Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

10 da manhã. As notícias das 10, na Rádio Observador, com o jornalista Luís Soares. O eurodeputado Francisco Assis considera que Maria Luísa Albuquerque é uma escolha legítima para comissária europeia, mas critica a falta de diálogo com o PS.

Foi no explicador desta manhã, o eurodeputado socialista reconhece as qualidades de Maria Luísa Albuquerque para desempenhar o cargo de comissária europeia. Francisco Assis considera que a ex-ministra das Finanças de Passos Coelho está mais vocacionada para pegar uma pasta mais econômica ou financeira. No entanto, Francisco Assis critica a falta de diálogo com o PS na escolha de Maria Luísa Albuquerque.

Fez legitimamente essa escolha. O único reparo que eu faria, e faço, é o seguinte: eu penso que os governos, e não estou a dizer com isso que os governos anteriores tivessem atuado corretamente, não sei se fizeram ou não, não tenho isso bem presente, mas o governo deveria ter ouvido, numa nomeação desta natureza, pelo menos o principal partido da oposição, sendo ainda certo que o PSD e o PS têm, em relação à Europa, em questões essenciais, perspectivas relativamente próximas. E, portanto, teria feito sentido uma audição prévia ao Partido Socialista.

Mas por causa do atual quadro parlamentar, em que o governo não é suportado por uma maioria?

Exatamente. Este quadro parlamentar, muito em particular, deveria ter levado a esse tipo de comportamento.

Francisco Assis falou também sobre as negociações para o Orçamento do Estado. Afirma que para existir uma negociação com o PS, é necessário o governo de Luís Montenegro respeitar o partido.

O governo, se quer promover, levar a cabo uma negociação séria com o Partido Socialista, tem que começar por respeitar o Partido Socialista. Isso é uma questão essencial, é uma questão de educação, é uma questão de princípio, é uma questão de relacionamento democrático. Não se pode dizer, por exemplo, que o Partido Socialista está obrigado a viabilizar este Orçamento pela razão de que governou mal durante oito anos. Isso é inadmissível, independentemente da opinião que cada um tenha, se governou mal ou governou bem. Com certeza que para a direita ou centro-direita, o PS governou mal, porque eles têm uma perspectiva de governação diferente, como nós também achamos que o governo, em aspectos fundamentais, governa mal, porque nós temos uma perspectiva diferente. Mas independentemente disso, há aqui uma questão prévia e fundamental: tem que haver respeito.

Declarações do deputado socialista Francisco Assis no explicador desta manhã sobre a escolha de Maria Luísa Albuquerque para comissária europeia e as negociações para o Orçamento do Estado.

A ministra da Juventude afirma que Maria Luísa Albuquerque livrou Portugal da troika e, por isso, elogia a escolha do governo para comissária europeia.

Margarida Balseiro Lopes fala numa mulher muito competente. Em declarações da Universidade de Verão do PSD, ela lembra também o trabalho feito enquanto ministra das Finanças, um trabalho que Balseiro Lopes considera ter sido muito positivo.

Eu não ficaria bem com a minha consciência se não aproveitasse a oportunidade para falar de uma mulher extraordinária, que foi hoje anunciada para comissária europeia, a Maria Luísa Albuquerque. É uma pessoa que eu conheço bem, é mulher, mas é uma mulher muito competente, muito dedicada, muito trabalhadora, que teve a difícil tarefa de nos livrar da troika. E portanto, devemos também estar muito agradecidos à Maria Luísa Albuquerque e eu estou, de facto, muito orgulhosa, também como mulher, mas não só, por podermos contar com a disponibilidade dela também para este serviço público.

Ministra da Juventude na Universidade de Verão do PSD, a elogiar Maria Luísa Albuquerque, que foi ontem anunciada por Luís Montenegro como o nome indicado para Bruxelas.

E essa escolha vai estar também em análise no Contracorrente já a seguir a este jornal. O governo falhou a concretização de quase 70% das medidas urgentes do plano de emergência de saúde.

