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Notícias. Atualizamos as notícias com Miguel Videira, Jornal da Uma. Já vamos à Convenção Nacional do Bloco de Esquerda. Primeiro, aterraram há pouco em Portugal os jogadores da Seleção Nacional de sub-17 que venceram o Mundial no Qatar.
E à hora prevista, 12h50, os campeões do mundo são recebidos a esta hora por muitos adeptos no aeroporto de Lisboa. Ainda não deixaram o avião da Qatar Airways, que transportou a comitiva portuguesa de Doha, no Qatar, onde decorreu este Campeonato do Mundo de Futebol de sub-17, até ao Aeroporto General Humberto Delgado. Nesta altura, já está ali montada a escada por onde vão descer os jogadores portugueses, mas a porta do avião ainda está encerrada, ao lado de vários assistentes de aeroporto. Aguarda-se, a todo momento, que aconteça essa saída dos atletas portugueses. No aeroporto de Lisboa está o repórter do Observador, Miguel Gato. Miguel, continuas aí junto a familiares e amigos que aguardam, pelo relato que há pouco aqui fizeste, de forma ansiosa pelo contato com os atletas.
Neste momento, Miguel, já atravessei a estrada e já estou junto ao autocarro campeões do mundo sub-17, o autocarro que vai percorrer a cidade de Lisboa até chegar ao Palácio de Belém. E depois de serem recebidos pelo Presidente da República, os campeões do mundo vão para a Cidade do Futebol ser recebidos também pelo presidente da federação, Pedro Proença, que convocou toda a gente para festejar com os campeões do mundo neste sábado, dia de festa em território nacional. Falamos nos últimos minutos, as pessoas que acompanharam a Rádio Observador sabem que falamos com vários familiares dos jogadores portugueses, os campeões do mundo. Falamos com a família de Santiago Verdi, que nos disse que estavam obviamente muito orgulhosos do filho. Falamos também com Romário Cunha, o guarda-redes da Seleção Nacional, que foi considerado não só o melhor guarda-redes do mundo sub-17 no Mundial, mas também o melhor guarda-redes do mundo da Europa no Europeu que se realizou em julho e também que esta geração é campeã do mundo e também campeã da Europa sub-17. Aguarda-se então, a qualquer momento, a chegada dos jogadores aqui junto à saída VIP do aeroporto, onde já se juntam várias dezenas de pessoas. Também já se ouve a música no autocarro. Está tudo pronto então para seguir. Só faltam mesmo os jogadores saírem desse avião. Não sei se, Miguel Videira, eles, entretanto, enquanto eu estou aqui a falar, se já saíram ou não.
Não, Miguel, continuam no interior do avião com aqueles assistentes de aeroporto junto às escadas, mas de facto ainda não saíram os atletas e a comitiva da Seleção Nacional.
Pronto, mas aqui já está tudo pronto para recebê-los. Vamos aguardar então mais uns minutos para ver finalmente quando vão sair. Já tenho o cachecol, ainda não tenho o gorro natal.
Muito bem.
Já aí voltaremos, Miguel, para assinalar precisamente a chegada desses jogadores. Sugeria que agora fôssemos até ao Pavilhão do Casal Vistoso.
Exatamente, vamos lá, Miguel, porque Mariana Mortágua cede a liderança do Bloco de Esquerda sem ressentimentos. A ainda coordenadora do partido avisa, ainda assim, que o partido precisa de mudar quase tudo.
Sem concretizar que alterações deve o partido empreender, qual o caminho a seguir. Este foi o último discurso de Mariana Mortágua enquanto coordenadora do partido, no mesmo sítio, no Pavilhão do Casal Vistoso, onde foi eleita há dois anos com 80% dos votos. E na hora da despedida, João Gama, Mariana Mortágua sublinha que o Bloco precisa de mudar para conseguir combater os avanços da extrema-direita.
Mariana Mortágua deixa a liderança do Bloco de Esquerda sem ressentimento ou desalento. Subiu ao palco com um lenço palestiniano aos ombros e a primeira palavra foi sobre a Faixa de Gaza e para as lições que tirou sobre o Bloco quando esteve na flotilha humanitária.
Nesses momentos em que estive longe, senti o que é este partido. Aqui, a combatividade não é defeito, é feitio.
Depois, a política nacional, Mariana Mortágua passa em revista algumas conquistas do partido. Em matéria fiscal, há dois exemplos, um deles, o imposto que tem o nome da ainda coordenadora do Bloco de Esquerda.
