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Está no ar o Jornal do Meio-Dia, com a edição do Luís Soares. Luís, considerada culpada de desvio de fundos europeus, a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, não vai poder candidatar-se às eleições presidenciais de 2027.
A decisão foi anunciada ao fim da manhã pelo Tribunal Penal de Paris. Além de Marine Le Pen, outros oito eurodeputados foram considerados também culpados pelo mesmo crime: desvio de fundos europeus. O tribunal estima que a União Nacional tenha causado perto de € 3 milhões de prejuízos em contratos fictícios de assistentes que estavam a trabalhar para o partido Le Pen e não para o Parlamento Europeu. De acordo com a acusação, durante 12 anos, o partido de extrema-direita, a União Nacional, pagava um grande número de funcionários, apesar de nem todos eles trabalharem para o Hemiciclo, entre eles a própria chefe de gabinete de Marine Le Pen. A líder da extrema-direita francesa perde agora os direitos cívicos, fica proibida de se candidatar a cargos públicos com efeito imediato e durante os próximos cinco anos. Além disso, está condenada também a quatro anos de prisão. Le Pen já deixa o tribunal depois da condenação ser anunciada, mas antes que o juiz anunciasse essa possível sentença de prisão e também de multa, que pode chegar a € 1 milhão. Carlos Pereira, editor do Lusa jornal em Paris, explica por que é relevante que a decisão da Justiça tenha efeitos imediatos.
Ela vai continuar enquanto deputada, só que já não vai ser candidata a presidente e não pode ser candidata à próxima legislatura, portanto, vai perder estes direitos e é isso que implica este efeito imediato. É que apesar de haver recurso, não retira já esta sentença. Portanto, ela não vai ser eleita. Ela não vai ser candidata, não vai poder ser candidata já.
Carlos Pereira, o diretor do Lusa jornal em Paris, lembra que foi a própria Le Pen a dizer que se fosse condenada, seria a sua morte política. Ele explica que esta decisão deixa a extrema-direita órfã e sem candidato que consiga vencer uma corrida à Presidência da República.
Esta decisão é uma morte política e uma vez que não há, digamos assim, sucessor já, candidata à Presidência da República, isto vai deixar o Rassemblement National um pouco afastado, mesmo se ainda esta manhã já vieram dizer que haveria certamente um candidato. Mas não tinha a possibilidade que a Marine Le Pen, que era dada como favorita nas sondagens.
Carlos Pereira, diretor do Lusa jornal. No dia em que a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, é condenada por desvio de fundos europeus, perde os direitos cívicos e fica proibida de se candidatar a cargos públicos. A líder da extrema-direita está na sede da União Nacional, neste momento reunida com o líder do partido, Jordan Bardella. Entretanto, há reações internacionais. O Kremlin classifica a condenação de Marine Le Pen como um atropelo às normas democráticas. Já da Hungria, vem reação de Viktor Orbán, o primeiro-ministro húngaro, nas redes sociais, com uma mensagem de apoio, ele escreve: "Je suis Marine".
E Luís Montenegro retomou esta manhã a agenda oficial, primeiro num evento dedicado ao setor da defesa, depois na inauguração de vários centros de saúde.
Tudo isto no norte do país. Na sexta-feira, o primeiro-ministro foi assistido no Hospital Santa Maria, em Lisboa, devido a um problema cardíaco. Depois de um fim de semana de descanso, a agenda foi retomada e nesta altura, Maria Rego, agora em direto, o primeiro-ministro inaugura várias unidades de saúde familiar aí em Santa Maria da Feira.
Bom dia, Luís. Ainda não começou estas inaugurações, mas de facto o Luís Montenegro já está de volta à ação. Começou esta manhã, como disseste, em Vila Nova de Gaia, para falar sobre defesa, acompanhado pelo ministro da Economia e o ministro da Defesa. Montenegro fez então este regresso depois deste fim de semana ter de fazer uma paragem devido a uma arritmia cardíaca. O primeiro-ministro, durante esta primeira ação em Vila Nova de Gaia, voltou a reforçar a importância do investimento em defesa e garante que o governo está focado em reerguer as Forças Armadas. Sublinha, por isso, e cito: "Investir mais em defesa é garantir o bem-estar dos portugueses". Por fim, descansou os portugueses, refletindo que as agitações em torno da política em pouco tempo vão acalmar. Afirma mesmo que em sete semanas as eleições já terão passado e quer esteja ou não no governo, vai continuar a defender o setor da defesa. Luís Montenegro ruma agora então aqui a Santa Maria da Feira para esta inauguração de três unidades de saúde, como dizias, ainda durante esta parte da manhã. O regresso do primeiro-ministro à agenda política termina ainda esta tarde em Lisboa, numa reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, às 16h.
Maria Rego, em direto de Santa Maria da Feira, onde o primeiro-ministro inaugura esta manhã vários centros de saúde ao retomar da agenda política, depois de ter passado pelo hospital na sexta-feira.
