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As notícias com Diana Rosa.
André Ventura revela uma conversa que teve com Luís Montenegro. O primeiro-ministro terá culpado António Costa por atrair imigrantes do Indostão de forma propositada. Num jantar com jovens no Porto, o candidato a Belém, apoiado pelo Chega, diz que vai guardar na memória essa conversa.
Nunca me vou esquecer disto que me foi dito por este primeiro-ministro, num dos dias em que falámos. Foi que o António Costa não quis só mais imigração. Ele quis esta imigração que estamos a ter, esta imigração oriunda destes países que estamos a ter e, sobretudo, da zona do Indostão.
E de acordo com André Ventura, a razão de António Costa para atrair imigrantes do subcontinente indiano seria ter mais votos na esquerda.
O que aconteceu é que nós deixámos entrar toda a gente sem qualquer critério e não foi um erro. Foi o Partido Socialista que quis que fosse assim. Isto é estratégico e político. Quanto mais pessoas vierem e acharem que têm algum direito sobre quem está, isto é votos na esquerda e é votos no Partido Socialista. Isto não foi feito por acaso.
É o entendimento de André Ventura, que acredita que os imigrantes dos países asiáticos vêm para Portugal com o propósito de gerar uma mutação na cultura local. Seguimos com o debate para as presidenciais desta noite, entre Catarina Martins e Jorge Pinto. Falou-se do voto útil, mas também de Europa. E foi aí que começaram as divergências. O candidato apoiado pelo LIVRE acusa Catarina Martins de querer sair da União Europeia.
Eu sei que Catarina Martins, há uns anos, numa moção que era a primeira subscritora dentro do Bloco de Esquerda, dizia, e deixe-me confirmar para não citar erradamente, que era um projeto condenado. Eu espero bem que o projeto europeu não seja um projeto condenado, porque nós precisamos muito dele no momento em que, de um lado, Donald Trump, do outro lado, Vladimir Putin, tentam definir aquilo que é o futuro da Europa e, sobretudo, tentam acabar, por dentro e por fora, com este projeto europeu, que repito, no qual nós devemos estar, porque precisamos dele e precisamos de liderar. Portugal deveria liderar esse esforço dentro do projeto europeu.
Catarina Martins responde e rejeita unidade dentro do bloco europeu.
Eu acho que o projeto europeu vai sendo desenhado com vozes divergentes. A unidade europeia não existe, ou seja, não é uma coisa garantida, não existe. É uma disputa política, como todas, e democrática. Eu acredito que Portugal deve participar dessa construção, ou seja, nós não somos espectadores da União Europeia, somos construtores da União Europeia. E sou crítica do momento em que, infelizmente, a população europeia não teve nem o debate, nem a decisão que devia ter sobre passos europeus, que houve noutros países.
Neste debate, ambos os candidatos rejeitaram desistir da corrida a Belém em prol de uma candidatura única do lado da esquerda, a de António José Seguro, que tem apelado ao voto útil para afastar a direita da presidência da República. O argumento não convence Catarina Martins.
Há muitas vezes o discurso de que escolhermos o mal menor trava o mal maior. E a escolha do mal menor só tem feito com que o mal maior cresça. Por quê? Porque não aparece ninguém com coragem de dizer às pessoas: "É verdade que isto não está bem. É verdade que nós temos uma crise do regime democrático, mas não é uma crise que seja o ódio a resolver, porque é uma crise do acesso à habitação, é uma crise do acesso à saúde, é uma crise do custo de vida", e é preciso fazer essa afirmação. E se nós desistirmos, nestas eleições, de fazer essa afirmação e de combater por esse reinventar do país que dê esperança às pessoas, então nós podemos chamar de esquerda, mas não é esquerda, de certeza.
Jorge Pinto diz ser um perigo para o país colocar os ovos todos no mesmo cesto, ou seja, que o PSD lidere as instituições políticas. No entanto, Jorge Pinto contorna uma eventual desistência.
Eu durmo descansado quando a minha consciência me deixa dormir descansado. E a minha consciência diz-me, neste momento, que aquilo que estou a fazer é ao serviço do país, que os temas que estou a pôr em cima da mesa, e felizmente a conseguir marcar agenda, é ao serviço do país. É isso que eu vou continuar a fazer. Eu quero é que quem passe à segunda volta esteja também ele com a consciência descansada de que fará um bom serviço aos portugueses. E repito, os pontos como a defesa da Constituição vão estar em cima da mesa. A ameaça de uma golpada, de uma revisão constitucional drástica, apenas à direita e à extrema-direita, sem que isso tenha passado pelo voto dos portugueses, é uma ameaça real.
Jorge Pinto, que tem o apoio do LIVRE, garante estar à altura de defender os interesses dos portugueses. Quem também rejeita desistir da corrida a Belém em favor de António José Seguro é António Filipe. Está fora de questão atirar a toalha ao chão antes dos portugueses irem às urnas. António Filipe, candidato apoiado pela CDU, deixa até um recado aos adversários.
Muito mal vai uma candidatura quando acha que só lá vai se os outros desistirem. A minha candidatura é para levar até ao fim, sou uma candidatura diferenciadora, uma candidatura identificada com os trabalhadores e com os seus direitos, identificada com os valores do 25 de Abril, identificada com a Constituição, no que ela tem de mais importante, que são os direitos de natureza política, econômica, social e cultural. E existe uma grande insatisfação dos portugueses relativamente às políticas públicas que têm sido seguidas nos últimos anos.
