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Está no ar o Jornal da Uma, com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco, o Presidente da República começa a partir desta hora a ouvir os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Madeira.

Em cima da mesa, o caminho a seguir depois da moção de censura ao governo regional. Marcelo Rebelo de Sousa começa por ouvir precisamente o líder do PSD Madeira, Miguel Albuquerque. Em Belém está já o Carlos Pedro. Carlos, boa tarde. Esta ronda vai durar até depois das 16h. Começou a horas a primeira audição?

Boa tarde, Vasco. Sim, já chegou o líder regional do PSD, Miguel Albuquerque. Chegou aqui ao Palácio de Belém por volta de 12h50. Não falou aos jornalistas, são declarações que estarão reservadas para depois do encontro com o Presidente da República. Miguel Albuquerque é o primeiro a ser ouvido por Marcelo Rebelo de Sousa, nesta que será uma longa tarde de encontros entre o chefe de Estado e os representantes dos partidos com assento parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira. Primeiro o PSD, como já referiste, segue-se depois o principal partido da oposição, o PS, de seguida o JPP, o Chega, o CDS, a Iniciativa Liberal e, por fim, o PAN, exatamente por esta ordem. Este é, de resto, um procedimento normal do chefe de Estado. Em causa está a moção de censura apresentada pelo Chega e aprovada por maioria na Assembleia Regional, que derrubou o Executivo liderado por Miguel Albuquerque. Uma moção de censura inédita na Madeira e que foi aprovada no dia 17 do último mês. Apenas PSD e CDS, que têm um acordo parlamentar, ainda que sem garantir a maioria na Assembleia Regional, apenas estes dois partidos votaram contra a moção de censura. E este, como dizia, é um procedimento normal, porque de acordo com a Constituição, compete ao chefe de Estado dissolver as assembleias legislativas das regiões autónomas, depois de ouvidos o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, a confirmar-se a realização de eleições antecipadas na Madeira, serão as terceiras num ano e meio. E a verdade é que a Madeira deve voltar a ir a eleições. A data mais consensual aponta para 9 de março. Pelo menos parece ser essa a vontade de Miguel Albuquerque, que está a esta hora reunido com Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém.

Carlos Pedro, repórter do Observador, em direto do Palácio de Belém.

E as buscas de mergulho e as buscas aos dois pescadores desaparecidos depois do acidente de ontem com um catamarã no Mar de Palha, no Rio Tejo, vão continuar apenas até ao fim do dia de hoje.

Paulo Vicente, da Capitania de Lisboa, adianta que o dispositivo mantém-se por hoje, ao qual se junta ainda uma equipa forense para recolher os destroços da embarcação de pesca, mas assegura que se não forem encontrados os dois desaparecidos, as operações de resgate vão terminar.

Nós vamos manter o mesmo dispositivo até à luz do dia, portanto, até ao pôr do sol.

Ou seja, sem os mergulhadores. Isso é a única exceção.

Os mergulhadores, nós, a partir do momento em que fizemos esta segunda verificação, não encontrámos. Vamos agora acionar o grupo de mergulho forense da Polícia Marítima para recolher a própria cancha, que é também prova, é uma apreensão de prova daquilo que, da atividade em si, que estava relacionada a esta embarcação. Vamos recolhê-la à tarde e a partir daí nós consideramos com esta vasta área de 45 km², estar a fazer buscas com mergulhadores é totalmente infrutífera.

Paulo Vicente, da Capitania de Lisboa, aqui no ponto de situação feito no final da manhã em Cassilas.

E Vasco, morreu Jean-Marie Le Pen, o dirigente histórico da extrema-direita francesa, tinha 96 anos.

A notícia é avançada pela Agência France-Presse, cita fonte familiar do pai de Marine Le Pen, foi fundador, líder do partido de extrema-direita francesa Frente Nacional, abalou a política do país quando em 2002 chegou à segunda volta das eleições presidenciais contra Jacques Chirac. Ora, o publisher do Observador, José Manuel Fernandes, lembra o choque político que Jean-Marie Le Pen criou em França e a sucessão de Marine Le Pen.

É um político que, mantendo durante muito tempo uma presença eleitoral pequena, acaba por começar a emergir. O seu primeiro grande sucesso é já no século XX, numa eleição em que ele consegue passar à segunda volta das presidenciais, ficando à frente do então primeiro-ministro socialista. E é um choque político. A filha procura moderar o partido, alargar o partido, mas continua a ser uma situação em que os outros partidos procuram formar contra Marine Le Pen a chamada Frente Republicana, que vai desde o centro-direita à extrema-esquerda, com consequências que ainda estamos para ver na eleição próxima da França.

