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São 10 da manhã. As notícias das 10 com Carla Jorge Carvalho. Começamos com a instabilidade no Governo Regional da Madeira. O deputado do PS, Carlos Pereira, considera que o Partido Socialista no arquipélago está a deixar o espaço da oposição para o Chega. Foi no explicador desta manhã, o PS Madeira admitiu votar a favor da moção de censura apresentada pelo Chega contra o governo de Miguel Albuquerque. Carlos Pereira fala num cenário desolador e apela para que o partido proponha a própria moção de censura.
Deve ser o PS Madeira a estar na liderança da construção dessa alternativa. Eu não tenho condições nesta altura, nem neste momento, para dizer que está a fazê-lo e que tem condições para o fazer. Até porque eu estou, neste momento, a dizer que não se constrói essa alternativa deixando o espaço político da alternativa para outro partido, nomeadamente para o Chega. É um caminho desolador nesse sentido e eu espero que volte atrás e que tenha a sua própria moção de censura.
Carlos Pereira admite que a situação na Madeira é preocupante por causa da instabilidade política. Uma ideia partilhada por Paula Margarido, deputada do PSD, eleita pelo círculo da Madeira. A social-democrata reconhece que os processos em torno de Miguel Albuquerque o fragilizam, mas considera que continua a ter condições para liderar o governo. Também convidada do explicador, alerta que novas eleições vão significar um atraso de dois a três anos no arquipélago e acusa a oposição, nomeadamente o Chega, de oportunismo.
Estamos aqui perante um cenário de uma pequena ditadura das minorias. Temos aqui um grupo parlamentar que é o Chega, em que o seu líder regional não pretendia a apresentação desta moção de censura. Não tenhamos ilusões. Miguel Castro não queria a apresentação desta moção de censura. Quem é que a impôs? Foi o líder nacional André Ventura.
Paula Margarido, no explicador desta manhã, a deputada está convicta de que se a Madeira voltar a ir a eleições, vai escolher novamente Miguel Albuquerque. O líder do Executivo regional já veio a público afirmar que não tem medo de eleições. A moção de censura proposta pelo Chega vai ser votada no dia 18 de novembro. Tempo agora para a crise no INEM. A Liga dos Bombeiros Portugueses denuncia que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes não estão a dar resposta num tempo aceitável para o transporte de utentes. Nos últimos dias, pelo menos 11 pessoas morreram por alegados atrasos na resposta do INEM, numa semana em que os técnicos de emergência pré-hospitalar estavam em greve às horas extraordinárias. O presidente da Liga dos Bombeiros afirma que durante esse período foi possível realizar o transporte de doentes urgentes sem prévia autorização do INEM. António Nunes critica assim a ação dos Centros de Orientação de Doentes Urgentes.
Não está a dar a resposta adequada aos bombeiros para garantir, num curto espaço de tempo, a indicação para o hospital em que as vítimas devem ser transportadas, face a alguns encerramentos de especialidades, não é só das urgências na generalidade, mas nas especialidades. E isso nós há cerca de oito meses que nos vimos a queixar de que esse encaminhamento aos bombeiros para o hospital de destino nem sempre é feito em tempos razoáveis.
As críticas e os alertas do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, destaca também que estes problemas já foram apresentados ao governo.
Estes problemas já foram colocados ao anterior governo, ao atual governo e portanto, são do conhecimento geral das entidades da saúde e nós pensamos que esta será a oportunidade para face às nossas queixas anteriores. Também reconhecendo que os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM fizeram várias denúncias de mau funcionamento do sistema, talvez seja o momento para resolver definitivamente estas inconformidades ou mau funcionamento, seja estrutural ou conjuntural, para prestarmos o melhor serviço à população, que julgo que é o interesse de todos aqueles que estão no sistema.
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, dá conta de um tempo demasiado longo no transporte de doentes, numa altura em que o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar veio a público elogiar a ministra da Saúde. Diz que Ana Paula Martins foi a primeira governante a assumir que é preciso adotar medidas para resolver os problemas no INEM. A associação ambientalista Zero prevê negociações difíceis na Cimeira COP 29, que arrancou hoje no Azerbaijão. E que decorre até o dia 22 de novembro em Baku, com o objetivo de definir o montante destinado à ação climática. Na abertura dos trabalhos, o chefe da ONU para o clima afirmou que o financiamento dos países ricos para combater as alterações climáticas não é uma caridade, mas sim algo do interesse de todos. Francisco Ferreira, o presidente da Associação Zero, prevê que as negociações vão ser difíceis.
