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Está a começar o Jornal das 10. Tem edição do Luís Soares. Luís, já começou o encontro entre os Estados Unidos e o Irão. Começa assim a segunda ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
É uma informação avançada pela Agência de Notícias estatal do Irão, o encontro que acontece em Genebra, na Suíça, e que reúne altos representantes dos Estados Unidos e também do Irão. Importa, por isso, perceber, João Costa Campos, o que está em cima da mesa.
Essencialmente, o que é que o Irão quer fazer com o programa nuclear. O país tem vindo a dizer que apenas usa a energia nuclear para fins civis e tem vindo a recusar repetidamente, nos últimos anos, que esteja a desenvolver armamento nuclear, uma versão que não convence os Estados Unidos. Esta é uma luta antiga. Os Estados Unidos não querem que o Irão tenha armamento nuclear e exigem o desmantelamento total da capacidade nuclear do Irão. Também por isso lançaram um ataque de larga escala às bases nucleares iranianas em junho do ano passado.
E ainda antes de começarem estas negociações, João, Donald Trump deixou vários avisos a Teerão.
Volta a ameaçar o país. Diz que se não houver um acordo sobre o programa nuclear do Irão, vai haver consequências. Fez saber que vai acompanhar de perto as negociações que começam hoje na Suíça. Pede, Donald Trump, que o Irão seja mais flexível, sob pena de sofrer fortes consequências.
Eu vou estar envolvido nessas conversações, ainda que de forma indireta, e vão ser muito importantes. Vamos ver o que é que pode acontecer. Tem sido difícil, os iranianos são negociadores muito duros. Podíamos ter chegado a um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. Espero que desta vez sejam mais razoáveis. Eles querem chegar a acordo. Não creio que queiram arcar com as consequências de não o fazer.
Os avisos deixados esta madrugada por Donald Trump a bordo do avião presidencial, numa altura em que os Estados Unidos intensificam a presença militar no Médio Oriente, o que está a ser visto como um crescendo na pressão ao regime de Teerão. Ao que nos chega da imprensa iraniana, o Irão fez também ontem uma parada militar, uma demonstração de força na véspera das negociações com os Estados Unidos. Entre hoje e amanhã, Estados Unidos e Irão vão sentar-se à mesa para discutir o futuro do programa nuclear iraniano.
E de resto, João, a Suíça é também palco hoje de uma outra reunião, uma reunião trilateral entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos para chegar a um acordo de paz. Um segundo encontro que também mereceu comentários por parte de Donald Trump.
O presidente dos Estados Unidos quer que a Ucrânia parta para este encontro com disponibilidade para negociar. E apesar de o presidente ucraniano já ter dito que qualquer cedência de territórios está fora da equação, Donald Trump pede, ainda que sem concretizar em que moldes, que a Ucrânia seja mais flexível nesta mesa negocial.
Bem, são grandes conversações. Vai ser muito fácil. Quer dizer, até agora, a Ucrânia é melhor vir rapidamente para a mesa das negociações. É só isso que posso dizer.
Palavras de Donald Trump, poucas horas antes do encontro que começa hoje em Genebra, na Suíça. Vai sentar também à mesa Estados Unidos, Ucrânia e Rússia para trabalhar num acordo de paz.
Este é um dia de agenda cheia na Suíça. São negociações de grande escala sobre dois temas distintos, a acontecer no mesmo dia, na mesma cidade. Importa, por isso, perceber, João, quem vai marcar presença.
Em representação dos Estados Unidos, o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o genro do presidente norte-americano, Jared Kushner. Ambos vão participar nas negociações, tanto com o Irão como no encontro com a Rússia e a Ucrânia. Já da parte do Irão, está em Genebra o chefe da diplomacia iraniana para participar nesta que é a segunda ronda de negociações entre os Estados Unidos e o Irão. Por outro lado, na negociação a três pela Ucrânia, o chefe de gabinete do presidente ucraniano, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e o vice-chefe das secretas da Ucrânia. Da parte da Rússia, vão também altos representantes do Kremlin, é o caso do conselheiro político de Vladimir Putin. E embora, Luís, a Rússia tenha manifestado interesse para chegar a um acordo duradouro com a Ucrânia no encontro de hoje, foi lançado durante a madrugada um novo ataque de larga escala contra a Ucrânia, que deixou a rede elétrica embaixo em várias cidades ucranianas. O presidente da Ucrânia já criticou a intimidação por parte da Rússia.
