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Na Rádio Observador. Jornal das quatro, com edição do José Rafael Lopes e José Marcelo Rebelo de Sousa, já recebeu a seleção de sub-17 no Palácio de Belém. Num discurso, destacou que estes jovens fizeram história.
Os jogadores da seleção portuguesa sub-17 chegaram à Sala das Bicadas por volta das 14h30. Foram acompanhados pela equipa técnica, pelo selecionador nacional e pela taça do Mundial conquistado no Catar. E depois de um discurso do presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do selecionador, Dino Maçães, foi a vez de Marcelo Rebelo de Sousa falar, deixar elogios a este grupo. O presidente da República recordou que Portugal não ganhava um mundial de formação há mais de 30 anos e que só por isso estes jogadores já estavam de parabéns.
Trinta e quatro anos para ganharmos um Campeonato do Mundo como vocês ganharam. Trinta e quatro anos é muito, mano. E chegaram vocês. E ganharam o Campeonato do Mundo. Mas mais, fizeram a dobradinha. Que vale a dobrar. Ganharam o Europeu e o Mundial. Isso não havia, na história de Portugal, não havia.
Marcelo Rebelo de Sousa, que momentos depois garantiu que vai atribuir a esta seleção nacional a condecoração de Ordem de Mérito.
E no dia 2 de janeiro, para começarmos, como deve ser, em força, o próximo ano, cá terei as vossas condecorações com a Ordem do Mérito. Vai ser a entrega da Ordem do Mérito aos condecorados mais jovens nestas circunstâncias. Mas vocês merecem. Espero é que percebam o que isso significa para Portugal no mundo e para Portugal cá dentro.
As palavras do presidente da República, que realçou várias vezes que estes jovens são um exemplo para Portugal. Depois do discurso, Marcelo Rebelo de Sousa convidou os jogadores e equipa técnica a cantarem com ele o hino nacional. Os festejos continuaram depois na Cidade do Futebol, com nova leva de discursos por parte do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, por parte do selecionador nacional e também pela ministra da Juventude, da Cultura e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Esse foi um momento acompanhado pelo jornalista Miguel Gato, que está ainda na Cidade do Futebol, sendo que, Miguel, nesta altura, já tudo foi dito, já tudo foi explicado, mas ainda se vai fazendo festa.
Sim, a festa ainda se faz aqui na Cidade do Futebol, em Oeiras. Ainda são dezenas, senão uma centena, pelo menos, de pessoas que ainda fala neste momento. Creio que neste momento vamos ter a oportunidade de ouvir o capitão da seleção nacional, Rafael Quintas, que vai falar à imprensa. Vamos fazer aqui um compasso de espera para então as declarações do capitão da seleção nacional, que se sagrou agora campeão do mundo. Vamos escutar as palavras de Rafael Quintas. Rafael Quintas prepara-se agora para falar à imprensa. Faz um compasso de espera nesta cerimónia onde falou o presidente Pedro Proença, também falou Dino Maçães, o selecionador nacional, Rafael Quintas, que também falou nesta cerimónia, que marcou presença Margarida Balseiro Lopes, ministra da Juventude e da Cultura. Vai agora falar o capitão da seleção nacional. Vamos ouvir.
É um orgulho poder representar Portugal. É um orgulho. Ganhando, ainda mais. Estamos a representar a nossa família, a nossa terra, os nossos amigos e é o que nós gostamos mais de fazer, jogar futebol. É um sentimento indescritível e inesquecível e vamos levar para as nossas vidas todas.
Fazer uma pergunta aqui para o capitão da seleção nacional, numa altura em que é bastante audível os festejos com muitas vuvuzelas.
É algo novo, não estávamos à espera. Não sabíamos disto. Foi uma surpresa para nós. Estamos muito felizes e queremos continuar a aproveitar.
Rafael Quintas, que vai respondendo às perguntas dos jornalistas. Ele que é o capitão da seleção nacional, que se sagra hoje campeão mundial sub-17. Pela primeira vez na história, Portugal sagra-se campeão mundial desta categoria. Vamos esperar por mais.
