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Corro.

São 10 horas, atualizamos as notícias com Miguel Videira. A Comissão Técnica Independente para a Refundação do INEM propõe a criação de uma central única de atendimento, a juntar as chamadas para o 112 e para a linha SNS 24, com três centrais regionais em Lisboa, Porto e Coimbra.

Sim, é isso que avança hoje o Jornal Público. A proposta já foi entregue ao Ministério da Saúde. Defende que as chamadas de socorro feitas para o SNS 24 e para os CODU, os Centros de Orientação de Doentes Urgentes, sejam atendidas na mesma central de atendimento. A presidente da Comissão Técnica, Leonor Furtado, explica que a criação dessa central única tem por objetivo melhorar a eficiência e a segurança e tornar a resposta mais rápida e imediata. A linha única faria a triagem inicial das chamadas e seria também a responsável por acionar os meios de emergência. A medida tem um prazo de implementação de até três anos. A Comissão Técnica Independente propõe também a abertura do transporte não emergente de doentes ao setor privado.

O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar alerta para atrasos superiores a uma hora na saída de ambulâncias para pedidos de socorro. Miguel, em especial na área metropolitana de Lisboa.

Sim, e o presidente Rui Lázaro responsabiliza a direção do INEM. Diz que a situação está associada à prioridade dada pela nova administração do Instituto Nacional de Emergência Médica aos postos de atendimento nos CODU.

A área metropolitana de Lisboa, que é de onde recebemos denúncias de maiores atrasos, onde se verificam mais atrasos, já é por si só uma zona deficitária de números de ambulâncias. Quando, por instrução do seu presidente, se acabam por encerrar, desde o início de dezembro, algumas ambulâncias para priorizar o CODU, a consequência direta, infelizmente, são os atrasos que se verificam e que se não for corrigida, esta instrução poderá provocar ainda mais, sobretudo nas semanas difíceis que se avizinham de épocas festivas e de picos de gripe.

Problemas que se verificam a poucos dias da greve geral da próxima quinta-feira, que promete paralisar serviços um pouco por todo o país. Rui Lázaro avisa que as centrais de emergência também podem sofrer constrangimentos.

Obviamente que durante a greve, mesmo cumprindo serviços mínimos, tendo em conta que é expectável que haja menos profissionais a trabalhar nas centrais de emergência, mas também nos meios, possa ocorrer mais algum constrangimento de tudo o que aqueles que já ocorrem no dia a dia.

O aviso é feito por Rui Lázaro, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar.

E Miguel, todos os secretários-gerais da história da UGT, incluindo o atual, apoiam António José Seguro nas eleições presidenciais.

Sim, além do apoio do atual líder Mário Mourão e de Torres Couto, que já eram conhecidos, a candidatura de António José Seguro faz agora saber que tem o apoio dos outros dois nomes que passaram pela liderança da UGT, Jorge Proença e Carlos Silva. Na declaração de apoio a que a Agência Lusa teve acesso, João Proença fala do candidato apoiado pelo PS como alguém para quem os trabalhadores contam. Já Carlos Silva, que esteve à frente da Central Sindical até 2022, destaca a sensibilidade social e o respeito pelos direitos laborais de António José Seguro.

A Rússia vai rescindir acordos militares com Portugal, Canadá e França.

Decisão formalizada através de um decreto emitido pelo primeiro-ministro da Rússia. O documento refere que a decisão inclui o tratado entre a Rússia e Portugal para a cooperação militar, assinado em agosto de 2000, bem como um pacto de 1989 entre a antiga União Soviética e o Canadá e um protocolo de 1994 com a França. O governo russo diz que os três acordos carecem de relevância estratégica na conjuntura atual. A revogação dos pactos reflete o crescente afastamento da Rússia em relação ao Ocidente em matéria de segurança e cooperação técnica.

A Netflix chegou a acordo para a compra da Warner Brothers Discovery por mais de 70 milhões de euros. Ainda assim, falta o selo de aprovação das autoridades federais.

O acordo engloba a compra dos estúdios de cinema e de televisão da Warner Brothers, além da HBO Max, serviço de streaming concorrente da Netflix. Esta é a maior aquisição já anunciada pela empresa. De acordo com o New York Times, a oferta de compra inclui o compromisso de manter a exibição nos cinemas dos filmes produzidos. Mas as notícias e a notícia deste negócio faz soar alarmes em relação a um potencial monopólio. É isso que explica a jornalista do Observador, Cátia Rocha.

