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As notícias das 10 com Carla Jorge Carvalho. O PS fala numa vitória indiscutível nas europeias. Já o PSD destaca que a diferença para os socialistas não foi assim tão grande.
Foi há instantes, no explicador desta manhã, Francisco César, o vice-presidente do grupo parlamentar do PS, acusa a Aliança Democrática de ter dificuldade em reconhecer a derrota e afirma que os socialistas sozinhos valem mais que toda a AD.
O PS ganhou as eleições europeias, isso é indiscutível. Num cenário em que as eleições europeias, como nós sabemos, têm uma muito menor participação eleitoral. Há uma abstenção maior em relação a eleições legislativas. O PS teve mais percentagem, teve mais votos, teve mais mandatos do que três partidos somados, nomeadamente o PSD, o CDS e o PPM, que o PSD e o Carneiro tentam sempre esconder. Como disse o secretário-geral do PS: "Hoje verifica-se que o PS sozinho vale mais que esses três partidos e é, portanto, o maior partido português".
Afirmações do vice-presidente do grupo parlamentar do Partido Socialista, Francisco César. Do outro lado, Hugo Carneiro, vice-presidente da bancada do PSD, destaca que o PS perde representação parlamentar na Europa.
Apesar do facto do Partido Socialista ter ganho as eleições, essa vitória deve ter algum sabor amargo, que o Francisco terá a oportunidade de confirmar se é assim ou não, porque apesar de terem ganho por uns escassos 38 mil votos, que é uma diferença até inferior à vitória da AD, que tanto foi desvalorizada pelo Partido Socialista nas últimas eleições legislativas, que foram 54 mil votos, essa vitória leva a que o Partido Socialista perca, apesar de tudo, um eurodeputado. Portanto, há uma diminuição da representação do Partido Socialista no Parlamento Europeu.
Debate no explicador depois das europeias terem dado a vitória ao Partido Socialista, com 32% dos votos, oito deputados. A AD ficou ligeiramente atrás, elegeu sete eurodeputados.
Manuela Ferreira Leite considera inaceitável nacionalizar os resultados das eleições europeias.
Estivemos com ela em direto esta manhã. A antiga presidente do PSD afirma que o mais importante não são as vitórias dos partidos nacionais, mas sim a manutenção da estrutura do Parlamento Europeu. Manuela Ferreira Leite considera, por isso, que a noite eleitoral trouxe boas notícias para a Europa.
Há sempre análises de natureza nacional. Agora, reduzir ou esquecer o que é o resultado das eleições europeias e o que estava em jogo nestas eleições e nacionalizar estes resultados é que me parece verdadeiramente inaceitável. Portanto, eu vou começar exatamente esta minha análise por aquilo que aconteceu na Europa. E o que aconteceu como resultado na Europa é muito bom, porque a Europa continua a ser governável com o centro nas famílias que estão no centro moderado. E, portanto, as forças pró-europeias foram dominantes.
Manuela Ferreira Leite a sublinhar que não houve nenhuma alteração que mudasse significativamente a composição do novo Parlamento. Já do ponto de vista interno, há um aspeto que merece a atenção da antiga ministra: o resultado do CHEGA.
O CHEGA mostrou, por um lado, que isto é um partido de uma pessoa só, o que normalmente não tem futuros, mas fundamentalmente, e evidentemente que com este resultado para as europeias, evidentemente que não perde o seu peso na Assembleia da República, portanto, os 50 deputados estão lá e estarão lá até novas eleições legislativas, mas perdeu força política.
O CHEGA elegeu dois eurodeputados, sendo que André Ventura admitiu que não era o resultado esperado. Já a Iniciativa Liberal canta vitória, consegue dois mandatos. Manuela Ferreira Leite considera que o crescimento dos liberais é também uma boa notícia para Portugal.
À esquerda, Bloco e CDU mantêm representação parlamentar com um eurodeputado de cada.
Catarina Martins é eleita pelo Bloco de Esquerda, João Oliveira pela CDU. Os dois estavam satisfeitos por conseguirem manter a representação parlamentar, apesar da descida do número de votos em ambos os partidos.
O Livre não conseguiu a eleição de Francisco Paupério.
Os 3,75% dos votos não foram suficientes. Ainda assim, o cabeça de lista fala num crescimento exponencial do partido e já pensa nas próximas europeias.
E Carla, o PAN também não consegue o objetivo de eleger Pedro Fidalgo Marques.
O PAN perdeu cerca de 110 mil votos em relação às últimas europeias, as de 2019, e fica mesmo atrás do ADN. Pedro Fidalgo Marques reconhece essa derrota. Destaca ainda para a abstenção, que desceu, foi a mais baixa desde 2004. Ficou nos 62,5%.
A nível internacional, os partidos pró-europeus resistem e mantêm a maioria no Parlamento Europeu, mas a extrema-direita cresce em vários países.
O que já está a ter consequências. Destaque para França, depois da vitória da União Nacional de Marine Le Pen, Emmanuel Macron anunciou a dissolução da Assembleia Nacional. Ursula von der Leyen diz que face ao crescimento dos extremismos, ela quer ser a âncora da estabilidade.
