Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
10 horas. Notícias na Rádio Observador, edição do Miguel Cordeiro. O aumento do preço dos combustíveis pode colocar em risco a sustentabilidade da empresa que realiza o transporte aéreo de emergência médica em Portugal. É um alerta deixado pelo presidente da empresa.
A empresa tem como nome Gulf Med Aviation Services. O responsável lembra que o preço do combustível na aviação subiu cerca de 80%. Isto enquanto os helicópteros destes serviços estão a voar, em média, mais 35% de horas por mês do que no ano passado. Portanto, trabalham mais e têm um custo superior no combustível. À Agência Lusa, o responsável admite que o aumento dos custos não fica por aqui. Explica que afeta também o abastecimento dos veículos de apoio, bem como a deslocação das tripulações. Há um ano que esta empresa assegura a operação de transporte aéreo em Portugal, depois de ganhar um concurso público. O responsável recorda que, ao contrário de muitos outros contratos públicos, mesmo de menor duração, este não prevê qualquer mecanismo de revisão de preços. Fala numa lacuna que a Agência Lusa diz que já sinalizou ao INEM desde o início. Com o aumento do preço dos combustíveis, o combustível para estes aparelhos, o Fuel Jet A1, utilizado por esses helicópteros, custa hoje €1,90. Na altura da apresentação da proposta no âmbito do concurso público, ainda no final de 2024, o preço estava praticamente a €1 por litro. Apesar disso, esta empresa garante que não será feito qualquer ajustamento que comprometa o serviço, garante que vai cumprir o contrato.
Ainda na saúde, Miguel, os cuidados continuados registaram no último ano um prejuízo na casa dos €180 mil.
Neste caso, são dados da Faculdade de Economia do Porto, que alerta para um subfinanciamento que pode ultrapassar este ano os €6.600 por utente. O estudo, que acontece todos os anos desde 2022, aponta para um agravamento dos custos nas três tipologias de cuidados. Os autores do relatório sublinham a necessidade não só de rever todo o modelo de financiamento, como também os parâmetros dos recursos humanos. Caso contrário, dizem que pode estar em causa a sustentabilidade da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados em Portugal. À Agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Cuidados Continuados, José Borden, lamenta que em campanha eleitoral tenha sido prometida uma atualização automática de preços e que até agora isso não tenha acontecido. Diz que a atualização automática já nem chega.
Posso lhe dizer que há muitas entidades que ainda não receberam esses retroativos e que continuam com muitos problemas financeiros, já agravados pelo déficit e agravados ainda mais porque esta atualização também não chega. Porque o salário mínimo e o resto dos salários por arrasto sobem em janeiro de cada ano. As entidades estão a suportar esses aumentos salariais. Há aumento do custo de vida, as entidades estão a suportar o aumento do custo de bens e serviços e a receita está igual ao ano passado. Já é de si altamente subfinanciado, e depois sem atualizações, com os custos a subir e os valores que recebem são exatamente os mesmos do ano anterior, portanto, isto só complica as coisas.
Apesar das atualizações recentes nos valores pagos pelo Estado, o estudo diz que os déficits persistem e tendem a agravar-se com o aumento dos custos operacionais.
A mãe das gêmeas luso-brasileiras tratadas em Portugal com o medicamento mais caro do mundo, nega qualquer irregularidade no processo.
Daniela Martins deu uma entrevista à RTP, diz que tinha direito a tudo e a tudo o que recebeu do Estado português no tratamento das duas crianças. Em entrevista à RTP, a mãe das gêmeas nega qualquer favorecimento e explica que fez sempre tudo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças.
Eu tinha um gasto muito alto, porque são duas crianças e eu estava a me organizar a viver em Portugal. Então tudo que eu conseguisse, que fosse direito das meninas, através do governo, eu pedia, eu fui atrás, mostrei os documentos e o que me foi concedido foi tudo com documentos que eu mostrei. Então nada do que eu pedi foi a mais do que eu tinha direito, do que as meninas tinham direito.
A mãe das gêmeas luso-brasileiras é acusada pelo Ministério Público de burla, devido às cadeiras de rodas que foram atribuídas às gêmeas. Ora, confrontada com essa acusação, também nesta entrevista, Daniela Martins nega e explica o que fez.
Eu pedia tudo que as meninas poderiam se beneficiar. Eu pedi uma cadeira de transporte inicial, que é onde eu ia às consultas. Antes disso, elas não tinham uma cadeira para crianças com necessidades especiais. Elas ganharam uma cadeira de criança com necessidades especiais e depois eu pedi ainda a motorizada, porque na altura elas já estavam quase em idade escolar e elas precisavam criar uma independência
Daniela Martins refere também que vai contestar a acusação do Ministério Público português.
Miguel, o Ministério Público acedeu ao pedido do Bloco de Esquerda e abriu um inquérito para apurar a legalidade do uso da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos.
