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Em Lisboa. Jornal das três, com o Miguel Vilar. Miguel, o antigo presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, compreende a decisão do PSD de não apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta das presidenciais.
Sublinha Ribeiro e Castro que um eventual apoio pode ter consequências sob o ponto de vista da governação. Realça também que uma indicação de voto a favor de André Ventura, por exemplo, significaria o quebrar de uma promessa feita por Luís Montenegro.
Eu creio que o PSD não há de dar um sentido de voto no sentido de Ventura, isso seria incompreensível, seria uma grande revolução, seria o fim definitivo do "não é não". E também creio que se compreende que não endosse o seu voto a António José Seguro. Portanto, eu creio que nesta altura é a posição compreensível, que mantém a independência do Governo.
É o entendimento do antigo presidente dos centristas Ribeiro e Castro, que esteve há instantes à conversa com a jornalista do Observador, Beatriz Félix.
Já o secretário-geral do PS não compreende como é que o PSD não declara apoio a António José Seguro.
A decisão dos social-democratas foi revelada e explicada ontem à noite pelo presidente do partido. Luís Montenegro sublinha que, como na segunda volta não está representado o espaço político do PSD, personificado na candidatura de Luís Marques Mendes, o partido não vai dar qualquer indicação de voto. Ora, o líder dos socialistas, José Luís Carneiro, não compreende.
Sobre as declarações do doutor Luís Montenegro, eu diria que entre a democracia e aqueles que atentam contra a democracia, não pode haver neutralidade política. Do meu ponto de vista, ele deve ter uma posição mais clara sobre se está do lado dos valores constitucionais e do lado dos valores democráticos, ou se está do lado daqueles que atentam contra os valores constitucionais e contra os valores democráticos.
A reação de José Luís Carneiro à neutralidade assumida pelo PSD na segunda volta das presidenciais.
Cristina Rodrigues, do Chega, não espera qualquer apoio dos partidos de direita a André Ventura.
Não que seja um problema para a dirigente e deputada do Chega.
Acho que os restantes partidos à direita não vão dar esse apoio de forma expressa, mas também, para ser sincera, acho que ele é desnecessário. Aquilo que André Ventura precisa é mesmo do apoio dos portugueses, e isso nós temos a certeza que ele tem, e tem cada vez mais, essa confiança.
Cristina Rodrigues, convidada do Explicador da Rádio Observador, já a perspetivar a segunda volta da corrida a Belém.
Na eleição de ontem, António José Seguro venceu em 17 dos 18 distritos de Portugal continental. André Ventura conquistou todos os concelhos do arquipélago da Madeira.
E em terceiro lugar ficou João Cotrim Figueiredo, com 16% dos votos, seguido por Henrique Gouveia e Melo e Marques Mendes. O vencedor, António José Seguro, com 31,1% dos votos, procurou no discurso de vitória definir a linha de fronteira que o separa de André Ventura.
Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro. Convido todos os democratas, todos os progressistas e todos os humanistas a juntarem-se a nós para, unidos, derrotarmos o extremismo e derrotarmos quem semeia ódio e divisão entre os portugueses.
Já André Ventura diz que a segunda volta das presidenciais vai obrigar os partidos de direita e centro-direita a fazerem escolhas.
Nós só perderemos estas eleições por egoísmo do PSD, da Iniciativa Liberal ou de outros partidos que se dizem de direita, mas que agora têm que escolher entre um socialista e quem quer verdadeiramente fazer reformas no país. Agora é que nós vamos ver a fibra de que são feitos.
É hora de escolher o caminho que os partidos de direita e centro-direita querem trilhar. Uma das declarações feitas por André Ventura ontem, depois de saber que o candidato apoiado pelo Chega vai estar na segunda volta das presidenciais.
A ministra da Saúde reitera que não vai pedir para sair do Governo e rejeita que haja uma dificuldade de resposta generalizada no Serviço Nacional de Saúde.
Foi isso que disse Ana Paula Martins no final de uma visita ao bloco de partos do Hospital de Viana do Castelo, esta segunda-feira. Recusa as dificuldades, mas rejeita deitar a toalha ao chão.
Se eu alguma vez desistisse, não é uma palavra que faça parte do meu vocabulário, mas se eu alguma vez desistisse, eu estaria a desonrar a confiança que os profissionais de saúde têm naquilo que é o próprio Serviço Nacional de Saúde e a sua coordenação, desde o nível ministerial, passando pelos níveis intermédios. Nós não desistimos perante as dificuldades, porque os profissionais de saúde também não desistem perante as dificuldades.
Ana Paula Martins rejeita ainda que haja uma dificuldade de resposta generalizada por parte do Serviço Nacional de Saúde. Diz que o exemplo de três hospitais não pode ser generalizado.
Foi uma pequenina tempestade perfeita, é isso?