O plano tinha 15 medidas urgentes a implementar no prazo de três meses, mas neste período o governo cumpriu apenas cinco. Contactado pelo Observador, o Ministério da Saúde começou por confirmar esta informação, mas depois de publicada a notícia, a tutela de Ana Paula Martins atualizou os dados e acrescentou outras cinco medidas ao grupo de medidas concluídas no prazo de três meses. Mas Maria Miguel Duarte, vamos começar pelo princípio, quais são exatamente estas medidas?

São elas a atribuição de incentivos financeiros aos partos, a requalificação dos espaços de serviços de urgência, a contratação de 900 médicos de família, a criação de um programa estruturado de saúde mental para as forças de segurança e a contratação de psicólogos. Mas Luís, fica a dúvida que estas medidas estejam efetivamente concluídas.

Isso porque alguns dos especialistas ouvidos pelo Observador contestam a implementação destas medidas no terreno.

Por exemplo, no que diz respeito à contratação de psicólogos, é o próprio bastonário que afirma ao Observador que não existe indicação de que o processo de contratação esteja em curso e muito menos concluído. Já o presidente da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente afirma que seria importante avançar com os incentivos financeiros para a realização de partos, mas que também é uma medida que ainda não está implementada. Sobre a contratação de 900 médicos de família, é a própria associação que representa estes profissionais a garantir que o número de colocados até o dia de hoje é residual.

Ou seja, no total, 10 das 15 medidas consideradas urgentes e que deveriam ser implementadas num prazo de três meses, não estavam classificadas como concluídas até ontem.

Sim, e como dissemos, depois da publicação desta notícia no site do Observador, o número de medidas dadas como concluídas disparou de cinco para 10, mas estes especialistas não o confirmam.

Maria Miguel Duarte, e essas medidas por concretizar do plano de emergência para a saúde numa análise. O editor de sociedade do Observador, Carlos Diogo Santos, também questiona esta incoerência por parte do Ministério da Saúde.

Mais grave do que aqui as falhas

E se terem cumprido as medidas de curto prazo, parece ser esta decisão de dar como concluídas as medidas, depois de ter saído uma notícia e apesar de, no terreno, os especialistas dizerem que ainda não viram a implementação das mesmas.

Análise do editor de sociedade do Observador, Carlos Diogo Santos. Para além das 15 medidas urgentes, existem ainda outros dois tipos de medidas: as prioritárias, que devem estar implementadas até o fim do ano, e também as estruturantes, que devem ser concluídas até o fim de maio de 2026.

A Iniciativa Liberal acusa o Hospital de Santa Maria de estar a perseguir utentes devido à ameaça de processos judiciais. Os liberais querem ouvir o presidente da instituição no Parlamento com urgência.

O Hospital de Santa Maria que ameaça instaurar processos judiciais a utentes que critiquem os serviços ou os profissionais da instituição nas redes sociais. Foi uma notícia avançada ontem pelo Observador. Ora, a Iniciativa Liberal fala num ato de censura e de coação da liberdade de expressão e, por isso, o partido entregou um requerimento a pedir a audição urgente de Carlos das Neves Martins, presidente da Unidade Local de Saúde de Santa Maria. Ouvido pela Rádio Observador, Mário Amorim Lopes afirma que é necessário perceber a que tipo de mensagens se aplica esta medida. O coordenador dos liberais na Comissão de Saúde acusa o hospital de perseguir utentes.

Pelos vistos, a avaliação daquilo que o presidente do conselho de administração, imagino que o conselho de administração também seja solidário com esta decisão, considera inaceitável uma avaliação que os utentes possam fazer da qualidade técnica do serviço que lhes foi prestado. Ora, essa avaliação pode estar errada, naturalmente, mas é uma prerrogativa da liberdade de expressão e toda a gente tem direito a expressar-se. Portanto, não nos parece aceitável este comportamento. Portanto, queremos perceber exatamente a que tipo de mensagens é que o presidente do conselho de administração se está a referir e queremos que uma situação destas não se repita. Este é também um objetivo de ser preventivo, que é não termos a administração pública a perseguir utentes.

Declarações de Mário Amorim Lopes à Rádio Observador. A Iniciativa Liberal defende que a missão de um hospital é de prestar bons cuidados de saúde e não a de perseguir utentes por delito de opinião. Por isso, o partido quer que o presidente da Unidade Local de Saúde de Santa Maria vá ao Parlamento explicar esta medida.

