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Começa agora o Jornal das 2, com o Luís Soares. Luís, a Ministra da Administração Interna afasta qualquer intervenção do governo na operação que decorreu no Martim Moniz e reforça a confiança nas autoridades portuguesas.

Mais de uma semana depois dessa operação, Margarida Blasco falou pela primeira vez sobre essa operação policial que decorreu na quinta-feira da semana passada, na zona do Martim Moniz, em Lisboa. Margarida Blasco recusa que tenha havido qualquer intervenção por parte do governo e sublinha a autonomia da Polícia de Segurança Pública.

Nós valorizamos o trabalho empenhado das nossas polícias. As polícias têm a sua autonomia em termos de operacionalidade, fazem-no, e repito mais uma vez, com o Ministério Público, com as autoridades judiciárias e o governo não teve qualquer interferência nesta operacionalidade. Toda a parte operacional deste tipo de operações são ações preventivas contra a criminalidade, são plenamente organizadas, conduzidas e coordenadas com as autoridades judiciárias.

Declarações de Margarida Blasco esta tarde na Ponte 25 de Abril, numa ação de fiscalização rodoviária da PSP, que num registo captado pela RTP, a ministra rejeitou ainda qualquer instrumentalização por parte das forças de segurança.

O primeiro-ministro diz estar atônito e perplexo com as críticas à operação policial da semana passada, no Martim Moniz, em Lisboa. Diz que o governo está a fazer um esforço em matéria de segurança no país.

Foi na cerimónia de tomada de posse do secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa e da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna. Luís Montenegro fala de uma operação que foi um esforço do Estado para garantir a tranquilidade das pessoas e integração dos migrantes.

Eu devo confessar que me encontro atônito, muito perplexo com as reações que têm aparecido na discussão pública a propósito do esforço do Estado em garantir a tranquilidade das pessoas, em garantir uma prevenção de condutas criminais, em garantir uma plena integração dos nossos imigrantes.

Declarações de Luís Montenegro, que explica também que estão em causa nesta operação ações de natureza preventiva, que para o governo não são nem de esquerda, nem de direita.

Acho absolutamente impróprio que se possa considerar ações de natureza preventiva, de natureza policial, em contextos localizados, onde há histórico recente de prática reiterada de crime, como uma expressão de governação extremista. Aproveito, aliás, para dizer que do ponto de vista do governo, a segurança não é nem de esquerda, nem de direita. A segurança é um bem da pessoa e da sociedade.

Primeiro-ministro que deixa também um aviso: Portugal é um país seguro, mas pode deixar de o ser. Foi no discurso na residência oficial, depois de ter dado posse à nova secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Patrícia Barão, e também ao novo secretário-geral dos Sistemas de Informações da República, Vitor Sereno.

Marcelo Rebelo de Sousa aponta a Gouveia e Melo as várias circunstâncias que marcaram a carreira do antigo chefe do Estado-Maior da Armada.

Foi durante a atribuição da Grã-Cruz da Ordem de Cristo, o presidente da República fez um diagnóstico do mandato de Gouveia e Melo à frente da Marinha Portuguesa. Marcelo Rebelo de Sousa deixou nas entrelinhas as razões para o destaque mediático do almirante, que teve protagonismo nos últimos anos, fruto de várias circunstâncias. Miguel Viterbo Dias.

A transição de pasta para Jorge Nóbrega de Sousa foi rápida, mas os convidados ficaram praticamente todos, à exceção do primeiro-ministro, para assistir à condecoração de Henrique Gouveia e Melo. Na Sala dos Embaixadores, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que a distinção é mais do que um proforma numa liderança particular.

Essa prática, largamente tributária da experiência de seus antecessores, mas com um toque pessoal muito específico.

E esse toque pessoal do exercício da liderança da Marinha surge de vários momentos pelos quais passou Gouveia e Melo ao longo dos últimos anos.

Todas as personalidades, todas as pessoas são elas próprias e a sua circunstância. E para se compreender o desempenho que foi o seu, tem de se compreender a circunstância.

Uma delas relacionada com o contacto com a comunicação social.

