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Está no ar o Jornal do Meio Dia com os jornalistas João Gama.

Fernando Alexandre assinalou o primeiro dia de aulas a visitar um agrupamento escolar em Santo Tirso, na cidade do Porto. O ministro revela um levantamento que o ministério fez que dita que cerca de 4 mil professores se vão reformar por ano e que por isso a tutela está a fazer um reforço na colocação.

Está se a resolver e a propósito, eu gostava de dizer que nós vamos resolver cada vez mais depressa. Uma das mudanças que nós vamos fazer já a partir desta semana, é que teremos a colocação dos professores duas vezes por semana, em vez de uma vez por semana. Isso faz parte da reforma que estamos a fazer com a nova agência para a gestão do sistema educativo e esta é uma das primeiras medidas. Nós demorávamos uma semana a fazer cada colocação, vamos passar a fazer o dobro e por isso todos os meses teremos o dobro das colocações, o que permitirá uma substituição mais rápida. É preciso dizer que nós até o fim do ano vamos ter sempre professores a ser substituídos.

Garantia de Fernando Alexandre, que admite que a colocação de professores é um problema que se tem arrastado ao longo dos anos, ainda difícil de resolver. Assegura, como tem dito nos últimos dias, que não há alunos sem aulas neste regresso, apesar de haver, sim, alguns horários pontuais por preencher.

E além do ministro, também os líderes partidários estão a assinalar o arranque do ano letivo com visitas a várias escolas. Esta manhã, José Luís Carneiro recordou Passos Coelho para alertar para o problema da falta de professores.

Ainda a norte do país, numa visita a uma escola em Braga, o líder socialista considera que a educação ainda está a pagar pelas declarações do antigo primeiro-ministro, que aconselhou os jovens professores desempregados a emigrar. José Luís Carneiro alerta que o momento crítico para os alunos sem professores a disciplinas não vai ser agora, mas sim nos próximos meses.

Afirmou que havia professores a mais e mandou esses mesmos professores a emigrar. E nós hoje estamos também a pagar em parte essas palavras, porque levou a que muitos que tinham uma aspiração de virem a ser professores, tenham quebrado essa sua vontade. E isso traduz-se hoje na falta de professores. Aquilo que eu quero dizer é o seguinte: a experiência governativa do PS mostra que quando os sindicatos falam de 93 mil, esses números estão subestimados. Mas o momento mais crítico não vai ser agora, como aliás poderá ouvir da senhora diretora. O momento mais crítico será em outubro, novembro, até dezembro, dados os pedidos de substituição e pedidos de passagem à aposentação.

Declarações de José Luís Carneiro aos jornalistas em Braga, um registo aqui captado pela RTP, já em Lisboa. A presidente da Iniciativa Liberal visitou uma escola para defender a valorização dos contratos de associações com as escolas para garantir um melhor acompanhamento para as crianças portuguesas.

Nós vamos apresentar uma proposta nesse sentido, de atualização do valor por aluno, para os contratos de associação e para os contratos de cooperação, porque de facto é fundamental haver essa valorização. Caso contrário, as instituições não conseguem funcionar, não conseguem muitas vezes ter a dignidade que precisam para garantir a qualidade das condições que têm, não conseguem garantir a contratação dos recursos suficientes para dar o apoio que estes alunos precisam e obviamente que nós temos é de valorizar as instituições que fazem este trabalho e não das deixar completamente ao abandono ou esquecidas ou ignoradas pelo Estado.

As declarações de Mariana Leitão aos jornalistas neste registo, também aqui captado pela RTP. A liberal defende que uma das prioridades do partido é a melhoria das condições da educação no país.

Falamos agora de saúde. Depois dos constrangimentos sentidos no Hospital Garcia de Orta este fim de semana, fortes constrangimentos, os administradores hospitalares insistem que a dependência de médicos tarefeiros aumenta a probabilidade de falhas nas urgências.

De acordo com o Ministério da Saúde, a falta de médicos tarefeiros no Hospital de Almada fez com que não fosse possível abrir os serviços de urgência obstétrica na margem sul no sábado. Foi o tema do Explicador desta manhã. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares alerta para o risco que representa a dependência destes profissionais, uma situação que Xavier Barreto considerava resolvida depois das promessas da ministra Ana Paula Martins.