E Durão Barroso recorda com emoção o processo de independência de Timor-Leste e fala numa história bonita conseguida com muita dificuldade.

Amanhã assinalam-se os 25 anos do referendo que levou à independência de Timor-Leste. Foi a 30 de agosto de 1999. Durão Barroso está a participar esta semana nas celebrações do referendo. Em entrevista à agência Lusa, o antigo primeiro-ministro recorda um processo muito difícil e diz sentir-se emocionado.

Uma belíssima história. Uma história muito bonita, digamos assim, porque quando vemos hoje em dia o que se passa no mundo, onde as notícias são quase todas tão tristes, tão trágicas, onde se perdeu já completamente, ou quase completamente, a confiança no direito internacional. Vermos que houve um caso em que Portugal teve um papel de liderança, que assegurou a restauração do direito internacional, que permitiu o exercício da autodeterminação de um povo, o povo timorense, e que em paz foi depois possível estabelecer o primeiro país soberano do século XXI, é obviamente com enorme emoção que recordo todo este percurso.

Em 1992, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Durão Barroso iniciou conversações formais com a Indonésia para o fim da ocupação iniciada em 1975. Durão Barroso afirma ainda nesta entrevista à agência Lusa que Portugal teve um papel de liderança que assegurou a restauração do direito internacional e que permitiu o exercício da autodeterminação do povo timorense.

São agora 10:09, Luís. Antes do Contracorrente, que outras notícias merecem destaque?

A linha verde do metro de Lisboa continua interrompida por uma avaria na sinalização. Circulação que está interrompida desde as 07h30 entre as estações de Telheiras e Campo Grande. O metro de Lisboa diz que não há, nesta altura, previsão para ser retomada a circulação. A TAP teve um lucro de €400 mil no primeiro semestre do ano. É uma queda de 98% face ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela empresa esta manhã. Depois do prejuízo do primeiro trimestre, a TAP voltou a dar lucro no período entre abril e junho e fechou assim a primeira metade do ano com esse resultado ligeiramente positivo de €400 mil. José Borrell pede o levantamento de restrições para que a Ucrânia possa usar armas para se defender dos ataques russos. O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros alerta que se as restrições não forem levantadas, as armas são inúteis. Declarações de Borrell aos jornalistas à entrada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, em Bruxelas. Os governantes, incluindo Paulo Rangel, estão reunidos para discutir não só a guerra na Ucrânia, mas também o conflito no Medio Oriente e a crise na Venezuela. Precisamente na Venezuela, Nicolás Maduro pede ao mundo que respeite a reeleição. As autoridades eleitorais venezuelanas deram a vitória ao presidente, um resultado que não foi reconhecido por parte de muitos países. As eleições ficaram marcadas por suspeitas de fraude, mas num discurso no Palácio Presidencial, Maduro volta a garantir que não teve qualquer tipo de intervenção. E agora temos uma história insólita, mas com um final feliz. Sabemos que muitas vezes as crianças andam na rua, gostam de ver, gostam de tocar em tudo.

Quem não?

E neste caso não foi diferente. Uma família levou o filho de quatro anos a um museu em Israel. A criança, muito curiosa, acabou por partir acidentalmente uma jarra.

Mas não era uma jarra qualquer.

Não era uma jarra qualquer. Uma jarra com 3500 anos e que foi utilizada para transportar vinho e azeite entre o ano 2200 e 1500 antes de Cristo.

Luís, sendo uma coisa tão antiga e valiosa, não estava protegida? Um vidro ou qualquer coisa.

Não, porque o museu acredita que há um encanto especial em mostrar as peças sem obstruções.

Tornou-se ainda mais especial agora, em cacos. Mas os pais tiveram que pagar alguma coisa.

Não, pelo contrário. Como o museu viu que foi mesmo um acidente, ainda convidaram a família da criança a voltar à exposição para uma visita guiada.

Guiada, é a palavra. Não imagino se a peça tem arranjo ou ficou mesmo danificada.

Pois, um especialista em conservação vai tentar restaurar esta jarra, que em breve será devolvida ao museu.

As notícias que marcam esta manhã com o jornalista Luís Soares, que regressa às 11 com a nova atualização. Até já!