Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Começa agora o Jornal das duas, edição do jornalista Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque, a Iniciativa Liberal quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento sobre a reentrada do Estado no capital da REN.
Diz a Iniciativa Liberal que pode estar em causa, com este negócio, sacrifício do dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida. E por causa disso, a Iniciativa Liberal entrega este requerimento para que se realize uma audição parlamentar a Joaquim Miranda Sarmento. Já foi entregue esse requerimento e pode ler-se que, de acordo com a Iniciativa Liberal, o efeito mais problemático da decisão do Estado de voltar a entrar no capital da empresa responsável pela rede elétrica é o anúncio de que esta decisão resulta de uma estratégia do governo para reduzir o preço da energia. Sobre isto, a Iniciativa Liberal refere que isso não acontece pela mera entrada do Estado no capital da REN. O partido acrescenta que, no momento do anúncio, Montenegro sustentou que esta operação iria fazer parte do Fundo Soberano Nacional e refere a Iniciativa Liberal que ainda não se conhecem os moldes ou a forma de gestão desse mesmo fundo e, portanto, a IL quer ouvir o ministro das Finanças no Parlamento.
E o primeiro-ministro falou hoje sobre este regresso do Estado português ao capital da REN. Luís Montenegro volta a dizer que será possível baixar o preço da energia.
Repetiu que o processo pode contribuir para diminuir o custo da eletricidade, mas explicou que isso não acontece de forma direta.
Ninguém diz que é a intervenção na REN diretamente que provoca uma alteração de preço, mas é uma das condições para nós podermos proteger o interesse estratégico de termos uma rede mais resiliente, de protegermos as nossas infraestruturas críticas, de fazermos fluir o sistema de maneira que ele possa ser otimizado e, sendo otimizado, possa refletir-se depois nas condições de acesso. É isso que nós pretendemos.
E Luís Montenegro garantiu que vai disponibilizar todos os elementos relativos à reentrada do Estado no capital da REN para escrutínio do país. Falou o primeiro-ministro numa visita à sede da Proteção Civil, em Oeiras.
E nesta visita à Proteção Civil, Luís Montenegro foi acompanhado pelo Ministro da Administração Interna e fez questão de deixar elogios a Luís Neves.
Pelo que diz ser um trabalho extraordinário na coordenação das forças. Luís Neves tem sido alvo de críticas, principalmente sobre o período em que era diretor nacional da PJ e hoje, ao lado de Luís Montenegro, ouviu elogios, sendo que Luís Montenegro defendeu a atuação tanto de Luís Neves como de todo o governo neste período de combate aos incêndios. Luís Montenegro diz mesmo que quem não repara no trabalho bem feito está desfasado da realidade.
O Sr. Ministro da Administração Interna tem feito a esse nível um trabalho absolutamente extraordinário. Nós temos uma forma de estar e uma forma de encarar este fenômeno com elevado sentido de responsabilidade e privilegiando sempre aquilo que é maximizarmos a nossa força de combate e de prevenção. E, portanto, isso muitas vezes pode não ser tão notado por aqueles que, esses sim, talvez estejam um bocadinho mais desfasados do contexto da realidade do país.
Posição do primeiro-ministro, que sobre o período de combate aos fogos, destaca a diminuição da área ardida em comparação com o mesmo período do ano passado, mas avisa que as próximas semanas ainda vão ser complicadas.
E fazemos agora um ponto de situação do combate aos fogos. Há, a esta hora, três grandes incêndios a preocupar as autoridades.
Sendo que no Grande Porto, em Santo Tirso, continua ativo o fogo que começou ao final da tarde de ontem em Rebordões. O comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, Vítor Pinto, dá conta de um grande perímetro de incêndio e uma falsa sensação de acalmia no terreno, marcada por várias reativações.
Mais ou menos 900 hectares de área, o que dá um perímetro muito extenso. E isto provoca muito desgaste dos meios e muitas reativações. Vivemos já desde o período da manhã, não temos uma frente de incêndio severa, mas temos pequenos pontos que vão reativando. Vivemos aqui numa falsa acalmia. Parece que o incêndio está muito dominado, mas não, porque a cada momento temos uma reativação. Não podemos descurar, estamos a consolidar para que durante o dia de hoje conseguiremos garantir aqui a consolidação.
Declarações de Vítor Pinto à RTP Notícias, comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses. No terreno, neste incêndio, estão mais de duas centenas de operacionais, apoiados por cerca de 70 meios terrestres. O fogo da Torre de Moncorvo continua a mobilizar o maior dispositivo de combate a incêndios nesta altura. São quase 420 operacionais, apoiados por 135 veículos e cinco meios aéreos. Começou no sábado este fogo, alastrou-se para Carrazeda de Ansiães no domingo, já no districtozinho de Bragança. À Agência Lusa, o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Norte, Luís Araújo, dá conta de três frentes ativas.
