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O Observador. Jornal das três, com edição do Miguel Videira. Miguel, a UEFA acaba de confirmar o jogo de suspensão de Prestianni, mas já lá vamos. Começamos com o plenário na Assembleia da República, que arranca a esta hora. Vão ser discutidos e votados apoios às regiões afetadas pelo mau tempo.
Numa sessão requerida pelo Bloco de Esquerda, há várias propostas em cima da mesa, por exemplo, de natureza fiscal. Há também um tema que promete dividir a oposição e os partidos que suportam o governo. O tema, Miguel Viterbo Dias, aqui em direto do Parlamento, do lay-off, o apoio do Estado para o pagamento de salários, trabalhadores de empresas que tiveram de parar de laborar por causa dos estragos provocados pelas tempestades.
Sim, é uma tentativa do Parlamento em dar volta ao recuo do governo nesta matéria. O governo, inicialmente, num primeiro plano, na resposta às tempestades, anunciou um lay-off pago na integralidade, salários pagos na integralidade. Depois, o decreto-lei que saiu, que foi publicado em Diário da República, previa apenas o pagamento de dois terços. A esquerda chamou o diploma à Assembleia da República, vai ser discutido esta tarde e, caso seja votado, porque há sempre a possibilidade de descer à especialidade sem votação, caso seja votado, deverá mesmo ser aprovado contra a vontade do Executivo, porque André Ventura, do Chega, já se comprometeu em viabilizar esta iniciativa e, portanto, pagar integralmente o salário dos trabalhadores das zonas afetadas pelas tempestades. Essa é uma das muitas propostas. A grande maioria são do Bloco de Esquerda, foi o partido que pediu o debate para esta tarde, mas há também outras, por exemplo, dos Juntos pelo Povo, como o fundo de catástrofes, que hoje Filipe Sousa já anunciou que o governo concorda e que pode também vir a ser aprovada esta integração de um fundo de catástrofes no Orçamento do Estado. Nesta sessão, ainda a curiosidade para ver também as posições dos principais líderes políticos, porque enquanto está a decorrer o debate, há também reuniões no Palacete de São Bento, aqui bem perto do Palácio de São Bento, e por isso José Luís Carneiro, para já, vai estando por aqui, mas daqui a pouco vai retirar-se. Mariana Leitão, líder da IL, não está cá porque estará a ser recebida e André Ventura vai também ser recebido ainda durante esta tarde. Portanto, haverá aqui um jogo de cadeiras com os líderes a atacarem o governo não só no Parlamento, mas também a reunirem com o primeiro-ministro a poucos metros daqui, na residência oficial onde trabalha Luís Montenegro.
Miguel Viterbo Dias, jornalista do Observador, vai acompanhar este plenário agendado para as 15h. Os temas foram requeridos pelo Bloco de Esquerda e há esta questão sensível, que promete dividir os partidos que suportam o governo e a oposição, o pagamento do lay-off a 100%.
Ao mesmo tempo que se discutem estes apoios no Parlamento, o primeiro-ministro recebe na residência oficial os representantes dos diferentes partidos com assento na Assembleia da República. Em cima da mesa, Miguel, está o PTRR.
O plano de recuperação das zonas atingidas pelas diferentes tempestades que afetaram o país. De resto, o Miguel dava-nos conta precisamente deste outro fórum onde se discute o apoio às regiões afetadas. Já foi recebido o JPP, que defende a criação de um fundo de catástrofe. O PAN sugere a criação de uma Secretaria de Estado para as Alterações Climáticas. O Bloco, que também foi recebido da parte da manhã, propõe a antecipação da meta da neutralidade carbônica para 2045. O PCP chamou a atenção para a necessidade de avançar para aquilo que vai ser discutido daqui a pouco no Parlamento, o lay-off a 100%. Por fim, o LIVRE. Rui Tavares manifestou aos jornalistas preocupações sobre o envelope financeiro que acompanha este programa de recuperação, mas também sobre a forma como este apoio vai ser concedido a famílias e empresas.
