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Vidara. Miguel, vão ser libertados ainda hoje os manifestantes detidos na Praça do Rossio, em Lisboa, que foram encaminhados para a esquadra de Campo de Ourique.

27 de um total de 55 foram detidos pelo crime de desobediência, depois de três avisos com pedidos para os manifestantes recolherem as tendas e abandonarem o local. Os agentes da PSP avançaram na direção de quem ali se encontrava. Há registro de dois feridos ligeiros. O porta-voz da PSP, Sérgio Soares, rejeita qualquer uso excessivo de força.

Foi uma intervenção calma, adequada, proporcional e sem necessidade. Ao contrário do que já ouvi, não houve qualquer carga policial, não houve uso de bastão policial.

Sérgio Soares explicou também por que motivo a PSP decidiu intervir esta manhã, o que esteve por detrás da decisão de avançar com a retirada dos manifestantes.

Nós estivemos estes dias todos a efetuar a avaliação dinâmica do risco de forma constante e permanente, recolhendo informação que nos auxiliasse na melhor tomada de decisão e na melhor altura para esta intervenção. Portanto, estratégica e taticamente, achamos que esta foi a melhor altura.

O porta-voz da Polícia de Segurança Pública foi também confrontado com as diferentes formas de atuação dos agentes em Lisboa e no Porto. Na cidade Invicta, não houve necessidade da PSP de recorrer à força.

No Porto, os manifestantes acataram as nossas indicações, pediram-nos mais algum tempo para recolher os seus pertences e, portanto, a Polícia de Segurança Pública, nesse sentido, deu o tempo necessário para que fossem recolhidos os seus pertences. E assim aconteceu, sem qualquer incidente e, portanto, essa saída voluntária ocorreu, e bem. Não houve necessidade de uma intervenção coerciva da parte da PSP. Já em Lisboa, essa indicação não foi acatada, o que nos obrigou a uma intervenção policial devidamente adequada, proporcional, sem qualquer tipo de excesso, como vocês bem puderam acompanhar.

Sérgio Soares, porta-voz da Polícia de Segurança Pública, aqui a explicar as diferentes formas de atuação dos agentes da PSP em Lisboa e na cidade do Porto.

O secretário-geral do PS sublinha que o direito à manifestação deve ser exercido sem pôr em causa o Estado de Direito.

Foi o que disse José Luís Carneiro, confrontado esta manhã com a intervenção da PSP em Lisboa e na cidade Invicta.

O direito de manifestação deve ser feito em termos que respeite a legalidade democrática, que respeite o Estado de Direito Democrático. Há muitas formas de as pessoas se manifestarem sem limitarem o uso do espaço público, que é de todos. E, portanto, há que encontrar formas criativas para que o direito de manifestação se possa fazer no respeito pelo Estado de Direito Democrático.

Declaração do secretário-geral do PS em Lagos, à margem da visita às obras de construção de um edifício residencial financiado pelo PRR. Oportunidade para José Luís Carneiro voltar a criticar a política de habitação do governo, em particular os apoios ao arrendamento, que têm por base o valor definido pelo Executivo para uma renda moderada: €2.300.

O rendimento mediano no país anda na ordem dos 1.040 €, o que significa que um casal levará para casa 2.100 € por mês. Portanto, o que significa que aquilo que leva a um casal de rendimento mediano não dá para pagar uma renda considerada moderada de 2.300 €. Vemos bem o deslocamento da realidade daqueles que estão no governo.

Acusação feita pelo secretário-geral do PS entre críticas ao Chega e à Iniciativa Liberal pelo apoio à proposta do governo de alteração à lei das rendas. José Luís Carneiro espera que o primeiro-ministro Luís Montenegro deixe cair o diploma.

A presidente da Iniciativa Liberal anuncia que vai convidar os líderes de todos os partidos com assento parlamentar numa tentativa de chegar a um consenso em torno da política da habitação.

Mariana Leitão detalha quais as matérias que pretende abordar com os restantes partidos.

São, no fundo, três pilares: a questão da habitação pública, a questão da simplificação, da desburocratização, e a questão da baixa de impostos. Uma discussão que vá, obviamente, além da lei do arrendamento, uma discussão que olhe para o mercado de habitação, que veja onde é que podemos encontrar as soluções para resolver os problemas, quer do lado do arrendamento, quer do lado da construção. Isto é muito importante. E nestes três pilares que me parecem ser onde é possível obter algum tipo de consenso.

