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Vamos às notícias. Jornal da meia-noite, com edição da Laura Figueiredo. Laura, foi detido o suspeito pela morte de Charlie Kirk, o activista pró-Trump que foi hoje baleado no pescoço durante um evento numa universidade no estado de Utah.

Uma informação avançada há pouco pelo director do FBI, que diz também que as autoridades acreditam ter sido um ataque direccionado. Kash Patel esclarece que houve um único tiro disparado e uma única vítima. O director do FBI confirma que o primeiro homem a ser detido não era o responsável, mas foi detido por obstrução da justiça.

E na conferência de imprensa dada há pouco pelas autoridades, as forças de segurança revelaram que ainda não têm a certeza se o suspeito que está detido é o atirador.

O comissário do Departamento de Segurança Pública do Estado explica que as imagens de videovigilância são agora fulcrais para identificar o atirador. O chefe da polícia da Universidade Utah Valley revelou ainda que o evento em que participava Charlie Kirk, com 3 mil participantes, tinha apenas seis agentes, para além da equipa de segurança do activista. Charlie Kirk era influencer e também um dos principais aliados do presidente norte-americano. Na rede social Truth Social, Donald Trump escreve que o grande, até lendário, Charlie Kirk está morto. Diz ainda que o jovem de 31 anos era amado e admirado por todos, especialmente por ele, presidente.

Laura, da esquerda à direita, vários actores políticos norte-americanos condenam o ataque.

O ex-presidente Joe Biden lamenta a morte, diz que não há lugar nos Estados Unidos para este nível de violência e afirma que isto tem de acabar agora. Também Barack Obama reage dizendo que este tipo de violência não tem lugar na democracia norte-americana. A ex-vice-presidente e candidata à presidência, Kamala Harris, diz estar profundamente perturbada e acrescenta que a violência política não tem lugar na América. Entretanto, Donald Trump anunciou que todas as bandeiras norte-americanas vão ser colocadas a meia-asta até à noite de domingo.

Também Benjamin Netanyahu já reagiu à morte de Charlie Kirk. Diz que foi assassinado por dizer a verdade e defender a liberdade.

Através de uma publicação na rede social X, o primeiro-ministro israelita destaca a luta pela defesa da civilização judaico-cristã e fala ainda de um convite para uma visita a Israel, que já não vai ser possível concretizar. Já Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, diz que os pensamentos estão com os familiares de Kirk. Sublinha ainda que todos devemos ser livres para debater abertamente e sem medo e, por isso, acrescenta que não há justificação para a violência política. No Congresso norte-americano, houve um momento de silêncio no plenário da Câmara dos Representantes, em homenagem ao activista conservador. Todos os congressistas estiveram de pé numa cerimónia silenciosa. Lauren Boebert, uma republicana do Colorado, exigiu mesmo que fosse feita uma oração. Ainda durante este plenário, Ana Paulina Luna, republicana da Flórida, levantou-se e começou a gritar palavrões aos democratas antes de o presidente da Câmara Baixa do Congresso repreender os congressistas. Por cá também já há reações. Mariana Leitão diz que a morte de Charlie Kirk é um ato chocante e inaceitável de violência política. A presidente da Iniciativa Liberal afirma que a violência nunca pode ser tolerada. Não tem nem pode ter lugar, venha de quem vier e seja contra quem for.

Esta terça-feira, cerca de 200 mil pessoas manifestaram-se em toda a França contra as políticas de austeridade do antigo governo. A polícia francesa deteve mais de 400 pessoas, membros do movimento Vamos Bloquear Tudo, que tentou paralisar o país.

Tudo isto dois dias depois da queda do governo do primeiro-ministro François Bayrou. Às 17h, hora de Lisboa, tinham sido já registadas mais de 800 ocorrências, incluindo ajuntamentos e pequenos bloqueios em várias cidades. As autoridades mobilizaram 80 mil operacionais para o terreno, na tentativa de evitar uma escalada dos confrontos. Ainda assim, o balanço não chega a ser tão negativo como o esperado. Quem o diz é Carlos Pereira, director do Lusa Jornal, que em declarações à Rádio Observador explica que a presença de tantos operacionais no terreno evitou conflitos maiores.

O governo francês esperava que houvesse muito mais atos de violência e derrapagens nestas manifestações. Acabaram por não haver. Repare, o governo esperava ter pelo menos uns 100 mil manifestantes e teve quase o dobro. Para isso mobilizou uns 80 mil polícias, havia quase um polícia para dois manifestantes. Isso fez com que a polícia, durante o dia todo, fizesse o controle de muita gente e resolveu muitas derrapagens que poderiam ser muito piores.

A manhã foi marcada por alguns incidentes com autocarros queimados e várias escolas vandalizadas, mas era durante a tarde que se previa o aumento de ocorrências.

Já Paulo Marques, autarca e dirigente associativo em França, destaca o impacto menor que estes protestos tiveram na vida dos franceses, sem bloqueios em estruturas essenciais.

Em declarações à Rádio Observador, o autarca fala da incógnita associada às próximas horas e aos próximos dias, uma vez que se trata de um movimento organizado através das redes sociais. Para o futuro autarca e dirigente associativo, espera uma rutura do novo governo com a estratégia que estava a ser levada a cabo por François Bayrou.

