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Observador. Jornal das quatro, na Rádio Observador, edição do Luís Soares e começamos com essa cerimônia dos 18 anos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. A ministra da Administração Interna ouviu pedidos por mais meios e mais recursos humanos para este setor.

A cerimônia acontece esta tarde, precisamente na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Carnaxide. Margarida Blasco marcou presença também em representação do governo. E João Gama, aqui em direto, entre elogios às forças de segurança, ouviu reparos e pedidos do presidente da Proteção Civil, mas também reagiu aos dados da criminalidade conhecidos do relatório anual da segurança interna, João.

Uma reação tirada, Luís. Quasi a ferros, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, acabou por responder às perguntas dos jornalistas no final desta cerimônia, foi questionada sobre as questões levantadas pelo Bloco de Esquerda esta semana, que questionou se o governo estava a esconder informação da Assembleia da República, uma vez que o RASI que foi entregue na Assembleia da República, não incluía uma secção sobre extremismos e ameaças híbridas. Antes da ministra falar sobre este mesmo tema, o Sistema de Segurança Interna emitiu um comunicado, uma resposta à Agência Luz. Admitiu que existiu uma versão de trabalho deste RASI, que incluía informação sobre organizações extremistas, uma versão assumida pelo Sistema de Segurança Interna, diferente da versão oficial, que foi apresentada na semana passada. Ora, sobre este tema, a ministra da Administração Interna, Margarida Blasco, remete apenas para estas declarações do Sistema de Segurança Interna.

Disse que o documento que está à vossa disposição é o documento que a senhora secretária-geral disse, e eu reitero, que é o documento que foi trabalhado.

E mais não disse Margarida Blasco à saída aqui de Carnaxide, da sede nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Margarida Blasco, que discursou também a encerrar esta cerimônia a assinalar os 18 anos desta organização. Disse Margarida Blasco, neste discurso, que a passagem da tempestade Martim foi um exemplo da importância que as forças de segurança, os bombeiros e da Proteção Civil têm na sociedade portuguesa. Mas antes ouviu o presidente desta Associação Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, deixar críticas e pedidos, nomeadamente, por mais recursos humanos, um pedido que foi deixado em declarações aqui nesta cerimônia, a assinalar os 18 anos da instituição. Vamos ouvir.

Destas 18 anos de instituições, permito-me partilhar um dos principais constrangimentos à data de hoje, que são os recursos humanos e que em todas as nossas direções nacionais constitui um fator crítico de sucesso. São eles que ajudam a moldar e reforçar a cultura da instituição, criando um ambiente de trabalho saudável, inclusivo e colaborativo. Contudo, hoje a atratividade da administração pública é crítica e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil não tem tido capacidade de retenção dos seus recursos humanos, pese o facto de estar prevista a nossa missão, uma disponibilidade permanente nunca concretizada. Permito-me dizer que algumas divisões ou direções de serviços da autoridade produzem-se autênticos milagres, não fora a competência, o espírito solidário, o compromisso com o serviço público e, por que não dizê-lo, a paixão pela proteção e socorro.

A ministra Margarida Blasco concorda, deixou rasgados elogios, mas não falou sobre este problema de falta de recursos humanos na Proteção Civil em Portugal.

João Gama, aqui em direto, ele que acompanhou esta cerimônia em Carnaxide, a cerimônia de aniversário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, com esse pedido de mais meios e de mais recursos humanos para a Proteção Civil, um pedido feito pelo presidente da autoridade.

A antiga secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, considera que os dados do ranking das escolas não têm utilidade prática.

A atual líder parlamentar socialista, candidata também pelo PS à Câmara de Lisboa, diz que neste ranking não são avaliadas as diferenças entre setor público e privado. Em declarações à Rádio Observador, numa visita a uma escola nas Olaias, no Conselho de Lisboa, a senhora Leitão entende que nestes moldes o ranking serve para muito pouco.

Não tenho nada contra a liberdade de fazer os rankings. Os dados são públicos e devem ser públicos, mas eu pessoalmente não lhes retiro uma grande ilação, porque é evidente que estamos a falar muitas vezes de contextos muito diferentes, às vezes escolas privadas levam muito poucos alunos a exame, por contraposição com escolas públicas que levam centenas de alunos a exame.

É um ranking desnivelado.

É um ranking que parte da análise exclusivamente dos resultados em bruto e que não tem em conta os contextos específicos das escolas. E isso serve-nos para pouco.

Alexandra Leitão, antiga secretária de Estado de Educação, agora candidata do PS à Câmara de Lisboa, entrevistada pelo jornalista Miguel Gato, a líder parlamentar socialista, não quis comentar a saída de Sérgio Sousa Pinto das listas do PS por Lisboa. Diz apenas que o partido está muito confiante em vencer as eleições de 18 de maio.

O ministro da Educação admite a falta de professores. É um problema que afeta o aproveitamento dos alunos. Reação de Fernando Alexandre também a esse ranking das escolas hoje conhecido.

