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10:01. As notícias com Luís Soares e começamos com o acidente que aconteceu esta manhã em Belas, no Conselho de Sintra. Duas pessoas morreram depois de uma grua ter caído em plena via pública.

São dois trabalhadores que perderam a vida esta manhã. O alerta para o acidente foi dado por volta das 8h, no local, em Belas. Está o repórter da Rádio Observador, Miguel Pina Andrade. Miguel, nesta altura, está já montado um perímetro de segurança em volta do local do acidente.

Sim, as autoridades vedaram a zona do acidente. A grua está tombada para o jardim. Bateu contra uma pequena construção, parece de manutenção de eletricidade. Os corpos ainda não foram retirados do local. São duas vítimas mortais, como disseste, que resultaram deste acidente. São os dois trabalhadores que estavam a realizar trabalhos de pintura e restauro neste prédio na Rua Dona Inês de Castro. Os moradores que aqui passam e vão assistindo aos trabalhos das autoridades dizem que estes dois trabalhadores já tinham estado aqui, neste bairro, pelo menos no último mês, a realizar obras em outros prédios. Há pouco falei com uma moradora, Paula Silva, que estava em casa na altura do acidente.

Por volta das 8h, estava mesmo encostada à janela e ouvi um estrondo enorme. Abri a janela e a grua já estava virada ao contrário e as pessoas já estavam no jardim caídas. Estavam completamente imóveis. Presupus que a situação era bastante grave. Era 08h01 minuto, liguei para o 112, expliquei o que aconteceu e entretanto começaram a chegar os carros de assistência.

Paula Silva, moradora do prédio onde os dois homens estavam a trabalhar. Os vários moradores que aqui estão a observar a zona do acidente têm vincado as más condições do equipamento. Parecia muito instável. Foi isso que disse também Paula Silva.

A grua esteve a pintar a parte traseira, estava encostada precisamente à minha janela, aquele cesto onde os senhores estavam a pintar. E eu sempre achei que aquele cesto era muito instável. Os senhores estavam a pintar e aquilo estava sempre a abanar. Eu cheguei a dizer: "Olhe, isto é muito perigoso, é capaz de um dia caírem pessoas dali", porque era muito instável.

O relato de Paula Silva, uma moradora da Rua Dona Inês de Castro, rua onde aconteceu o acidente. As autoridades, Luís, continuam a proceder às devidas diligências. A Proteção Civil tenta perceber o que se passou. Falam, neste momento, com duas pessoas à porta de um cabeleireiro que fica mesmo em frente ao local do acidente. Os jornalistas esperam uma declaração oficial das autoridades aqui presentes.

E o Miguel Pina Andrade vai continuar à espera dessas informações oficiais em Belas, no Conselho de Sintra, onde dois trabalhadores morreram esta manhã depois de uma grua ter caído em plena via pública.

A presidente da Câmara de Arouca lamentou o despiste que aconteceu esta noite em Arouca, precisamente. Os bombeiros seguiam num veículo de combate às chamas. O acidente provocou quatro feridos.

Três deles em estado grave, um ferido ligeiro. A Rádio Observador sabe que os operacionais já foram transportados para o hospital. Esta manhã, em declarações aos jornalistas, a autarca de Arouca, Margarida Belém, lamenta o acidente, diz que revela as dificuldades sentidas pelos operacionais no terreno.

Nesta madrugada ocorreu, infelizmente, um incidente com quatro bombeiros que estão neste momento no Hospital da Feira, em avaliação. Isto revela também a dificuldade destes operacionais no terreno. Temos, neste momento, os meios que são necessários, mas é difícil operar a operação no terreno.

Declarações da presidente da Câmara de Arouca, transmitidas pela RTP Notícias, numa altura em que o incêndio em Arouca é um dos que envolve mais meios no combate às chamas. São já cerca de 500 operacionais, também vários meios aéreos no combate a este incêndio com três frentes ativas. No entanto, o segundo comandante da sub-região de Aveiro, Ricardo Fradique, dizia esta manhã à Rádio Observador que o combate às chamas durante a noite foi favorável.

A situação parece mais controlada, mas ainda com quatro frentes ativas. Mas não há nenhuma população em risco neste momento. Tivemos evolução no incêndio, continuamos com janela de oportunidade agora durante a manhã. Portanto, pensamos que vai continuar a evoluir favoravelmente o combate.

É a expectativa do comandante Ricardo Fradique, da Proteção Civil, que adianta ainda que está prevista a chegada de mais meios aéreos na próxima hora, mais sete meios aéreos para ajudar no combate a este incêndio em Arouca.

E no mapa de incêndios, destaque ainda para o fogo de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança. Um incêndio que já arde há vários dias, começou no sábado.

