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Do Observador. Jornal das duas, na Rádio Observador, edição do Miguel Cordeiro. A esta hora destaque para a visita a Angola de Luís Montenegro, que apelou hoje a uma injeção redobrada de confiança na capacidade da economia portuguesa.
Segundo dia desta visita oficial, o primeiro-ministro esteve em duas empresas perto de Luanda, uma especializada no ramo da energia, outra no setor das bebidas, e aproveitou para falar da economia portuguesa. Afirma que o que interessa é assinalar a capacidade nacional, técnica e empresarial, e também a capacidade para atrair investimentos. O primeiro-ministro foi também questionado novamente sobre como e quando vai aplicar o diploma que baixa o IRS promulgado pelo Presidente da República. Ironizou, o primeiro-ministro, disse que estava sem rede, não quis responder. Na parte da tarde, Luís Montenegro vai visitar o Pavilhão de Portugal na Feira Internacional de Luanda.
Bruxelas pede a Portugal mais recursos humanos e mais eficácia na Justiça.
A Comissão Europeia recomenda que Portugal tenha mais funcionários judiciais e que melhore a eficácia dos procedimentos, em especial no combate à corrupção. De acordo com o relatório sobre o Estado de Direito nos países da União Europeia, Portugal fez alguns progressos na adequação dos recursos humanos ao sistema judicial, mas ainda não é suficiente. O executivo de Ursula von der Leyen quer também que Portugal melhore a eficácia dos tribunais administrativos e que assegure a monitorização e verificação dos mecanismos para a entidade e transparência.
Atrasos no PRR, quase 40% dos investimentos e medidas previstas no programa estão em estado crítico ou preocupante.
Isto é o que indica o relatório divulgado hoje pela Comissão Nacional de Acompanhamento ao PRR. Entre as principais razões apontadas para os atrasos, estão a falta de recursos humanos e o excesso de burocracia. Por isso mesmo, a equipa liderada por Pedro Dominguinhos recomenda ao governo que peça uma prorrogação dos prazos. O presidente desta comissão deu um exemplo, o metro, a expansão da linha vermelha do metro de Lisboa, para dizer que é praticamente impossível cumprir as metas.
Eu diria que face à situação, como as metas e os marcos atualmente estão definidos, e o exemplo que demos há bocadinho, parece praticamente impossível o cumprimento de todas as metas e dos marcos. Esta questão que foi aqui apresentada, a não ser que exista uma, não vou utilizar linguagem religiosa para não ferir suscetibilidades. A não ser que exista a conjugação de condições muito favoráveis no tempo, imaginemos que se descobria uma nova tecnologia, que era possível perfurar 500 metros por dia em túneis do metro. Pronto, isso é possível. Estou a falar de condições muito confluentes na mesma direção.
Além destes investimentos que têm atraso, cerca de 40%, um terço das 103 medidas previstas estão alinhadas com o planeamento, cinco já se encontram concluídos, mas perante as situações de atraso, Pedro Dominguinhos pede ao governo que peça uma prorrogação dos prazos de execução do PRR.
O ministro das Infraestruturas defende a revisão do valor das portagens em todo o país.
Miguel Pinto Luz esteve hoje a ser ouvido no Parlamento e acolhe com tranquilidade a promulgação da eliminação das portagens nas ex-SCUT, embora diga que não concorda. O ministro considera que não é justo para o país como um todo. Defende, em vez disso, que se deve tentar baixar todas as portagens de norte a sul do país.
Durante a audição, Pinto Luz revelou também que o governo está a pressionar todos os dias a ANA para a realização de obras de ampliação do aeroporto de Lisboa.
Diz que o governo está a fazer de tudo para que os prazos desta obra sejam cumpridos e que possam avançar o mais cedo possível.
Enquanto o aeroporto Humberto Delgado não se encontra ou não se torna uma realidade, e infelizmente sabemos que terá o seu tempo, manter-se-á em funcionamento o aeroporto Humberto Delgado, com as necessárias obras de adaptação para fazer face à crescente procura turística. Essa é uma obrigação da concessionária, e pressão na concessionária estamos a pôr todos os dias. Este governo está a dar todos os passos necessários para que todo o processo avance nos passos determinados.