E que mostra que as escolas privadas a norte estão nas primeiras posições. Também as melhores escolas públicas são no norte do país, a região com menor falta de professores, ao contrário, por exemplo, de Lisboa e Vale do Tejo ou do Sul. Em declarações aos jornalistas, à margem de um evento no Porto, Fernando Alexandre lembra que o governo já implementou medidas para mitigar um problema que tem impacto na vida dos alunos.

Não é por acaso que definimos como uma prioridade reduzir o elevado número de alunos sem aulas por períodos prolongados e até o final da legislatura tínhamos definido como objetivo acabar, de facto, com os alunos sem aulas, precisamente porque quando os alunos estão sem aulas, sobretudo por períodos prolongados, digamos, durante um período, durante três meses, ou seja, quando não é ocasional, quando não é pela falta de um professor porque ficou doente, isso afeta as aprendizagens. Nós sabemos disso, a OCDE chama a atenção para isso.

Fernando Alexandre, ministro da Educação, esta tarde no Porto, admite que a falta de professores tem influência no ranking das escolas

E o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, acusa o governo de não ter antecipado os possíveis efeitos das tarifas norte-americanas.

Foi através das redes sociais que o líder socialista criticou a ausência de medidas de contingência para mitigar os impactos da política comercial promovida por Donald Trump. Pedro Nuno Santos dá como exemplo o governo espanhol, que está a preparar já pacotes de apoio aos setores mais afetados, contrariamente ao governo da AD, que, diz, não antecipou o problema. Acusa também o executivo liderado por Luís Montenegro de se refugiar em reuniões ministeriais para fins eleitorais e garante que se o atual governo fosse socialista, já estariam em marcha medidas de contingência. No entanto, depois do presidente norte-americano ter anunciado estas tarifas, o Ministério da Economia já anunciou que vai reunir-se na próxima semana com 16 associações empresariais para avaliar o impacto e possíveis medidas de mitigação destas tarifas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixa a garantia de que nunca vai mudar de políticas.

A referir-se precisamente à implementação destas tarifas, Donald Trump promete ser constante na ação política na rede social que possui, a Truth Social. Trump dirige-se aos investidores que estão a investir grandes quantidades de dinheiro no país, afirma que o atual momento é ótimo para se ficar mais rico do que nunca. Declarações que surgem numa altura em que o valor das ações na bolsa de Wall Street continua a cair.

O Livre quer aumentar o seu grupo parlamentar. Rui Tavares desafia o PS a conquistar votos ao centro para garantir a governabilidade.

Isto nas eleições que estão marcadas para o mês que vem. O porta-voz do Livre falava aos jornalistas na Assembleia da República. Acredita que o partido não vai ser prejudicado com uma adesão dos eleitores ao chamado voto útil no PS. Rui Tavares espera que os socialistas conquistem mais votos ao centro.

Se quiserem governar, devem muito bem querer que o Livre cresça, porque para eles teria sido muito mais fácil. Não era preciso 50 mil, era só preciso irem buscar 25 mil ao PSD, porque esses eram diretos, era um que o PSD perdia, era um que eles ganhavam. E portanto, se fizerem bem o seu trabalho de conquistar votos ao centro, deixem estar que o Livre cresce nas outras áreas em que pode crescer.

Rui Tavares, o porta-voz do Livre, dá a receita para os cenários de governabilidade vitoriosos.

Para ganhar estas eleições, o PS deve procurar ter mais votos do que a AD e mais mandatos, e o Livre deve procurar ter mais votos e mais mandatos do que a Iniciativa Liberal.

A receita deixada pelo deputado do Livre, Rui Tavares, também porta-voz do partido, no balanço do trabalho parlamentar do Livre nesta legislatura.

Olhamos ainda neste jornal das 16h para outras notícias que estão a marcar a atualidade.

A Federação Portuguesa de Futebol pediu e o governo aceitou. Pedro Proença vai mesmo reunir-se com o Ministro dos Assuntos Parlamentares e também com o Secretário de Estado do Desporto, isto na sequência das declarações do presidente do Comitê Olímpico, Fernando Gomes. Reunião confirmada pelo executivo à Agência Lusa. Vai acontecer na próxima quinta-feira. Pedro Duarte e Pedro Dias recebem assim o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que tinha pedido reunião de urgência com o governo depois da carta de Fernando Gomes aos presidentes das federações da UEFA. A reunião acontece também depois de Pedro Proença ter falhado a eleição para o comitê executivo do organismo europeu. A saúde do Papa continua a melhorar. O Vaticano adiantou que Francisco continua a fazer tratamento e fisioterapia respiratória de mobilidade, mas já necessita de menos oxigênio suplementar. O Papa de 88 anos está num período em que se espera ser de dois meses de convalescença. Recupera de uma pneumonia bilateral que o fez estar internado durante 38 dias. Francisco continua a trabalhar e até está de bom humor. É o que diz o Vaticano.