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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das Quatro, edição do jornalista Miguel Cordeiro. E Miguel, em destaque, uma conquista portuguesa no ciclismo: João Almeida venceu a Volta à Romandia.

Prova na Suíça conquistada pelo ciclista português. Vence João Almeida a Volta à Romandia. É a segunda conquista consecutiva em competições do World Tour esta temporada. Já na semana passada, João Almeida tinha conquistado a Volta ao País Basco. Hoje, contrarrelógio, João Almeida ficou em segundo lugar, quinta etapa desta competição, terminou em Genebra. Na geral, João Almeida conclui a Volta à Romandia com uma vantagem de 26 segundos sobre o homem que hoje era a camisola amarela, Lenny Martínez, ficou em segundo lugar na geral. João Almeida consegue também 41 segundos de vantagem sobre o australiano Jay Vine, que ficou em terceiro e que é companheiro de equipe do ciclista português na Emirates. É mais uma conquista para João Almeida, vitória na Volta à Romandia.

Ainda no desporto, a chuva forte que se faz sentir em Vila do Conde levou ao adiamento do Rio Ave Estrela da Amadora.

Para já, um adiamento de 40 minutos. O jogo estava agendado para às 15h30, mas a bola não rola. Estamos a falar literalmente. Antes da hora prevista para o jogo, o árbitro Pedro Ramalho tentou testar o relvado, que estava visivelmente encharcado e, de facto, não se registavam condições para se jogar futebol. Há uma nova avaliação da equipe de arbitragem prevista para esta hora, mas a chuva não dá tréguas e, portanto, pode haver um novo adiamento deste encontro. Para já, tudo adiado por 40 minutos. Vamos ver o que dá a próxima avaliação da equipe de arbitragem. Este é um dos três jogos da jornada 32 que estão agendados para o dia de hoje. Mais à frente nesta tarde, já daqui a pouco, às 18h, o Arouca joga em casa frente ao Casa Pia. E o jogo mais importante do dia de hoje, na luta pelo título, o Sporting joga em Alvalade contra o Gil Vicente. O jogo é às 20h30, vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador.

E seguimos agora com a campanha eleitoral, que arrancou hoje de forma oficial. Em Bragança, Luís Montenegro pede cuidado com as sondagens e avisa que só os votos em urna é que podem dar a vitória à AD.

Luís Montenegro está em Bragança e no final de uma arruada quis deixar esse alerta, um aviso contra os triunfalismos excessivos provocados pelas sondagens, que têm sido favoráveis à AD.

Até ao último minuto, não deem a vitória como adquirida. Lutem para esclarecer um a um todos os vossos amigos, todos os vossos familiares, todos aqueles com quem se cruzam na rua. Este trabalho que vimos a fazer tem de continuar. Portugal não pode parar. Ninguém ganha as eleições antes do dia das eleições, mas também ninguém pode mudar o voto no dia a seguir.

Palavras de Luís Montenegro, ao lado de Ernani Dias, que é o cabeça de lista da AD por Bragança. Luís Montenegro recusa que seja Ernani Dias a origem da crise política que levou à queda do governo.

E Pedro Nuno Santos diz que está em curso uma trumpização de Montenegro.

Pedro Nuno Santos junta-se às críticas da esquerda a essa medida apresentada ontem pelo governo, uma medida que prevê que 4500 imigrantes sejam já notificados nos próximos dias com ordem para saírem do país. Diz Pedro Nuno Santos que vê uma trumpização do líder da Aliança Democrática.

É que desta vez temos um primeiro-ministro que diz que há pessoas que têm que ser expulsas do território nacional. Diz isso a sorrir e ainda pede ao Chega para elogiar a sua política. É verdadeiramente a única diferença e nesse caso há uma trumpização de Luís Montenegro.

Pedro Nuno Santos, a falar aos jornalistas no arranque da campanha do PS em Ponte de Lima, critica também a intenção desse cenário pós-eleitoral de haver uma coligação entre IL e AD. Diz Pedro Nuno Santos que ter os social-democratas influenciados pelos liberais seria muito perigoso para o país.

E André Ventura responde a Montenegro, que ontem acusou o Chega de ser um partido destrutivo.

O líder do Chega aceita esse adjetivo, destrutivo, mas apenas para definir o Chega no combate à corrupção.

É deixar claro ao senhor primeiro-ministro isto: o Chega não é um partido destrutivo, nem foi um partido de bota abaixo. O Chega esteve ao lado das medidas certas quando tinha que estar e esteve contra as medidas quando tinha que estar. O Chega só é destrutivo contra uma coisa com que o senhor primeiro-ministro lida mal. É que o Chega é destrutivo com a corrupção e tem tolerância zero com a corrupção. É isso que não gostam do Chega. É que nós temos tolerância zero com a corrupção. Podem dizer que somos destrutivos, porque se isso significar destruir, aniquilar toda a corrupção do nosso país, então sim, nós somos destrutivos, nós somos absolutamente destrutivos em Portugal. Absolutamente.

André Ventura em campanha esta manhã na Guarda. Ontem, Montenegro tinha dito que o Chega tem uma atitude destrutiva por votar contra a AD em matérias como a redução de impostos ou controle da imigração.

Na atualidade internacional, o primeiro-ministro israelita garante que a resposta aos Houthis vai surgir em fases e vai ter muitos estrondos.

Benjamin Netanyahu teve essa primeira reação depois do ataque do grupo rebelde do Iémen ao principal aeroporto israelita. Há uma reunião a decorrer, uma reunião do governo israelita para analisar a situação e também para preparar uma resposta aos Houthis. Ontem, durante as últimas horas, a cúpula de ferro israelita acabou por falhar. Fontes próximas deste incidente detalham à imprensa israelita que tanto o sistema de defesa aérea de longo alcance como um sistema cedido pelos Estados Unidos da América falharam nas tentativas de destruir o míssil que acabou por cair numa zona descampada muito perto do aeroporto Ben Gurion, já dentro do perímetro do aeroporto. Várias companhias aéreas, entretanto, companhias aéreas europeias como a Lufthansa e Air France suspenderam os voos para Tel Aviv. Uma suspensão até terça-feira. O ataque foi reivindicado pelos Houthis do Iémen. Seis pessoas ficaram feridas.

E no Brasil, as autoridades detiveram dois suspeitos de planearem um ataque com bombas no concerto de Lady Gaga, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o responsável por planear o ataque foi detido em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. As detenções surgiram no âmbito de uma operação que investigava um grupo que alegadamente preparava um atentado com explosivos caseiros nesse concerto de Lady Gaga, que aconteceu na última noite e que juntou mais de dois milhões de pessoas na praia de Copacabana.

E fica por aqui o Jornal das Quatro, edição do jornalista Miguel Cordeiro. Está de regresso às 16h30. Já a seguir, Conversas do Fim do Mundo.