São já quatro dias de incêndio, que está ainda ativo. São agora mais de 500 bombeiros apoiados por quatro meios aéreos no combate a este incêndio, que é, neste momento, o que envolve mais meios no combate esta manhã, juntamente com o incêndio de Arouca. Há um terceiro incêndio em curso também a esta hora, em Santo Tirso, na região do Porto. Um incêndio com duas frentes ativas e o combate às chamas a fazer-se, neste momento, por cerca de 200 operacionais neste incêndio em Santo Tirso, onde há também um meio aéreo no combate. Entretanto, e de acordo com o mapa de ocorrências da Proteção Civil, já entrou em fase de resolução o incêndio em Monção, Venda do Castelo, incêndio que tinha começado ontem e que durante a manhã chegou a ter duas frentes ativas. Mais de mil operacionais continuam então a combater incêndios por todo o país. São três os incêndios em curso a esta hora, com a situação mais crítica no norte de Portugal.

A CIP lamenta que o governo não avance, já nesta legislatura, com uma reforma na Segurança Social. Já a CGTP levanta dúvidas sobre o estudo que foi encomendado pelo Executivo.

O tema que esteve em debate no Explicador desta manhã, Armindo Monteiro, presidente da CIP, diz que Portugal vive um contexto exigente, pese embora não seja um contexto dramático. Ainda assim, o presidente da CIP alerta os partidos para que não pensem que está tudo bem e lança farpas ao governo por não avançar desde já com mudanças na Segurança Social.

Eu temo, e é pena. De facto, é pena se assim for, porque estes staticismos que normalmente os partidos, sem exceção

Sublinho, sem exceção, não podem ser o eixo de governação. A governação, o nosso sistema democrático é para elegermos em função de uma democracia representativa, não por uma vontade referendária constante e por um estilo referendário constante, em que se governa pelas sondagens e pelo estudo de opinião do momento.

O alerta deixado pelo presidente da CIP, Armindo Monteiro. Também no explicador, o José Correia, da Comissão Executiva da CGTP, levantou dúvidas sobre a escolha de Jorge Bravo para liderar o grupo de trabalho criado pelo governo e que propõe algumas alterações e propostas para alterar o sistema de pensões. José Correia considera que a escolha de Jorge Bravo levanta questões por opiniões que já manifestou no passado.

O governo cria um grupo de trabalho que não tem a participação alargada suscetível de gerar consensos. Para coordenar o grupo é apontada a maior figura, o Jorge Bravo, ligado a fundos de pensões privados. E sobretudo, a coincidência entre as medidas propostas e aquilo que tem vindo a ser enunciado pela União Europeia, nomeadamente pela Maria Luísa Albuquerque.

Põe em causa a idoneidade de Jorge Bravo para coordenar este estudo?

Não a idoneidade, é dizer que inevitavelmente não se estaria à espera de conclusões muito diferentes, uma vez que são conhecidas as suas posições públicas.

José Correia, da CGTP, que esteve no explicador esta manhã com Armindo Monteiro, da CIP, sobre as mudanças na Segurança Social. E regressamos a Belas, Sintra, onde nesta altura Miguel Pina Andrade, o presidente da Câmara de Sintra, faz o ponto de situação do acidente que provocou dois mortos.

Sim, podemos escutar as palavras de Marco Almeida.

Decorrer no seu conselho e que não estejam devidamente licenciadas. A ACT também só poderia intervir se a obra estivesse licenciada. É isso que estamos a apurar ao fim ao cabo e tentar perceber se há falhas, e se há falhas, quem falhou ao fim ao cabo.

Já tinha havido queixas.

O proprietário está aqui no terreno. Vi o proprietário, pelo menos disseram que estava ali. Falou com ele, o que ele disse exatamente?

Já falei com a administração do condomínio também, falei com o empreiteiro também. Muito parco em palavras, ao fim ao cabo. As forças de segurança, sobretudo a PSP, estão a recolher informações e a Polícia Municipal também está a fazê-lo no âmbito das nossas responsabilidades municipais.

Falou na instabilidade, na falta de segurança e o que ele realmente justificou?

O empreiteiro é muito parco em palavras e agora é junto da PSP que ele tem que prestar as devidas declarações. Eu não posso dizer algo que ele não me disse e como compreendem, agora é mesmo o momento do apuramento das circunstâncias em que ocorreu o acidente e lamentar muito a perda de duas vidas.

Para clarificar, senhor presidente, quantas vítimas é que resultaram deste acidente? Houve dois mortos, mas houve feridos também a registar?

Só dois mortos registados. Só é uma palavra às vezes que peca pela dimensão da tragédia. São dois mortos com as famílias certamente também em tragédia e os psicólogos que se estão a deslocar da parte da câmara para o local é também para apoiarmos quer o trabalhador sobrevivente, quer também as famílias que certamente se deslocarão até ao local.