Este negócio vai passar por um forte crivo regulatório. Estamos a falar de uma grande empresa. A Netflix tem 300 milhões de clientes só no streaming e a HBO Max está estimada em ter 130 milhões. Se o negócio avançar, a Netflix mantém a marca HBO Max e também a HBO. E ao combinar os dois serviços, estamos aqui a falar de muitos milhões de clientes, o que poderá dar uma vantagem à empresa em relação à concorrência, o que pode desvirtuar aqui um bocadinho o mercado e já há quem fale de criar um pesadelo regulatório, um pesadelo de monopólio.

A jornalista do Observador, Cátia Rocha, com algumas das implicações e receios deste negócio de compra da Warner Brothers pela Netflix. A imprensa norte-americana avança que um grupo de produtores de cinema enviou esta semana uma carta ao Congresso norte-americano a expressar preocupação com as consequências do negócio.

E pode ler mais sobre este artigo em observador.pt, é assinado pela jornalista Cátia Rocha. É tempo agora de olharmos, Miguel, para outras notícias que estão em destaque a esta hora.

Os tempos de espera nas urgências do Hospital de Loures dispararam. Os utentes têm de esperar, em média, cerca de 11 horas e meia para uma primeira observação. São dados que constam do portal do SNS. Estavam mais de 30 pessoas com pulseira amarela para serem vistas por um médico pelas 08h30. Se a pulseira for azul, a pulseira atribuída a doentes não urgentes, o tempo de espera ultrapassa as 19 horas. Os Estados Unidos continuam a ser o maior aliado da Europa, é o que diz a alta representante da União Europeia para a política externa, em Doha, no Catar, Kaya Calles avisa, no entanto, que Washington também precisa do velho continente. A chefe da diplomacia europeia assume que os 27 têm sofrido de falta de confiança nas relações internacionais, por exemplo, no conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Deu empate, Benfica e Sporting empataram a um bola no dérbi de ontem à noite. Pedro Gonçalves inaugurou o marcador para o emblema leonino. Sudakov empatou para as Águias ainda na primeira parte. Os encarnados acabaram a jogar com 10 depois de Prestián, jogador argentino, ter expulso já na reta final da partida. Quem pode beneficiar do resultado é o Porto. Se vencer amanhã o Tondela, pode alargar a vantagem na liderança do campeonato para cinco pontos em relação ao Sporting. A fechar, contamos a história de um casamento real e dois primos adversários. São elementos que compõem a árvore genealógica de João Cotrim Figueiredo.

Então, Miguel, vamos lá puxar a fita do tempo, vamos a isso.

Vamos a isto. A princesa inglesa Filipa de Lencastre chegou a Portugal para casar com Dom João I e com ela chegou uma comitiva de britânicos para servir a casa real. João Cotrim Figueiredo foi buscar o apelido mais conhecido, Cotrim, a um desses britânicos que chegou ao país, Jayme Cotrim Cannes.

E Miguel, Cotrim Figueiredo é ainda primo de um antigo governante e de dois adversários nas presidenciais.

Sim, o antigo ministro da Economia de Passos Coelho, António Pires de Lima, é primo de João Cotrim Figueiredo. Ambos partilham um casal de oitavos avós, mas também André Ventura por duas vias da árvore genealógica e ainda através desses oitavos avós, é possível chegar também ao pai de Gouveia e Melo. Em reação a este trabalho, João Cotrim Figueiredo não esconde aquilo que nós também sentimos: surpresa.

Não é possível. Chegam lá de duas maneiras?

Precisamente.

Os dois nomes que estão em ambas as páginas no fim é Henrique Gouveia e Melo e André Ventura, com quem serei aparentado desde o século XVII num caso e XVIII no outro. Podemos partilhar genes com pessoas muito do nosso agrado ou muito do nosso desagrado e não partilhar absolutamente nenhum dos seus traços de caráter ou preferências.

Uma segunda volta com um dos primos.

Um de nós teria que desistir, porque isso seria o compadrio levado ao extremo. Não.

Desistiria?

Não, desiste o outro.

João Cotrim Figueiredo, em declarações ao Observador. Este é um trabalho do jornalista João Francisco Gomes, em parceria com a Associação Portuguesa de Genealogia. Pode ver com mais detalhe no site do Observador.

E é assim que fechamos o Jornal das 10 com edição do Miguel Videra.