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Notícias. Jornal do Meio-Dia, na Rádio Observador, com o Miguel Videira. Miguel, já vamos às últimas do Médio Oriente, mas antes as novas previsões do Banco de Portugal, o regulador do setor bancário antecipa um déficit de 0,2% este ano.

A previsão inscrita no boletim econômico, divulgado há pouco, é uma estimativa mais otimista que aquela que foi antecipada em dezembro, quando o Banco de Portugal apontava para um déficit de 0,4%. A contribuir para o saldo negativo das contas públicas, os apoios à reconstrução das zonas afetadas pelas tempestades no início do ano, também as medidas da poeira e da habitação e ainda as ajudas para minorar o impacto do aumento do preço dos combustíveis. Para o ano que vem, o desequilíbrio do saldo orçamental deve acentuar-se. O Banco de Portugal aponta para um déficit de 0,5%.

Agora sim, o Médio Oriente. Os ministros da Defesa e da Segurança Interna de Israel dizem que o entendimento alcançado pelos Estados Unidos e Irão não vincula o Estado judaico.

Uma posição que contraria as informações avançadas nas últimas horas, quer por um representante do Conselho Supremo de Segurança do Irão, quer pelo primeiro-ministro paquistanês, país mediador das negociações entre Estados Unidos e Irão. Shahbaz Sharif escreve na rede social X que o memorando de entendimento prevê também o fim das hostilidades no Líbano. Ben-Gvir, o polêmico ministro da Segurança Interna, afirma que o acordo agora alcançado não garante a segurança de Israel.

O memorando de entendimento foi anunciado ontem à noite, mas o que prevê, Miguel?

É isso que nos revela agora o jornalista Carlos Pedro.

São três os grandes eixos deste acordo: finanças, Ormuz e a questão nuclear. Esta última é a que dá mais dor de cabeça a Donald Trump e por isso só vai ser aprofundada mais à frente. Ainda assim, sabe-se já que Teerão concorda em não produzir ou comprar armas nucleares, aceita manter o estado atual do programa nuclear, abstém-se de enriquecer mais urânio, desiste da ideia de expandir instalações nucleares e aceita também diluir os próprios estoques de urânio altamente enriquecido. No plano fundamental a curto prazo deste acordo, passa novamente a ser livre a circulação dos navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Em resposta, os norte-americanos levantam o bloqueio aos portos iranianos após a assinatura do memorando de entendimento, que acontece esta sexta-feira. Donald Trump disse que Ormuz ficava livre já na sexta, mas o processo deve, no entanto, ficar concluído em 30 dias. Quanto ao tópico das finanças, os Estados Unidos concordam em não impor novas sanções. As que estavam impostas também pelas Nações Unidas serão gradualmente levantadas, incluindo as sanções ao petróleo iraniano. Vão ainda libertar US$ 25 bilhões de ativos iranianos que estavam bloqueados e, em conjunto com os aliados regionais, os Estados Unidos vão preparar um plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irão.

Carlos Pedro, com os detalhes do que se sabe até agora deste memorando de entendimento alcançado por Estados Unidos e Irão sob a mediação do Paquistão.

Governo e presidente da República saúdam o acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão para o fim do conflito no Médio Oriente. Portugal espera que seja apenas o ponto de partida para uma paz duradoura na região e no mundo.

António José Seguro, o presidente, escreve numa nota publicada esta manhã que Portugal está sempre ao lado da diplomacia e agradece o esforço de todas as partes para que tenha sido possível chegar a este acordo. A reação do governo surge através de uma publicação na rede social X do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na nota, o ministério tutelado por Paulo Rangel agradece a incansável mediação do Paquistão e os importantes contributos do Qatar, Arábia Saudita e da Turquia. Para além de Portugal, vários líderes mundiais têm reagido nas últimas horas a este memorando de entendimento, com a União Europeia, por exemplo, a admitir disponibilidade para se envolver na próxima fase desta negociação. Kaya Kaulas, alta representante da diplomacia europeia, diz que a União está pronta para contribuir para uma resolução sustentável, desde a influência econômica até aos conhecimentos especializados em matéria nuclear. Também a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já reagiu. Aponta para a necessidade do acordo ser implementado de forma rápida, sobretudo no que diz respeito à abertura do Estreito de Ormuz. Antes, foi António Costa, o presidente do Conselho Europeu, que saudou este entendimento entre Washington e Teerão. É uma boa notícia também para a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, manifesta satisfação com este passo agora dado.

Desde que foi anunciado esse acordo entre Irão e Estados Unidos, o preço do barril de Brent está a cair mais de 4%.

O petróleo, que serve de referência para o mercado português, está a ser negociado a esta hora cerca de US$ 83 por barril. Já esteve acima dos 100. Trata-se do valor mais baixo desde o início de março, dias após o início do conflito no Médio Oriente.

O histórico socialista João Soares volta a criticar as buscas feitas à sede nacional do PS no dia 28 de maio, no âmbito da Operação Emergente.

Foi o convidado do programa das manhãs 360, a Comissão de Inquérito. O socialista considera que a operação partiu de pretextos inconsistentes. Esta é a expressão usada por João Soares.

Que é de um imenso mau gosto. Fazer uma operação de fiscalização de um partido político com pretextos inconsistentes num dia 28 de maio. Ou se é ignorante do ponto de vista histórico ou não se faz uma coisa dessa. Mas isso é a tese da cavala. Não é a tese, eu não tenho teses nenhuma de cavala. Agora, que aquilo foi de muito mau gosto, foi. Uma das funcionárias que andou com os sete ou oito inspetores ou membros da Judiciária, e um responsável do Ministério Público, disse que um deles lhes disse: "Nós podíamos ter pedido isto por telefone". Então monta-se uma operação e divulga-se a narrativa das 300 elementos da polícia em todo o país para ir ao lar do rato.

As dúvidas manifestadas por João Soares, que falou também sobre a legislatura em curso para perspetivar que não vai cair antes do tempo. Foi isso que disse João Soares. Haveremos de escutar outros excertos desta entrevista ao longo da manhã e tarde noticiosa da Rádio Observador.

Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?

Afinal, o que é que aconteceu? A Ordem dos Médicos exige esclarecimento aos serviços partilhados do Ministério da Saúde sobre as causas da falha de energia que na passada sexta-feira afetou os sistemas informáticos do SNS. O bastonário Saliente tem comunicado que muitas consultas foram canceladas, os médicos deixaram de ter acesso às fichas clínicas dos doentes. Carlos Cortes chama também a atenção para o facto de esta ser a segunda falha nos sistemas de informação do SNS em menos de um mês. A procura aumentou 7,2% entre janeiro e maio. Registou-se um crescimento do número de passageiros da Carris Metropolitana. É isso que informa a empresa em comunicado. Destaque para o mês de março. Foram transportados 18,6 milhões de passageiros, mais 15% face ao mesmo mês do ano passado. De saída, pode ser uma realidade. Rúben Amorim pode estar muito próximo de assinar pelo AC Milan. O insider de transferências, Fabrizio Romano, garante que o português vai ser o novo treinador do histórico de Itália. Não será o primeiro português a confirmar-se a treinar o clube. Paulo Fonseca e Sérgio Conceição também já se sentaram no banco do AC Milan. Por agora, ainda não há informação oficial, qualquer comunicado oficial do clube a confirmar esta informação avançada por Fabrizio Romano.

Fica por aqui o jornal do meio-dia com o Miguel Videira. Já de seguida, há mais um episódio do programa "E o Resto é Ciência".