A estratégia de Sébastien Lecornu é: logo de início diz que vai haver uma rutura. Ele quer uma rutura, ele quer que os deputados e os vários partidos se possam reunir, possam falar. Muito provavelmente aqui será uma rutura com o objectivo do actual primeiro-ministro de encontrar consensos

À esquerda e à direita, mas à esquerda de governo e à direita de governo.

Paulo Marques fala ainda sobre os sindicatos franceses que não marcaram presença nos protestos desta quarta-feira.

Mudamos de tema. Na sequência da queda de drones russos em solo polaco, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que os membros da União Europeia e da NATO são solidários, mas não belicistas.

O presidente da República garante que as instituições não estão a planear uma ofensiva de resposta a Moscovo e não esperam escalar o conflito. Por enquanto, Marcelo Rebelo de Sousa reforça que a única coisa que se pode fazer é prestar solidariedade à Ucrânia.

Mais do que isso, naturalmente, não se pode fazer, porque depende muito daquilo que houver da parte de outros. Não há nenhuma iniciativa ofensiva da parte nem da NATO, nem de membros da NATO, nem da União Europeia. E, portanto, estamos solidários, mas não estamos belicistas.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa à saída da Universidade Católica, depois de uma homenagem a Ernâni Lopes.

E Catarina Martins é a mais recente candidata à Presidência da República. Um anúncio feito pela eurodeputada numa carta enviada aos militantes do Bloco de Esquerda.

Na carta, Catarina Martins começa por dizer que na corrida a Belém estão já os homens do costume e propõe-se a juntar forças e a cuidar da democracia. A antiga coordenadora do Bloco de Esquerda, que desde junho de 2024 assumiu funções de deputada no Parlamento Europeu, diz ainda que as eleições presidenciais acontecem num momento crucial para a esquerda, para Portugal e para o mundo. Catarina Martins considera que o cenário atual não é uma repetição do passado, mas sim um fenômeno novo e veloz.

E o governo não tem pressa para rever a lei laboral, mas a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admite que está disponível para conversar em medidas como o luto gestacional e o limite da amamentação.

Maria do Rosário Palma Ramalho esteve esta tarde reunida com os patrões e sindicatos. Em cima da mesa esteve a reforma proposta pelo governo para a legislação laboral. A ministra recusa revelar propostas concretas, mas diz que há espaço para fazer alterações.

O governo não é imobilista em nenhuma matéria e, portanto, essa é uma entre muitas que, obviamente, está em discussão ou para reformulação ou para recuo. Naturalmente, que essa é uma das matérias.

Maria do Rosário Palma Ramalho diz que vão acontecer mais rondas de negociações na concertação social. Ainda não são conhecidas as datas. A ministra do Trabalho afirma que o governo não tem pressa, mas que o debate não pode durar para sempre.

José Luís Carneiro defende que o Orçamento do Estado deve ser apresentado na data prevista, uma vez que a pressa é má conselheira.

Uma convicção contrária à de André Ventura, que defende uma apresentação antecipada do documento para que não seja feita a dois dias das eleições autárquicas. Hoje, o secretário-geral do PS falou aos jornalistas, à entrada para a sessão de apresentação da recandidatura de Hugo Martins à Câmara de Odivelas. José Luís Carneiro diz que o mais importante é que seja apresentada uma boa proposta, sem pressa.

O mais importante é que quando for apresentado, seja um bom orçamento, não que seja apresentado muito depressa. Aliás, a pressa, em regra, é má conselheira e, portanto, que o orçamento seja apresentado quando está previsto, que é no dia 10 de outubro, por aquilo que pude saber. Nós colocámos três exigências que para nós são fundamentais em relação ao Orçamento do Estado. O Orçamento do Estado não pode dar suporte ou respaldo a políticas que fragilizem as relações laborais. E, por outro lado, também, que o orçamento não contribua para enfraquecer o Serviço Nacional de Saúde ou para abrir as portas à sua privatização e que também não abra as portas à privatização ou a objetivos de privatização da Segurança Social.

Declarações de José Luís Carneiro, que foi ainda questionado sobre se gostaria de reunir com Luís Montenegro antes da entrega da proposta do governo socialista, diz que há ainda muito tempo para esse diálogo. Quanto ao Chega, vai pedir uma reunião ao primeiro-ministro para definir as linhas mestras do próximo Orçamento do Estado. André Ventura diz que quer garantir que a aprovação do documento decorre sem levantar uma crise política.

A fechar: saiu de Setúbal um ferry com destino a Troia, encalhou no rio Sado com 30 passageiros a bordo.

Uma notícia avançada pelo Correio da Manhã. Trinta passageiros e 40 viaturas estavam a bordo da embarcação Rolo do Mar, que encalhou por volta das 20h30 da noite, à saída de Setúbal. Ao Correio da Manhã, fonte oficial da Autoridade Marítima Nacional diz que já foram levados alimentos aos passageiros e que as operações de desencalhe já estão em curso. A mesma fonte assegura que todos os passageiros estão bem, não há idosos nem crianças a bordo. A empresa quer aguardar a baixa da maré e já tem um rebocador junto ao ferry para ajudar nas operações, sem que seja necessário evacuar a embarcação.

Notícia de fecho deste jornal da meia-noite.