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O Jornal do Meio-Dia. E abrimos este Jornal do Meio-Dia, que está em edição do Miguel Videra, com o presidente dos Estados Unidos que declara o fim do cessar-fogo acordado com o Irão. Miguel.

Assim é. O anúncio que se segue aos ataques norte-americanos da última noite contra o território iraniano. Foram atingidos o sistema de defesa aérea, perto de 60 embarcações usadas pela Guarda Revolucionária Iraniana para controlar o Estreito de Ormuz e também instalações nucleares. Uma resposta aos ataques contra três navios mercantes no Estreito de Ormuz, um deles com a bandeira do Qatar. O regime qatari responsabiliza o Irão. Esta manhã, Donald Trump sentenciou o fim do cessar-fogo.

Para mim, acho que acabou. Não quero ter nada a ver com eles. São escumalha, são pessoas doentes, cruéis e violentas. E se tivessem uma arma nuclear, usavam-na. No que a mim diz respeito, acabou. Vou falar com os negociadores, o Steve Witkoff, o Jared Kushner. É uma perda de tempo falar com eles, são mentirosos. Para mim, acabou.

Teerão ainda não reagiu a este decretar do fim da trégua. Na sequência dos ataques da última noite dos Estados Unidos, o Irão tentou atingir vários alvos militares no Bahrein e no Kuwait. Um porta-voz do exército do Kuwait afirma que foram interceptados dois mísseis balísticos e 13 drones. Dava também conta que não há a registrar vítimas na sequência destes ataques iranianos.

A escalada do conflito no Médio Oriente coincide com a Cimeira da NATO, que decorre em Ancara, na Turquia. O secretário-geral da Aliança Atlântica considera que o ataque dos Estados Unidos é justificável.

À luz, diz Mark Rutte, da violação do acordo de cessar-fogo pelo Irão.

Penso que o ataque norte-americano foi totalmente necessário. Quando temos um cessar-fogo e o Irão viola esse cessar-fogo, como vimos ontem, penso que é crucial a reação dos Estados Unidos.

A opinião expressa pelo secretário-geral da NATO à entrada para o segundo dia de cimeira da Aliança Atlântica.

E o anúncio do fim do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão está a ter reflexos na cotação do barril de Brent.

Se regista a esta hora uma subida de perto de 5% face à cotação de abertura, está a ser negociada a quase $78. Também as principais bolsas europeias estão a esta hora a negociar em terreno negativo. O principal índice da Bolsa de Lisboa, o PSI, seca a perder mais de 1%. Paris, Madrid, Frankfurt registam desvalorizações superiores a 2%.

E a NATO prevê que Portugal feche o ano com investimento no setor da defesa de 2,1% do PIB.

Facto sublinhado esta manhã pelo primeiro-ministro Luís Montenegro à entrada para a reunião da Aliança Atlântica.

Portugal está à altura da sua responsabilidade enquanto parceiro e naturalmente também espera que, no âmbito da Aliança, os nossos interesses possam ser acautelados, nomeadamente no que diz respeito à segurança marítima, que é uma área na qual temos redobrado o empenho na defesa do nosso território, na defesa do nosso interesse estratégico e também na defesa do interesse de toda a Aliança Atlântica. Esta centralidade atlântica, também à volta da segurança marítima, é prioritária para nós.

Quanto às declarações ontem proferidas por Donald Trump, que repete que os Estados Unidos devem assumir o controle da Groenlândia por questões de segurança, Luís Montenegro acredita que a integridade territorial da Dinamarca não está em risco.

12h03, vamos à educação. A FENPROF diz que o atual ministro da Educação não tem condições para continuar no cargo. Esta estrutura sindical acusa o governo de amadorismo na correção dos exames nacionais.

É a posição defendida esta quarta-feira numa conferência de imprensa com os secretários-gerais da Federação Nacional de Professores. Francisco Gonçalves aponta erros e postura de Fernando Alexandre como justificação para esta posição agora assumida publicamente.

Tendo em conta os erros, a postura e o comportamento do ministro Fernando Alexandre, constatamos que não tem condições políticas para o exercício desta profissão.

É o que defende o secretário-geral da FENPROF, Francisco Gonçalves. Ontem o ministro admitiu ressarcir os pais afetados pelo atraso na divulgação das notas, mas a FENPROF entende que esta não é a solução. Admite anular as provas, acusar então o governo de amadorismo ao não corrigir os erros detectados nos testes piloto feitos no ano passado.

E fizeram um teste com 1000 ou 2000 provas, não sei, mas enfim, a dimensão foi essa, e que correu mal. E a partir daí induziu-se que podia correr bem. Ou seja, correndo mal com centenas de provas, podia correr bem com milhares de provas. Não correu.