Ter sido porta-voz. Porta-voz da Marinha. Em algumas circunstâncias, de alguma maneira, também do Estado-Maior General das Forças Armadas, o que lhe permitiu um contacto privilegiado com a sociedade civil e uma compreensão do fenômeno mediático em transformação na sociedade portuguesa.

E outra, depois do apoio logístico que deu nos incêndios em 2017, um contacto próximo com as pessoas.

E se deu num contacto com as populações privilegiado naquela área, naqueles municípios. Mais tarde, num período também intenso, a experiência do protagonismo daquilo que foi uma campanha, logo que houve possibilidade de dispor de vacinas.

O diagnóstico do Presidente da República, que tudo junto.

E é este somatório, como tudo na vida, depara com quem compreende melhor, compreende pior e se ajusta melhor ou pior àquilo que foi vivido, que está presente no momento da entrega das insígnias

Marcelo Rebelo de Sousa na atribuição da Grã-Cruz da Ordem de Cristo a Gouveia e Melo, a deixar nas entrelinhas as razões para o sucesso mediático do agora militar na reserva.

Miguel Vitor Dias a acompanhar a cerimônia de condecoração de Henrique Gouveia e Melo. Habitualmente, Marcelo Rebelo de Sousa não dá a nota prévia das condecorações, mas desta vez a cerimônia integrou a agenda oficial do presidente da República e foi acompanhada pela comunicação social.

No desporto, em fim de semana de derby em Lisboa, o treinador do Futebol Clube do Porto espera uma equipa focada apenas no derby de amanhã na cidade invicta.

Na antevisão desse encontro no Estádio do Dragão com o Boavista, Vítor Bruno deixa elogios ao próximo adversário e sublinha que o derby de Lisboa interessa pouco se a equipa não conseguir um triunfo.

Não tem a ver com reduzir a margem. A nossa margem já está reduzida por si só, por estarmos numa condição que neste momento não é aquela que queremos estar. Sabemos que só dependemos de nós para chegar onde queremos chegar, que é ficar no topo da classificação. Isso passa obrigatoriamente por ganhar o jogo de amanhã, sabendo também que há um derby em Lisboa, mas isso para nós serve pouco, se nós não fizermos aquilo que temos que fazer e sabemos que a única forma de poder eventualmente escalar um ou outro lugar na classificação, só pode acontecer ganhando o nosso jogo de amanhã. Se estão 50 mil, é bom sinal, que as pessoas acreditam, que se reveem em muito daquilo que a equipa tem feito recentemente. Tudo o resto, o que se passa fora da nossa casa, a nós também não nos diz muito respeito.

Vítor Bruno, na antevisão do jogo de amanhã frente ao Boavista, confirma também o regresso de João Mário às opções. Francisco Moura e Grujić continuam lesionados.

O Futebol Clube do Porto, Boavista, tem apito marcado para as 20h30 e vai contar com relato em direto na Rádio Observador. Luís, que outras notícias merecem destaque a esta hora?

As pensões até dois indexantes de apoios sociais vão aumentar 3,85% em janeiro do próximo ano. Isto depois da atualização prevista na lei do aumento tradicional aprovado no Parlamento por proposta do PS. No caso de quem receber até 1.567€, a pensão aumenta 3,35%. Aos outros pensionistas que recebem um valor superior a três indexantes, aplica-se apenas o aumento que resulta da fórmula legal, ou seja, um aumento de 1,25%. A Brisa vai aumentar as portagens em pouco mais de 2%, aumentos que incidem sobre 52 das 93 taxas aplicadas na classe um. Por exemplo, um percurso de Lisboa ao Porto pela um passa a custar mais 70 cêntimos. Já uma viagem de Lisboa a Oeiras soma-se mais cinco cêntimos. São mudanças que entram em vigor no primeiro dia do ano. O governo nomeou o ex-administrador do Banco de Portugal, Hélder Rosalino, como secretário-geral do governo. Anúncio feito pelo gabinete do primeiro-ministro, Hélder Rosalino, que foi secretário de Estado da Administração Pública do governo chefiado por Pedro Passos Coelho. Esta Secretaria-Geral do Governo arranca a 1 de janeiro, na sequência da primeira fase da reforma da Administração Pública.