O que poderá também ter influência nessas negociações que começam hoje na Suíça. João Costa Campos, antevisão dessas reuniões. A cidade de Genebra é palco de dois importantes encontros, de negociações entre Estados Unidos e Irão sobre o programa nuclear iraniano. Outro, uma nova reunião trilateral para discutir a paz na Ucrânia.
E na atualidade nacional, o secretário-geral do PS acusa o governo de recusar diálogo com os socialistas, depois de não receber resposta a cinco cartas a propor convergências ao primeiro-ministro.
Cartas em que José Luís Carneiro apresentou várias propostas de soluções para a saúde, habitação, defesa, justiça e também para reduzir os efeitos da crise provocada pelas tempestades. O Jornal Público avança esta manhã que José Luís Carneiro avisa Luís Montenegro, diz que a paciência tem limites no que toca ao silêncio por parte do Governo. O líder do PS acusa o Executivo de Montenegro de alguma sobranceria e insensibilidade, mas deixa também uma garantia: vai continuar a apresentar propostas, até porque, explica José Luís Carneiro, é dever da oposição criticar o que está mal Mas também apresentar soluções alternativas. Ao Jornal Público, o socialista avança que vai apresentar novas iniciativas durante esta semana. José Luís Carneiro espera uma posição diferente por parte do governo, já que existe agora uma outra voz na Presidência da República, referindo-se ao recém-presidente eleito, António José Seguro.
E o novo embaixador do Vaticano em Portugal critica a instrumentalização dos valores católicos pelos políticos, tanto de direita como de esquerda.
Em entrevista ao Observador, Andrés Carrasco Zacoso mostra-se atento à realidade político-partidária do país. O núncio apostólico diz que acompanhou as eleições presidenciais e manifesta o desagrado para quem usa a Igreja como arma política.
Há 41 anos eu tenho visto políticos de direita, de centro e de esquerda que querem, de alguma maneira, usar, quase instrumentalizar o fato religioso ou querer que a Igreja fale aquilo que eles querem que fale. Isso não me surpreende, porque não é novidade. Volto a dizer, agora pode ser que aqui percebam isso, noutros lugares eu percebi outra coisa ainda. A Igreja nunca vai entrar nessa.
Um dia depois de se apresentar no Palácio de Belém para entregar as cartas credenciais a Marcelo Rebelo de Sousa, o arcebispo espanhol foi a Leiria visitar também os afetados pelas tempestades. Andrés Carrasco Zacoso explica que queria ver com os próprios olhos aquilo que não está nas manchetes dos jornais.
Um povo que está sofrendo enormemente, mas que está sabendo sofrer. Isso me impressionou. É um povo que tem uma força. Me impressionou que até em lugares como Vieira de Leiria, ver que em menos de duas semanas o teto do salão paroquial, que é fundamental para tantas atividades, já foi reparado. Isso não sai em lugar nenhum.
Andrés Carrasco Zacoso, entrevistado por João Francisco Gomes, foi colega de turma do Papa, que o enviou agora como embaixador da Santa Sé em Portugal para substituir o italiano Ivo Scapolo.
É uma entrevista que pode ler na íntegra no site do Observador. Vila Franca de Xira critica a resposta do Estado central aos efeitos das tempestades. O presidente de Câmara estima prejuízos na ordem dos 15 milhões de euros.
Isto num município em que foram retiradas de casa, por precaução, 33 pessoas. Fernando Paulo Ferreira acusa entidades como a E-Redes ou a Infraestruturas de Portugal de incapacidade para assegurar serviços essenciais. Em declarações à Rádio Observador, o autarca sublinha que os estragos foram muitos e por isso Fernando Paulo Ferreira pede ao governo apoios financeiros.