É pelo menos essa a convicção da presidente da Iniciativa Liberal, manifestada depois de um encontro com o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, que também teceu um comentário relativamente aos protestos em defesa do acesso à habitação. Diz o presidente da CIC que a rua não resolve, não aproxima, entre críticas do presidente da Confederação Empresarial de Portugal àquilo que define como uma minoria ruidosa.

O procurador-geral da República recusa responder se o Ministério Público vai abrir um inquérito à atuação da PSP esta manhã em Lisboa e no Porto.

Amadeu Guerra foi confrontado com essa possibilidade e respondeu assim:

Como sabem, nós fazemos investigações e inquéritos sempre que necessário.

E mais notícia, o procurador-geral da República, que marcou presença esta manhã na cerimônia de aniversário da Polícia Judiciária.

Miguel, um evento onde esteve também o presidente da República.

Sim, António José Seguro diz que os órgãos de soberania também têm responsabilidade pela manutenção do prestígio de instituições como a Polícia Judiciária.

Foram também estas palavras que transmiti ao senhor diretor numa reunião a meu pedido, realizada em agosto. O dever do Presidente da República é estar sempre atento e vigilante, fazer as perguntas que deve e agir com discrição adequada em cada momento. O prestígio da Polícia Judiciária é uma responsabilidade dos seus dirigentes, mas também dos titulares dos órgãos de soberania.

E para preservar esse prestígio da PJ, António José Seguro pede abertura ao escrutínio.

No século XXI, as instituições democráticas e, por maioria de razão, de investigação criminal, trabalham sob um escrutínio permanente da Justiça, da comunicação social, do Parlamento e da sociedade Não pode encarar esse escrutínio como obstáculo, deve incorporá-lo como parte da sua legitimidade democrática.

O presidente da República, na intervenção que marcou o encerramento da cerimônia de aniversário da Polícia Judiciária.

Já a Ministra da Justiça reconhece que a PJ atravessa um momento difícil.

Foi o que referiu Rita Judice nesta cerimônia e diz mesmo que o melhor é não fingir que não se passa nada.

A Polícia Judiciária enfrenta um momento exigente. Seria errado ignorá-lo, mas seria igualmente errado permitir que as dificuldades do momento se sobrepusessem à missão essencial da instituição ou do trabalho dos seus profissionais. Quando existem fatos que suscitem dúvidas ou que exijam um esclarecimento, a resposta só pode ser uma: rigor, responsabilidade e respeito pela lei.

"É preciso não fingir que não se passa nada", sublinha a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Judice, durante esta intervenção para assinalar mais um aniversário da Polícia Judiciária.

Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.

Saída. Carlos Vinicius já não é treinador do Sporting de Braga. O técnico espanhol rescindiu hoje contrato com o clube liderado por António Salvador, horas depois da derrota em casa frente ao Gil Vicente por 2 x 1. Carlos Vinicius chegou como técnico dos bracarenses no início da época passada, terminou no quarto lugar, sendo que esta época somou três vitórias em oito jogos. O jornal "Record" adianta que o sucessor de Carlos Vinicius deverá ser Franklin Carvalho, antigo treinador do Botafogo e conhece bem o clube, foi adjunto do também antigo técnico bracarense Artur Jorge. Em Espanha, foi encontrado o corpo de um agricultor após as inundações na cidade de Valência. O corpo foi encontrado pelos serviços de resgate esta manhã. As autoridades ainda estão a investigar se a morte está relacionada com a tempestade Adam, que atingiu o país nos últimos dias. Há cinco vítimas mortais confirmadas. Valência foi uma das cidades mais afetadas. A chuva intensa provocou a destruição de cerca de 8 mil hectares. O chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, visitou hoje o posto de comando situado em Oliva, nesta região de Valência. A depressão Adam está a perder intensidade, mas os avisos mantêm-se em várias regiões do país. As buscas da Polícia Judiciária, ontem, no museu em Lisboa, decorreram no Museu Nacional dos Coches. A informação é confirmada por fonte oficial de museus e monumentos de Portugal à agência Lusa. Foram obtidos dois funcionários de 48 e 61 anos, são suspeitos de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas. O processo foi exploitado internamente pela Museus de Portugal, na sequência da detecção de irregularidades associadas à bilheteira. Uma adesão de 100% durante o período da manhã, este o balanço feito pelo Sindicato dos Maquinistas da participação na greve dos trabalhadores da Metro Sul do Tejo. Segundo o sindicato, entre as 7h e as 9h, só foram cumpridos os serviços mínimos. Os trabalhadores exigem uma atualização de salários que compense a perda de poder de compra nos últimos anos. A administração da empresa considera a greve desproporcional.