Este dinheiro é essencial e vai ser muito controverso, sem dúvida. Primeiro, porque é preciso juntar financiamento público com financiamento privado, mas acima de tudo, definir o montante. E há visões muito diferentes do lado dos doadores e do lado de quem precisa. Fala-se entre uma perspectiva da União Europeia, que aponta para uma duplicação, até valores que apontam para 10 vezes mais, ou seja, atingir-se US$ 1 bilhão por ano de apoio à ação climática.
O presidente da Associação Zero, Francisco Ferreira, relembra também que nesta conferência é preciso fixar as metas de redução de emissões, o que prevê que seja difícil, com a possibilidade de saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.
No próximo ano temos que fixar as novas metas para 2035 e nós estamos num caminho de aumento de temperatura de 3,1 graus Celsius O que significa que vai ser complicado, inclusive quando tudo aponta para que países como os Estados Unidos venham a sair do Acordo de Paris. E, por outro lado, também há a adaptação. Veja-se o que se está a passar à escala mundial, incluindo aqui tão perto, em Espanha, onde as alterações climáticas estão a potenciar eventos meteorológicos extremos com impactos enormes para a população e para a economia.
A expectativa deixada por Francisco Ferreira da Associação Zero. Delegações de quase 200 países vão estar presentes nesta cimeira. Espera-se a participação de cerca de 50 mil pessoas. A COP29 fica marcada também pela ausência dos presidentes dos Estados Unidos e do Brasil, assim como da presidente da Comissão Europeia. Portugal vai estar representado pela ministra do Ambiente. Pela primeira vez desde 2015, o primeiro-ministro não participa na Conferência sobre Alterações Climáticas das Nações Unidas. Carla, vamos agora até Manchester, onde se aguarda a chegada de Rúben Amorim. Esta manhã, espera-se que o treinador chegue ao centro de treinos do Manchester United, em Carrington. É lá que está o enviado especial d'O Observador, André Maia, que continua à espera de Rúben Amorim, mas até agora nem sinal.
Exatamente, Carla, nem sinal e provavelmente não vai haver sinal tão cedo, porque o Observador sabe que Rúben Amorim só chegará à tarde, ou seja, só depois da hora de almoço.
André, vais ter que repetir. Estamos com alguns problemas de rede e ficámos a saber que o Observador sabe alguma coisa, mas não o quê. Ajuda-nos, esclarece-nos.
A rede não perdoa. O centro de treinos do Manchester United é literalmente no meio dos prados. A única companhia que tenho aqui, para além de dois colegas, são meia dúzia de vacas e muitos gansos que estão por aqui.
E esquilos, se calhar, também. Não te mexas aí de onde estás, porque agora estamos a ouvir-te bem, às vezes há falhas.
Muito bem, vamos a isso. Como eu dizia, o Observador sabe que Rúben Amorim só chegará mais tarde, ou seja, só depois da hora de almoço. Ao contrário das primeiras informações que tinham sido prestadas por fonte do Manchester United, a verdade é que Rúben Amorim nem sequer apanhou o voo para Manchester e portanto, só chegará depois da hora de almoço, a princípio, no início da tarde. Portanto, por enquanto, é essa a informação que conseguimos apurar. Rúben Amorim não chegará nas próximas horas aqui a Carrington, ao centro de treinos do Manchester United. Hoje também, a princípio, como noticiou a imprensa inglesa, não fará propriamente trabalho de campo, vamos assim dizer, tendo em conta que ainda não tem o visto de trabalho regularizado. Portanto, este primeiro dia de Rúben Amorim, que vai começar um pouquinho mais tarde do que aquilo que era esperado, vai também ser um pouquinho diferente do que certamente o técnico quereria. Vai ser trabalho mais burocrático, mais conhecer os cantos da casa e não propriamente estar na relva, até porque não tem muitos jogadores para poder trabalhar. Estamos na pausa das seleções, muitos dos jogadores estão com as respetivas seleções, outros estão também em trabalho de recuperação e, portanto, Rúben Amorim, mesmo que já estivesse por cá e já tivesse o visto regularizado, também não teria muito que fazer. Continuamos aqui à espera. Por enquanto, a informação é essa. Rúben Amorim só chegará depois do almoço aqui à cidade inglesa, com muitos adeptos à espera ontem, depois do jogo do Manchester United, mas por aqui à porta de Carrington, do centro de treinos do Manchester United, não há ninguém, apenas, lá está, como disse, meia dúzia de jornalistas e ainda sem vislumbre de Rúben Amorim. Ruth Vanish Roy, esse sim, o técnico interino, já chegou e vai fazer o último dia aqui como treinador do Manchester United.
André Maia, podes beber um café ou então um chá, mais adequado.
É melhor.
