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Notícias com José Rafael Lopes. Começamos com o Presidente da República, que reitera o apoio político, humanitário, financeiro e militar de Portugal à Ucrânia.
Uma declaração em comunicado no âmbito dos 35 anos da independência da Ucrânia e no dia em que se realiza o encontro da Coligação da Boa Vontade em Kiev. António José Seguro diz também esperar o aniversário do próximo ano que possa já ser celebrado em paz. Esta manhã, o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros reafirmou o apoio português à soberania da Ucrânia e condenou os ataques russos das últimas semanas em território ucraniano. O ministro Paulo Rangel vai marcar presença neste encontro da Coligação das Boas Vontades através de videoconferência.
Volodymyr Zelenskyy diz acreditar que os Estados Unidos finalmente perceberam de que lado da guerra devem estar, sem ilusões relativamente às intenções da Rússia.
O chefe de Estado ucraniano pede ainda que a Casa Branca volte a levar o Kremlin à mesa das negociações. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, publicou uma mensagem na rede social X esta manhã a propósito destes 35 anos da independência da Ucrânia e antes do encontro da Coligação da Boa Vontade. Zelenskyy pede ainda mais sanções para a Rússia e apela à unidade dos aliados no combate ao Kremlin.
Temos de nos manter unidos e exercer pressão sobre eles. A Ucrânia, a Europa, os Estados Unidos, o mundo. Fico contente que os Estados Unidos tenham acabado com todas as ilusões sobre se a Rússia quer realmente pôr fim a esta guerra. Acredito que os Estados Unidos irão superar todas as suas contradições e todos os seus receios em relação à Rússia. Temos de levar os russos à mesa das negociações. Por fim, são necessárias sanções que os façam gritar de dor. A Ucrânia deve receber tudo o que for preciso para os obrigar a pôr fim à guerra. E isso é possível.
O presidente da Ucrânia, que vai hoje reunir-se com os aliados em Kiev, os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu já estão na capital ucraniana. Ursula von der Leyen anunciou um pacote de ajuda à Ucrânia no valor de seis mil milhões de euros. Já o presidente do Conselho Europeu, António Costa, saúda este apoio.
E há um esforço global para apoiar a Ucrânia nesta ação defensiva. Não se trata de uma ação ofensiva contra a Rússia, mas de reforçar a capacidade da Ucrânia de se defender destes ataques que, basicamente, neste momento, têm visado alvos civis.
António Costa, em declarações à SIC, numa altura em que várias figuras europeias já chegaram a Kiev para a celebração dos 35 anos da independência da Ucrânia. Na rede social X, a tutela reafirmou o apoio à soberania da Ucrânia e condena os ataques russos das últimas semanas. Entretanto, deputados do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Ucrânia estão hoje também em Kiev para participar nas comemorações da independência ucraniana.
O PS diz que o estudo encomendado pelo governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social serviu apenas para criar medo às pessoas.
Em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa, André Moz Caldas diz que o Executivo está a criar o pânico, particularmente nas gerações mais novas, e acusa os autores deste relatório de construírem uma narrativa a favor dos sistemas privados de segurança social.
Colocar medo às pessoas é aquilo que o governo fez ao encomendar um relatório, precisamente a quem sabia, que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de segurança social e contra a segurança social pública. Isso é que é criar medo. O que o governo fez na semana passada gera o pânico das pessoas relativamente à possibilidade de manterem as pensões que estão a pagamento e, muito em particular, nas gerações mais jovens, da possibilidade de construírem uma pensão que lhes permita ter uma vida digna nas fases mais adiantadas da sua vida. Isso, sim, é meter medo.
André Moz Caldas, em conferência de imprensa, aqui um registo da Agência Luz. O governo já garantiu que não vai fazer nenhuma reforma estrutural na Segurança Social nesta legislatura. Nesse sentido, André Moz Caldas sublinha a necessidade de ouvir esclarecimentos diretamente da ministra do Trabalho. O PS pretende escutar Maria do Rosário Palme Ramalho no Parlamento.
O Chega e o PS insistem nas questões sobre o processo de aquisição das três fragatas italianas por parte da Marinha.
Já o CDS diz que o governo está interessado em prestar esclarecimentos. Este tem sido um negócio que tem levantado muitas questões por parte da oposição, que acusa o governo de falta de transparência no investimento de quase quatro mil milhões de euros na compra de três fragatas a Itália. O deputado do CDS, João Almeida, garante que o governo está aberto a prestar mais esclarecimentos, mas põe em causa as acusações por parte da oposição.
O governo não está só disponível, o governo está interessado. E não é só em prestar os esclarecimentos, é em desmentir as acusações. São coisas diferentes. Prestar os esclarecimentos, sempre. Desmentir as acusações, infelizmente, vai ser necessário, porque elas foram feitas. E, portanto, esclareçamos de uma vez: toda a legitimidade da oposição para questionar, para querer saber, para ter toda a informação. Coisa diferente é, antes de ter informação, fazer acusações de corrupção, de desvios de dinheiro ou de aproveitamentos.
