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Está no ar o Jornal da Uma com edição do Vasco Maldonado Correia. Vasco.
Alexandra Leitão acusa Carlos Moedas de ter demorado a reagir à tragédia do Elevador da Glória.
Declarações à jornalista da candidata à Câmara Municipal de Lisboa no final de uma visita à Casa dos Animais, onde recordou ainda que a reunião extraordinária que decorre hoje no Executivo Municipal foi pedida pelo PCP e não por Carlos Moedas. Depois da entrevista de ontem à noite do autarca à SIC, Alexandra Leitão lembra que nunca exigiu a demissão de Carlos Moedas.
Não exigi nunca, com os dados que temos, a demissão do engenheiro Carlos Moedas e não o farei agora aqui. Aquilo que eu gostava aqui de acentuar foi o fato de, na sequência da tragédia, termos tido 96 horas, são quatro dias, de inação do presidente da Câmara de Lisboa. Quando eu digo inação, digo: não convocou o Executivo. O Executivo hoje reuniu por iniciativa de outro partido. Foi para o Conselho de Ministros. Se isso é ir pro terreno, também tenho dúvidas. Foi pro Conselho de Ministros, não se percebeu bem fazer o quê. Não falou, tirando ontem, aos lisboetas. E quando falou ontem aos lisboetas, foi para insultar e não para dar soluções.
Alexandra Leitão, quanto às acusações de Carlos Moedas, que disse ontem que Alexandra Leitão enviou sicários, foi a expressão usada, como Pedro Nunes Santos e Brilhante Dias para o atacar, a cabeça de lista da coligação Viver Lisboa responde, diz que não falou com nenhum deles. Alexandra Leitão classifica de inaceitáveis as acusações feitas por Carlos Moedas na entrevista de ontem à noite.
Desde o início desta campanha que estou relativamente habituada aos ataques pessoais que me têm sido desferidos. É um facto que ontem atingiram um limite que eu considero bastante inaceitável, mas eu não me vou deter a falar sobre isso. Os ataques pessoais e os insultos dizem mais de quem os profere do que de quem os recebe.
Declarações hoje de manhã de Alexandra Leitão, candidata pelo PS à Câmara de Lisboa, no final de uma visita à Casa dos Animais de Lisboa, registo captado pela SIC Notícias.
E esta manhã, já Eurico Brilhante Dias tinha criticado Carlos Moedas. O líder parlamentar socialista considera que o autarca está de cabeça perdida.
No explicador da Rádio Observador desta manhã, o socialista sublinha que nunca pediu a demissão do presidente da Câmara de Lisboa, algo que já aqui ouvimos também Alexandra Leitão fazer, na sequência do acidente do Elevador da Glória. Brilhante Dias diz que se limitou a dirigir um apelo de consciência a Carlos Moedas, em coerência com o que o autarca disse no passado.
O senhor engenheiro Carlos Moedas está de cabeça perdida. Devo dizer, adianto já em primeira mão ao Observador que sobre este assunto, nem sequer falei com a doutora Alexandra Leitão. Essa mania da perseguição do engenheiro Carlos Moedas nem tem, na factualidade, qualquer base real. Não, no futuro próximo, este momento será conhecido como o paradoxo de Moedas. Se atenderem bem às minhas palavras, eu não falei nem em demissão, nem exigi ao engenheiro Carlos Moedas que se demitisse. Em momento algum, aliás, basta ver as minhas declarações de sexta-feira.
Eurico Brilhante Dias no explicador da Rádio Observador, líder parlamentar do PS, que acusa ainda o presidente da Câmara de Lisboa de ter insultado Jorge Coelho na entrevista que deu à SIC ontem à noite. O antigo ministro do governo de António Guterres, que se demitiu depois da queda da Ponte de Entre-os-Rios, em 2011.
E a esta hora ainda decorre a reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa. PSD e CDS querem aprovar fundos municipais, criar um portal de informação e ainda um memorial para as vítimas do Elevador da Glória.
Medidas que o Executivo de Carlos Moedas levou pra cima da mesa nesta reunião extraordinária, que decorre desde esta manhã, que tem como objetivo apurar responsabilidades no caso e aprovar medidas de apoio às famílias das vítimas. O vice-presidente da Câmara, Filipe Anacoreta Correia, detalha algumas das propostas que a Câmara quer aprovar.
Preocupação, temos uma proposta de apoio, de resposta imediata em termos da criação de um fundo municipal de apoio às vítimas ligadas a este acidente. Para além disso, uma preocupação também de homenagem e reconhecimento, nomeadamente ao guarda-freios, onde propomos a atribuição do nome de uma rua e a criação de um memorial coletivo. Parece-nos também muito importante a questão da informação, manter e criar um portal de transparência onde possamos disponibilizar toda a informação, todos os documentos que neste âmbito sejam solicitados. E é normal que haja, nesta altura, necessidade de muita informação e documentação e, portanto, nós queremos estar a corresponder a esse pedido.