É melhor. Afinal, Rúben Amorim só deve chegar ao centro de treinos do Manchester depois do almoço. Vai tornar-se o segundo português a orientar a equipa, depois de José Mourinho já ter feito o mesmo. Rúben Amorim fez ontem à noite o último jogo pelo Sporting. O treinador descreve os anos que passou em Alvalade como uma aventura incrível. Agradece aos adeptos, que entretanto se preparam para conhecer o sucessor de Rúben Amorim. João Pereira vai ser apresentado ao meio-dia, um momento que também vamos acompanhar aqui na Rádio Observador. Olhando ainda para o Campeonato Português, nesta 10ª jornada, o Benfica goleou o Futebol Clube do Porto, no Estádio da Luz, por 4 x 1. Aproxima-se do segundo lugar. Há 60 anos que os encarnados não marcavam quatro gols ao Porto para o campeonato. E além da chegada de Rúben Amorim a Manchester, o dia fica também marcado pelo início da Web Summit, aqui em Lisboa. A cimeira tecnológica volta a contar com figuras de renome de várias áreas. Da tecnologia aos negócios, passando pelo cinema, desporto, política internacional. A edição deste ano vai contar com o recorde de 3 mil empresas startup e, por isso, são muitos os destaques no cartaz. Miguel Gato.
Pharrell Williams, que curiosamente nunca cantou a solo em Portugal, é um dos nomes em destaque na edição deste ano da Web Summit, em Lisboa. O músico vai discursar sobre a relação entre a cultura e o comércio. Carmelo Anthony, antigo jogador da NBA, é outra das celebridades a participar no evento, assim como Patrick Kluivert, o antigo jogador de futebol do Barcelona e Ajax, aborda a performance dos futebolistas a alto nível. Destaque também para Steven Knight, guionista e produtor dos "Peaky Blinders", a série que terminou ao fim de seis temporadas, mas agora espera-se um filme que começou já a ser gravado, mas que não tem, para já, data de divulgação. No mundo dos negócios, discursa o presidente da Microsoft, Brad Smith, e também o homem por trás da Vinted, Thomas Plantenga, e ainda várias responsáveis femininas, como Jessica Seibel, a CEO da Time, e ainda Lillian Johnes, responsável pela plataforma de encontros online Bumble.
"Três dias atrás, Vladimir Putin matou meu marido, Alexei Navalny."
Yulia Navalnaya, viúva do opositor ao regime russo Alexei Navalny, participa na edição deste ano da Web Summit para falar sobre ditadores e dissidência digital. Ao seu lado terá Leopoldo López, um dos principais rostos da oposição no país sul-americano. Da política portuguesa, destaque para o primeiro-ministro Luís Montenegro, que vai discursar com o autarca de Lisboa, Carlos Moedas.
Miguel Gato, e os principais nomes da edição deste ano da Web Summit. Há sempre consequências também para o trânsito. A PSP prevê o encerramento de várias estradas junto ao Parque das Nações, em Lisboa. São agora 10h13. Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Voltamos ao Sporting. Agora é oficial: João Pereira é mesmo o novo treinador dos Leões. O clube acaba de enviar à CMVM um comunicado a confirmar que João Pereira é o sucessor de Rúben Amorim. Sobe da equipe B à equipe principal, vai ser apresentado em conferência de imprensa ao meio-dia. Vamos acompanhar esse momento em direto aqui na Rádio Observador. A Rússia nega que Donald Trump e Vladimir Putin tenham falado recentemente por telefone sobre a guerra na Ucrânia. A notícia foi desmentida por fontes do Kremlin, que acusam a imprensa de desinformação. O The Washington Post avançou que Trump teria falado com Putin e aconselhado o presidente russo a não escalar a guerra na Ucrânia. O recém-eleito presidente dos Estados Unidos terá lembrado ao líder russo a forte presença militar norte-americana na Europa, mas o Kremlin vem agora desmentir essa informação. E já temos a primeira confirmação para o festival Alive do próximo ano: Olívia Rodrigo. Tens a certeza que é? Tenho sim. Aí está. Portanto, vais ter de abrir os cordões à bolsa, não é, Carla? Outra vez. Dor de cabeça lá em casa. É, vai ser um problema. Em que dia? É desde julho, vai ser numa quinta-feira. A cantora norte-americana vai subir ao palco principal. Ela foi descrita como uma sensação global e esteve há quase um ano, quando for a esta altura, há quase um ano, mais ou menos, que encheu o Pavilhão Atlântico também aqui em Lisboa. Tem 21 anos e esta canção, "Deja Vu", vai de certeza soar bem alto no Passeio Marítimo de Algés.