Ter, desde logo, um envelope financeiro que seja à escala, porque senão a economia sofre o embate e produz menos do que poderia produzir e acabamos a perder dinheiro pelo receio de não gastar ou de gastar a mais no início, e tem que ter uma agência que seja publicamente responsabilizável por aquilo que está a acontecer e que seja temporária e, portanto, que dure de três a seis anos.
Rui Tavares, em declarações aos jornalistas depois do encontro com Luís Montenegro. Para esta hora está agendada a reunião com a Iniciativa Liberal.
Ainda sobre o mau tempo, o presidente da Brisa confirma que os custos da reparação do troço da A1, destruído na sequência do colapso do dique do rio Mondego, vai custar € 3 milhões.
E no Parlamento, António Pires de Lima confirmou que vai ser a Brisa a pagar as obras.
E sendo certo que a culpa não é nossa, a Brisa Concessão Rodoviária, BCR, e todos os seus acionistas, são entidades socialmente, profundamente responsáveis e comprometidas com a nossa nação. Não iremos tomar a iniciativa de pedir compensação ao Estado pela derrocada na A1. Não queremos, nesta hora de calamidade e atendendo à materialidade, penalizar os contribuintes portugueses.
É a Brisa quem vai pagar o custo da reparação deste troço destruído na sequência do colapso do dique. Pires de Lima diz também que a intervenção está concluída amanhã.
Daremos a obra como finalizada amanhã, quinta-feira, dia 26 de fevereiro, às 19h. Pediremos então ao IMT que inicie o processo de verificação das condições de total segurança para a reabertura. Esperamos que nos dias seguintes. Reabertura da total circulação na A1 Sublanço Coimbra Sul, Coimbra Norte.
Sendo que ontem o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, antecipava que estavam reunidas as condições para que as quatro vias da autoestrada, nesta zona de Casais, concelho de Coimbra, pudessem ser reabertas ao trânsito já a partir de sexta-feira.
E Miguel, continua internado o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento sofreu um acidente isquémico transitório.
Um problema de saúde diagnosticado pelos médicos do Hospital de Santa Maria, onde o ministro deu entrada esta manhã com suspeitas de AVC. Uma possibilidade descartada depois dos exames a que foi sujeito. O médico neurologista Rui Araújo explicou aqui na antena do Observador o que é um acidente isquémico transitório, que pode ter sintomas semelhantes a um AVC, mas as consequências são diferentes.
É quando existem sinais, sintomas neurológicos, ou seja, quando a pessoa pode ter uma alteração da fala, uma alteração da força muscular, alguma coisa que seja localizável ao sistema nervoso, mas não existe dano permanente, digamos assim, ou os sintomas revertem. Portanto, isso habitualmente não é considerado então um AVC ou acidente vascular cerebral, mas sim um AIT, ou seja, um acidente isquémico transitório.
O médico acrescenta que, ao contrário do AVC, o acidente isquémico transitório não deixa sequelas.
Sendo um acidente isquémico transitório, ou seja, à partida o que se espera é que não haja qualquer tipo de sequelas associadas, ao contrário do AVC, em que essas sequelas podem acontecer.
O antigo vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Neurologia acrescenta que, por norma, o acidente isquémico transitório conduz a internamentos de curta duração.
Vamos ao desporto. A UEFA rejeitou o recurso apresentado pelo Benfica relativamente à suspensão preventiva de Gianluca Prestianni.
Numa decisão que foi conhecida há instantes, apesar do jogador estar em Madrid, esta decisão ao recurso apresentado pelo Benfica retira o argentino da partida desta noite a contar para a segunda mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Todos os holofotes estão centrados na capital espanhola. O Benfica joga com o Real Madrid depois de ter perdido por 1 x 0 na partida de há uma semana. Em Madrid, há um forte apoio dos adeptos do Benfica e o repórter Miguel Cordeiro, que mais logo nos vai trazer o relato deste encontro, conversou com um espanhol que é fanático pelo Benfica.
Olá, sou Toni Gutiérrez, sou de Valência, sou da Espanha e meu clube é o Benfica.
Toni é do Benfica, mas não é desde pequenino.