Miguel Pinto Luz, hoje na Assembleia da República. A expectativa do governo é que as obras arranquem já em outubro. O ministro espera que a intervenção esteja concluída em 10 anos, mais quatro do que é o prazo fixado pela Comissão Técnica Independente, prazo que o ministro considera irrealista. Ainda sobre este tema, o ministro anuncia que o governo vai criar uma unidade só para acompanhar o contrato de concessão com a ANA Aeroportos de Portugal.
Ainda no Parlamento, hoje é ouvida a assessora dos Assuntos Sociais da Casa Civil do Presidente da República, a propósito do caso das gêmeas luso-brasileiras.
Maria João Ruela vai responder aos deputados. A audição na Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso das gêmeas luso-brasileiras tratadas em Portugal começa às duas da tarde, mas esta audição a Maria João Ruela é só às 14h30. Os trabalhos arrancam agora, vão ser votadas algumas matérias. A audição a Maria João Ruela é às 14h30. Ontem, recordo, foi ouvido o chefe da Casa Civil da Presidência da República. Hoje é a vez de Maria João Ruela. Uma audição para acompanhar em direto aqui na Rádio Observador.
Falamos ainda neste jornal do ministro da Educação. Voltou a deixar críticas ao anterior executivo a propósito da colocação de professores.
Fernando Alexandre estava à espera de uma análise mais cuidada de onde faltam professores. Declarações no final de um encontro com sindicatos sobre as carreiras dos investigadores foram acompanhadas pela jornalista Inês Batista, que se junta agora a nós em direto. Inês, o que disse o ministro no final desta reunião com vários sindicatos?
O ministro da Educação falou sobre a colocação de professores depois de ter dado uma entrevista ao jornal Público esta manhã, em que dizia que havia um excesso de 6 mil vagas. Foi confrontado pelos jornalistas aqui no Ministério da Educação com essas declarações e justifica, diz que estava à espera que o anterior executivo tivesse feito uma análise de onde faltam professores.
Quando estamos a falar da abertura de milhares de vagas, eu estava à espera de encontrar uma análise cuidada De onde é que estão as necessidades para podermos fazer a alocação dos professores. Nós não encontramos isso. Neste momento, estamos a aguardar a consolidação de toda a informação. Vamos recebendo algumas preocupações de diretores que têm, de facto, muitos horários zero. Há outros que não têm professores em número suficiente, mas vamos aguardar pela consolidação. Mas preocupa-me, porque é uma forma que eu tenho de estar nas coisas, decidir sem números, decidir sem estarmos baseados em factos, eu tenho dificuldade em fazer isso.
Fernando Alexandre, que diz, apesar de tudo, pode ser que corra bem. Sobre as negociações de hoje, que trouxeram o ministro da Educação a falar com os jornalistas, diz que ainda há espaço para melhorar no que toca à carreira dos investigadores, mas diz que as reuniões com os sindicatos foram positivas.
Ainda há espaço para melhorar. Nós, de facto, retiramos sempre consequências das reuniões que fazemos com os sindicatos e com as entidades do setor. O projeto que hoje discutimos aqui é já bastante diferente daquele que discutimos nas primeiras reuniões e haverá ainda, certamente, espaço para melhorar. Mas haverá, obviamente, necessariamente, algumas dimensões em que não conseguiremos aproximar a nossa posição da posição dos sindicatos, mas certamente ainda poderemos fazer aqui alguma melhoria. Mas o trabalho depois será prosseguido na Assembleia da República a partir de setembro.
Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas na última meia hora, depois de ter ouvido os sindicatos. Começou pelo Sindicato do Ensino Superior, ouviu depois a Federação Nacional de Educação e, por fim, a FENPROF, que foram os últimos a sair. Tiago Dias fala em avanços, considera que há espaço para melhores condições para os investigadores no ensino superior. Em suma, isso que dizem quase todos os sindicatos, que houve alguns avanços em pormenores, mas que ainda há muito espaço para melhorias.