A FENPROF queixa-se de que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, não ouviu os alertas feitos pelos professores na sequência desta experiência piloto.

E o presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia considera que existe cada vez mais intolerância à atuação policial.

É a reação de Bruno Pereira ao relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna, que dá conta do aumento do número de queixas contra a atuação dos agentes da PSP e militares da GNR. O documento revela que, num período de seis anos, as queixas contra as Forças de Segurança aumentaram cerca de 60%. Ora, entrevistado pelo jornalista David Biléu, o presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia, Bruno Pereira, diz que este maior número de denúncias não reflete aquela que é a atuação dos agentes da polícia.

O facto de haver mais denúncias, necessariamente não se retira daí

Mais responsabilidade ou mais condenações. Tem de se fazer uma análise fina daquilo que são os resultados dos inquéritos disciplinares e também das queixas-crime. Quando nós fizermos essa análise fina, nomeadamente no plano disciplinar, vamos ver cadê que alage e a percentagem é ínfima. O que eu quero dizer com isto? Que o aumento do número de queixas não se repercute no aumento de condenações relativamente à atuação e à potencial violação de deveres funcionais.

Bruno Pereira afirma também que o aumento de queixas resulta do aumento da fragmentação social e da intolerância ao trabalho da polícia.

É que as duas são meras percepções, como digo, o fato da pessoa ter direito a um direito potestativo, a um direito individual, em querer sindicar, escrutinar e querer, na ótica do próprio, sancionar aquilo que considerou, do ponto de vista individual, ter sido eventualmente uma atuação excessiva. Existe cada vez mais uma percepção incrementada e uma intolerância cada vez maior relativamente à atuação da polícia, fruto exatamente daquilo que eu comecei por dizer de uma intolerância social maior, de uma fragmentação social cada vez maior e de uma polarização também do discurso cada vez maior.

Nesta entrevista ao Observador, Bruno Pereira falou também sobre o caso da violenta agressão a um agente no aeroporto de Lisboa. O presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais de Polícia afirma que as agressões contra as forças policiais têm aumentado ao longo dos últimos anos e deixa críticas aos tribunais. Considera que condenam os agressores apenas reduzidas.

Se os tribunais continuarem a aplicar de forma mesiana a lei e a atribuir responsabilidade dentro deste quadro e destes intervalos que os limites das penas permitem e continuarem a aplicar penas baixas e leves, naturalmente que a impunidade permanecerá e quem agredir polícia sentir-se-á desvitimado a voltar a fazê-lo. Portanto, o que tem que haver é uma mudança também na mentalidade dos tribunais.

As críticas do presidente do Sindicato dos Oficiais de Polícia à atuação da Justiça.

E a Federação Portuguesa de Futebol confirma, terminou o contrato com Roberto Martinez.

É isso que revela esta manhã em comunicado. A Federação agradece ao agora ex-selecionador e à equipa técnica, recorda a vitória na Liga das Nações o ano passado e sublinha a dedicação, profissionalismo e compromisso com que Roberto Martinez abraçou o projeto e pela forma como sempre respeitou o país e o futebol português.

E o presidente da Federação Portuguesa de Futebol garante que o perfil do novo selecionador nacional está traçado e afirma que o nome vai ser anunciado nos próximos dias. Pedro Proença responsabiliza Roberto Martinez pela prestação de Portugal no Mundial.

Sim, Pedro Proença, em declarações aos jornalistas à chegada ao aeroporto de Lisboa da comitiva que participou no Campeonato do Mundo de Futebol, foi questionado várias vezes sobre a possibilidade de Jorge Jesus vir a suceder a Roberto Martinez. Não confirma nem desmente, diz apenas que a sucessão será rápida.

O perfil do novo treinador tem que ser alguém que conheça muito bem o futebol português, que se identifique com esta dinâmica de vitória da Federação Portuguesa de Futebol da nossa seleção. Portanto, é com esse perfil que nós vamos procurar e que vamos encontrar uma solução que queremos, obviamente, que nos próximos dias possamos apresentar.

Mas já sabe o nome que pretende?

Neste momento, obviamente que há várias hipóteses. Como disse, o perfil está definido. Ainda hoje irei para a cidade do futebol para tratar eu pessoalmente deste dossier e espero que até o final desta semana tenhamos novidades concretas e objetivas.

E tudo aponta que Jorge Jesus deve mesmo assumir o comando técnico da Seleção Nacional. Sucede a Roberto Martinez. Ainda sobre o Mundial de Futebol, Suíça e Argentina garantiram ontem à noite o apuramento para os quartos de final da competição. Estas duas seleções vão enfrentar-se precisamente nesta fase da prova. Hoje é dia de descanso.

É o ponto final do Jornal do Meio-Dia.