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Começa agora. O ministro da Educação indica que o ingresso de mais estudantes no ensino superior não se deve ao aumento de provas reapreciadas no 12° ano.
Garantia de Fernando Alexandre, que faz um balanço positivo dos números divulgados na primeira fase de candidaturas ao ensino superior. Diz o ministro da Educação que a porcentagem de alunos com melhores notas depois das reapreciações não foi muito diferente aos anos anteriores e, por isso, a subida de estudantes a ingressar no ensino superior não se deve aos problemas na correção dos exames.
Nas reapreciações, aquilo que aconteceu, embora fossem mais do que no ano anterior, três vezes mais do que no ano anterior, a taxa dos alunos que subiram a sua classificação foi próxima daquilo que acontecia. Foi um bocadinho mais alta, foi de 76%, se não me engano, e costumava ser de 70%. Mas é preciso dizer, com este sistema de avaliação que agora temos, acontece algo que não acontecia anteriormente. É que agora nós tivemos alunos que tiveram 9,4, por exemplo, enquanto que nos anos anteriores essa nota não costumava existir.
Os estudantes continuam a identificar a habitação como o maior problema no acesso ao ensino superior. O ministro da Educação garante que neste ano letivo, que vai começar, há um aumento do número de camas nas residências e maiores apoios à renda.
Quando nós temos uma duplicação do número de camas nas residências e temos, ao mesmo tempo, um apoio à deslocação que corresponde ao custo estimado de alojamento, nós estamos a dar as condições aos estudantes deslocados. E, de facto, o alojamento é o custo mais restritivo neste momento para o acesso ao ensino superior. Nós estamos a criar as condições para que ninguém deixe de frequentar o ensino superior por razões econômicas.
Fernando Alexandre reitera que o anúncio das colocações de primeira fase representam o fim de um período exigente para a comunidade escolar.
O PS diz que o estudo encomendado pelo governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social serviu apenas para criar medo às pessoas.
André Móscaldas diz que o Executivo está a criar o pânico, particularmente nas gerações mais novas, e acusa os autores do relatório de construírem uma narrativa a favor dos sistemas privados de segurança social.
Colocar medo às pessoas é aquilo que o governo fez ao encomendar um relatório precisamente a quem sabia que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de segurança social e contra a segurança social pública. Isso é que é criar medo. O que o governo fez na semana passada gera o pânico das pessoas relativamente à possibilidade de manterem as pensões que estão a pagamento e, muito em particular, nas gerações mais jovens, da possibilidade de construírem uma pensão que lhes permita ter uma vida digna nas fases mais adiantadas da sua vida. Isso sim, é meter medo.
André Móscaldas, aqui um registro da Agência Lusa. O governo já garantiu que não vai fazer nenhuma reforma estrutural na Segurança Social nesta legislatura. Nesse sentido, o PS quer saber então por que motivo é que o governo encomendou este estudo.
O Partido Socialista quer a garantia do governo de que não o fará e quer, acima de tudo, que o governo explique por que razão então é que encomendou e divulgou um estudo, se não tinha nenhuma intenção nesta legislatura de tomar medidas na Segurança Social, porque isso, constatarão, é de facto causa de perplexidade.
André Móscaldas sublinha a necessidade de ouvir esclarecimentos diretamente da ministra do Trabalho. Nesse sentido, o PS anunciou que pretende ouvir Maria do Rosário Palma Ramalho no Parlamento.
A Ordem dos Médicos está preocupada com a situação do INEM e pede que seja feita uma reforma estrutural centrada nos doentes.
Em causa os resultados do relatório de atividade do Instituto Nacional de Emergência Médica. Segundo esse relatório, mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados no ano passado, ano em que a taxa de paragem das ambulâncias de emergência médica melhorou, mas ainda assim ficou acima dos 38%. Em comunicado, a Ordem dos Médicos sublinha que o país precisa de um INEM forte, moderno e resiliente, que seja capaz de responder às necessidades das pessoas. Por isso, a Ordem dos Médicos defende medidas focadas na resposta às pessoas, afastando-se das questões relacionadas com o funcionamento do instituto.
Os bombeiros que ficaram feridos no incêndio de Arouca na semana passada continuam internados, mas estão a melhorar.
Informação avançada pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca, em declarações à Agência Lusa. Sérgio Azevedo dá conta de que um desses bombeiros já teve alta e está a recuperar em casa. Quanto aos outros três, um foi submetido a uma cirurgia que correu bem. Os outros estão ainda internados, acompanhados pela equipa médica do Hospital de Arouca. Em causa está um despiste de um carro de combate a incêndios, que é que deixou quatro operacionais feridos na passada quarta-feira em Arouca, que obrigou a esta atenção especial aos bombeiros. Um deles, o caso mais grave, foi mesmo submetido a uma cirurgia que teve de ser acompanhada com mais cuidados médicos.
