Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos às notícias. Jornal das Duas com Miguel Videra. Miguel, já vamos tentar perceber se as classificações dos exames já começaram a chegar às escolas, mas antes o esclarecimento da Polícia Judiciária. Foi aberto um inquérito ao caso do atrelado, que estava acoplado a um caminhão da empresa Constru Barcelos, empresa que está a levar a cabo obras no monte alentejano do ministro da Administração Interna.
O esclarecimento foi enviado na última hora à redação do Observador. A PJ explica que o inquérito já foi comunicado ao Ministério Público, procura apurar-se as circunstâncias da saída do atrelado das instalações da PJ no Seixal e em condições chegou até à empresa com sede em Barcelos. A PJ esclarece também que não foram encontrados estupefacientes no atrelado. Este atrelado tinha sido apreendido no âmbito de uma investigação da PJ relacionada com tráfico de droga, numa altura em que Luís Neves era diretor nacional da PJ.
As novas informações agora vindas a público são o pretexto para André Ventura pedir a demissão do ministro da Administração Interna.
Pedido verbalizado há pouco, numa declaração feita nos Passos Perdidos, na Assembleia da República, e acompanhada pelo jornalista Vasco Maldonado Correia. Vasco, André Ventura pede que a iniciativa parta do próprio Luís Neves.
André Ventura já tinha questionado se o ministro tinha ou não condições, não só pelas obras controversas na casa do ministro em Odemira, mas também pelas alegadas ameaças proferidas aqui no Parlamento contra o líder do Chega, mas só agora diz frontalmente que essas condições já não estão reunidas. André Ventura acredita que as polémicas já são demasiadas e que a mais recente é especialmente grave e que, por isso, é obrigatória uma decisão do primeiro-ministro, mas também do próprio Luís Neves.
Parece-nos, efetivamente, que face às suspeitas existentes no cenário público, sem explicação e sem sustentação, o senhor ministro da Administração Interna, em nome da sua própria autoridade política e da sua própria credibilização política, não deve continuar em funções.
Além do pedido de demissão, Ventura alerta que o país não pode ficar sem uma explicação cabal. Até admite que Luís Neves possa não ser culpado. Assume também que, em plena época de incêndios, não é ideal ficar sem ministro da Administração Interna, mas pior seria continuar com um governante sem autoridade.
Este é um contexto em que não ter ministro da Administração Interna é uma situação perturbante. Mas é igualmente perturbante e menorizadora ter um ministro da Administração Interna sem qualquer autoridade política para fazer o que quer que seja. E neste momento, face às circunstâncias que estão no espaço público, Luís Neves não tem nenhuma autoridade política. Até porque sempre que quis ou pretendeu dar explicações, foi pior do que antes de dar qualquer explicação.
Uma questão de autoridade política, é o que diz André Ventura, que olha para esta nova polêmica a envolver o ministro Luís Neves com estupefação, diz que as notícias que vieram ontem a público fazem lembrar um filme de intensidade dramática e criminosa.
Vasco Maldonado Correia, aqui com o registo destas declarações de André Ventura, que pede a demissão do ministro da Administração Interna, Luís Neves, na sequência dos novos casos vindos a público.
Tem a palavra o Júri Nacional de Exames. O ministro da Educação revela que os exames estão todos corrigidos.
E compete agora ao Júri Nacional, sublinha o ministro Fernando Alexandre, enviar a documentação às escolas para que as classificações possam, por fim, ser afixadas.
Para informar que o Júri Nacional de Exames tem todas as classificações prontas para distribuir às escolas. Por isso eu não antecipo razão nenhuma para que hoje não sejam publicadas todas as notas de todos os exames nacionais.
A bola está do lado do Júri Nacional. O jornalista do Observador, Martim Madeira, tem estado ao longo da manhã, final de manhã, início tarde, junto à escola Padre António Vieira, em Alvalade, Lisboa, no sentido de perceber se as classificações já foram ou não afixadas. Já aqui tiveste em duas ocasiões, Martim, das duas deste nos conta que as pautas não, ainda não tinham sido afixadas. Presumo que o mesmo cenário a esta hora.
