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Rádio Observador. É meia-noite. As notícias com António José Soares.
Boa noite. 85.422 sócios votaram este sábado para escolher o próximo presidente do Benfica. Um recorde mundial da afluência às urnas em eleições de um clube desportivo. Este registo ultrapassa o anterior recorde mundial de 57 mil sócios que votaram nas eleições do Barcelona em 2010, quando Sandro Rosell foi eleito presidente. Ainda pelo Benfica, os encarnados venceram o Arouca esta noite por 5x0 no Estádio da Luz. Foi com um hat-trick de Pavlídis, um gol de Otamendi e outro de Ivanović. Na conferência de imprensa final da partida, o técnico dos encarnados, José Mourinho, destaca que a vitória de hoje foi sentida desde o primeiro minuto.
Sim, acho que é uma vitória que se sentiu desde o primeiro minuto. Eu, pelo menos, senti. A equipe entrou forte. Um adversário que joga bem, não conseguiu jogar. Recuperamos muitas bolas no meio-campo adversário. Eles tiveram um remate à baliza, que foi uma perda de bola do Sudakov, numa zona de construção, mas dominamos o jogo em todas as vertentes. Os jogadores tiveram ambição. Depois do primeiro, quiseram fazer o segundo, depois do segundo, quiseram fazer o terceiro. Com 3x0 no intervalo, quiseram fazer o quarto. Acho que é uma vitória bem conseguida, que não me faz estar a festejar nada mais do que um bom jogo e três pontos, mas foi um bom jogo nosso e foram três pontos bem conseguidos.
O treinador do Benfica, José Mourinho, na conferência de imprensa, depois da vitória dos encarnados contra o Arouca por cinco bolas a zero, esta noite, no Estádio da Luz. Ainda no futebol, o Sporting joga este domingo com o Tondela pro campeonato e Rui Borges quer manter a série positiva da equipa. O encontro está marcado pras 18h, em Tondela. Os Leões vêm de uma vitória na Liga dos Campeões frente ao Marselha. O treinador Rui Borges sublinha que, apesar desse triunfo, o foco está no campeonato e que pretende uma equipa atenta ao que pode fazer o Tondela.
É estarmos em alerta e estarmos ligados pro jogo do Tondela, tal como estamos ligados pro jogo de quarta-feira. É exatamente a mesma coisa. Ainda ontem o Pote dizia isso, tive a oportunidade de ler agora de manhã: a nossa Champions é o campeonato. E é mesmo. Essa é que é a nossa real Champions e temos que entrar com uma atitude competitiva, tal como entramos no jogo do Marselha.
Rui Borges, em conferência de imprensa de antevisão do jogo Sporting-Tondela, tem início marcado pras 18h deste domingo. Vai contar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. Na política, André Ventura acredita que vai vencer as presidenciais e diz ser a mão firme que o país precisa. O candidato apoiado pelo Chega acredita que vai vencer a corrida a Belém logo à primeira volta, tanto a nível nacional como na Região Autônoma da Madeira, onde esteve este sábado.
Estou confiante que vou vencer as eleições presidenciais à primeira volta e estou convencido que aqui na Região Autônoma da Madeira, vou vencer também as eleições presidenciais à primeira volta. A Região Autônoma da Madeira tem nos dado grandes resultados. Já me tinha dado grandes resultados em 2021, quando foram as primeiras presidenciais em que participei, e estou empenhado em conseguir que o Chega e eu, nesta candidatura presidencial, tenhamos. Não é ficar em segundo, nem terceiro, é vencer.
Nestas declarações aos jornalistas, o líder do Chega esclareceu também o que quis dizer na entrevista dada sexta-feira à SIC, quando afirmou que Portugal precisa de três Salazares. Diz que é a mão firme que o país precisa.
O país precisa de ser posto na ordem e o país precisa de mão firme pra ser posto na ordem. Eu sou essa mão firme que o país precisa. E por isso é que eu quis dizer: se querem que continue tudo na mesma e na mesma moleza, votem nos outros candidatos. Quem quiser continuar com o mesmo sistema que temos a nível de Justiça, a nível de segurança, a nível de luta contra a corrupção, francamente, não votem em mim, porque não é nisso que eu quero fazer. Eu quero ser um presidente interventivo, quero ser um presidente com mão firme e quero dar um sinal à República. Se quiserem o contrário, têm os outros candidatos.
