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São agora dois os feridos graves nesse caso de um atropelamento na última madrugada, na rua da Horta, em Albufeira.

Dois feridos graves que vão ficar internados no hospital de Portimão. São duas das 12 pessoas que ficaram feridas esta madrugada depois de um atropelamento. O Ministério da Administração Interna adianta que as vítimas são jovens entre os 18 e os 22 anos. O suspeito do atropelamento, um homem de 35 anos, acusou uma taxa de álcool no sangue considerada crime quando foi detido durante a madrugada. Ultrapassou barreiras de segurança e investiu numa zona movimentada, deixando esses 12 feridos. A GNR esclareceu ao Observador que o condutor tinha uma carta de condução válida, ao contrário do que tinha sido avançado pelo autarca de Albufeira, Rui Cristina. O suspeito, num primeiro momento, mostrou uma carta provisória inglesa que não o permite conduzir em Portugal. No entanto, na revista ao carro, foi encontrada uma segunda carta, uma carta de condução angolana, que é válida em Portugal.

Ainda sobre este incidente, a GNR de Albufeira não vê necessidade de reforçar o patrulhamento nesta zona de diversão noturna da cidade.

Sublinha a Guarda Nacional Republicana que já existe esse reforço no verão e considera que este atropelamento, que aconteceu na rua da Hora, é um ato isolado, que só aconteceu porque o condutor ignorou as normas. É o que explica o major Pedro Pereira, da GNR de Albufeira.

O nosso patrulhamento irá se desenvolver da mesma forma. Estamos a falar de um ato isolado, de uma desobediência total a toda a sinalização vertical que existe e às barreiras físicas. Estamos a falar de uma situação isolada, de um condutor embriagado e que ignorou todas as medidas e sinalizações existentes.

Ele não deu nenhuma justificação para o acontecido, porque que?

Não. Pedia desculpa, não fez mais que isso.

Pedro Pereira revelou ainda que o condutor não é residente em Albufeira, está de férias na região e era o único ocupante da viatura. O major diz que as imagens de videovigilância já estão a ser analisadas e destaca o aparato policial que existe nesta zona durante esta época de verão, onde há muitos turistas e também muitos portugueses de férias.

A Guarda Nacional Republicana, no âmbito da Operação Verão Seguro, reforça consideravelmente estas zonas de grande afluência de turismo. No caso concreto de Albufeira, nós estamos reforçados por dois pelotões da Unidade de Intervenção, Forças de Intervenção, que estão na ordem dos 50 militares que estão adstritos às zonas de diversão noturna.

As palavras de Pedro Pereira, da GNR de Albufeira. Este homem de 35 anos acusou uma taxa-crime de álcool quando foi detido. Está agora à guarda das autoridades. Atropelou várias pessoas, 12 pessoas ficaram feridas, duas em estado grave. Apesar do que aconteceu, o autarca de Albufeira, Rui Cristina, diz na Rádio Observador que não se tratou de um problema de segurança.

Tínhamos lá o aparato policial, tínhamos a fluência.

Quase 60 operacionais, que foi transmitido.

Exatamente. Ou seja, nós tínhamos lá um aparato policial enorme. A Câmara Municipal implementou o programa Noite Segura, onde assegura equipes da Cruz Vermelha, bombeiros e a forte presença da GNR. E mesmo assim aconteceu isto.

Pelo que me está a dizer, não considera que houve aqui alguma falha de segurança, e sim uma violação clara.

Não, nem pensar.

As palavras de Rui Cristina na Rádio Observador, o presidente da Câmara de Albufeira, a destacar que não houve um problema de segurança na rua da Hora.

O presidente da Câmara de Lisboa quer mais polícia na baixa da cidade. Diz Carlos Moedas que é uma forma de aumentar a segurança na capital.

Para o autarca, esse é o caminho a seguir e lembra o governo que ainda há promessas por cumprir. Carlos Moedas discursou no Dia Municipal do Bombeiro, no mesmo dia em que se assinalam 38 anos desde o grande incêndio do Chiado. No final da cerimônia, voltou a abordar o tema da segurança na capital. Carlos Moedas chuta a responsabilidade para o governo e reforça que os focos de insegurança que se sentem na capital só podem ser combatidos se estiverem mais agentes na rua.

Segurança. Nós temos que atacar esses focos de insegurança. E só há uma maneira: mais polícia. Sem mais polícia, não se resolve. E eu digo isso há vários anos. Este governo prometeu 200 polícias de segurança pública a mais em Lisboa, ainda não temos nenhum. Prometeu 100 polícias municipais, também ainda não temos nenhum. Temos aqui uma promessa. Esperamos que ela seja cumprida. Eu tenho a certeza. Estou à espera há meses. Já falei com o senhor ministro da Administração Interna, disse-me que ia avançar, mas continuamos aqui à espera.

O autarca de Lisboa lembrou ainda o recente caso da turista baleada em Lisboa para deixar novamente críticas à Justiça. Diz Carlos Moedas que não compreende como é que o autor de um disparo continua em liberdade.