Mas devo confessar-vos que já saboreei um bocadinho, um pouco do trave da missão cumprida, por saber que o fundo público de pensões recebeu mais de mil milhões vindos do imposto adicional sobre o imobiliário do luxo.
Um partido com orgulho do caminho traçado, mas que precisa agora de mudar quase tudo.
E quase tudo não é demais. Só não mudamos a fibra de que somos feitos, porque nestes tempos, quem não tiver uma âncora forte, vai ser arrastado.
Mudar para conseguir enfrentar uma extrema-direita que continua a crescer em Portugal.
Mas daqui garanto a toda a direita radicalizada e caceteira: não se livram de nós. Estamos aqui para lutar. Somos o povo da liberdade.
Saída da coordenação do partido, Mariana Mortágua promete continuar por aí, quer um Bloco de Esquerda capaz de fazer as perguntas certas.
Que partido queremos ser? Como moldaremos este nosso instrumento de ação para fazermos a parte que nos cabe enfrentar uma vaga autoritária mundial? Com que prioridades? Com que alianças?
Aplaudida de pé por todos os membros da convenção, Mariana Mortágua discursa pela última vez enquanto coordenadora do Bloco de Esquerda.
Viva o socialismo, viva a democracia, viva o Bloco de Esquerda. Boa convenção a todos.
Reportagem de João Gama com os destaques da intervenção de Mariana Mortágua na abertura da 14ª Convenção Nacional do Bloco de Esquerda. A esta hora, Miguel Viterbo Dias, decorre a apresentação das várias moções. Que estratégia tem o Bloco para recuperar eleitorado?
É isso que vamos ver, qual vai ser a estratégia vencedora no final do dia, embora pareça ser mais ou menos certo que a moção A, moção que apoia José Manuel Pureza, tem uma maioria muito confortável para vencer esta convenção nacional. Ainda assim, não se livra de ouvir algumas críticas por parte das moções opositoras, ainda que com um peso muito mais pequeno na vida interna do partido. Por exemplo, o Nuno Pinheiro, da moção S, questionava há pouco se aqueles que trouxeram o Bloco de Esquerda até este patamar são capazes de fazer a mudança, concluindo depois que não acredita nisso e criticando o centralismo das decisões, ainda agora com esta questão, por exemplo, não só da indicação de José Manuel Pureza, mas também com a rotação no Parlamento entre Fabian Figueiredo e Andreia Galvão. Foram críticas que se escutaram nos últimos minutos, isto já depois de Alexandre Abreu, o membro da moção A, ter vindo defender José Manuel Pureza e pedir que o Bloco deve ser menos reativo, deve ouvir com humildade e deve conseguir promover mais convergências entre os partidos à esquerda. Parecem ser essas as linhas mestras, isto já depois de José Manuel Pureza ter dito também à entrada que estava com humildade para ouvir e para dialogar com todos. A discussão das moções vai decorrer depois do almoço, numa convenção que está a decorrer a alta velocidade, porque esta fase de apresentação estava prevista apenas para depois da pausa do almoço, foi antecipada ainda para o período da manhã, isto já depois do discurso de Mariana Mortágua ter começado também ligeiramente adiantado, numa convenção que quer rapidamente dar o passo em frente para uma nova liderança do Bloco.
Com José Manuel Pureza o lema e essa expectativa, também falou esta manhã aos jornalistas, à chegada à Convenção Nacional, o favorito à sucessão na liderança do Bloco de Esquerda promete inteligência e humildade no diálogo com as outras forças políticas, em particular os partidos à esquerda. Entretanto, João, os jogadores nunca mais saem do avião.
Nunca mais, estão a gostar de estar lá dentro.
É verdade.
Mas deve ser o protocolo de segurança, estamos só aqui a falar, mas deve fazer parte.
A seleção de sub-17 que conquistou o Campeonato do Mundo em Doha, no Qatar, Campeonato do Mundo de Futebol esta semana. A comitiva aterrou no voo da Qatar Airways, no Aeroporto General Humberto Delgado. Era 12h50. A porta do avião já está aberta, os jogadores ainda não saíram. Haveremos de voltar a escutar a reportagem do Miguel Gato, que está a esta hora no Aeroporto General Humberto Delgado, ladeado de familiares e amigos dos jogadores com a promessa de muita emoção à solta.
E com muita sede de festajo. Fica por aqui o Jornal da Uma.