Neste momento mantemos três frentes ativas, duas no Conselho de Carrazeda e uma no Conselho de Moncorvo. Todas elas, neste momento, têm meios ou já a trabalho ou em progressão, apoiados também com descargas de meios aéreos. Estamos a planear também estratégia de reforço dos meios aéreos nos sítios que de momento ainda não é possível lá colocar meios aéreos por razões de segurança. Os meios estão a ser posicionados, são os necessários para a missão que temos neste momento.
A Proteção Civil alerta para uma subida das temperaturas durante a tarde, acompanhada de um aumento do vento, e isso pode provocar reativações.
E descemos agora no mapa até a Arouca, onde há aldeias no caminho das chamas.
Quatro aldeias. O comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca garante que não estão nesta altura em risco.
Propriamente ameaçada, não. Temos quatro aldeias, essencialmente na linha de fogo, nomeadamente Rio de Frades, Bouça Gedim, aldeia do Cando e aldeia de Pedrógão. São estas as quatro que estão mais próximas da linha de incêndio, embora ainda com alguma distância e todas já com meios em prevenção para qualquer ocorrência Para a proximidade do incêndio poderem rapidamente atuar na defesa das pessoas e dos seus bens nessas aldeias.
Sérgio Azevedo, dos Bombeiros de Arouca, em declarações à RTP, conta este combate às chamas com sete meios aéreos.
Situação mais calma, Miguel, em Ponte de Lima. Estão em resolução os dois incêndios que atingiram este concelho do distrito de Viana do Castelo.
Em Couto, em Refóis do Lima, foi o primeiro a ser dominado e depois em Fafe e Senhora da Rocha, um fogo que estava ativo desde sábado entrou também em resolução. Situação mais calma em Ponte de Lima.
E arranca hoje o julgamento que opõe 29 estados norte-americanos à Meta, a empresa-mãe do Facebook e do Instagram. A empresa de Mark Zuckerberg é acusada de saber que estava a criar funcionalidades viciantes para crianças e ainda assim continuar a produzi-las.
Falamos de mais de metade dos estados norte-americanos envolvidos nesta acusação. O processo foi inicialmente apresentado em outubro de 2023. O julgamento arranca hoje no Tribunal Federal da Califórnia do Norte, com os estados do Colorado, Kentucky, Nova Jersey e Califórnia na linha da frente desta acusação, que tem 29 estados norte-americanos. Querem provar que a Meta, esta empresa que controla o Facebook e o Instagram, sabia que determinadas características do Instagram e do Facebook podiam prejudicar os jovens, mas que as manteve para aumentar o tempo de utilização e, com isso, aumentar também os lucros. Nos Estados Unidos da América, está a ser descrito este processo como um caso sem precedentes na área da proteção do consumidor e que se pode tornar na maior batalha judicial sobre os impactos prejudiciais das redes sociais. O jornalista Ricardo Lopes explica-nos este caso.
São 233 páginas de acusação. Um dos procuradores-gerais envolvidos descreve-o como o maior processo de proteção do consumidor da história dos Estados Unidos. Os 29 estados acusam a Meta de ter concebido e aperfeiçoado funcionalidades capazes de prender a atenção das crianças durante muito tempo. Falamos de scroll infinito, notificações constantes, gostos, algoritmos de recomendação ou até filtros que permitem alterar a própria imagem. A acusação diz que a empresa conhecia os riscos associados, mas que se recusou a abandonar estas funcionalidades de modo a maximizar os ganhos financeiros. De acordo com o jornal britânico The Guardian, se a empresa perder o processo, as sanções podem atingir os 200 mil milhões de dólares. Um valor semelhante às receitas da Meta durante todo o ano passado. Contas que Mark Zuckerberg contesta, diz que este valor é manifestamente desproporcional, acusa os estados de não estarem verdadeiramente preocupados com os jovens utilizadores. A Meta rejeita totalmente as acusações, diz que está a ser responsabilizada por problemas de toda a indústria. As sanções podem ir além do dinheiro. Os estados querem que a Meta seja também obrigada a alterar o funcionamento das plataformas para torná-las mais seguras para as crianças. Começam hoje as alegações iniciais e a apresentação do caso, um julgamento que deve prolongar-se durante seis a oito semanas e por onde deverão passar alguns dos principais rostos da empresa. Mark Zuckerberg, o presidente-executivo da Meta, e Adam Mosseri, responsável máximo pelo Instagram, estão entre as testemunhas. Os dois deverão depor em tribunal, embora ainda não sejam conhecidas as datas dos depoimentos.
Arranca hoje o julgamento que opõe em tribunal a Meta e 29 estados norte-americanos.
E é assim que fechamos o Jornal das 14h, edição do jornalista Miguel Cordais.