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Vamos às notícias. Edição das três, com Miguel Videira. Miguel, está previsto para esta hora o arranque da conferência de imprensa que segue à reunião de Conselho de Ministros. O Governo vai dar a conhecer a proposta de alteração ao Código do Trabalho.

Uma nova proposta, depois de ter falhado o acordo em sede de concertação social. A ministra do Trabalho deu conta que a proposta do governo que vai seguir para o Parlamento, a proposta hoje aprovada, não é a última versão saída da negociação com os parceiros sociais. Estará então mais próxima da proposta inicial? Pergunta para ser respondida daqui a instantes. Seguimos até à residência oficial do primeiro-ministro. É lá que está o jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia. Vasco, para breve o arranque dessa conferência de imprensa?

Já esteve mais longe, Miguel. O início estava marcado para as 15h, entretanto, temos aqui indicação de que estará atrasado o briefing cerca de meia hora, pelo menos. Aqui estaremos para dar conta dele. Briefing que deverá contar com a ministra Maria Rosário Palma Ramalho, ao lado do ministro da Presidência, em que contamos ficar a conhecer, afinal, que proposta é que o governo vai levar ao Parlamento para esta reforma laboral, se uma proposta mais aproximada da original, apresentada já há praticamente um ano, ou mais aproximada desta última proposta, que foi recusada pela UGT na última reunião da Concertação Social, essa proposta que já incluía algumas cedências. É certo que a ministra disse que iria acolher algumas das propostas dos parceiros sociais, não necessariamente todas, e esse será o principal ponto de interesse nesta nova fase da tentativa do governo de aprovar a reforma laboral numa semana em que está também a reunir com os principais partidos da oposição. Como dizia, ainda está tudo atrasado. Aliás, a sala em que vai decorrer o briefing só agora foi aberta e também, por isso, algum do burburinho que se poderá estar aqui a ouvir. Aqui estaremos, Miguel, para acompanhar esse briefing com a ministra do Trabalho e o ministro da Presidência, em direto aqui na Rádio Observador.

Via aberta para ti, Vasco Maldonado Correia, o jornalista do Observador, que está a esta hora na residência oficial do primeiro-ministro, para aqui nos dar conta dos detalhes desta proposta do governo, hoje aprovada em Conselho de Ministros, proposta de alterações ao Código do Trabalho, que vai seguir depois para o Parlamento.

E é precisamente com este tema das alterações ao Código do Trabalho em pano de fundo, que o primeiro-ministro vai receber ainda hoje o secretário-geral do PS.

José Luís Carneiro, que esta manhã explicou ao que vai.

Aquilo que eu acredito, acredito que quem defende essas propostas também esteja convencido que está a dar um grande contributo para a competitividade económica do país. Nós entendemos que estão errados. Estão errados nessa visão e, portanto, procuraremos demonstrar que estão errados nessa visão, mas há uma visão alternativa, há uma perspectiva alternativa. Nós temos uma visão alternativa e vou apresentá-la, naturalmente, no debate político que vamos ter no Parlamento com os nossos deputados e também no diálogo que terei com o primeiro-ministro.

Hoje, José Luís Carneiro, ontem foi a vez de Luís Montenegro receber André Ventura. O secretário-geral do PS voltou a criticar o posicionamento do Chega durante as negociações de revisão do Código do Trabalho.

As posições do doutor André Ventura têm a consistência da gelatina, porque diz hoje uma coisa, amanhã diz outra. Por exemplo, no princípio deste processo, dizia que desde que caíssem duas matérias, nomeadamente o luto gestacional e também uma segunda questão que tinha a ver com a amamentação, que estaria em condições para viabilizar as propostas do governo. Depois mudou de posição. Portanto, o primeiro-ministro é que tem que saber o que quer fazer, não sou eu. O primeiro-ministro é que avançou com uma proposta de reforma das leis laborais. Não fomos nós que pedimos reforma das leis laborais?

José Luís Carneiro, o secretário-geral do PS, à margem de uma visita ao Centro de Formação Profissional da Indústria Eletrónica, Energia, Telecomunicações e Tecnologias em Lisboa.

E Miguel, Tiago Oliveira vai deixar a presidência da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais.

Isso mesmo é confirmado por Tiago Oliveira ao Observador. Invoca razões de natureza pessoal, sem detalhar. Acrescenta que o pedido ao primeiro-ministro para abandonar o cargo foi feito no passado mês de março e afasta qualquer relação entre esta decisão, este pedido de afastamento, e a investigação em curso à contratação de meios aéreos no âmbito do combate aos incêndios.

Uma investigação que hoje motivou novas buscas, por exemplo, à casa do empresário Ricardo Leitão Machado, dono da empresa de meios aéreos Gesticopter.

Na mira dos investigadores, eventuais crimes de corrupção. A investigação começou o ano passado. Na altura, a Polícia Judiciária explicou que as empresas investigadas são suspeitas de controlar e manipular os concursos abertos pelo Estado para a contratação de meios aéreos, por forma a que essa contratação pudesse ser feita por preços mais elevados, em prejuízo do erário público. Já foram constituídos 12 arguidos. Duas das empresas investigadas são a Gesticopter e a Gestify, ligadas ao empresário Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro. O Observador apurou que estão a ser investigados, por exemplo, os contratos de disponibilização de meios aéreos entre os anos de 2023 e 2025.

Falavas de António Leitão Amaro, o ministro da Presidência sublinha que não tem qualquer relação com a investigação em curso.

