilhos sobre Espinho. Só que o povo desta terra, o povo trabalhador de Espinho, os pescadores, os operários, os que trabalham nos serviços, aqueles que cá vivem e cá trabalham em Espinho, não merecem trocadilhos, não merecem piadolas. Merecem, sim, uma grande saudação. Esta gente de trabalho, esta gente dedicada, esta gente quer pôr a sua terra e quer viver melhor na sua terra.

Numa intervenção dedicada ao aumento dos salários, uma medida bandeira da CDU, os comunistas querem que o salário mínimo nos €1000 seja já realizado a partir do dia 1 de julho, enquanto o PS e a AD propõem chegar aos 1100 em 2029. Paulo Raimundo entende que estão a empurrar o problema com a barriga e defende que o aumento dos salários faz falta ao país hoje.

Não há nenhum país. Ou melhor, eu faço a pergunta desta maneira: aqueles que enchem a boca, "Portugal, nã nã nã nã nã", não vou fazer o nheca nheca agora. Não vou fazer. Está bem, vá. Portugal no nheca nheca. Aqueles que têm isso tudo na boca, que venham explicar se há algum país desenvolvido cujos salários sejam salários miseráveis e salários muito baixos. Não há

Paulo Raimundo em Espinho, no distrito de Aveiro, a recuperar a expressão "nheca nheca" nesta campanha eleitoral, depois de a ter estreado no debate frente a André Ventura.

Também por Aveiro, falando hoje o Chega.

O cabeça de lista do partido por este círculo eleitoral considerou hoje que de nada valeu ao distrito ter tido um primeiro-ministro Luís Montenegro e um ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, naturais daquela zona. Pedro Frazão discursou no encerramento de um jantar-comício em Aveiro, que contou com a presença do líder do Chega, André Ventura.

E Manuela Ferreira Leite desvaloriza os recados deixados por Passos Coelho no almoço comemorativo dos 51 anos do PSD.

Ontem, o antigo primeiro-ministro alertou o governo para a necessidade de um espírito reformista e que a estabilidade sozinha não basta, disse Passos Coelho. Recados que a antiga líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, não vê como desagradáveis para Montenegro.

Não encontro recados belicosos. Cada um fez a sua declaração à entrada do almoço, que era evidentemente expectável. E é evidente que aquilo que ele disse, do meu ponto de vista, não é nada de extraordinário. Toda a gente sabe que o Partido Social-Democrata é um partido que ao longo da sua vida sempre foi um partido reformista.

A antiga líder do PSD afirma também que o partido já não pode chegar a acordo com o Chega depois do "não é não" e vê com bons olhos uma coligação pós-eleitoral com os liberais.

De momento, em relação ao programa que tem a Iniciativa Liberal, não vejo nenhum motivo para que seja um partido cujas ideias possam criar alguma repulsa por parte das ideias da Aliança Democrática. Portanto, em termos de composição da Assembleia, parece-me que é uma possibilidade que não me repugna.

Manuela Ferreira Leite repete a intenção do líder da AD em conquistar uma maioria maior e acusa os partidos de esquerda de não oferecerem qualquer tipo de estabilidade.

António, vamos agora conhecer outras notícias que marcam a atualidade.

Ainda não foi escolhido o sucessor do Papa Francisco. O fumo que saiu ao início da noite da chaminé da Capela Sistina era preto. O conclave que vai eleger o próximo Papa arrancou esta quarta-feira no Vaticano. Foi feita a primeira votação. Recordamos que para ser eleito, o novo líder da Igreja Católica precisa de reunir os votos de, no mínimo, dois terços dos 133 cardeais reunidos no Vaticano. E agora, antes de terminar, Filipa, vou te perguntar se te lembras desta música.

Deixa-me até ouvir.

Ouve bem.

Já estava aqui pronta para cantar. Ontem falámos dos Trovante que iam regressar aos palcos. Não me digas que Mika vem a Portugal.

Não, eu escolhi a música não foi por causa do cantor, foi por causa do tema, foi por causa dos lollipops. Tu sabes que nos Estados Unidos uma criança encomendou online, enquanto estava a brincar com o telemóvel da mãe, nada mais, nada menos do que 70 mil Chupa Chupas.

Meu Deus do céu, diz-me, por favor, que esta mãe não pagou por estes 70 mil Chupa Chupas.

Pagou mesmo. E foram mais de $4 mil. Mas o melhor desta história é que a mãe só descobriu a encomenda quando abriu a porta de casa um dia e tinha 30 caixas de lollipops à entrada.

Estou a tentar imaginar a cara desta senhora a abrir a porta de casa e ter não sei quantas caixas, para ter 70 mil Chupa Chupas à porta de casa. Mas o que ela fez com estes doces todos? Tentou devolver? Fez o quê?

Tentou vender a amigos, primeiro. Depois a sorte foi que falou com várias televisões, vários jornais e a Amazon, que foi a plataforma onde o filho tinha comprado os Chupa Chupas, contactou-a e deixou-a devolver a encomenda.

Ainda bem. É que nós estamos a falar de 70 Chupa Chupas, não é 70 mil.

70 mil.

Meu Deus do céu! Isto é aqui um alerta para não deixar as crianças com os telemóveis. Muita atenção, porque senão vai na volta, ainda acabam com 70 Chupa Chupas à porta de casa.

Exatamente.

"Lollipop" de Mika a fechar este jornal da meia-noite.