Foi em 2010, porque Aimar é meu ídolo. Eu convenci meus pais para viajar a Lisboa para vê-lo e me enamorei, apaixonei loucamente pelo Benfica.
Agora, com 31 anos, Toni Gutiérrez diz-se apaixonado pelo Benfica. Nas redes sociais, já soma dezenas de milhares de seguidores, até porque é um adepto fervoroso e assíduo.
Estive na França, estive na Itália, estive nos Estados Unidos, em Sérvia, na Espanha.
Estiveste no Mundial de Clubes.
Estive no Mundial de Clubes. Estive nos jogos da fase de grupos e foi lindo, porque encontramos benfiquistas de todo o mundo, que o Benfica é um bocadinho isso. Nascido em Lisboa, mas é do mundo.
Toni viu os dois jogos com o Real Madrid esta época na Luz. Agora, em Madrid, mantém confiança no apuramento. Sobre o que se passou na semana passada.
Todos estamos contra o racismo, ou seja, isso não deve existir nos dias de hoje. Mas igual que a gente daqui cria Vinícius, eu, hoje, ainda não vi o contrário, crio Prestianni.
E quanto às bancadas.
No estádio eu não vi nada. Sim, que é verdade que todos, e não vamos negar, vimos as imagens de depois. E isso é para erradicar.
Perante o mediatismo deste caso, Toni diz que é algo natural.
Sim, Madrid é o clube mais midiático, o maior não, porque o maior somos nós, mas é o mais midiático do mundo. E tudo que acontece com o Madrid é visto em todo o mundo.
Toni Gutiérrez espera uma reviravolta das Águias no Bernabéu. Vai estar nas bancadas a agitar uma bandeira de Espanha com o símbolo do Benfica ao centro, porque para este espanhol, o Benfica é uma paixão.
A minha vida, tudo. É o amor mais lindo que senti e pelo Benfica daria tudo, daria a vida.
É o que diz Toni Gutiérrez. Esteve à conversa com o enviado especial do Observador, Miguel Cordeiro. Está em Madrid, vai acompanhar a partida de mais logo, a contar para o playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. É a segunda mão. O Benfica procura recuperar de uma desvantagem de um gol. À emissão especial, logo a seguir à síntese de informação das 19h30.
Antes de fecharmos este jornal das 15h, vamos às notícias de âmbito local.
E começamos pela Amadora. Está marcada para amanhã uma sessão pública de apresentação da obra de requalificação da Estrada da Falagueira e às 18h30, na Escola da Mobilidade da Amadora. Esta intervenção, esta obra visa melhorar as condições de mobilidade para peões e garantir maior segurança para os automobilistas. Começa no próximo dia 4 de março, vai durar quatro meses e meio. A autarquia de Almada já fechou o programa de comemorações do Dia Internacional da Mulher. Há, por exemplo, um concerto de Cláudia Pascoal no dia 8 de março, às 21h30, no Teatro Municipal Joaquim Benite. A programação inclui ainda debates, sessões de cinema, visitas guiadas e uma caminhada. A Unidade Local de Saúde de Lezíria do Tejo anunciou que tem a intenção de construir um novo edifício no Hospital Distrital de Santarém, uma informação revelada na última reunião da Câmara Municipal. O administrador da ULS, Pedro Marques, não deu qualquer previsão para o final do projeto. Ainda tenta obter garantias de execução e financiamento, o mais importante. Em Santa Maria da Feira, a pista municipal de atletismo de Lourosa vai ter o nome de Saúl Fernandes, um atleta, treinador e dirigente desportivo que faleceu o ano passado. A Câmara Municipal aprovou esta homenagem por unanimidade. Em Matosinhos, a Sociedade de Emergência Pré-Hospitalar alerta para os efeitos do fecho do heliporto. O presidente Carlos Silva lamenta o encerramento do heliporto do hospital e lembra que está em causa um heliporto com décadas e com utilização. O hospital explica que a decisão teve em conta visitas e reuniões que concluíram que a localização atualmente não é a melhor, tendo em conta a envolvente. O ano passado, o heliporto do Hospital Pedro Hispano recebeu cerca de 90 voos.
Está feito o jornal das 15h.