O julgamento dos dois agentes da PSP de Olhão, acusados de homicídio de um imigrante, começa em setembro.
Fonte próxima da PSP adianta à Agência Lusa que a primeira sessão está marcada para a manhã do dia 8 de setembro. Deverá decorrer durante todo o dia. Em causa está o julgamento de dois agentes da PSP de Olhão. Foram acusados em julho de 2025 pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de um homem marroquino depois de ter estado internado na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias. O caso aconteceu em 2024, quando o carro-patrulha onde se encontravam os arguidos recebeu uma ocorrência de desacatos num supermercado em Olhão. Um dos intervenientes, que não se conseguiu defender por estar algemado, morreu por contusão encefálica como resultado das agressões. O Ministério Público considerou que os agentes agiram de forma livre e consciente, mesmo sabendo que as condutas eram proibidas. Disse também o Ministério Público que houve abuso de autoridade que levou à morte da vítima.
Volodymyr Zelensky afirma que nenhuma pacificação da guerra deve pôr em causa a independência da Ucrânia.
A Ucrânia está a celebrar hoje 35 anos de independência. A celebração acontece em contexto de guerra, numa altura em que os ataques russos à Ucrânia se têm intensificado. A cerimônia aconteceu esta manhã e contou com discursos do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mas também do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O chefe de Estado ucraniano manifesta ainda a esperança de encontrar uma paz digna para o país e agradece o apoio da comunidade internacional ao longo do conflito.
Existe sempre o risco de tentar pacificar esta guerra à custa da nossa independência e da vida do nosso povo. Não enfrentamos este risco sozinhos, não fortalecemos o nosso povo sozinhos e acreditamos que conseguiremos, sem dúvida, alcançar uma paz digna para o nosso país, juntamente com os nossos amigos e os nossos parceiros. A nenhuma nação bastariam apenas as próprias armas numa guerra como esta, nenhuma nação conseguiria fazer face a ataques tão violentos sem a ajuda da comunidade internacional.
As palavras de Volodymyr Zelensky nas celebrações dos 35 anos da independência da Ucrânia. António Costa também discursou. O presidente do Conselho Europeu diz que a União Europeia vai intensificar a pressão sobre Moscovo e que a Rússia está a esgotar todos os recursos que tem para manter este conflito.
A Rússia não vai prevalecer. Após mais de quatro anos de guerra em grande escala, a Rússia não alcançou os objetivos. Este verão, mais do que nunca, podemos ver que a guerra está a esgotar os recursos da Rússia. As nossas sanções, sem precedentes, também estão a ter impacto e iremos intensificar a pressão até que a Rússia ponha fim à matança e demonstre um compromisso genuíno com a paz.
António Costa, em Kiev. Já o primeiro-ministro britânico assegura que a Ucrânia vai continuar a contar com o apoio do Reino Unido e diz que o regime de Putin está a perder a guerra.
José, que outras notícias estão a marcar a atualidade?
Luís Neves foi recebido pelo Papa Leão XIV, no Vaticano, no âmbito da comitiva portuguesa liderada pelo Bispo das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Nuno Melo, delegou a presença na comitiva a um dos secretários de Estado. Na mensagem transmitida, o Papa Leão XIV lembrou os dois militares portugueses que morreram na sexta-feira, na zona da A1, na Mealhada, após um acidente quando estavam a assistir um camionista. Os Estados Unidos cancelaram o exercício conjunto com a Coreia do Sul, previsto para setembro. Segundo o exército sul-coreano, este cancelamento deve-se a restrições de disponibilidade das Forças Armadas norte-americanas devido à guerra com o Irão. O Pentágono, a sede da Defesa dos Estados Unidos, não respondeu aos contatos da AFP sobre este tema. O anúncio do cancelamento surge uma semana depois do presidente norte-americano, Donald Trump, ter reduzido a duração dos exercícios militares anuais realizados com Seul para contrariar as ameaças da Coreia do Norte. O ChatGPT começa a integrar publicidade a partir de hoje. A confirmação é da empresa de inteligência artificial OpenAI, criadora do ChatGPT, diz que esta novidade chega a 31 mercados europeus para quem utiliza a plataforma gratuitamente. A publicidade integrada consiste em anúncios por baixo das respostas do ChatGPT, devidamente identificados como conteúdo patrocinado. A OpenAI garante que estes anúncios não interferem com as respostas da plataforma de inteligência artificial.