José Manuel Fernandes, publisher do Observador, aqui em reação à morte de Jean-Marie Le Pen, aos 96 anos.

E Vasco, liberdade é a palavra do ano de 2024 para a Porto Editora.

Esta é uma iniciativa da Porto Editora e da Infopédia, que já vai na 16ª edição. Entre as finalistas estavam palavras como conflitos e imigração, mas liberdade foi a grande vencedora. Ainda assim, foi uma escolha renhida até os últimos minutos do ano. Maria Rego.

Faltavam cinco minutos para entrar em 2025 quando caiu o último voto na palavra do ano. Foram 50 mil pessoas a votar e a eleger liberdade como a palavra que melhor resume 2024. A porta-voz da Porto Editora, Catarina Real Tomé, explica que foi uma escolha concorrida desde o primeiro dia.

Foi uma escolha muito renhida, muito disputada desde os primeiros momentos da votação. Liberdade arrecadou 22% dos votos, mas logo em seguida temos conflitos com 21,3% e depois imigração com 21,2%. Portanto, são votações muito próximas e assim estiveram durante todo o período de votação.

Uma votação ao alcance de todos e na qual é possível até propor palavras.

Ao longo de todo o ano as pessoas podem sugerir candidatas em palavra do ano ponto pt. Depois a Porto Editora, além dessas sugestões, faz também uma análise àquilo que é o uso da nossa língua nos meios de comunicação social, nas redes sociais, e está também muito atenta àquilo que são as palavras mais pesquisadas no dicionário online da Infopédia. Portanto, de toda esta análise, elaboramos uma lista dos 10 candidatas que depois fica à votação durante o mês de dezembro.

Na corrida estiveram palavras como conflitos, imigração, inclusão, INEM, fogos, polícia, jovem, transportes e auricular. Venceu a liberdade depois de 50 anos do 25 de abril, sucede a professor em 2023, guerra em 2022, vacina em 2021 e saudade em 2020.

Maria Rego, jornalistas do Observador com a palavra do ano para a Porto Editora, liberdade foi a escolhida.

Uma hora e sete minutos, Vasco, que outras notícias estão a marcar a atualidade a esta hora?

O Ministro da Educação garante que as horas extras dos professores estão a ser pagas e que os diretores das escolas estão a fazer uma boa gestão para que os alunos não fiquem sem aulas. São declarações de Fernando Alexandre, ouvido no Parlamento a pedido do Bloco de Esquerda e da Iniciativa Liberal, o governante dizendo que o ministério está a repensar a revisão do estatuto da carreira docente. O Novo Banco demitiu o administrador Carlos Brandão com justa causa, o principal responsável pelo risco do banco, isto depois de terem sido identificadas operações financeiras suspeitas na esfera pessoal do administrador. As suspeitas foram comunicadas ao Ministério Público, não envolvem o Novo Banco. Esta terça-feira há um novo episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa", o novo podcast Plus do Observador.

É já o quarto episódio de uma série que narra a investigação ao assassino que, no início dos anos 90, matou várias mulheres na zona de Lisboa.

Foi um dos crimes mais mediáticos da história recente do país. Na altura, foram centenas as dicas e denúncias que chegaram à Polícia Judiciária com histórias sobre o possível assassino.

O homem desfaz-se em desculpas. Depois, pergunta-lhe para onde vai e oferece-se para lhe dar boleia até à Amadora. Até faz questão de abrir a porta do lado do passageiro para ela entrar. Andam uns metros quando Cândida lhe pede que abrande. A alça da mala ficou presa quando entrou no carro. Precisa de abrir a porta num instante. Ele diz-lhe que não e explica-lhe que não há problema nenhum. Até porque ela nunca mais vai voltar a precisar da mala. Dá uma guinada e segue em direção à Avenida de Ceuta, em sentido contrário àquele que deviam ir. Quando ela reclama, o homem dá-lhe um violento soco no nariz. A seguir, tira uma espécie de corta-papéis do tablier e tenta esfaqueá-la.

Um excerto do quarto episódio de "A Caça ao Estripador de Lisboa" que está já disponível.

É uma série narrada pela atriz Inês Castelo Branco, com banda sonora original de Mário Laginha.