José Luís Carneiro diz que Hugo Soares foi leviano depois de o ter comparado a André Ventura.

Hugo Soares disse também que o líder do PS não está pronto para governar em Chaves. José Luís Carneiro respondeu para dar conta desse pingue-pongue retórico onde não quer participar. Diz o secretário-geral do PS que as palavras de Hugo Soares são de alguém sem experiência no governo.

São declarações levianas de quem se vê que nunca teve experiência executiva. Quem se entretém nesse tipo de pingue-pongue verdadeiramente não sabe daquilo que o país precisa. Eu tenho pena que o governo que foi escolhido pelos portugueses esteja deslocado daquilo que são as preocupações das pessoas. Eu respondo sempre ao Luís Montenegro, que é o meu interlocutor principal, é ele que eu verdadeiramente disputarei a função quando chegarem as eleições.

Palavras de José Luís Carneiro, aqui um registro da RTP Notícias, na reação às palavras de Hugo Soares, que comparou José Luís Carneiro a André Ventura.

Ora, também essa comparação foi comentada nesta mesma visita pelo eurodeputado Francisco Assis, que diz que é uma comparação impossível.

Em Chaves, o socialista critica o discurso de Hugo Soares na abertura da Universidade de Verão do PSD. Francisco Assis diz que as acusações de Hugo Soares, que comparou o PS ao Chega, são inadmissíveis.

É um ataque violentíssimo ao secretário-geral do Partido Socialista, acusando Do populismo e, sobretudo, procurando fazer a identificação impossível entre ele e o líder do Chega, acusando-os de serem populistas. Isto é absolutamente incompreensível, é inadmissível. Há uma diferença profunda entre o PS e o Chega na vida política nacional, e que o PS tem sabido assumir com toda a clareza. O PS faz oposição ao Governo. O Chega faz oposição ao regime.

O eurodeputado socialista Francisco Assis, em declarações esta manhã em Chaves, aqui um registo da Agência Lusa, no âmbito da rota que José Luís Carneiro está a fazer, dedicada à valorização do interior.

Em Espanha, a ministra da Defesa pediu hoje desculpas ao povo de Ceuta e defende uma política migratória coordenada com a União Europeia.

Margarita Robles é a primeira de sete ministros do Executivo de Pedro Sánchez que vai comparecer perante o Congresso Espanhol para esclarecer os fatos relativos à entrada de mais de 70 mil imigrantes ilegais em Ceuta. A ministra da Defesa de Espanha reitera que qualquer ataque à cidade espanhola é um ataque a todo o país e acrescenta que a soberania e a integridade territorial de Espanha são intocáveis.

"Qualquer agressão ou tentativa de agressão a Ceuta ou Melilha são agressões à Espanha inteira, porque a nossa soberania e integridade territorial são intocáveis. Insisto as vezes que forem necessárias. Ceuta e Melilha são Espanha e que ninguém o esqueça, nem o ponha em dúvida."

A ministra da Defesa reforça ainda que a passagem de quase 80 mil migrantes para Ceuta foi, entre outros fatores, provocada por uma interpretação conveniente da decisão do Supremo Tribunal Espanhol sobre a proibição de retorno, caso a travessia da fronteira fosse feita a nado.

Há evidências claras nesses dias e nessa primeira fase de um efeito chamado a favorecido por uma interpretação interessada da sentença do Tribunal Supremo e por mensagens nas redes sociais que transmitiam uma suposta diminuição de efetivos policiais no lado marroquino, como consequência da celebração da Festa do Trono.

Margarita Robles pede ainda que a União Europeia avance com uma política migratória abrangente e coordenada, que consiga juntar uma gestão de fronteiras eficaz e firme com a proteção dos direitos fundamentais.

Temos ainda outras notícias em destaque a esta hora.

A rentrée da Iniciativa Liberal está marcada para este sábado, em Coimbra. Informação avançada esta manhã em comunicado. A presidente da IL, Mariana Leitão, vai anunciar na rentrée as prioridades para o novo ano parlamentar. O mote é "Tem iniciativa". No comunicado enviado às redações, o partido diz que o governo da AD se tornou numa desilusão, sem vontade de mudar Portugal. As secretas alemãs estão a apostar no recrutamento de gamers para combater ciberataques russos. Foi criado um videojogoo para identificar talentos na Gamescom 2026, em Colônia. Os melhores jogadores estão a ser convidados para testes de cibersegurança e podem mesmo ser contratados pelas secretas alemãs. O Irão e o Paquistão anunciaram progressos na mediação para um acordo com os Estados Unidos. O porta-voz adjunto da presidência iraniana diz que a visita da delegação paquistanesa ao Irão resultou em conquistas diplomáticas de grande valor, que devem ser divulgadas em breve. Do lado paquistanês, o ministro do Interior classificou a reunião como muito positiva e diz que foram alcançados avanços significativos.