Numa resposta enviada à Agência Lusa, acrescenta António Leitão Amaro que não teve qualquer intervenção nos procedimentos de contratação pública de helicópteros, considera inadmissível envolver ou culpabilizar alguém por relações familiares, sentencia que são caluniosas as associações de imagem ou nome do ministro em notícias de uma investigação relativamente ao qual não tem qualquer envolvimento.

E termina a sessão da manhã do julgamento da ação administrativa interposta por José Sócrates contra o Estado portuguêsÀ saída do tribunal, o antigo Primeiro-Ministro acusa o Ministério Público de violar o segredo de justiça.

José Sócrates alega que o Ministério Público ultrapassou o prazo máximo previsto na lei para a conclusão do inquérito criminal no âmbito da investigação da Operação Marquês, o que motivou esta ação contra o Estado e ainda uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Outro dos motivos que traz Sócrates ao campus de justiça é a alegada existência de fugas de informação durante o processo. Neste caso, o antigo chefe de governo faz acusações ao Ministério Público, dirigidas muito em particular ao procurador Rosário Teixeira.

O senhor procurador vem dizer aqui ao tribunal que tomou medidas para tentar evitar as fugas ao segredo de justiça? Não tomou medidas nenhumas. Pelo contrário, eu acho que o Ministério Público, propositadamente, com o objetivo de perseguir politicamente e publicamente os visados no processo, divulgou essas informações. A responsabilidade é do Ministério Público.

É isso que diz José Sócrates, que nesta ação contra o Estado português exige uma indemnização de valor superior a €200 mil.

O procurador-geral da República recusa responsabilidades do Ministério Público pela morosidade do processo da Operação Marquês.

Amadeu Guerra sublinha que tudo foi feito dentro de um prazo que considera razoável.

O Ministério Público não é responsável pelo atraso do processo. Já disse isso muitas vezes. Nós fizemos a acusação em 2017 e a partir dessa data nós não tivemos mais direção do inquérito. Fez o seu trabalho dentro de um tempo razoável, em três anos, sobre a data das buscas e em quatro anos, sensivelmente, sobre a data da abertura do inquérito, que no meu ponto de vista, é um prazo razoável.

É isso que diz o procurador-geral da República, que admite, no entanto, que possam ter ocorrido algumas falhas no decurso da investigação.

O Ministério Público pode ter outras culpas que eu abordarei oportunamente sobre outras questões. Não queremos atirar responsabilidades para terceiros. Assumiremos as nossas responsabilidades, mas não nos atirem responsabilidades que não são nossas.

Amadeu Guerra, em declarações captadas pela RTP Notícias à margem de uma conferência no Montijo.

Uma notícia também a marcar esta tarde, quinta-feira: a demissão do Ministro da Saúde do Reino Unido.

Numa carta enviada ao chefe do governo britânico, Wes Streeting afirma que perdeu a confiança política no primeiro-ministro e líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer. Ainda não há qualquer reação por parte do governo britânico. Wes Streeting tem sido apontado nos últimos dias, e com insistência, como provável candidato à sucessão do líder do Partido Trabalhista, debaixo de fogo, depois da pesada derrota nas eleições locais e regionais no Reino Unido.

Três horas, nove minutos nesta edição das 15h. Atualizamos também as notícias de âmbito local, Miguel.

Sim, Leiria vai reabrir todos os museus e espaços culturais afetados pela depressão Cristina até ao próximo dia 6 de junho. É o que avança o jornal da região de Leiria. Acrescenta que no sábado o Moinho de Papel já vai estar de portas abertas. Ao longo deste mês está prevista a reabertura de mais espaços culturais. Até dia 6 de junho vai ser possível voltar a visitar todos os espaços culturais danificados pelas tempestades. Em Lisboa, o trânsito no IC17 e na Estrada Nacional 117 vai estar condicionado entre amanhã e domingo. De acordo com a agência Lusa, que cita a Infraestruturas de Portugal, vão decorrer trabalhos de manutenção em Odivelas, Lisboa e Amadora. Os condicionamentos vão fazer-se sentir nas noites de sexta, sábado e domingo, entre as 11 da noite e as 6 da manhã. Na Estrada Nacional 117, os trabalhos realizam-se nos mesmos dias, sexta, sábado e domingo, mas entre as 10 da manhã e as 3 da tarde. No Seixal, o município assinala o Dia Internacional dos Museus com um programa cultural diversificado. É promovido pelo Ecomuseu Municipal do Seixal, que está de parabéns, celebra 44 anos. A programação decorre ao longo do mês de maio, inclui iniciativas ligadas ao património, arqueologia, música, educação e cultura. O Dia Internacional dos Museus celebra-se no próximo dia 18 de maio, daqui a quatro dias, na próxima segunda-feira. Nas Caldas da Rainha, o Dia da Cidade vai ser assinalado com concertos, homenagens e fogo de artifício. Pois claro, não podia faltar. Celebra-se amanhã e, segundo o Jornal de Notícias do Centro para hoje, estão marcados vários concertos. A noite acaba com um espetáculo piromusical. O programa inclui uma homenagem à rainha D. Leonor e o batismo das novas viaturas dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. Em São João da Madeira realiza-se no próximo domingo a primeira edição do São João Running Club. De acordo com o semanário Labor.pt, o percurso circular de 5 km tem início e fim na Casa da Natureza, no Parque do Rio Ul. O encontro está marcado para às 9h30 da manhã. Fechamos com o Torneio Internacional de Xadrez. Regressa a Famalicão entre 20 e 26 de julho a edição número 13 desta prova integrada no Portugal Chess Tour. Estão em jogo €6 mil em prêmios. A competição é organizada pelo Clube de Xadrez Aitudi, com o apoio da Federação Portuguesa de Xadrez. As inscrições estão abertas até ao próximo dia 29 de junho.