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Jornal das duas, com José Rafael Lopes. E José, o ministro da Defesa anunciou que 17 portugueses que estão na Venezuela vão ser repatriados.
Vão deixar o país num avião português que deve chegar a Beja amanhã. A informação é dada pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, em Sintra. O ministro diz ainda que as Forças Armadas portuguesas estão disponíveis para apoiar as operações na Venezuela com meios e equipamento e que avançam caso venha isso mesmo a ser solicitado pelo governo de Caracas, o que para já, diz Nuno Melo, ainda não aconteceu.
Está previsto o envio de uma nova aeronave para repatriamento de 17 cidadãos nacionais, que chegarão, a princípio, a Beja no próximo dia 30. Até lá, é bom de referir que as Forças Armadas dispõem também de meios e equipamentos que, a solicitação, serão entregues com o deslocamento até à Venezuela.
Nuno Melo, ministro da Defesa. Aqui um registo da Agência Lusa. O ministro diz ainda que não tem conhecimento de qualquer pedido ao Estado de apoio à transladação das vítimas mortais portuguesas e lusodescendentes.
E há 89 cidadãos portugueses e lusodescendentes desaparecidos depois dos sismos na Venezuela.
O número subiu em relação ao último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Já o número de vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes mantém-se nos 53, sendo que oito eram crianças. No total, há até agora o registo de 1450 mortos, mais de 3 mil feridos e quase 50 mil desaparecidos na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela na semana passada.
E perante a situação na Venezuela, Luís Montenegro enviou uma mensagem de solidariedade e admite que Portugal possa vir a ajudar na reconstrução.
Luís Montenegro fala num momento trágico para a Venezuela, para as pessoas do país e também para os lusodescendentes. Em Santa Maria da Feira, onde aproveitou a ligação entre a região e a Venezuela, Luís Montenegro lamentou este momento de dor no país sul-americano e promete fortalecer os laços de Portugal com a Venezuela. Assegura Luís Montenegro que o país vai estar disponível para ajudar a Venezuela na reconstrução.
Quero enviar à presidente da Venezuela e a todo o povo venezuelano e aos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, que para além das equipas que já mobilizamos para lá e que estão no terreno, tentaremos nos próximos meses e anos estar ainda mais perto daquele povo e daquele país.
Luís Montenegro, em Santa Maria da Feira, onde reagiu pela primeira vez de viva voz à destruição provocada pelos sismos na Venezuela, que afetou muitos lusodescendentes.
E foi sentido um novo sismo na Venezuela, de magnitude 4,6 na escala de Richter.
Os dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos mostram isso mesmo. Dizem que o sismo aconteceu por volta das sete da manhã na Venezuela, meio-dia em Lisboa. Este novo abalo não se trata de uma réplica, uma vez que o epicentro não é o mesmo dos dois sismos de quarta-feira passada.
E o grupo parlamentar do PSD vai convocar audições parlamentares aos ministros do anterior governo, incluindo o atual secretário-geral socialista.
Anúncio feito pelo novo porta-voz do partido, Sebastião Bugalho, que fala no engodo que nunca mais se vai repetir enquanto o PSD governar. Em causa os novos números anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística, que diz que entre 2021 e 2025, a população estrangeira residente em Portugal duplicou de 7,1% para 14%. Sebastião Bugalho explica por isso que vão ser chamados os responsáveis pela pasta da imigração do governo de António Costa.
Parece-me que faz sentido e que é proporcional que o PSD chame à Assembleia da República, em sede de comissão parlamentar, os governantes que tiveram responsabilidades relacionadas com este processo e a ausência de informação sobre a população do país estrangeira e nacional durante estes anos.
O anúncio do porta-voz do Partido Social Democrata na primeira intervenção no cargo, Sebastião Bugalho diz ainda que não se pode excluir a presença do atual secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que Sebastião Bugalho diz ter responsabilidades.
O atual secretário-geral do Partido Socialista tem, evidentemente, responsabilidades, não só na extinção do SEF, como pelo fato de ter sido titular da pasta da Administração Interna, diretamente relacionada com a política migratória, como até antes, em outras funções, como responsabilidade pela rede consular, que este governo da AD veio reforçar justamente para responder ao fenômeno migratório acentuado e desagrado que nos foi legado pelo governo anterior do Partido Socialista. Portanto, parece-me natural que José Luís Carneiro seja chamado a esse esclarecimento.
Sebastião Bugalho diz ainda que o governo só pode resolver os problemas da habitação e da saúde com os dados certos, mas não revela se o PSD pretende chamar anteriores ministros destas tutelas ao Parlamento.
O secretário-geral do Partido Socialista esteve esta manhã reunido com a administração de uma unidade de saúde em Lisboa.
Uma visita no âmbito das jornadas parlamentares do PS, focadas no custo de vida dos portugueses. José Luís Carneiro esteve na ULS da Alta de Lisboa, onde falou com utentes antes de se reunir com a administração da ULS. À saída, o líder socialista não quis prestar declarações, não reagiu a estes comentários de Sebastião Bugalho, recém-nomeado porta-voz do PSD, anunciou que o partido pretende chamar o atual secretário-geral socialista ao Parlamento.