A jornalista Inês Batista, em direto do Ministério da Educação, onde o governo esteve reunido com vários sindicatos.
Cinco grupos de laboratórios e uma associação empresarial foram condenados pelo envolvimento num cartel para análises clínicas e testes à Covid-19 em Portugal.
As coimas ultrapassam os 48 milhões de euros no total. É uma decisão da Autoridade da Concorrência. Em causa está o período compreendido entre 2016 e 2022. Em comunicado, a Autoridade da Concorrência explica que a multa foi aplicada no passado dia 17. O cartel em causa tinha como objetivo a fixação de preços e a repartição geográfica do mercado português de prestação de análises clínicas e também da parte do fornecimento de testes à Covid-19. Essa concentração terá permitido aos grupos envolvidos aumentar o poder negocial face às entidades públicas e privadas com as quais estavam a trabalhar.
Segundo dia de greve dos médicos. O sindicato fala numa adesão de 75%, mas o Ministério da Saúde aponta para uma participação de apenas 31% aquando do primeiro dia.
O balanço da Federação Nacional dos Médicos foi feito pela presidente do sindicato. Diz que no primeiro dia a greve teve 70% de adesão, que hoje os valores sobem para 80%. Joana Bordalo e Sá diz que os dados apresentados revelam uma grande unidade entre médicos e passam a mensagem à ministra Ana Paula Martins. Já o Ministério da Saúde envia uma resposta à Agência Luz em que apresenta uma versão diferente. Refere que os dados preliminares referentes ao dia de ontem, o primeiro dia de greve, indicam uma adesão de cerca de 30% entre as 26 unidades locais de saúde e institutos portugueses de oncologia que foram apurados, é o que diz o ministério. Diz também que 75% das consultas programadas para ontem foram realizadas, além de metade das cirurgias previstas terem também acontecido como previsto.
E começaram os Jogos Olímpicos, está dado o pontapé de saída, principalmente no futebol.
É, o torneio olímpico de futebol já começou, também o Road to Seven começa hoje. O arranque oficial da competição é só na próxima sexta-feira. No dia 26, teremos a cerimônia de abertura ao final da tarde, mas, como é habitual, há modalidades que começam mais cedo. É o caso do futebol, sendo que já começou os dois primeiros jogos. O Uzbequistão-Espanha está zero a zero, o Argentina-Marrocos está também zero a zero. Já estão em andamento os dois jogos deste torneio olímpico de futebol. São dois jogos que marcam o início destes Jogos Olímpicos e estão a ser acompanhados pelo jornalista André Maia. André, agora em direto. Boa tarde.
Boa tarde.
Como é que estão estes jogos? E temos caras conhecidas?
Temos muitas caras conhecidas. Aliás, são dois jogos em que se deixar aqui alguma desconfiança aos nossos ouvintes e a quem gosta de futebol, certamente que estes nomes vão retirar essa desconfiança, porque há aqui muito para ver. Por exemplo, no caso do Argentina-Marrocos, começamos por aí, é o grupo B. Temos, em primeiro lugar, o capitão do Benfica e capitão da seleção da Argentina, neste caso, Nicolás Otamendi, é titular na equipe da Argentina, mas é uma formação que conta com outros nomes conhecidos, como é o caso de Julián Álvarez, por exemplo, do Manchester City. Está também no 11 inicial da equipe da Argentina ou, por exemplo, o guarda-redes do Ajax, Gerónimo Rulli. São nomes que estão no 11 inicial. Também o Thiago Almada, que foi agora recentemente apresentado no Botafogo, é também titular da equipe, que é liderada por Javier Mascherano, também um nome muito conhecido e que agora está no papel de selecionador. Do outro lado, do lado de Marrocos, por exemplo, o selecionador é também muito conhecido, principalmente de quem é adepto do futebol do Porto. Falamos de Tarik Sektioui, jogador que passou por cá na década de 2000 e, portanto, é ele que está a orientar a seleção de Marrocos, que tem aqui alguns nomes também um pouco mais conhecidos, à cabeça o capitão da equipe, Achraf Hakimi, jogador do Paris Saint-Germain, que está também no 11 inicial. Por enquanto, claro domínio da equipe da Argentina, tem mais ocasiões de gol, está precisamente agora a carregar. Do outro lado, do grupo C, no Uzbequistão-Espanha, do lado do Uzbequistão, um bocadinho mais difícil.