O importante é, de certo modo, abrirem os cordões à bolsa para poderem ajudar os municípios também a fazer esta recuperação infraestrutural. Nós temos aqui à volta, temos nós próprios em Vila Franca, várias estradas ainda cortadas, com uma recuperação muito difícil e temos aqui os nossos municípios vizinhos, nomeadamente a Arruda dos Vinhos, com quem temos muita ligação e as pessoas trabalham e residem nestes dois municípios, em que há ligações que estão absolutamente cortadas e a sua recuperação vai exigir aqui muitos meses de trabalho e muito investimento que as câmaras não têm.
Quanto aos pedidos do Chega e do PS para que se prolongue o estado de calamidade e se alargue a outros municípios, o autarca socialista Fernando Paulo Ferreira diz que a prioridade para Vila Franca de Xira é outra.
Julgo que seria mais útil, independentemente dessa declaração do estado de calamidade, alargar os apoios aos municípios, às pessoas e às empresas, aos municípios que estavam no estado de contingência, como era o caso de Vila Franca de Xira. É uma questão de avaliarem no terreno. Creio que não seria necessário estar a artificializar o estado de calamidade, mas estender esses apoios também aos municípios que estavam, por determinação do governo, em estado abaixo da calamidade de contingência.
Fernando Paulo Ferreira, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, lembra também que muitas famílias ficaram sem eletricidade. Por falta de intervenção das empresas públicas, a Câmara Municipal teve que tomar medidas urgentes por iniciativa própria.
Desporto agora, no Jornal das 10. O Benfica volta hoje a jogar frente ao Real Madrid, na primeira mão do playoff da Liga dos Campeões. E, Luís, o treinador das Águias, José Mourinho, deixa um aviso.
A vitória do Benfica frente ao Real Madrid, no final de janeiro, já é passado. Foi na antevisão do jogo a contar para a primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. O treinador das Águias diz que os merengues são uma equipa ferida, fator de motivação extra para os jogadores do Real Madrid depois da derrota por 4x2, aquando da última visita ao terreno das Águias.
É tudo novo. Esqueçamos o jogo que jogámos no Luz há umas semanas atrás, porque é um Real Madrid completamente diferente. É uma equipa ferida, levaram quatro. Imagine o Benfica levar quatro e duas ou três semanas depois ter a possibilidade de reencontrar a equipa que o atropelou. Íamos não só com a normalidade da motivação, mas íamos com qualquer coisa extra. É aquilo que eu espero da parte deles.
Expectativa de José Mourinho para o jogo de mais logo frente ao Real Madrid, jogo marcado para às 20h.
E a emissão especial de desporto começa logo a seguir ao Jornal das 7. O relato do Benfica-Real Madrid é feito pelo Miguel Cordeiro e Alexandre Luna Pais. Os comentários são de Gabriel Alves, João Pinto e também de Pedro Henriques, numa emissão do desporto conduzida pelo Vicente Figueira. E como é habitual às terças-feiras, Luís, já está disponível o novo episódio dos Segredos da Seita do Yoga. É o mais recente podcast+ do Observador, que conta a história de como várias mulheres portuguesas se tornaram seguidoras de um guru de yoga que durante anos foi procurado pela polícia.
O evento do ano do movimento é um encontro internacional na Roménia e apesar de não poder ir por estar em fuga das autoridades, o guru estava sempre presente.
Recorda as filas que as discípulas faziam para poderem entrar no quarto que era do guru, mas que na altura estava vazio. Ele continuava a ser procurado pela polícia.
Havia ali um grande foco no Bivalaro como guru. Tínhamos de fazer meditações para nos conectarmos com ele. Tínhamos de tirar fotografias sem roupa, que eram enviadas para ele ler a nossa aura. Havia um quarto que nos diziam que era o quarto dele e que como ele tinha estado lá quando era livre, tinha uma energia mais intensa. Algumas mulheres eram escolhidas para passarem uma noite naquele quarto. As mulheres faziam fila pra ir meditar lá dentro. Diziam que a energia ali era mais forte.
Um excerto do quarto episódio desta série narrada por Beatriz Daniela Roy, banda sonora original de Benjamim.
A investigação e os guiões são das jornalistas Tânia Pereirinha e Mariana Marques Tiago. Há um novo episódio todas as terças-feiras.