José Luís Carneiro falou pela primeira vez desde o início das jornadas parlamentares. Acusa o AD de governar de forma insensível e desligada dos problemas reais do país.
José Luís Carneiro não falou quando esteve nessa visita a uma ULS na Alta de Lisboa. Falou depois de ter estado na estação da Portela de Sintra e ter viajado de comboio até ao Rossio. Durante o percurso, também esteve a conversar com várias pessoas sobre o aumento de custo de vida. À chegada a Lisboa O Secretário-Geral do Partido Socialista criticou o governo, diz que espera que haja uma mudança nos próximos meses e que o executivo escolha o PS para negociar, em vez do partido de André Ventura.
Eu tenho a expectativa de que o governo faça a inversão de marcha. E a minha expectativa de que o governo faça a inversão de marcha é porque há muito tempo que o governo está em contramão. Está em contramão numa autoestrada e a grande velocidade. E esse contramão numa autoestrada e a grande velocidade só pode dar mau resultado.
José Luís Carneiro, que acusa também o governo de utilizar questões como o Fundo Soberano como manobras de distração.
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares diz que o subfinanciamento é a causa do déficit do Serviço Nacional de Saúde, registrado em 2025.
Um déficit de 1.035 milhões de euros anunciado esta manhã pelo Conselho de Finanças Públicas. Ainda assim, é uma melhoria de 534 milhões de euros face ao ano anterior. Mas mesmo assim, este déficit ultrapassa com grande margem os 217 milhões previstos no Orçamento do Estado para o ano passado. Na Rádio Observador, Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, diz que é uma situação provocada pela falta de financiamento.
É claramente por subfinanciamento, portanto, isso é absolutamente evidente. Repare, quando o Estado, logo à partida, assina contratos com os hospitais, já prevendo esse déficit nas contas, quando o Estado assume nesses contratos que vai pagar muito menos do que o dinheiro que os hospitais vão pagar, deixem-me usar esta expressão, aos seus profissionais, aos seus fornecedores. Portanto, o Estado assume logo à partida que vai subfinanciar as ULS. Portanto, não existe outro resultado possível que não seja este.
Xavier Barreto afirma que, mesmo perante o déficit, não há impactos significativos no SNS porque o Estado acaba por injetar capital nas Unidades Locais de Saúde. Ainda assim, diz que é capital que vem fora de tempo, uma vez que surge apenas quando já há dívidas acumuladas. Por isso, defende Xavier Barreto, um sistema de financiamento do Estado que deve ser alterado com o financiamento adaptado aos custos reais dos hospitais.
As ULS são financiadas por capitação. O Estado paga-nos um determinado montante por cada doente que servimos, que vive no fundo na nossa área de influência. O que faria sentido era que esses montantes fossem aumentados na mesma proporção do aumento que temos tido nos custos. Não podemos é ter um aumento, por exemplo, de custo com recursos humanos, em poucos anos, de 20, 30%. Não podemos ter aumento do custo com medicamentos que tem sido superior a 10% todos os anos, e isso não ter um consequente aumento em termos do valor que nos é pago pelo Estado nos nossos contratos de programa.
Xavier Barreto, em declarações na Rádio Observador. No ano passado, as Unidades Locais de Saúde gastaram mais de 460 milhões de euros em trabalho suplementar. Em 2025, é um aumento de mais de 11% em relação ao ano anterior.
José, vamos também conhecer outras notícias que estão a marcar a atualidade.
A começar com uma notícia de há instantes. Pelo menos cinco pessoas morreram num tiroteio no norte da Alemanha. De acordo com as autoridades alemãs, este ataque aconteceu perto de um centro juvenil. A agência Reuters diz que já duas pessoas foram detidas. Uma delas é o suspeito deste tiroteio. As motivações ainda não são conhecidas. Pelo menos cinco pessoas morreram após este tiroteio no norte da Alemanha. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que não há reuniões previstas entre o Irão e os Estados Unidos esta semana no Catar. O governante iraniano nega as notícias que foram avançadas pela imprensa norte-americana sobre um encontro na terça-feira, notícia que tinha sido avançada pela Reuters, citando fonte próxima do processo. Entretanto, Donald Trump acusa o Irão de mentir e diz que foi o próprio governo de Teerão a pedir esse encontro. A correção do exame nacional de 12° ano de Português continua a gerar problemas. O secretário-geral da Fenprof não tem garantias de que já tenha começado a correção. Isto apesar do Júri Nacional de Exames ter garantido que começava hoje a distribuição das credenciais aos professores. O processo tem sido marcado por atrasos e vários problemas técnicos, com críticas dos sindicatos de professores. José Feliciano Costa, o secretário-geral da Fenprof, fala mesmo num caos instalado. Os exames de Português do 12° ano deveriam ter começado a ser corrigidos na terça-feira da semana passada.
Notícia de fecho do Jornal das Duas.