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Em Faro. Jornal das Duas com Luís Soares. E Luís, o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar não fica surpreendido com o prejuízo do INEM e acusa o Governo de se limitar a atirar dinheiro para cima dos problemas.

É a reação do sindicato ao relatório divulgado hoje, que dá conta de um aumento do prejuízo do INEM. Apesar de ter existido um reforço orçamental, o prejuízo aumentou para 7,6 milhões de euros. Segundo o documento, o principal motivo para o agravamento das contas é o aumento significativo das despesas com os parceiros do INEM, nomeadamente os bombeiros e a Cruz Vermelha. À Rádio Observador, o presidente do sindicato, Rui Lázaro, diz que isso não surpreende e sublinha que este é um problema de má gestão.

Para nós é, sobretudo, má gestão, uma vez que não nos surpreende este desfecho com saldo negativo. O que nos surpreendeu foi que o ano passado e já este ano fizeram o mesmo, tivessem promovido o aumento da despesa através de um aumento do subsídio aos postos de emergência médica dos parceiros Bombeiros e Cruz Vermelha, sem que tivessem registrado o respectivo acoplamento na receita. Portanto, não nos surpreende este ano este efeito negativo. Aliás, a tendência será continuar.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar aponta como um erro crasso não se ter garantido o número de recursos humanos para os quadros do INEM. Apesar disso, e apesar de existir um aumento da despesa com os parceiros, Rui Lázaro diz que a estratégia do Governo tem sido atirar dinheiro para cima dos problemas.

Neste momento, o Governo encontra-se a atirar dinheiro para cima dos problemas do INEM sem garantir sequer a sua correta resolução. Dou um exemplo crasso: é por demais evidente a escassez, por exemplo, de ambulâncias, que leva a algumas horas de espera para situações muito emergentes. Atirar dinheiro para cima das armadilhas que já existem, não se traduz no reforço do sistema. O que o INEM precisava era, de facto, de garantir o reforço dos meios de emergência e a qualificação dos seus recursos humanos.

As críticas do presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Rui Lázaro. O INEM regista, pelo segundo ano consecutivo, um resultado negativo nas contas.

Ainda na saúde, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas vai reunir-se com o coordenador do pacto estratégico para o setor na próxima semana.

Informação avançada por Manuel Lemos no explicador desta manhã. António José Seguro prometeu, ainda durante a campanha eleitoral, promover um pacto para melhorar o setor da saúde em Portugal. Para isso, já enquanto presidente, nomeou como coordenador Adalberto Campos Fernandes, antigo ministro da Saúde. À Rádio Observador, Manuel Lemos diz estar expectante com a reunião que vai ter com o coordenador do pacto. Saúda a ideia do presidente, mas Manuel Lemos admite também que a esperança no sucesso deste pacto não é total.

Esses pactos podem ser muito interessantes, a não ser que as pessoas que vão para os pactos tenham pressupostos ideológicos e o que lá vão dizer é o seu pressuposto ideológico. E se lá vão dizer o seu pressuposto ideológico, então, minha cara, a esperança não é total. Nós, como não temos esse pressuposto, vamos lá de coração aberto dizer ao professor Adalberto Campos Fernandes o que é que nós podemos fazer e o que nós entendemos que deve ser feito para melhorar a saúde dos portugueses, nomeadamente para as pessoas mais idosas.

Manuel Lemos realçou também a boa relação que tem com o presidente da República, António José Seguro. O presidente da União das Misericórdias adianta também à Rádio Observador que vai reunir-se com o coordenador do pacto estratégico para a saúde então na próxima semana.

E o LIVRE quer esclarecimentos do Governo sobre a contratação por parte da Agência Lusa de uma empresa com ligações familiares a um elemento do gabinete do ministro da Presidência.

O ministro António Leitão Amaro, que é também responsável pela pasta da Comunicação Social e, por isso, tutela a própria Agência Lusa. Em causa está uma notícia da revista Sábado, que revela a celebração, por ajuste direto, de um contrato de consultoria de comunicação de mais de €16 mil por um período de seis meses, no âmbito dos 40 anos da Agência de Notícias, com uma empresa com alegadas ligações familiares ao gabinete de Leitão Amaro. O LIVRE quer, por isso, saber em que condições foi tomada a decisão de contratar a empresa, nomeadamente se houve uma avaliação prévia de eventuais incompatibilidades ou conflitos de interesse e os critérios utilizados para justificar o ajuste direto. A bancada liderada por Isabel Mendes Lopes sublinha que a questão assume maior relevância numa altura em que foi concluída a aquisição total do capital da Agência Lusa pelo Estado e em que o Executivo de Luís Montenegro tem feito declarações públicas sobre o papel de governação e orientação estratégica da Agência de Notícias Nacional.