André Ventura, em declarações em São Vicente, no norte da Ilha da Madeira, onde marcou presença na tomada de posse de José Carlos Gonçalves, o novo presidente da primeira câmara que o Chega conquistou nas autárquicas de 12 de outubro. Mariana Mortágua vai deixar o lugar de deputada e diz que o Bloco de Esquerda ganha em ter outras vozes. Ainda a coordenadora bloquista anunciou hoje que não será recandidata à liderança do partido. Mariana Mortágua enviou uma missiva aos militantes e falou aos jornalistas ao final da tarde, na sede nacional, em Lisboa, onde Miguel Vitor Dias admitiu não ter cumprido os objetivos à frente do Bloco de Esquerda.
Esses objetivos não foram cumpridos e assumo as responsabilidades.
Depois da carta aos membros do partido, as declarações curtas à comunicação social, em que a ainda líder do Bloco entende que o partido ganha mais em ter outras caras e outras vozes na liderança.
Beneficiar de ter, neste momento, outras pessoas, outras caras, outras vozes a darem a cara pelo Bloco, tanto na coordenação como na Assembleia da República. Esta é uma decisão pessoal.
Mariana Mortágua aponta o período difícil pro Bloco e pra esquerda portuguesa, depois de uma maioria absoluta do PS e o crescimento da extrema-direita no país. E no dia em que anuncia o adeus, garante que andará por aí, no Bloco e na política nacional, mas agora fora de palcos como o Parlamento.
O afastamento da vida política é uma impossibilidade. Quero fazer política, quero mudar a vida do país, quero lutar pelo meu país, pelo meu povo Não neste momento como coordenadora e também não no futuro como deputada.
Quanto ao futuro, deixa a decisão nas mãos dos militantes e do debate que será feito para a Convenção Nacional, sem adiantar se se revê num perfil mais jovem ou mais experiente, ou se ter lugar na Assembleia da República é condição essencial.
A decisão sobre o futuro do Bloco é uma decisão coletiva e que acontecerá na próxima convenção do Bloco de Esquerda e sairá do debate, em primeiro lugar, entre as várias moções.
A sucessora de Catarina Martins deixa o Bloco de Esquerda apenas com um deputado na Assembleia da República, o pior resultado desde que o partido entrou no Parlamento, e garante que a decisão de deixar a liderança não teve influência externa.
A decisão estava tomada e nunca seria condicionada ou influenciada por artigos de nenhum comentador. Seria irresponsável tomar uma decisão irrefletida e deixar o Bloco numa situação de vazio até uma convenção.
Mariana Mortágua a despedir-se da liderança do Bloco, deixará a Assembleia da República depois da discussão do orçamento do Estado e o partido a 30 de novembro.
O jornalista Miguel Viterbo Dias com o essencial desta conferência de imprensa de Mariana Mortágua ao final da tarde, na sede do partido em Lisboa. O Bloco de Esquerda vai agora eleger o sucessor da líder no final de novembro, na Convenção Nacional do Bloco, marcada para os dias 29 e 30. E José Manuel Pureza pode avançar como candidato à liderança do Bloco de Esquerda. O antigo deputado é considerado uma das figuras mais respeitadas do partido. Foi deputado entre 2009 e 2011 e novamente de 2015 a 2022. Durante esse período, liderou o grupo parlamentar e chegou a ser vice-presidente da Assembleia da República. Numa nota enviada à agência Lusa, José Manuel Pureza afirmou estar confiante de que o partido vai encontrar uma solução que dê força ao Bloco. Rejeita, no entanto, qualquer precipitação sobre o futuro e garante que a moção que subscreve inclui várias pessoas capazes de coordenar o partido. Lá por fora, o presidente dos Estados Unidos deu um prazo de 48 horas ao Hamas para entregar os corpos dos reféns. Numa mensagem publicada na plataforma Truth Social, Donald Trump apelou ao grupo para agir rapidamente e avisou que vários países poderão atuar se o pedido não for cumprido. O chefe da Casa Branca reconhece que alguns corpos são difíceis de localizar, mas sublinha que outros podem ser entregues agora. Trump afirmou ainda que está a acompanhar a situação muito de perto e que as próximas 48 horas serão decisivas. Terminamos com cultura. Falcão Naga venceu o Grande Prémio do Festival de Curta-Metragem de Uppsala, na Suécia, com o filme "Sabura". A obra conta uma história de amor marcada pela imigração e pelas dificuldades de recomeçar longe de casa. "Sabura" é a segunda curta do realizador português de 25 anos, depois de "Místika", filme premiado e apresentado em Cannes. Falcão Naga vive nos subúrbios de Lisboa, é filho de mãe cabo-verdiana e pai-guineense. O Festival de Curta-Metragem de Uppsala termina este domingo. A informação está de regresso à Rádio Observador, com uma síntese de notícias quando for meia-noite e meia, já com edição da jornalista Beatriz Félix. Eu regresso amanhã para mais uma noite informativa e desportiva aqui na Rádio Observador. Até lá, continuação de uma excelente madrugada. Boa noite.