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Actualizar as notícias . "Jornal das Duas", com José Rafael Lopes. José, os campeões do mundo de sub-17 já chegaram a Lisboa. Estão neste momento num percurso pela capital rumo ao Palácio de Belém.
E é aí que vão ser recebidos pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encontro que está previsto para daqui a cerca de meia hora. Neste momento, a equipa segue de autocarro panorâmico precisamente em direção a Belém, sendo que estão a chegar à Praça do Marquês de Pombal, onde vão fazer uma curta passagem pela zona da rotunda antes de se dirigirem para o Palácio de Belém, onde vão ser recebidos pelo presidente da República. Os festejos destes novos campeões do mundo de sub-17 não ficam por aqui, até porque depois desse encontro com Marcelo Rebelo de Sousa, há nova cerimónia de homenagem, desta feita pela Federação Portuguesa de Futebol e pelo presidente Pedro Proença. Vai acontecer na Cidade do Futebol a partir das 15h30, sendo que essa cerimónia será aberta ao público, e é nesse momento que esta seleção de sub-17 vai depositar o troféu que foi conquistado no Catar, esse campeonato do mundo de sub-17. São momentos que contamos acompanhar em direto ao longo desta tarde aqui na Rádio Observador.
E Mariana Mortágua sai da liderança do Bloco de Esquerda sem ressentimentos. A ainda coordenadora do partido avisa, ainda assim, que o partido precisa de mudar quase tudo.
Sem, no entanto, concretizar essas alterações ou qual deve ser o caminho a seguir. Este foi o último discurso de Mariana Mortágua enquanto coordenadora do partido, no mesmo sítio, no Pavilhão Desportivo do Casal Vistoso, onde foi eleita há dois anos com 80% dos votos. E na despedida, João Gama, Mariana Mortágua diz que o Bloco precisa de mudar para conseguir combater os avanços da extrema-direita.
Mariana Mortágua deixa a liderança do Bloco de Esquerda sem ressentimento ou desalento. Subiu ao palco com um lenço palestiniano aos ombros e a primeira palavra foi sobre a Faixa de Gaza e para as lições que tirou sobre o Bloco quando esteve na flotilha humanitária.
Nesses momentos em que estive longe, senti o que é este partido. Aqui, a combatividade não é defeito, é feitio.
Depois, a política nacional, Mariana Mortágua passa em revista algumas conquistas do partido. Em matéria fiscal, há dois exemplos. Um deles, o imposto que tem o nome da ainda coordenadora do Bloco de Esquerda.
Mas devo confessar-vos que já saboreei um carinho, um pouco do travo da missão cumprida, por saber que o fundo público de pensões recebeu mais de mil milhões vindos do imposto adicional sobre o mobiliário de luxo.
Um partido com orgulho do caminho traçado, mas que precisa agora de mudar quase tudo.
E quase tudo não é demais. Só não mudamos a fibra de que somos feitos, porque nestes tempos, quem não tiver uma âncora forte vai ser arrastado.
Mudar para conseguir enfrentar uma extrema-direita que continua a crescer em Portugal.
Mas daqui garanto a toda a direita radicalizada e caceteira: não se livram de nós. Estamos aqui para lutar. Somos o povo da liberdade.
Saída da coordenação do partido, Mariana Mortágua promete continuar por aí. Quer um Bloco de Esquerda capaz de fazer as perguntas certas.
Que partido queremos ser? Como moldaremos este nosso instrumento de ação para fazermos a parte que nos cabe enfrentar uma vaga autoritária mundial? Com que prioridades? Com que alianças?
Aplaudida de pé por todos os membros da convenção, Mariana Mortágua discursa pela última vez enquanto coordenadora do Bloco de Esquerda.
Viva o socialismo, viva a democracia, viva o Bloco de Esquerda. Boa convenção a todos.
A reportagem de João Gama com os destaques do discurso de Mariana Mortágua na 14ª Convenção Nacional do Bloco de Esquerda.
José, a ordem de trabalhos foi alterada no Complexo Desportivo do Casal Vistoso e as moções que apresentam candidatos à liderança do Bloco de Esquerda já foram apresentadas.
Aconteceu antes da pausa para a hora de almoço da moção A, que apresenta como candidato a coordenador do Bloco, José Manuel Pureza, falou Alexandre Abreu, que pediu um partido menos reativo e capaz de ouvir com humildade as críticas internas. A oposição interna insistiu precisamente nas críticas à atual direção. Nuno Pinheiro, da moção S, defende que o partido atravessa a pior fase da história e, por isso, precisa de uma rutura, uma rutura que não encontra em José Manuel Pureza.
Estaremos todos a reconstruir o Bloco. O que estamos a discutir hoje não são pessoas, não são coordenadores, não são secretários. O que estamos a discutir hoje é o que somos, o que queremos ser. Todas as moções dizem que temos que mudar. O Bloco tem que mudar, isso é unânime. Mas será que os que trouxeram o Bloco até aqui, que cometeram todos os erros que agora temos que corrigir, são capazes de fazer essa mudança? Eu não acredito, por isso estou na moção S.
Nuno Pinheiro, militante do Bloco de Esquerda, a representar a oposição interna. No total, são quatro moções que vão a votos este fim de semana na reunião magna do Bloco de Esquerda.
Continuamos na política. O PS acusou o governo de aumentar impostos quando ainda nem passaram dois dias desde a aprovação do Orçamento do Estado.
É a reação dos socialistas depois de o governo ter reduzido o desconto em vigor no ISP, uma medida que anula parte da descida dos preços dos combustíveis prevista para a próxima semana. Em declarações à Agência Lusa, o líder parlamentar do PS deixa críticas ao governo de Luís Montenegro. Eurico Brilhante Dias acusa também a AD e o Chega de recusarem que a receita adicional do ISP serve para descer o IVA dos bens essenciais.
O governo hoje tem mais receita, aumenta os impostos sobre os combustíveis, ainda nem sequer 48 horas depois de aprovado o Orçamento do Estado 2026, e a Assembleia da República não irá discutir o que fazer com essa receita. Em particular, não vai permitir que o Partido Socialista, tal como queria, apresentasse uma proposta para baixar o IVA e, em particular, o IVA dos bens alimentares. Essa coligação negativa é uma coligação negativa para os portugueses. Entre o PSD, o CDS, a AD e o Chega, está a bloquear neste momento, ou bloqueou na passada semana, aquilo que para nós era um elemento central. É que se houvesse aumento de ISP, os portugueses pudessem ter uma diminuição do IVA. Pagam mais nos combustíveis, mas era o momento também para reduzir o IVA dos bens essenciais.
Eurico Brilhante Dias, do Partido Socialista. Ontem à noite foi publicada a portaria que revê as taxas de imposto sobre os produtos petrolíferos que vão entrar em vigor na próxima segunda-feira. O ISP na gasolina vai subir cerca de €1,6 por litro e a taxa cobrada sobre o gasóleo vai subir mais de €0,02 por litro.
Notícia de fecho do Jornal das Duas.