Não tens ninguém conhecido do Uzbequistão.
Exatamente, praticamente ninguém. Temos apenas o Shomurodov, que é da Roma, de resto, praticamente desconhecidos. Do lado da seleção espanhola, aí sim, temos uma equipa muito interessante, muito composta, uma espinha dorsal, diria eu, por jogadores do Barcelona, como é o caso do Eric García, do jovem revelação deste ano, Pau Cubarsí, também do próprio Fermín López. E depois temos Abel Ruiz, antigo jogador do Sporting de Braga, que também pode dar aqui esse alento a quem quiser ver. Está o Tenas também, o guarda-redes do Paris Saint-Germain, que este ano também teve alguns minutos. Espanha também claramente a dominar o jogo e aqui espera-se uma goleada, claramente, do lado espanhol. Este Argentina-Marrocos espera-se um bocadinho mais equilibrado, mas, por enquanto, também com domínio argentino. Portanto, aqui está nestes dois jogos, muitas caras conhecidas para ver e vai ser assim durante todo o torneio olímpico de futebol, também, obviamente, nas outras modalidades, mas aqui, no caso do futebol, independentemente de haver aqui equipes um bocadinho menos habituais, a verdade é que há muita gente para ver e espera-se um torneio olímpico muito interessante.
Doze minutos em cada jogo, zero a zero no Uzbequistão-Espanha e zero a zero no Argentina-Marrocos. André Maia vai estar de olho no que acontece nestes Jogos Olímpicos que decorrem até o dia 11 de agosto em Paris.
Olhemos ainda para notícias de âmbito local a esta hora.
Em Sintra, este sábado à noite acontece o Carnaval de Verão. É um evento que se repete todos os anos, junta seis escolas de samba e mais alguns grupos também para estas festividades. O desfile começa às 21h30 da noite, começa na Praça da Califórnia, passa pela Avenida 25 de Abril e termina no Largo Bombales. A Câmara Municipal de Sintra aprovou a atribuição de novas comparticipações para a obra de conservação de edifícios num investimento superior a €30 mil. As comparticipações aprovadas em reunião do executivo dizem respeito a imóveis com mais de 30 anos. Para o autarca Basílio Horta, este programa acaba por ser uma mais-valia para todos. As obras vão ser feitas no âmbito do programa municipal Reaviva Sintra. A autarquia de Oliveira de Azeméis vai instalar equipamentos de lazer em várias freguesias, entre eles equipamentos infantis, de fitness e outras infraestruturas urbanas. Esta iniciativa tem como preço base mais de €160 mil. As freguesias abrangidas são Carregosa, Cesar, Nogueira do Cravo e São Martinho de Gândara. No Porto, as obras do metro vão obrigar a um corte de uma rua em Vila Nova de Gaia até janeiro de 2027. A rua que está em causa é a Barão do Corvo, entre a Rua Visconde das Messas e Rua José Mariana. Segundo a autarquia, a intervenção do trânsito entra em vigor na próxima segunda-feira e vai durar até meados de janeiro de 2027. As praias da Marinha Grande, em Leiria, têm novos ecopontos. O objetivo da autarquia é melhorar os areais e promover boas práticas ambientais. De acordo com a Câmara Municipal, a colocação dos equipamentos de recolha seletiva de resíduos prende-se com a maior durabilidade e resistência destes ecopontos. Para fechar, o calor. Santarém registou esta segunda-feira a temperatura mais alta em todo o país. A estação meteorológica de Fonte Boa dá conta de que na segunda-feira, Santarém teve uma temperatura máxima de 43,6 graus. Nesta altura, o distrito está sob aviso laranja devido às elevadas temperaturas e, pela mesma razão, também a maioria dos concelhos da Lezíria do Tejo estão com elevado risco de incêndio e por isso estão proibidos os trabalhos no campo com alfaias ou equipamentos que possam provocar ignições.