Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Meia-noite. As notícias com Laura Figueiredo. Boa noite. A seleção portuguesa venceu a Nigéria por 2 x 1 no último jogo amigável antes da partida para a Mundial. A menos de 24 horas do arranque, Portugal despediu-se dos jogos particulares com mais uma vitória. No Estádio Municipal de Leiria, Pedro Neto marcou aos 23 minutos, Francisco Conceição aos 75. Pela Nigéria, o gol foi de Akor Adams, aos 37 minutos. No final da partida, o selecionador nacional, Roberto Martínez, mostrou-se satisfeito com o jogo.

Muito satisfeito com os dois jogos. Normalmente, é muito difícil poder utilizar os 26 jogadores. Conseguimos isso. Digo difícil porque não há normalmente a possibilidade de fazer 11 substituições. É a primeira vez, antes de uma prova como o Mundial, de poder fazer isso. Utilizamos isso muito bem. Dá mais exigência ao grupo.

Na conferência de imprensa no final do jogo, Roberto Martínez foi ainda questionado sobre o 11 para o primeiro jogo da seleção no Mundial, frente ao Congo.

Continuo a dizer, sou muito chato para isso. Não há um 11 inicial. Agora, no futebol moderno, há 26 jogadores que podem ajudar a seleção. O que era importante agora, neste período, é preparar todos os jogadores. Sinto as nossas ideias de como jogar contra o Congo, são muito claras, mas há muitos jogadores que podem executar essas ideias.

O selecionador nacional no final da partida Portugal x Nigéria. Nigéria que tinha já falhado o apuramento para o Mundial. A seleção portuguesa parte para Palm Beach, em Miami, na sexta-feira. O primeiro jogo acontece a 17 de junho, frente à República Democrática do Congo, em Houston. Na atualidade internacional, pela segunda noite consecutiva, os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irão. A confirmação chega pelo próprio Comando Central das Forças Armadas norte-americanas. Na rede social X, o comando diz ter iniciado ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irão. Washington esclarece também que os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua de Teerão. Entretanto, fontes oficiais ouvidas pelo Wall Street Journal dizem que as forças militares dos Estados Unidos estão a atacar sistemas de defesa aérea e radares perto do estreito de Ormuz. O Pentágono classificou os ataques como um ato de diplomacia coerciva, concebido para forçar concessões iranianas na mesa de negociações. Quem o diz é Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, que afirmou esta tarde que "se precisarmos de negociar com bombas, negociaremos com bombas, e somos muito bons nisso". Além dos sons de explosões ouvidos em várias cidades pelo estreito de Ormuz, a imprensa iraniana avança que estão também em curso confrontos nas águas do Golfo Pérsico e do mar de Omã. O Irão já está a retaliar contra alvos norte-americanos no Iraque. Para já, a agência iraniana Mehr avança que um míssil iraniano atingiu a base americana em Erbil, no norte do Iraque. Já durante a tarde, Donald Trump tinha prometido continuar a atacar o Irão enquanto não houver acordo. Em declarações na Sala Oval da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos voltou a falar da colisão do helicóptero norte-americano com um drone iraniano no Estreito de Ormuz. Diz Donald Trump que agora os Estados Unidos têm todo o direito de continuar os ataques.

Nós atacamos com força ontem e vamos fazer o mesmo hoje, caso não tenham visto, caso não tenham ligado a televisão. E vamos ver o que acontece com o acordo. Estávamos mesmo prestes a fechar o acordo, continuam a tratar-nos como idiotas. A julgar pelo helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso. Eles abateram uma máquina verdadeiramente incrível, uma máquina extraordinária. Nós temos as Forças Armadas mais poderosas do mundo e às vezes é preciso usá-las.

Ainda assim, o presidente norte-americano volta a dizer que um acordo com o Irão está muito próximo, mas reforça que a questão nuclear é central na negociação. E depois destes novos ataques norte-americanos, o Irão diz que o estreito de Ormuz está fechado a todos os tipos de embarcações. Num comunicado divulgado pela agência estatal iraniana IRIB, a Guarda Revolucionária anunciou que vai fechar o estreito de Ormuz. Diz que a partir deste momento, devido à insegurança na região, o estreito de Ormuz será declarado fechado a todos os tipos de embarcações, incluindo petroleiros e navios mercantes, e todo o tráfego será afetado. É o que se pode ler no comunicado divulgado há pouco pela agência estatal iraniana. Na atualidade nacional, o presidente da República devolveu ao Parlamento o decreto sobre as regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. As bancadas do PSD, CHEGA e CDS tinham aprovado a 17 de abril, em votação final global, o diploma que pretendia proibir que fossem hasteadas em edifícios públicos bandeiras de natureza ideológica, partidária ou associativa. Numa nota publicada hoje no site da Presidência da República, pode ler-se que António José Seguro devolveu ao Parlamento, sem promulgação, o decreto que estabelece regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. A nota refere ainda que a devolução foi acompanhada da respectiva mensagem fundamentada, que vai ser divulgada depois da leitura pelo Parlamento. E falamos agora do caso Olá Tio. Foi este o código utilizado por uma menor para avisar a PSP de uma tentativa de abuso sexual. O caso remonta à madrugada de 2 de maio, dia em que uma criança de 12 anos ligou discretamente para a linha 112 e usou uma linguagem codificada para denunciar uma tentativa de abuso sexual de que estaria a ser vítima num carro onde estava o suspeito, a mãe da criança a dormir e também o irmão bebê. O alegado abusador condutor do veículo foi depois identificado na zona da Grande Lisboa, depois de o agente da PSP ter conseguido obter informações através da criança. À Rádio Observador, o superintendente Carlos Martins, coordenador nacional do 112, explica como aconteceu a denúncia.

A criança inicialmente mencionou que estaria a falar com o tio, portanto a chamada começa com a famosa frase que já deu título à notícia: "Olá tio". E seguidamente, quando o operador do 112 lhe disse que ela não estava a falar com o tio, estava a falar com o 112, a criança respondeu: "Eu sei". A partir desse momento, o operador percebeu que havia ali alguma coisa que poderia estar em causa, nomeadamente que a criança não poderia falar abertamente e, portanto, exercitou também uma conversação com ela, de modo que quem estivesse do outro lado não estivesse a perceber a chamada ou o tipo de chamada.

O coordenador nacional do 112, Carlos Martins, deixou ainda elogios tanto ao agente que atendeu a chamada como à criança que fez a denúncia.

Quer só louvar realmente a perspicácia do operador e também a inteligência da criança. Acho que a educação que as crianças têm para este tipo de situações e para o correto uso do número de emergência faz toda a diferença. E esta criança claramente estava esclarecida, muito bem esclarecida de quando poderia fazer esse uso e como.

Declarações do superintendente Carlos Martins, coordenador nacional do 112. A polícia que atendeu a chamada recebeu um louvor da PSP pela perspicácia, astúcia e ponderação com que atuou. Quanto ao abusador, foi já identificado. A mãe da vítima já apresentou queixa. O processo está agora nas mãos do Ministério Público. E é a notícia de fecho aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso à meia-noite e meia.