Filipe Anacoreta Correia, que tem o poloro da mobilidade na autarquia de Lisboa, defende que não é tempo para fazer reflexões políticas sobre o acidente.
Eu não queria estar a confundir momentos. Este não é o momento da análise política. Nós estamos aqui para anunciar aquilo que vamos propor à reunião de Câmara. Julgo que não há nenhuma diferença entre aquilo substancial em relação àquilo que eu disse e àquilo que o senhor presidente da Câmara disse. Da minha parte, aquilo que disse decorre da minha consciência e entendo que, efetivamente, se houvesse, foi isso que eu disse, não disse que havia responsabilidade da minha parte. Disse que se houvesse alguma responsabilidade política, entendo eu que ela teria que ser sacada em primeiro lugar a mim, mas naturalmente que no meu espírito também, na minha consciência, sempre esteve bem presente a convicção de que não se pode fugir
O vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, antes da reunião extraordinária convocada por Carlos Moedas, que decorre já desde esta manhã, a autarquia apela a um consenso com os partidos para apurar o mais rápido possível responsabilidades no caso do acidente do Aves da Glória e prestar também a devida homenagem às vítimas.
E o Ministro da Educação diz que a polêmica em torno da Faculdade de Medicina do Porto é um assunto encerrado.
Em causa a admissão de 30 candidatos no curso de Medicina da Universidade do Porto, com nota inferior à exigida pela lei. O reitor denunciou o caso na semana passada, garantiu que foi alvo de pressões por parte de pessoas influentes e com acesso ao poder para deixar entrar estes candidatos. Horas depois de ter acusado o reitor de mentir, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, retira-se agora da polêmica.
O ministério não pode fazer mais nada. Da parte do ministério, o assunto está completamente encerrado. Aliás, foi encerrado em 21 de agosto. Eu até tenho dificuldade em perceber porque é que este tema surge em 5 de setembro, quando há um e-mail para o senhor reitor a fechar o problema, a dizer que não há mais nada a fazer. E por isso eu agora espero é que, de facto, a Universidade do Porto, que é uma instituição importantíssima, tenha capacidade de resolver o problema e que possa, de facto, centrar-se naquilo que é essencial.
Fernando Alexandre, ministro da Educação, que garante que as relações entre a instituição, ou seja, a Universidade do Porto e a tutela, não vão ser afetadas pelos acontecimentos recentes.
E o treinador português Fernando Santos foi despedido do comando técnico do Azerbaijão.
O selecionador campeão europeu por Portugal abandona assim o cargo sem ter vencido um único jogo nas 11 partidas em que esteve no Azerbaijão. Ao todo, foram nove derrotas e dois empates. À Rádio Observador, o comentador de desporto Mário Cajica considera que um regresso a Portugal nesta altura é pouco provável.
Acho muito difícil esse regresso a Portugal nesta altura. Enfim, as coisas podem naturalmente acontecer, mas diria que olhando para o histórico do Fernando Santos e para também as equipas que já treinou, já esteve no Benfica, já esteve no Sporting, já esteve no Futebol Clube do Porto, se calhar o treinador vai querer explorar o mercado estrangeiro e se calhar um mercado que o deixe mais confortável, digamos assim.
Mário Cajica, comentador de desporto. Sublinho aqui a passagem pelo Azerbaijão. Foi um falhanço, mas que seria sempre complicado. Fernando Santos abandona o Azerbaijão depois de uma derrota por 5x0 frente à Islândia nos jogos de qualificação para o Mundial 2026.
Uma hora e oito minutos, Vasco. Que outras notícias estão em destaque a esta hora?
A ONU acusa os líderes israelitas de terem uma retórica genocida. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos apela à comunidade internacional que impeça o genocídio no território palestiniano. Volker Turk pede ações imediatas para pôr fim à carnificina. Foi a expressão usada hoje na abertura da sexta sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra. A União Europeia está a discutir sanções contra a China por comprar petróleo e gás à Rússia. É o que revela hoje um relatório do Financial Times. O jornal avança que as negociações começaram ontem, enquanto hoje decorrem em Washington discussões entre autoridades europeias e norte-americanas. O relatório aponta para que as possíveis sanções são controversas e podem exigir o apoio unânime dos 27 membros da União Europeia. A fechar. A Iniciativa Liberal pede que o governo reforce a cooperação e manifeste solidariedade com o Japão face às ameaças da Rússia, China e Coreia do Norte. Isto numa altura em que o primeiro-ministro está de visita oficial ao território chinês. A Iniciativa Liberal entregou hoje um projeto de resolução à Assembleia da República, onde pede que o governo afirme publicamente a solidariedade e o apoio político e diplomático ao Japão e que reafirme o direito soberano do país a garantir a segurança nacional e a defesa perante as ameaças.
Vasco Maldonado Correia e o Jornal da Uma.