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Com Miguel Vilar. Miguel, a expressão é usada pelo chanceler da Alemanha: "O Irão está a humilhar os Estados Unidos".

É essa a expressão usada pelo chanceler alemão, é o que diz Friedrich Merz. O chanceler afirma que os iranianos são claramente mais fortes do que o esperado e os norte-americanos não têm uma estratégia verdadeiramente convincente nas negociações. Uma declaração feita numa escola em Marzberg. Acrescenta Merz que, neste momento, não vê que saída estratégica que os norte-americanos vão escolher, especialmente porque os iranianos estão claramente a negociar com muita habilidade ou a evitar negociar com muita habilidade, acrescenta Merz. "Há uma nação inteira que está a ser humilhada pela liderança iraniana, particularmente pela chamada Guarda Revolucionária", sentencia o chanceler alemão.

O presidente do Líbano afirma que um cessar-fogo é o primeiro passo necessário para qualquer negociação com Israel e diz que não vai aceitar um acordo humilhante.

Num comunicado a partilhar na rede social X, o gabinete de Joseph Aoun garante que a condição já foi transmitida ao Departamento de Estado norte-americano. Apesar do cessar-fogo, segundo a agência Reuters, este domingo 14 pessoas morreram num ataque israelita e 37 ficaram feridas. Esta manhã, há a informação de uma vítima mortal num ataque com um drone no sul do Líbano, noticia a agência de notícias libanesa NNA.

E o Hezbollah diz que as negociações diretas de Beirute com Israel são um erro.

E vai mais longe, diz também que essas negociações podem mergulhar o Líbano num ciclo de instabilidade. O líder do grupo radical xiita, Naim Kassem, recusa, de forma categórica, negociar de forma direta com Israel. Diz que é da responsabilidade do governo libanês evitar aquilo que diz ser um erro perigoso. As declarações do responsável pelo movimento Hezbollah foram lidas num canal de televisão com ligações ao movimento pró-iraniano.

O ministro das Relações Exteriores do Irão já está na Rússia. À chegada, culpou os Estados Unidos pelo fracasso nas negociações de paz de Islamabad.

Foi pouco depois de ter aterrado em território russo, numa entrevista partilhada no Telegram, Abbas Araqchi apontou o dedo às exigências que considera excessivas por parte dos Estados Unidos. O ministro iraniano, responsável pela diplomacia, está na Rússia, vai encontrar-se com Vladimir Putin, numa altura em que os esforços diplomáticos entre Washington e Teerão estão num impasse. Este fim de semana, Abbas Araqchi participou em conversações com os mediadores paquistaneses em Islamabad. Os Estados Unidos não se fizeram representar. Donald Trump disse que seria uma perda de tempo e de dinheiro deslocar uma delegação norte-americana ao Paquistão.

O ministro da Agricultura apela à Comissão Europeia que adote um plano para os fertilizantes e respectivo financiamento.

Um pedido feito por José Manuel Fernandes numa altura em que o setor está a enfrentar uma significativa subida do preço dos adubos. À margem da reunião do Conselho de Ministros da Agricultura dos 27, que decorre no Luxemburgo, o governante português sublinhou as dificuldades que a agricultura nacional está a atravessar por causa do conflito no Médio Oriente e também dos impactos do mau tempo que se fez sentir um pouco por todo o país no início do ano.

Nós estamos numa situação, nomeadamente em termos nacionais, onde fomos atropelados pelas várias tempestades e pelo Christine. Agora temos a questão da guerra, que aumenta os custos de produção e os custos dos fertilizantes. E é essencial que haja um quadro comum europeu, que as ajudas de Estado, que são importantes, não distorçam esse mesmo mercado interno e que haja uma concorrência leal e, portanto, que o orçamento da União Europeia possa intervir.

Declaração do Ministro da Agricultura, captada pela RTP. O executivo comunitário tem agendada para o próximo dia 19 de maio a adoção de um plano de ação para os fertilizantes.

A porta-voz do PAN defende que o governo tem de deixar de olhar para a alimentação e saúde animal como um luxo.

Inês de Sousa Real defendeu hoje que o executivo deve passar a considerar estes produtos e serviços como um bem essencial. Declaração no final de uma visita ao canil municipal de Coimbra. A deputada única do PAN lembrou que já há outros países europeus que aplicam a taxa mínima ou intermédia do IVA, aplicada, por exemplo, à alimentação.

É absolutamente inaceitável que o IVA continue a ser taxado a 23%, ao invés de ser reduzido. Temos outros países onde isso já acontece, onde o IVA é o IVA mínimo ou então até mesmo da taxa intermédia e, por isso, o governo português escudar-se na diretiva europeia do IVA é absolutamente falacioso. A diretiva europeia do IVA permite que os Estados-membros, se existirem outros Estados-membros com taxas reduzidas, possam também aplicar.

A porta-voz do PAN sublinha que tal como o custo da base alimentar essencial tem vindo a aumentar, também o valor de alimentação para os animais tem crescido de forma significativa.

O Tribunal Central de Instrução determinou que os dois agentes da esquadra da PSP do Rato, acusados de tortura e violação, vão mesmo a julgamento.

É essa a decisão instrutória conhecida esta segunda-feira. Os dois agentes requereram a abertura de instrução por entenderem, por exemplo, que não existiam indícios para suportar a acusação do Ministério Público. Não é esse o entendimento da juíza. A magistrada sugere até que há uma séria probabilidade de virem a ser condenados no final do julgamento. Segundo a acusação, entre julho de 2024 e março de 2025, os dois agentes, de 22 e 26 anos, da Esquadra do Rato, em Lisboa, terão agredido com socos, chapadas e cornadas na cabeça pessoas que tinham detido. Nalguns casos, terão sodomizado ou tentado sodomizar com objeto alguns destes homens. As vítimas eram, sobretudo, toxicodependentes, pessoas que cometeram pequenos delitos, muitos deles estrangeiros e em situação irregular em Portugal ou em situação de sem-abrigo, refere o Ministério Público

Falamos agora de habitação e de um novo máximo. A avaliação bancária em março atingiu os € 2.151 por metro quadrado.