Mantém-se. Tivemos aqui a sorte de apanhar a diretora do Agrupamento de Escolas de Alvalade, na pausa da reunião que estava a ter com todos os docentes, foi uma pausa para almoçar e Dina Paulino respondeu à pergunta de um milhão de euros sobre os exames. Diz que ainda não há nada em termos de notas.
Não, nada para já. Estamos a aguardar com muita ansiedade, expectativa. Não sabemos a que horas é que vamos sair daqui hoje, mas queremos sair daqui hoje já com tudo direitinho, com as pautas afixadas.
Uma esperança que até levou a que o período da secretaria fosse alargado até às 16h. Nestas declarações, também a diretora do Agrupamento de Escolas de Alvalade comenta ainda sobre a plataforma que foi usada pelo ministério para a correção destes exames. Diz que para os professores funcionou. O que faltou, na realidade, da parte do ministério, foi mesmo a comunicação.
Relativamente aos meus professores aqui, gostaram muito de trabalhar na plataforma. O problema, realmente, que eu vejo, que foi a nível nacional, foi a digitalização das provas e a comunicação. A comunicação feita principalmente com os diretores, que foi quase nenhuma. E a comunicação que eu fui sabendo foi através das redes sociais. Por isso é que lhe pergunto se vocês já sabem alguma coisa.
Uma pergunta que ninguém sabe bem a resposta ainda, não se sabe ainda as notas destes exames. Aqui as declarações de Dina Paulino, diretora do Agrupamento de Escolas de Alvalade, sobre a situação dos exames. Como dizia, por agora, não há informações sobre as notas, nem sobre quando vão ser afixadas as pautas.
Declarações desta diretora aqui trazidas à antena do Observador pelo jornalista Martinho Madeira, o repórter que ao longo desta manhã tem estado junto à escola Padre António Vieira. Queríamos agora perceber se de facto é o mesmo cenário no resto do país ou se porventura já haverá escolas que já conseguiram divulgar as pautas com as classificações. A pergunta que faço a Filinto Lima, é o presidente da associação que representa os diretores das escolas públicas. Boa tarde, bem-vindo, obrigado uma vez mais pela sua disponibilidade. E a pergunta é essa: já há escolas com pautas afixadas?
Não, não há. O cenário é esse que acabaram de descrever, ou seja, muitos professores nas escolas para começarem a trabalhar quando chegarem os ficheiros. Os ficheiros contêm as classificações dos nossos alunos. Nós depois produziremos as pautas. É um trabalho relativamente rápido, até fácil, e depois afixaremos as pautas nos locais de estilo. Agora, é preciso que esse instrumento, os ficheiros, cheguem às escolas. Até este momento, nenhuma escola tem. Eu penso que quando o Júri Nacional de Exames libertar os ficheiros, vai libertá-lo ao mesmo tempo para todas as escolas e não individualmente. Estamos todos ansiosos, estamos todos à espera.
A expectativa é que ainda durante o dia de hoje essa informação possa chegar aos estabelecimentos de ensino, a crer naquelas que foram as palavras do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Sim, essa é a expectativa, mas o dia de hoje termina às 24h, vai das 0h às 24h. Ou seja, essas plataformas e esse instrumento de trabalho, esses ficheiros, quando é que vão chegar às escolas? Às 17h, às 18h, às 22h?
Pois, imagino que os funcionários dos estabelecimentos de ensino não fiquem nos estabelecimentos, nas escolas.
Eu ia dizer mesmo isso. As escolas têm um limite de trabalho, as secretarias não trabalham até à meia-noite. Portanto, estamos ansiosamente à espera disso. Nós sem isso não conseguimos fazer a nossa parte. A nossa parte não é difícil de fazer, mas é preciso que nos enviem os ficheiros. Enquanto não enviarem, nós de facto estamos de pés e mãos atadas. Temos muitos professores do secretariado, dos serviços administrativos, funcionários à espera desse ficheiro, mas enquanto isso não chegar, nós nada podemos fazer.