Hoje é um bom dia para o Partido Popular Europeu. Vencemos as eleições europeias. Somos, de longe, o partido mais forte. Somos a âncora da estabilidade e os eleitores reconhecem a nossa liderança ao longo dos últimos cinco anos.
Ursula von der Leyen tem agora de escolher se mantém a liderança com os liberais e socialistas ou se se coliga com os partidos mais à direita. Este é um assunto que está em destaque em toda a imprensa internacional esta manhã. A Constança Vilela esteve a olhar para os jornais de vários países europeus.
Começamos em França. As manchetes são ocupadas pelo anúncio eleitoral de Manuel Macron. A primeira página do Le Figaro dá conta da dissolução do governo francês sob o título "O Choque" e diz ser um salto para o desconhecido. Já o Libération escreve: "Dissolução, aposta extrema" em manchete. O jornal observa que a direita populista fez um avanço sem precedentes na Europa. Em Espanha, o destaque vai também para a viragem à direita. O Partido Popular vence por dois assentos sobre um PSOE que resiste, é o que se lê no El País. A Itália, um título salta à vista: "União Europeia, avalanche de direita". O partido Fratelli d'Italia confirma-se como o primeiro vencedor, com 29% dos votos, seguido do Partido Democrata, que ultrapassa os 24%. Olhamos também para a Alemanha. O jornal alemão Bild dá destaque aos resultados que dividem o país. O partido de direita Alternativa para a Alemanha conquistou o leste, já a União dominou o ocidente.
Constança Videla com as principais manchetes de jornais por toda a Europa sobre a nova composição do Parlamento. E ainda outro destaque destas eleições: Luís Montenegro anunciou o apoio a uma eventual candidatura de António Costa à presidência do Conselho Europeu. O anúncio foi feito ontem à noite por Luís Montenegro, na reação aos resultados eleitorais.
Se o doutor António Costa for candidato a esse lugar, a Aliança Democrática e o governo de Portugal não só apoiarão, como farão tudo para que essa candidatura possa ter sucesso.
Em reação às declarações do primeiro-ministro António Costa, confirmou poucos minutos depois que Luís Montenegro já se tinha comprometido a apoiar uma candidatura ao Conselho Europeu, ainda antes de Montenegro ser o líder do executivo.
Posso confirmar aquilo que o Montenegro acabou de dizer, que ainda não era primeiro-ministro e tinha-me transmitido que daria esse apoio. Portanto não ficou agora surpreendido. Não, porque eu também nunca aceitaria ser presidente do Conselho Europeu sem o apoio do governo do meu país. Isso pra mim era uma condição. Poder podia acontecer, não é? Poder, podia, mas eu nunca aceitaria.
As declarações de António Costa no espaço de comentário na CMTV. António Costa destaca ainda a importância de ter portugueses a liderar instituições internacionais. São agora 10h11. Carla, que outras notícias marcam a atualidade desta hora? Ainda as europeias. Pedro Nuno Santos repete que o PS não vai ser fator de instabilidade. Em declarações aos jornalistas há pouco, à margem das cerimônias do Dia de Portugal, que decorrem em Pedrógão Grande, o secretário-geral socialista garante que o partido vai continuar a ser uma solução e volta também a apelar à AD para que não ignore o Parlamento. Um avião de combate ucraniano atingiu uma estrutura militar em território russo. É a primeira vez que tal acontece desde o início do conflito. É o que revela uma fonte do exército ucraniano à Sky News. Não se sabe, no entanto, se foi utilizada alguma arma ocidental no ataque. No Médio Oriente, as tropas israelitas afirmam que mataram vários combatentes do Hamas nas últimas horas. O exército de Tel Aviv dá conta de vários ataques aéreos em Gaza e afirma que eliminou várias estruturas do Hamas. O grupo palestiniano ainda não reagiu a esta informação. Três distritos do interior Centro e Alto Alentejo estão hoje sob aviso amarelo devido à previsão de chuva e de trovadas. São eles os distritos da Guarda, Castelo Branco e Portalegre. É o que indica o IPMA. E um animal de estimação pouco habitual no Brasil, uma senhora adotou um sapo. Um sapo que entrava todos os dias lá em casa. Sim, por que não, não é? É tão válido quanto outro animal de estimação. Com certeza que sim. Na verdade, é uma sapa. E diz que é uma amiga com quem pode falar. É alguém, ainda por cima, que com certeza não vai contar a ninguém o que lá ouve. Mas levou isto a sério, fez-lhe roupas à medida. Roupas. Roupas. E tem também o nome. Um tailleur, provavelmente. Sim, de acordo com o nome, tens razão, deve ter sido um tailleur. Como é que se chama? Esta sapa chama-se Sofia Lorena. E há imagens virais. É fácil de procurar. Do sapo com uma camisola de lã e um laço. Oh, meu Deus! E comparações, de certeza que já deve haver comparações. Carla Jorge Carvalho com as principais notícias desta manhã.