A expectativa que todos tínhamos é que a solução que foi encontrada para Garcia de Orta e para, no fundo, a maternidade da margem sul, a resposta do bloco de partes da margem sul, não ia continuar a estar dependente de prestadores de serviço. Portanto, quando nós ouvimos a ministra, penso que em julho, a criar esta expectativa de que não voltaria a encerrar a maternidade do Garcia de Orta, de que ia contratar um conjunto de profissionais, eu pessoalmente, eu e certamente um conjunto de outras pessoas, criamos a expectativa de que a ideia, se quiser, de que isto não voltaria a estar dependente de prestadores de serviço, porque estando dependente de prestadores de serviço, existe sempre uma elevada probabilidade de falhar.

As declarações de Xavier Barreto, convidado do Explicador desta manhã, a ministra da Saúde tinha garantido que as urgências do Garcia de Orta iam funcionar de forma normal a partir do início do mês de setembro. Xavier Barreto defende que deve ser criada uma urgência regional na Península de Setúbal para colocar um fim aos problemas que são sentidos no setor da saúde nesta região.

E sobre o mesmo tema, o Sindicato Independente dos Médicos defende a aposta na formação de profissionais nas áreas carenciadas.

Nuno Rodrigues, secretário-geral do SIM, considera que a formação de médicos tem de ser vista como uma medida estrutural para alertar a realidade do Serviço Nacional de Saúde.

E isto é a parte mais importante também, que é incentivar a formação médica. Portanto, nós temos de ter mais especialistas e nós temos de definir políticas públicas que permitam que haja mais médicos a ser formados nestas áreas que estão carenciadas. E, neste caso, o SIM apoiará estas medidas porque são as medidas estruturais que vão funcionar depois como alavanca para o SNS ser sustentável.

Refere ainda Nuno Rodrigues que o Executivo tem de encontrar soluções para tornar o SNS mais atrativo.

E no dia em que se assinalam os 46 anos do Serviço Público de Saúde, Marcelo Rebelo de Sousa aponta fragilidades e desafios ao SNS.

Numa nota publicada no site da presidência, o chefe de Estado defende que é preciso coragem para encarar os problemas do setor e pede que sejam ensaiadas soluções para garantir o futuro e a sustentabilidade do serviço público. Também a Federação Nacional dos Médicos assinala esta data exigindo a reconstrução do SNS. Num texto partilhado nas redes sociais, o sindicato liderado por Joana Bordalo e Sá pede melhores condições profissionais para todos os médicos.

12h06, João, que outras notícias marcam esta segunda-feira?

Atenção a quem vai andar na estrada esta madrugada. A Ponte Vasco da Gama vai estar totalmente encerrada ao trânsito entre a meia-noite e as 6h30 da manhã. É o que informa a Lusoponte. A suspensão vai servir para permitir uma intervenção com o objetivo de fazer cumprir o programa de monitorização estrutural. Como alternativa, a Lusoponte sugere a utilização da Ponte 25 de Abril. A Fidelidade, seguradora da Carris, criou uma comissão técnica independente para acompanhamento das indenizações às vítimas do acidente do ascensor da Glória. Numa nota enviada às redações, a seguradora explica que o objetivo é garantir uma avaliação especializada dos danos pessoais que resultaram deste acidente e também uma avaliação da respectiva indenização a ser paga. A Fidelidade diz querer garantir que os processos decorrem de forma transparente, justa e célere. Na atualidade internacional, Benjamin Netanyahu está reunido com o Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, em Jerusalém. De acordo com o Times of Israel, um dos assuntos que deverá estar em cima da mesa é o ataque israelita a Doha, capital do Qatar, nas últimas semanas, que teve como objetivo atingir uma delegação do Hamas responsável pelas negociações com Israel sobre a Faixa de Gaza. Esperam-se declarações no final da reunião, numa altura em que mais de 20 mil palestinianos já abandonaram a cidade de Gaza só na última noite. Ao todo, já mais de 320 mil cidadãos foram obrigados a afastar-se do enclave para fugir aos bombardeamentos de Tel Aviv.

João Gama e o Jornal do Meio-Dia.