O ministro sublinhou esta manhã que essa era uma responsabilidade agora do Júri Nacional de Exames, é o Júri Nacional de Exames que tem que enviar essa informação para os estabelecimentos de ensino. Alguma dificuldade neste trabalho que pese em cima dos ombros do Júri Nacional ou é só receber essa informação e reencaminhá-la para os estabelecimentos de ensino ou há necessidade de fazer algum tratamento da informação?
Nós não sabemos que tipo de trabalho é feito pelo Júri Nacional de Exames. Nós sabemos é que o ministro chutou a bola, peço desculpa esta linguagem, mas estamos na altura do Mundial, chutou a bola para o Júri Nacional de Exames. O que nós esperamos é que o Júri Nacional de Exames chute a bola para as escolas. Portanto, neste momento aquilo que percebemos pelas declarações do senhor ministro é que os ficheiros estão com o Júri Nacional de Exames, uma estrutura intermédia entre o ministro e as escolas. Nós aguardamos.
Agradeço-lhe. Filinto Lima, o presidente da associação que representa os diretores de agrupamentos e escolas públicas, aqui com esta informação de que os estabelecimentos de ensino ainda não receberam os ficheiros que hão de ser enviados durante o dia de hoje. Pelo menos é isso que afiança o ministro da Educação pelo Júri Nacional de Exames.
Vamos ainda a Alexandra Leitão, que passou pela Vixi Suave de hoje e defendeu a saída de Fernando Alexandre do cargo de ministro da Educação.
A antiga líder parlamentar do PS, que foi também secretária de Estado da Educação, defende que o problema com os exames nacionais está a afetar toda a estrutura do governo. Diz que o ministro deve sair, mas só depois de resolver o problema em mãos.
Isto é um problema que o governo criou com decisões políticas erradas e que, de certa forma, afeta até todo o governo, porque nós vimos o primeiro-ministro dizer que a culpa era da resistência dos professores e ouvimos o próprio ministro da Reforma do Estado dizer: "Bom, estas coisas para se avançar têm que se fazer por tentativa e erro." Acho que o senhor ministro da Educação tem primeiro que resolver este problema e depois tem que olhar para si, e o governo tem que olhar para tudo, e perceber se ele tem condições políticas para continuar. Já tive a oportunidade de dizer isto, que vou dizer a seguir e vou manter, eu tenho dúvidas que ele tenha condições para continuar.
É isso que diz Alexandra Leitão, foi a convidada desta semana da Vixi Suave, o programa da secção de política do Observador.
Vamos a outras notícias também em destaque a esta hora.
PSD, Chega, Iniciativa Liberal e CDS aprovaram em votação final global a lei das burcas, apesar dos votos contra da esquerda parlamentar. O projeto já tinha sido viabilizado na especialidade na última semana e tem por objetivo proibir a ocultação do rosto em espaços públicos. Depois da aprovação, os deputados do Chega assinalaram o momento de pé com uma prolongada salva de palmas. O Presidente da República reafirma o compromisso inabalável de Portugal com a CPLP. Foi a mensagem publicada por António José Seguro esta manhã no site da presidência, no dia em que se celebram os 30 anos desde a criação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Nelson, mais ou menos a esta hora temos estado aqui a acompanhar a participação de Nuno Borges, o tenista português mais bem colocado no ranking ATP num torneio que decorre na Suécia, ATP 250. Aqui demos conta nos últimos dias de que Nuno Borges ia passando eliminatórias após eliminatórias. A verdade é que-
Ficou pelos quartos de final. Não levou de vencida Luciano Darderi, também é um jogador italiano bem acima no ranking de Nuno Borges. É número 18 mundial e em dois sets despachou o português por 7-6 nos parciais de 11-9 e depois no segundo set por 6-4. Está assim fora de competição o português Nuno Borges neste Nordea Open.