Não. Estes três hospitais foram aqueles que tiveram mais dificuldade de resposta. E nós já assumimos isto, sobretudo o Hospital Amadora-Sintra, é verdade, porque está a viver, desde há alguns anos e agora, enfim, nos últimos anos com maior intensidade, está a viver momentos muito difíceis.
Há problemas, sim, diz Ana Paula Martins, desde logo no Hospital Fernando Fonseca, o Hospital Amadora-Sintra, mas as dificuldades de resposta nesta unidade de saúde não devem ser generalizadas. Ana Paula Martins rejeita uma situação de caos.
Não vai ser fácil. O ministro das Finanças afirma que há muitos obstáculos à eleição de Mário Centeno para a vice-presidência do Banco Central Europeu.
Declaração de Joaquim Miranda Sarmento à entrada para a reunião do Eurogrupo e em cima da mesa vai estar precisamente, entre outros temas, a escolha do novo vice-presidente do BCE. Mário Centeno, antigo ministro das Finanças e governador do Banco de Portugal, é um dos candidatos ao lugar. Miranda Sarmento diz que não vai ser fácil.
É uma eleição difícil, porque quem está de saída do lugar de vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, é um espanhol. Antes foi um português, antes foi um grego e há naturalmente equilíbrios regionais com os países do Leste, com os países do Báltico, que é necessário olhar. Nós apresentámos a candidatura do doutor Mário Centeno após a manifestação de disponibilidade que ele tem, porque nós apoiamos sempre portugueses quando eles têm a possibilidade de concorrer a um cargo internacional ou europeu.
Joaquim Miranda Sarmento, à entrada para esta reunião do Eurogrupo. Miranda Sarmento defendeu também que Portugal deve dar uma resposta unida e bastante forte às ameaças de Donald Trump de aplicar tarifas aos países que se oponham à anexação por parte dos Estados Unidos da Gronelândia. Uma posição mais contundente que aquela que foi assumida este fim de semana pelo chefe da diplomacia portuguesa. Paulo Rangel limitou-se a dizer que Portugal, concertado com os parceiros, está a acompanhar o evoluir da situação.
O primeiro-ministro espanhol decretou três dias de luto em Espanha depois do descarrilamento de dois comboios.
Um acidente que provocou 39 mortos, mais de 150 feridos. Pedro Sánchez esteve há pouco no local da tragédia para dizer que é um dia de dor para toda a Espanha. Diz também que a investigação em curso vai permitir determinar o que esteve na origem do acidente.
É verdade que a sociedade espanhola, como todas as outras, se pergunta o que aconteceu, como aconteceu, como foi possível que esta tragédia ocorresse. E estou convencido de que o tempo e o trabalho dos técnicos nos darão a resposta. E essa é uma das ideias que também gostaria de transmitir aos cidadãos espanhóis, que vamos descobrir a verdade, que vamos saber a resposta.
A declaração há pouco do presidente do governo espanhol. Ainda não se conhecem as razões que estiveram por detrás deste acidente, que envolveu duas composições de alta velocidade. Foi em Córdoba. Como disse, o acidente provocou 39 mortos e há mais de 150 feridos. O Ministério Português dos Negócios Estrangeiros já deu conta esta segunda-feira que não há indicação de vítimas portuguesas.
Vamos às notícias de âmbito local.
E começamos por Porto de Mós. Dois carros incendiaram-se na garagem da empresa Cirplaste. O incêndio aconteceu esta manhã. Um bombeiro ficou com ferimentos leves no decurso do combate às chamas. Estiveram no local perto de 50 operacionais. A Biblioteca Municipal do Seixal vai receber duas sessões que junta leitura com práticas artísticas, uma a 7 de fevereiro, outra a 14 de março. A iniciativa designa-se Laboratória, Laboratório + História, é dirigida a crianças dos seis aos 12 anos. A participação é gratuita. Um motorista de TVDE foi detido por tentativa de violação em Lisboa. Os factos remontam a setembro do ano passado, mas o caso só foi conhecido esta segunda-feira. O suspeito vai ser sujeito a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação. O Comando Territorial de Santarém da Guarda Nacional Republicana detectou 137 veículos sem inspeção no distrito na última semana. Foi, de resto, a infração mais detetada durante este período. No Porto, o Batalha Centro de Cinema apresenta o ciclo "Rir Para Não Chorar: Mulheres de Humor no Cinema". Trata-se da exibição de um conjunto de obras de realizadoras e artistas que transformaram a adversidade num impulso criativo. Começa na próxima quinta-feira. A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro vai realizar uma auditoria interna à Unidade Local de Saúde de Cuidados Personalizados de Estarrejas, porque um grupo de utentes apresentou uma petição onde alerta para dificuldades no acesso a médico de família e marcação de consultas. A informação foi revelada pelo presidente da autarquia.