Representa um aumento de 16,5% face ao mesmo mês do ano passado. Registra-se também um aumento em relação a fevereiro, 1,4%. Na comparação anual, foi na Península de Setúbal que as avaliações bancárias subiram de forma mais significativa, quase 25%. Estes dados acompanham o indicador do INE revelado na passada sexta-feira sobre a evolução do preço das casas, que subiu quase 17% no ano passado.

Hugo Carneiro, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, considera o virar de costas de Pedro Delgado Alves, no final do discurso do presidente da Assembleia da República, durante a sessão do 25 de abril, uma falta de respeito.

Foi tema do Explicador desta manhã aqui na antena do Observador. A sessão ficou marcada pelas críticas de Aguiar Branco ao que define como excesso de escrutínio dos políticos. Considera o presidente da Assembleia que se está a transformar a política num reality show e a afastar a sociedade do exercício de cargos públicos. O deputado do PS, Pedro Delgado Alves, não gostou e, em forma de protesto, virou as costas ao presidente da Assembleia no final da intervenção de Aguiar Branco. Ora, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Hugo Carneiro, criticou esta decisão.

Eu acho que foi uma falta de respeito aquilo que o senhor deputado Pedro Delgado Alves fez, porque, de facto, Aguiar Branco, presidente da Assembleia da República, não está contra a transparência ou a necessidade dos políticos divulgarem certas informações. Eu lembro-me de todos os deputados terem sido passados a pente fino por um determinado órgão da comunicação social e toda a sua vida patrimonial apareceu sem qualquer relevância numa determinada publicação jornalística. Isso promove o voyeurismo.

Ora, Pedro Delgado Alves, também convidado do Explicador, reconhece o risco aqui apontado por Hugo Carneiro, mas acrescenta que não há outro caminho.

É um mal necessário, é um preço a pagar que, apesar de tudo, acho que é fundamental que os titulares de cargos políticos estejam dispostos a pagar para que haja confiança dos cidadãos nas instituições. E é este o caminho que toda a ordem jurídica vem a fazer.

O deputado do PSD admite alguns ajustamentos à lei em vigor, mas sem pôr em causa, defende o princípio da transparência.

Se quer fazer um exercício de melhorar esse equilíbrio e esse balanço, pode-se fazer esse raciocínio, pode-se ver se no caso concreto há situações que podem ser simplificadas na comunicação de informação. Agora, acima de tudo, não se deite fora o bebé com a água do banho, não se mate a transparência. E o tema que eu coloco em cima da mesa e o tema que me parece especialmente criticável ontem é esse: há uma narrativa a crescer junto de alguns decisores políticos para eliminar, restringir fortemente a transparência da fiscalização das contas, do funcionamento da administração pública, no acesso a documentos produzidos pela administração pública, e esse é o problema que a democracia tem.

O risco identificado por Pedro Delgado Alves. Ao Chega, pela voz de Cristina Rodrigues, defende uma legislação mais equilibrada.

Eu subscrevo as palavras do Hugo Carneiro relativamente a esta matéria, sem prejuízo de também acharmos que é importante que possa haver um escrutínio público. Agora, tem que haver um equilíbrio e atingirmos esse equilíbrio é da maior dificuldade.

E ainda não estamos nessa fase do equilíbrio?

Eu acho que podemos não estar. Aliás, nós se olharmos para os dois discursos, tanto do Presidente da República como do Presidente da Assembleia da República, de facto, eles pareceram ligeiramente talvez contraditórios ou pelo menos um talvez estivesse a pedir mais transparência e outro a pedir mais equilíbrio, o que reflete que é necessário haver discussão sobre esta situação.

É o que diz Cristina Rodrigues, aqui entrevistada pela jornalista do Observador Carla Jorge de Carvalho. A deputada do Chega esteve no Explicador na companhia de Pedro Delgado Alves e Hugo Carneiro.

E agora sim, vamos a outras notícias que estão em destaque a esta hora, Miguel.

O Sindicato dos Trabalhadores do Setor dos Serviços emitiu um pré-aviso de greve para o setor de distribuição no próximo dia 1 de maio, Dia do Trabalhador. O sindicato afirma que os trabalhadores desta área da distribuição estão sujeitos a horários intensos e a pressões constantes, reivindicam a urgente valorização das condições de trabalho e dos salários. Obrigado a recuar, o Jornal Público revela que o governador do Banco de Portugal comprou, dois meses depois de assumir funções, ações da Galp e da Jerónimo Martins, mas que foi obrigado pelo Banco Central Europeu a desfazer-se dessas participações. O código de conduta do BCE impõe restrições à negociação de instrumentos financeiros, aqui incluídos os governadores dos bancos centrais nacionais. Segundo o Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira já alienou as participações, sendo que não se sabe de que forma foi feita essa alienação. Desde o início do ano, foram apanhados mais de 9 mil condutores sem inspeção. São números da PSP. A Polícia de Segurança Pública salienta que estes dados são preocupantes pelo fato de muitos destes veículos poderem apresentar falhas graves, por exemplo, relacionadas com os sistemas de travagem. A falta de inspeção é sancionada com coimas que vão dos €250 até aos €1.250.