E esta obra correu em segurança ou estava em cima da grua, estava cá embaixo, onde é que estava e por que também, se já não era normal não estar a trabalhar?

A informação que eu tinha é que estava a realizar trabalhos na parte traseira do edifício.

Havia mais trabalhadores nesta obra ou só estes dois?

A informação que dispomos é que só havia três trabalhadores.

Já havia queixas das condições de segurança do equipamento?

A Câmara Municipal de Sintra não tem queixas sobre a forma como decorria a obra.

E sabe a nacionalidade destes...?

É como eu digo, eu estou a apurar responsabilidades e informações dentro da câmara. Não lhe posso dizer nesta altura se tínhamos ou não tínhamos informação sobre o decurso dos trabalhos.

O que nos pode avançar sobre estes dois trabalhadores? Nacionalidade, idades, tem ideia?

São pessoas entre os 30 e os 40 anos e são de origem brasileira.

E as famílias vivem cá, como disse que havia um apoio psicológico.

A informação que nós temos é que as famílias ou alguns familiares também vivem em Portugal.

E esta empresa é de cá? Sabe quem é?

É uma empresa fora do conselho, não lhe sei dizer.

É de Almada.

É uma empresa fora do conselho, é apenas o que lhe posso dizer.

E o terceiro trabalhador não sofreu ferimentos?

Não, não sofreu porque estava a realizar trabalhos nas traseiras do prédio.

E os danos nas restantes viaturas são acautelados pelos seguros, pela câmara?

Podem ser acautelados pelos seguros, como é óbvio. Quer pelo seguro do empreiteiro, certamente, sendo que o seguro dos particulares também intervirá certamente na defesa dos seus clientes.

Podemos, depois de estar com a ACT, aguardar também por mais declarações, mais esclarecimentos?

Com certeza, estou disponível para depois de conversar com a ACT, podemos falar mais um pouco.

Só quisemos perguntar pelas viaturas. Quantas viaturas é que sofreram alguns danos?

Por aquilo que me é dado a perceber e que me foi dado conhecimento, uma viatura danificada por embate da grua e uma outra por salpicos de tinta, ao fim ao cabo.

Nós estamos em direto agora para a SIC Notícias.

Fica aqui o ponto de situação do presidente da Câmara de Sintra, Marco Almeida, que deixa uma palavra de agradecimento a todas as autoridades responsáveis pelas diligências. Deixa também a ideia de que a ACT já foi acionada, visto que era uma obra que estava a ser realizada no espaço público. Confirma também a morte de dois homens entre os 30 e os 40 anos. Avança também Marco Almeida, presidente da Câmara de Sintra, que eram brasileiros.

O Miguel Pina Andrade aqui em direto de Belas, Sintra, com as declarações de Marco Almeida, presidente da Câmara de Sintra, a fazer o ponto de situação deste acidente com duas vítimas mortais, a queda de uma grua de grandes dimensões para a via pública.

São 10h14, Luís, antes do Contracorrente, que outras notícias há a destacar?

A Provedoria de Justiça identifica constrangimentos nos apoios criados pelo governo na sequência da tempestade Cristine e recomenda a concretização de um regime e um fundo para catástrofes naturais e sísmicas. A Provedoria de Justiça divulga o estudo em que apresenta também 38 recomendações e boas práticas para salvaguardar os direitos dos mais vulneráveis. É proposto o reforço da acessibilidade dos sistemas de aviso à população, assegurando a adequação às necessidades de pessoas idosas, pessoas com deficiência e cidadãos estrangeiros. O governo está a acompanhar o caso do jovem português de 20 anos que foi assassinado ontem no sul da Albânia. O cidadão encontrado morto após ter sido esfaqueado numa espreguiçadeira numa praia em frente a um bar no sul do país. O principal suspeito de 29 anos foi detido. Segundo a imprensa albanesa, há outros 10 detidos com ligação a este crime. Mais de 30 alunos do Colégio Salesianos de Lisboa foram hospitalizados depois de terem apresentado sintomas de intoxicação alimentar. É o que confirma o Comando Distrital de Operações de Socorro de Lisboa. As causas do episódio ainda não são conhecidas. O Irão está a ponderar atacar alvos militares na Europa se nos próximos tempos a administração de Donald Trump tiver iniciativas que sejam vistas por Teerão como uma escalada das tensões na guerra. Notícia avançada pelo Financial Times, que cita duas fontes ligadas ao regime de Teerão entre os possíveis alvos, estão instalações militares na Bulgária, onde há cerca de um mês o governo local aprovou a utilização de uma base para reabastecimento de aviões.