O candidato apoiado pelo PCP afirma que não faz sentido avançar para uma candidatura e depois desistir, não cumprindo assim o compromisso assumido desde o primeiro dia. Apelo ao voto útil. É o que tem feito António José Seguro, que reitera os alertas sobre o que diz ser o desequilíbrio político das instituições e quer evitar mexidas na Constituição. Tem sido uma das ameaças mais recorrentes desde que o atual Executivo tomou posse. As instituições atualmente são lideradas pela direita, falamos de governo, autarquias e executivos regionais. Seguro quer reequilibrar o sistema, considera que o país só tem a ganhar.
Mais importante do que saber de onde eu venho, é para onde eu quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses. É essa a natureza constitucional da Presidência da República. Um presidente leal à Constituição, um presidente que vem para equilibrar um sistema político que está excessivamente desequilibrado para um dos campos, onde esse campo consegue fazer tudo, tomar todas as decisões, inclusivamente, se quiser, fazer as revisões que entender da nossa Constituição da República. O país tem a ganhar com esse equilíbrio. E para além de ganhar com esse equilíbrio, também tem a ganhar sabendo que uma das minhas características é de ser um presidente dialogante.
Num evento com jovens em Ermesinde, António José Seguro alertou para as desigualdades que ainda existem em Portugal, lamenta as respostas segmentadas e a falta de equidade entre homens e mulheres. Luís Marques Mendes sente-se alvo de calúnia pelos adversários às eleições presidenciais. Garante que não é ingénuo, o candidato apoiado pelo PSD e CDS já tinha pedido clareza aos adversários nas insinuações sobre a vida profissional ao longo dos anos. Depois de revelar a lista de clientes, Marques Mendes deixa ainda um recado. Vamos ouvir aqui este registo do candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS.
O Tanig Figueiredo, o João Melo ou o André Ventura passam a vida a fazer insinuações e ataques pessoais a mim e à minha candidatura. Eu acho isso uma coisa feia. Eu sou sério, mas não sou ingénuo. Sei porque é que fazem, porque estou em alta nas sondagens e sou o único que as sondagens dizem que ganha a todos à segunda volta. Em qualquer circunstância, acho que uma campanha de nível elevado é mais discutir ideias do que fazer insinuações e ataques pessoais. E finalmente, acho que há uma terceira questão também diferente das outras, que é a calúnia.
O candidato à presidência diz que quem não deve, não teme. Foi essa a razão pela qual decidiu revelar a lista de clientes, não porque se sentiu obrigado, é o que garante Marques Mendes. Noutros temas, a PSP já deteve mais de uma centena de pessoas por crimes rodoviários nas últimas 72 horas, no âmbito da operação de Natal e Ano Novo, que está a ser realizada em cooperação com a GNR. Nestes três dias, já foram registados mais de 500 acidentes rodoviários, um cenário que, Matilde Malva Sabino, tem se vindo a agravar nos últimos anos.
Apesar de as autoridades estarem nas estradas a fiscalizar os condutores e dos cartazes de sensibilização espalhados pelas ruas de todo o país, os acidentes graves continuam a acontecer. Os números não mentem, como explica o chefe de polícia de segurança pública, Filipe Viena.
Melhorias não temos. Andamos com os dados estatísticos sensivelmente idênticos, com tendência até de algum ligeiro aumento.
O excesso de velocidade e a condução em estado de embriaguez são fatores determinantes nos cenários de criminalidade rodoviária em que há vítimas.
É de lamentar toda esta sinistralidade nesta fase do ano, em que as pessoas pretendem no fundo juntar-se às famílias e resultam, infelizmente, nestes casos de acidentes com ferimentos.
Na grande maioria, os condutores fiscalizados nas operações stop colaboram com as autoridades, mas para evitar multas e acidentes, o melhor é adotar medidas preventivas na estrada, como explica o chefe da PSP.
Não façam uso do telemóvel. Temos tempo de responder a uma mensagem ou de atender uma chamada. Para isso até há kits Bluetooth para utilizar, para não usar as mãos. Adequem a velocidade às estradas em que circulam, ao tempo que faz. Não se pode conduzir da mesma forma na estrada com sol, como com chuva. Não faz sentido nenhum.
Numa altura em que várias pessoas viajam de carro, Filipe Viena lembra o mais importante.
Temos tempo de chegar. E a grande mensagem é: o maior presente é estar presente.
Controlar e perceber a atitude dos condutores na estrada é a missão conjunta da PSP e GNR para tornar a época festiva mais segura.
Uma reportagem da jornalista Matilde Malva Sabino com os apelos da PSP para prevenir os acidentes rodoviários até ao dia 4 de janeiro. As autoridades vão fiscalizar as estradas portuguesas no âmbito desta operação de Natal e Ano Novo. A fechar esta edição da meia-noite, morreu o ator norte-americano James Ransone. Ficou conhecido pela interpretação da personagem Ziggy Sobotka na série da HBO, "The Wire". De acordo com a Variety, o ator foi encontrado morto na sexta-feira num aparente suicídio confirmado através da informação da medicina legal do condado de Los Angeles. Tinha 46 anos. Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite na Rádio Observador. As notícias regressam aqui à antena quando for 00h30, já pela voz da jornalista Beatriz Félix. Ela que vai fazer companhia ao longo da madrugada. Da minha parte é tudo. Até amanhã.