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Previstos para Faro. Jornal das duas, na Rádio Observador, com o Vasco Maldonado Correia. Vasco, a Câmara Municipal de Lisboa vota na próxima hora um conjunto de medidas de apoio às vítimas do acidente no elevador da Glória. A oposição deixa várias críticas a Carlos Moedas.
A começar pelo PS, o vereador Pedro Anastácio lembra o caso da queda da ponte de Entre-os-Rios, que motivou a demissão do ministro Jorge Coelho e que foi ontem referido na entrevista do autarca à SIC. Carlos Moedas recusou a comparação entre este caso e o do Elevador da Glória e diz que o gabinete de Jorge Coelho tinha recebido informações que apontavam para a fragilidade da ponte ainda antes do acidente, o que neste caso garante que não aconteceu. Ora, o vereador socialista Pedro Anastácio fala em declarações insultuosas.
Pedimos foi que fizesse imediatamente a divulgação, quer de um elemento do processo, seja relatório, seja comissão interna, comissão de inquérito, seja auditoria, em que demonstre aquilo que estava a dizer. Achamos inaceitável, e não é uma questão de quem é o presidente de câmara hoje ou algo que preocupe o Partido Socialista. É inaceitável que um presidente da Câmara Municipal de Lisboa, seja ele qual for, de que partido for, esteja disponível para atacar a memória de uma pessoa falecida para justificar. A reação foi sustentar esse caminho. O senhor presidente não se retratou, o senhor vice-presidente não se retratou, por isso fica aqui o desafio público. É algo que Carlos Moedas tem de demonstrar e é inaceitável que tenha feito isto.
O vereador socialista Pedro Anastácio critica ainda Carlos Moedas por se ter ausentado da sala nesta reunião extraordinária da Câmara Municipal, sem nunca ter regressado. Lembra a importância dos temas discutidos desde esta manhã. Já pelo PCP, o vereador João Ferreira sublinha que ficou muito por esclarecer nesta reunião extraordinária.
Quanto aos esclarecimentos prestados pelo Conselho de Administração da Carris, o seu presidente esteve presente na reunião. Houve a oportunidade para colocar um conjunto muito diversificado de questões, que foram respondidas pelo presidente do Conselho de Administração. Não se dissiparam todas as dúvidas, também porque há questões para as quais não existe ainda uma resposta, mas relativamente a outras questões, foi possível percebermos melhor, por exemplo, qual o conteúdo e a natureza do processo já iniciado de auditoria.
João Ferreira, vereador pelo PCP na Câmara Municipal de Lisboa, que propõe o início de uma avaliação para uma futura internalização do serviço da manutenção da Carris, valência que a empresa já teve. Já Rui Tavares, vereador pelo Livre, diz que Carlos Moedas não se está a mostrar à altura da situação.
O senhor presidente de Câmara decidiu ir a uma estação de televisão e dar uma entrevista e abrir, ainda antes de debater com os vereadores, essa controvérsia política, colocando a fasquia do que tem a ver com a sua própria assunção de responsabilidades no lugar onde ela não deve ser colocada. Basicamente, o que o senhor presidente de Câmara nos quer pôr é o país todo a discutir o trambolho e se há uma responsabilidade direta dele sobre o trambolho da cabine um do Elevador da Glória. Ora, isto não é um debate que esteja à altura daquilo que nós precisamos discutir neste país.
Rui Tavares, aqui é um registo captado pela SIC Notícias. São as críticas da oposição em Lisboa dirigidas a Carlos Moedas, da votação das propostas levadas à reunião extraordinária da Câmara Municipal de Lisboa. Acontece às 14h30.
Ainda sobre este caso, Alexandra Leitão acusa Carlos Moedas de ter demorado demasiado tempo a reagir.
No final de uma visita à Casa dos Animais, a candidata socialista recordou que a reunião extraordinária de hoje do executivo municipal foi pedida pelo PCP e não por Moedas. E em reação à entrevista do autarca ontem à noite, lembra que nunca pediu qualquer demissão.
Não exigi nunca, com os dados que temos, a demissão do engenheiro Carlos Moedas. E não o farei agora aqui. Aquilo que eu gostava aqui de acentuar foi o fato de, na sequência da tragédia, termos tido 96 horas, são quatro dias, de inação do presidente da Câmara de Lisboa. Quando eu digo inação, digo, não convocou o executivo. O executivo hoje reuniu por iniciativa de outro partido. Foi para o Conselho de Ministros, e se é ir para o terreno, também tenho dúvidas, foi para o Conselho de Ministros, não se percebeu bem fazer o quê. Não falou, tirando ontem, aos lisboetas. E quando falou ontem aos lisboetas, foi para insultar e não para dar soluções.
Alexandra Leitão, que garante que não falou sobre o caso nem com Pedro Nuno Santos, nem com Eurico Brilhante Dias, figuras do universo do PS que pediram coerência a Carlos Moedas e que o autarca descreveu como sicários a agir em favor da candidata do PS a Lisboa. Ora, Alexandra Leitão fala em ataques inaceitáveis.