Já o deputado do Chega, Luís Paulo Fernandes, pede mais transparência ao governo e critica o processo instaurado pelo ministro da Defesa ao dirigente André Ventura e Pedro Frazão, bem como ao jornal 24 Horas.
O Chega não está contra este investimento, nunca esteve contra um investimento militar, que tem que ser feito, a estratégia militar perante os equipamentos que temos. Agora, os negócios têm que ser feitos com transparência e com o devido escrutínio da oposição. E não foi o que se verificou da parte do governo, da parte da AD, agora com o CDS a vir reclamar todos os partidos que deviam era ficar provavelmente calados e não poder sequer comentar notícias dadas por jornalistas e por jornais, independentemente de ser online ou físicos.
O Partido Socialista não tem questões sobre os pontos técnicos da compra das três fragatas, mas ao nível do processo da decisão política, Luís Dias, deputado do PS, levanta várias questões.
Sobre a escolha política e sobre os impactos políticos, essa, sim, não está esclarecida. Nós consideramos que Não havendo resposta, por exemplo, qual é a percentagem dos seis mil milhões que vai ser alocado às IDN, à Indústrias de Defesa Nacionais, nunca nos foi respondido. Até hoje nós não sabemos qual é a percentagem deste valor do bolo financeiro. Segundo, trata-se de um empréstimo bancário que alguém vai ter que pagar no futuro e não temos sequer ainda a noção de qual é o valor que vamos pagar em juros. Nós também já fizemos esta pergunta e o senhor ministro não nos soube responder a isto. E em relação a este caso concreto das fragatas, há de fato muitas dúvidas que temos ao nível da decisão política.
A posição de Luís Dias, deputado do PS, no explicador esta manhã aqui na Rádio Observador, a compra das três fragatas italianas tema em destaque entre CDS, Chega e Partido Socialista.
A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa considera lamentáveis as avarias dos elevadores e das escadas rolantes no metro da capital.
Em fevereiro deste ano, foi batido o recorde do número de equipamentos avariados. De acordo com os dados recolhidos pelo Observador, quem andava no metro da capital no início deste ano não podia utilizar 30% dos elevadores, nem quase 20% das escadas rolantes. Tiago Gonçalves, que é membro da Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa, condena esta situação.
A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa tem noção que essa é uma realidade e achamos profundamente lamentável que assim seja, que passageiros diários do metro, nomeadamente mais idosos ou com mobilidade reduzida, sejam sujeitos a esse tipo de situação.
Declarações de Tiago Gonçalves, da Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa, a dar conta da situação complicada para os utilizadores do metro. O caso mais grave é no Cais do Sodré. Nesta estação há escadas rolantes que não funcionam desde 2019, são mais de sete anos. No entanto, segundo apurou o Observador, a situação melhorou nos últimos tempos. O número de equipamentos avariados tem vindo a diminuir.
Os Países Baixos mantêm a recusa em participar no próximo festival da Eurovisão da Canção, devido à presença de Israel.
Anúncio feito pela estação pública neerlandesa em comunicado apontam a falta de neutralidade do concurso pela participação de um país envolvido num conflito militar. O diretor da estação pública dos Países Baixos diz que a Eurovisão se transformou numa plataforma para dividir, distanciando-se da missão inicial de unir pessoas e os países. A estação pública dos Países Baixos de televisão referem que as alterações anunciadas pela União Europeia de radiodifusão não vão longe o suficiente para garantir a neutralidade do evento. Isto após a Aliança de Serviços de Mídia ter anunciado a possibilidade do país vencedor ficar impedido de organizar o concurso caso esteja num conflito armado. A presença de Israel no evento, na última edição da Eurovisão, voltou a ser alvo de forte contestação. Houve um boicote de cinco países, incluindo a Espanha, que não participaram na última edição. O Festival da Eurovisão de 2027 vai realizar-se na Bulgária, na cidade de Burgas, no mês de maio do próximo ano.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
A taxa Euribor voltou hoje a subir a três meses, continuando em máximos desde março do ano passado. A taxa há seis meses também cresceu, regista o valor mais alto desde novembro de 2024. É desde janeiro desse mesmo ano a taxa mais utilizada em Portugal nos créditos de habitação com taxa variável. Já a Euribor a 12 meses é a única a registar hoje uma descida face a sexta-feira. Uma pessoa morreu esta manhã na sequência do despiste do veículo onde seguia na Avenida Marginal, em Cascais. O acidente aconteceu junto à praia da Parede. O condutor terá sido projetado e foi encontrado nas rochas junto à praia. O carro não caiu, ficou imobilizado num parque de estacionamento. O óbito foi declarado no local. A empresa britânica que detém a maior central solar de Portugal, no Algarve, entrou em insolvência. A empresa com 219 megawatts de potência e centenas de milhares de painéis solares tem produzido abaixo do previsto. Depois de uma forte quebra nas receitas e dos prejuízos provocados por incêndios que atingiram a infraestrutura, a solução passa agora pela venda a um novo investidor.
José Rafael Lopes, com o Jornal do Meio Dia, traz mais notícias à Rádio Observador à uma.