A preparar o programa para as eleições de maio, o líder do PS pede um consenso alargado para promover o investimento no interior do país.
Considera que um dos principais objetivos de Portugal deve ser combater a litoralização e por isso Pedro Nuno Santos defende a necessidade de um consenso alargado para investir e promover o desenvolvimento no interior de Portugal.
Não temos tido a capacidade de aproveitar na plenitude o nosso território. Esse é um dos nossos maiores desafios, não só porque aproveitarmos o nosso território na sua plenitude é uma oportunidade de desenvolvimento nacional. Este é um desafio que nós temos que conseguir vencer e o país tem de perceber que nós precisamos de investir a sério No interior do país e precisamos de um consenso muito alargado para conseguir fazer isso. E nós não conseguiremos ter esse desenvolvimento harmonioso se não formos capazes de aproveitar o território.
Declarações de Pedro Nuno Santos na abertura da sessão desta manhã sobre territórios, no âmbito do processo de elaboração do manifesto para as legislativas de maio, o documento com que o PS vai apresentar nas eleições antecipadas que estão marcadas para o dia 18 de maio.
E a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, considera que um entendimento entre socialistas e sociais-democratas no pós-eleições seria muito útil para o país.
Foi no explicador das manhãs "360", Manuela Ferreira Leite afirma que a lista de candidatos para as legislativas não é decisiva para o PSD vencer as eleições e, por isso, descarta qualquer problema nas escolhas sociais-democratas. A ex-líder do PSD diz ser notório o trabalho que o governo de Luís Montenegro fez neste ano que esteve no poder e afirma que, se for necessário, deve existir um entendimento entre PS e PSD para desbloquear um eventual impasse no pós-eleições.
Admito que é uma via que seria muito útil para o país que tal acontecesse. Não tenho nenhuma dúvida acerca disso. E é exigente que qualquer acordo nessa matéria sobre assuntos que inegavelmente são em benefício do futuro do país, e no meio disso dizem que não. E em termos só de questões partidárias, optam por caminhos diferentes, é realmente não ter a ideia de que o país e os interesses das pessoas é muito mais importante do que os interesses partidários.
A antiga líder do PSD critica ainda toda a polêmica em torno da empresa familiar de Luís Montenegro, diz ser natural que o primeiro-ministro tenha negócios. Foi ouvida a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, esta manhã na Rádio Observador.
E quanto ao presidente da Assembleia da República, de visita a Kiev, Aguiar Branco, já lá vamos. Quanto ao ministro socialista Azeredo Lopes, defende entendimentos, mas não um bloco central. Defende que PS e PSD têm de ser capazes de dialogar no dia seguinte às eleições, mas não num governo de bloco central.
Foi na comissão de inquérito desta manhã, Azeredo Lopes foi o ministro da Defesa do primeiro governo de António Costa, saiu depois da polêmica em torno do roubo dos paióis de Tancos. Questionado sobre as soluções que devem ser procuradas entre os dois maiores partidos, PS e PSD, o antigo governante exclui uma solução de bloco central.
Desgosto bastante a ideia de que o entendimento possa ser uma espécie de bloco central de fato. Compreendem o que eu quero dizer? Ai de nós se perdermos estes elementos distintivos. Cada um destes partidos tem elementos muito comuns com o outro. Cada um deles partilha elementos de grande proximidade relativamente à política externa. Para que vamos nós estar a insistir outra vez em entendimentos, quando esse apelo ao entendimento significa que um, aquele que tem menos, vai ter que estar subjugado a fazer aquilo que o outro quer? Isso, sinceramente, é uma coisa que a mim me parece muito pouco democrática e muito pouco respeitadora das identificações que cada eleitor procura.
Azeredo Lopes alerta para os riscos da perda de identidade dos partidos e recorda também que países como a Bélgica estiveram anos sem conseguir um consenso para formar governo.
Meio-dia e nove, Luís, que outras notícias vão marcando a atualidade?
O presidente da Assembleia da República está de visita a Kiev e reforça o apoio consensual dos parlamentos à causa ucraniana. A declaração de Aguiar Branco feita à chegada à capital ucraniana, onde vai participar em várias iniciativas, encontrar-se também com o presidente Volodymyr Zelensky. A taxa de inflação em março terá ficado abaixo dos 2% em Portugal. A estimativa rápida do INE, conhecida esta manhã, aponta para uma taxa de 1,9%, menos 0,5 pontos percentuais do que em fevereiro. A variação do índice relativo aos produtos energéticos foi nula. O INE adianta ainda que a taxa de desemprego baixou para 6,4% em fevereiro, mas ficou um pouco acima da taxa registrada em janeiro. Em Espanha, cinco trabalhadores de uma mina de carvão nas Astúrias morreram na sequência de uma explosão. O acidente aconteceu esta manhã na mina de Serredo, no município de Degaña. Há ainda quatro feridos considerados graves. Não são conhecidas as causas desta explosão.
Luís Soares e o Jornal do Meio-Dia.