Desde o início desta campanha que estou relativamente habituada aos ataques pessoais que me têm sido desferidos. É um facto que ontem atingiram um limite que eu considero bastante inaceitável, mas eu não me vou deter a falar sobre isso. Os ataques pessoais e os insultos dizem mais de quem os profere do que de quem os recebe.
Alexandra Leitão, esta manhã, no final de uma visita à Casa dos Animais de Lisboa, um registo também captado pela SIC.
Informação sobre os imóveis que Luís Montenegro quis ocultar ainda está disponível para consulta na Entidade para a Transparência.
O primeiro-ministro tinha feito um pedido à Entidade para a Transparência, em que se opunha à divulgação dos números da matriz de seis dos imóveis que declarou, requerimento que foi aceite. A informação foi ocultada, mas por razões técnicas, a entidade alargou esta reserva a todos os imóveis declarados pelo primeiro-ministro No entanto, o Observador constatou que ainda é possível encontrar esses números da matriz de todos os imóveis de Luís Montenegro na plataforma da Entidade para a Transparência. Ao Observador, o gabinete de Relações Externas do Tribunal Constitucional, que tutela a entidade, explica a razão de ainda ser possível encontrar essa informação. Diz que Montenegro não pediu a ocultação dessa informação em todas as declarações.
Vasco, de recordar que este é um artigo que pode ler no site do Observador, assinado por o jornalista Miguel Pereira Santos. O ministro da Educação diz que a polêmica em torno da Faculdade de Medicina do Porto é um assunto encerrado.
Em causa a admissão de 30 candidatos no curso de Medicina, com nota inferior à que é exigida por lei. O reitor da Universidade do Porto denunciou este caso na semana passada, tendo garantido que recebeu pressões de pessoas influentes e com acesso ao poder pra deixar entrar estes candidatos. Ora, depois de ter acusado o reitor de mentir, o ministro da Educação retira-se da polêmica.
O ministério não pode fazer mais nada. Da parte do ministério, o assunto está completamente encerrado. Aliás, foi encerrado em 21 de agosto. Eu até tenho dificuldade em perceber porque é que este tema surge a 5 de setembro, quando há um e-mail pro senhor reitor a fechar o problema, a dizer que não há mais nada a fazer. E por isso, eu agora espero é que, de facto, a Universidade do Porto, que é uma instituição importantíssima, tenha capacidade de resolver o problema e que possa, de facto, centrar-se naquilo que é essencial.
Fernando Alexandre, ministro da Educação, garante que as relações entre a instituição e a tutela não vão ser afetadas pelos acontecimentos recentes. Já sobre a audição urgente no Parlamento, que foi pedida pelo Chega e Iniciativa Liberal, Fernando Alexandre mostra-se pronto para esclarecer qualquer situação.
Noutros temas, o treinador português Fernando Santos foi despedido do comando técnico do Azerbaijão.
O sucessor campeão europeu abandona o cargo sem ter vencido uma única partida nos 11 jogos em que esteve envolvido no Azerbaijão, somou nove derrotas e dois empates. À Rádio Observador, o comentador de desporto Mário Cajica considera que um regresso a Portugal nesta altura é pouco provável.
Acho muito difícil esse regresso a Portugal nesta altura. Enfim, as coisas podem naturalmente acontecer, mas diria que olhando para o histórico do Fernando Santos e para também as equipas que já treinou, já esteve no Benfica, já esteve no Sporting, já esteve no Futebol Clube do Porto, se calhar o treinador vai querer explorar o mercado estrangeiro e se calhar um mercado que o deixe mais confortável, digamos assim.
Mário Cajica, que sublinha que a passagem pelo Azerbaijão foi um falhanço, mas que seria sempre uma missão difícil. Fernando Santos abandona o Azerbaijão depois de uma derrota por cinco bolas a zero frente à Islândia nos jogos de qualificação pra o Mundial 2026.
Oito minutos pra lá das duas da tarde. Vasco, vamos a outros temas que marcam a atualidade.
Já arrancou o debate pra moção de confiança, que é apresentado pelo governo francês. François Bayrou pode ver o executivo cair hoje. É um debate que começa a partir desta hora, precisamente com uma declaração do primeiro-ministro francês. Continuamos por França, onde já há data marcada pro recurso de Marine Le Pen e da União Nacional. A líder da extrema-direita foi considerada culpada, juntamente com 24 antigos deputados e assistentes, de pagar aos funcionários do partido com dinheiro recebido pelo Parlamento Europeu. O Tribunal de Recurso de Paris decidiu hoje que o julgamento vai realizar-se entre 13 de janeiro e 12 de fevereiro do próximo ano, com a decisão a ser tomada antes do verão. Passando ainda pelo futebol, Francisco Conceição foi dispensado do estágio da Seleção Nacional em Budapeste com uma lesão muscular. O extremo direito da Juventus falha a deslocação da seleção portuguesa à Hungria. Uma notícia que está a ser avançada pela SIC.
Notícia de fecho do Jornal das Duas.