E a Fundação Berardo não se conforma com o acórdão, que confirmou a extinção da entidade criada pelo empresário Joe Berardo e quer que seja tomada uma nova decisão.

A fundação aponta inúmeras nulidades à decisão dos juízes conselheiros do Supremo Tribunal Administrativo, que extinguiu a fundação por entender que não cumpria a função social a que se propunha. O tribunal concluiu que apenas 0,1% dos montantes da fundação eram afetos à caridade social. Na arguição de nulidades que o Observador teve acesso, apresentada junto do tribunal, a defesa da fundação invoca, sobretudo, dois tipos de nulidade: a omissão de pronúncia sobre várias questões levantadas no anterior recurso e ainda a contradição entre os fundamentos e a decisão, tornando-a, por isso, ininteligível. Ou seja, no entender da defesa, esta decisão era ininteligível. O acórdão do Supremo Tribunal Administrativo ainda pode ser, no entanto, sujeito a recurso por parte do Tribunal Constitucional.

Na atualidade internacional, o presidente ucraniano diz que o conflito com a Rússia parece estar a virar-se a favor de Kiev.

É o ponto de situação feito por Volodymyr Zelensky, em entrevista ao jornal The Guardian. O presidente ucraniano diz que ao fim de mais de quatro anos de guerra, não se pode dizer que a Rússia está a perder a guerra, mas está a perder a iniciativa a cada dia. Segundo as contas de Volodymyr Zelensky, morrem entre 23 e 24 mil soldados russos por mês neste conflito e cerca de 5 mil ficam gravemente feridos. Na Ucrânia, diz Zelensky, também há baixas, mas em menor escala. O líder ucraniano considera ainda que a imagem de Vladimir Putin tem enfraquecido ultimamente. Volodymyr Zelensky diz que a Rússia está a perder influência em vários países. Considera que Moscovo está isolada dentro da Europa e também dos Estados Unidos da América. O presidente ucraniano dá como exemplo o fato de Vladimir Putin ter rejeitado a proposta de Zelensky de se encontrarem presencialmente para pôr fim à guerra. Na mesma entrevista ao Guardian, Zelensky admite que as prioridades de Donald Trump se alteraram. Reconhece que a atenção de Washington está agora voltada para o Médio Oriente, apesar de se dizer grato pelo forte apoio que os Estados Unidos prestaram à Ucrânia.

Passam sete minutos das 14h. Luís, vamos a outras notícias em destaque.

Já há nova data para a prova de Matemática dos alunos do quarto ano: vai ser a 19 de junho. Estava previsto que a prova se realizasse na passada sexta-feira, mas não aconteceu devido à greve dos trabalhadores não docentes agendada para o mesmo dia. A orientação da nova data já foi enviada pelo Júri Nacional de Exames a todas as escolas. Bruxelas quer aplicar novas sanções à Rússia por causa da guerra na Ucrânia. A presidente da Comissão Europeia apresentou hoje o 11º pacote de sanções a Moscovo, desta vez com foco em setores de maior impacto, como a energia, os serviços financeiros e as criptomoedas. O novo pacote sancionatório da União Europeia estende-se ainda, pela primeira vez, ao setor das pescas. O Papa Leão XIV falou em castelhano e catalão na homilia na Catedral de Barcelona, a primeira paragem depois de ter chegado à cidade na visita à Espanha. Passou três dias em Madrid. É o quarto dia de visita do líder da Igreja Católica ao país, que depois de Barcelona segue também para as Ilhas Canárias. O Papa fica em Espanha até sexta-feira. A Somália quer explicações da FIFA sobre a proibição de entrada nos Estados Unidos do árbitro Omar Artan. O árbitro seria o primeiro somali a apitar um jogo num campeonato do mundo, mas ontem ficou retido à chegada ao aeroporto de Miami e não foi autorizado a entrar no país. Sem comunicado, o Ministério do Desporto da Somália pede à FIFA uma explicação clara sobre o assunto.

É assim que fechamos este jornal das 14h.