A Procuradoria-Geral da República confirmou ontem a abertura desse inquérito, depois de uma queixa que foi apresentada em abril pelo Bloco de Esquerda. Na altura, o coordenador do Bloco, José Manuel Pureza, insistiu que se tratava de uma violação grosseira do direito internacional e do direito português, essa utilização por parte dos Estados Unidos da Base das Lajes nos Açores. Utilização que, na altura, serviu também para o ataque ao Irão. O Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha negado estar em causa qualquer violação. Agora, o Ministério Público abriu um inquérito.
E falamos ainda do líder do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, acusa o governo de ter tiques de autoritarismo com a população de Covas do Barroso, em Boticas.
Fica no norte do distrito de Vila Real, onde uma empresa privada quer explorar uma mina de lítio a céu aberto. O líder do Bloco de Esquerda foi ao local, onde a empresa tem em curso alguns trabalhos, e José Manuel Pureza diz que o governo não se está a portar bem com esta população e com Boticas.
Tudo isto é verdadeiramente escandaloso, claro, mas há um pequeno pormenor, que é um grande pormenor, que acrescenta escândalo a isto: é que a Guarda Nacional Republicana tenha prestado serviços a uma empresa para policiar aquilo que é um perímetro de atuação da servidão administrativa, que vai muito para lá daquilo que alguma vez foi. Quando as forças policiais são usadas, certamente contra a vontade dos próprios, contra as populações, está tudo dito sobre um governo ou sobre um poder político que tem tiques de autoritarismo.
As críticas de José Manuel Pureza em Boticas.
A Frente Cívica escreveu uma carta à ministra da Justiça a questionar a legalidade da decisão que retira a proteção especial ao hacker Rui Pinto.
Essa notícia foi divulgada ontem. Rui Pinto também já se manifestou sobre esse assunto, mas esta associação, a Frente Cívica, diz que a supressão do programa especial de segurança para o português Rui Pinto viola as normas legais e as mais elementares exigências de prudência e de ponderação. É o que se pode ler na missiva que foi enviada a Rita Alarcão Judice, depois da comissão que decide esse estatuto ter considerado que não há perigo para Rui Pinto. A Frente Cívica mostra-se surpreendida e alarmada com a decisão que foi comunicada de forma repentina. Alega que essa retirada de proteção alimenta uma suspeita tóxica de retaliação. Rui Pinto esteve na origem de vários casos, Football Leaks, Luanda Leaks, Malta Files. A Frente Cívica recorda estes casos importantes para a denúncia de suspeitas de ilegalidade e má conduta de agentes poderosos, dentro e fora de portas. Esta associação, a Frente Cívica, pede à ministra da Justiça que não deixe a decisão de retirar Rui Pinto do programa especial de segurança produzir efeitos.
Na atualidade internacional, os Emirados Árabes Unidos acusam o copiloto da Flydubai de tentativa de ataque terrorista no voo que seguia em direção a Tel Aviv, em Israel.
Rammal Al Hammami, cidadão de Omã, de 29 anos, é acusado de atacar o piloto com um machado dentro da cabine de comando. Isto foi o que indicou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, citado pela Sky News. Tratava-se do habitual machado das cabines de emergência. A Associated Press, entretanto, indica que o suspeito já tinha sido também proibido de voar por Omã, devido a receios de que tivesse adotado uma visão extremista. Isto antes de ser contratado pela Flydubai. A imprensa internacional diz que o suspeito tem colaborado com as autoridades. O copiloto acabou por ser imobilizado durante o voo por tripulantes. O comandante, ferido, sobreviveu aos ferimentos. No avião seguiam mais de 180 passageiros. Foram agora divulgados estes dados, também da Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes Unidos. Não foi uma pequena navalha, foi, sim, o machado de emergência da cabine. E este copiloto, que atacou o comandante do avião, já tinha sido referenciado como suspeito por Omã, devido a receios que ele tivesse adotado uma visão extremista.
Nova madrugada de ataques na Ucrânia. E Miguel, a Rússia atingiu hoje em Kiev a Ponte Norte.
Dias depois de um ataque à Ponte Sul, este é o terceiro ataque em três dias. A informação é confirmada pelo presidente da Câmara Municipal de Kiev. Na internet circulam vários vídeos que mostram uma coluna de fumo junto à ponte, com várias pessoas a abandonar o local a pé. Anteriormente, foi emitido um alerta de drones na cidade. Devido a este ataque, a circulação em duas outras pontes importantes da capital ucraniana já foi limitada.
São 10h11. Que outras notícias estão em destaque a esta hora, Miguel?
A GNR apreendeu cocaína suficiente para 1,5 milhão de doses numa habitação do Conselho de Loulé. A apreensão foi feita ontem pelo Núcleo de Investigação Criminal desta local, Loulé. As autoridades dizem que está agora em curso uma investigação para apurar os fatos e localizar os responsáveis. Para fechar, Portugal foi o 19º mercado europeu com clientes mais impactados por cibercrime. Os dados foram divulgados hoje por um relatório da empresa Microsoft. De acordo com o relatório da Microsoft, no primeiro semestre do ano, Portugal ocupou o lugar 55 a nível global, 19 a nível europeu. O relatório alerta que a inteligência artificial está a acelerar tanto os ataques como a defesa contra o cibercrime e que as empresas devem estar preparadas para responder rapidamente às ameaças.