É o sonho de todas as crianças. Acho é representar Portugal, representar o nosso país. E tendo a oportunidade de o fazer e conquistando troféus, é incrível. É isso que eu deixo para os jovens, para as crianças mais novas que me assistem, é que continuem a apoiar Portugal, continuem a sentir o nosso país e que se um dia tiverem esta oportunidade, não a desperdicem e continuem a trabalhar.
Qual foi o jogo mais difícil?
Pergunta agora sobre o que foi mais difícil.
Todos os jogos foram difíceis. Não há jogos fáceis. A partir do momento que estamos no mundial, foram todos jogos difíceis. Antes do jogo começar, é 11 para 11. Portanto, nós não subestimamos nenhum adversário e acho que nós é que tornamos os jogos fáceis e nós é que fomos buscando os resultados e adversários fáceis não houveram.
Qual era a mensagem para o presidente da República?
Agora uma mensagem, creio que para o povo português, daquilo que consigo entender.
A mesma do Europeu. Queríamos manter a humildade, manter os pés assentes no chão, porque nós não tínhamos ganho nada ainda antes de partirmos para o mundial no Catar. E nós queríamos pouco a pouco, passo a passo, jogo a jogo, chegar à final e conquistar este troféu.
Qual foi a sensação de disputar
O essencial das declarações de Rafael Quintas, o capitão da seleção nacional sub-17. Uma festa que começou no aeroporto, por volta da 13h30, hora em que os campeões chegaram a Lisboa, depois de uma viagem do Catar, onde foi realizado este mundial. Depois fizeram todo um roteiro que passou, por exemplo, por pontos da cidade como a Rotunda do Marquês de Pombal. Passou também pelo Palácio de Belém, onde foram recebidos pelo presidente da República, e terminou aqui na Cidade do Futebol, onde ainda se faz a festa. Portugal é campeão do mundo da categoria de sub-17.
Festejos que foram acompanhados pelo Miguel Gato a partir da Cidade do Futebol, em Oeiras, com essa notícia de que Portugal é mesmo efetivamente campeão do mundo de sub-17. Estão de regresso a casa com muita festa, não só na Cidade do Futebol, como também no Palácio de Belém.
Noutros temas, Francisco Louçã desvaloriza as derrotas eleitorais de Mariana Mortágua. O fundador do Bloco de Esquerda acredita que o partido tem de fazer muito mais para combater a emergência da extrema-direita.
Francisco Louçã, que deu uma entrevista à Rádio Observador no Pavilhão Desportivo do Casal Vistoso. A 14ª convenção do Bloco de Esquerda vai ficar marcada por uma troca de liderança. Mariana Mortágua não se recandidata depois de uma sequência de maus resultados eleitorais. Francisco Louçã desvaloriza, diz que o Bloco está onde sempre esteve e recorda que o próprio enfrentou derrotas eleitorais.
É preciso uma esquerda que combata pela democracia nas suas raízes. O Bloco foi assim no passado, é assim agora e continuará a ser. Mas tem perdido eficácia, pelo menos a nível eleitoral. Sim. E de fazer esse combate à extrema-direita, como dizia. Sim, há ciclos políticos. Eu tive uma derrota num tempo muito diferente e perdi uma grande representação parlamentar. Depois o Bloco recuperou e até foi determinante no afastamento do PSD e do CDS do governo. Voltou a perder depois. A vida política, quem não percebe que tem vitórias e derrotas, é melhor ir pra casa olhar pra televisão.
Francisco Louçã defende que o Bloco de Esquerda é mais útil do que nunca para os eleitores. O fundador do partido reconhece, ainda assim, que a última campanha eleitoral significou uma derrota para o Bloco de Esquerda em toda a linha e diz que o partido precisa de fazer mais.
O Bloco tem que ter uma capacidade de combate muito maior contra todas as ideias racistas em Portugal, ou contra todas as ideias antifeministas, ou contra todas as ideias de amesquinhamento das mulheres, ou contra todas as ideias da redução da democracia. Esse combate, nós somos ainda fracos. Precisamos de muitíssimo mais. E essa é uma das razões para que haja muitos diálogos entre a esquerda ou, como o José Manuel Pureza provou na questão da morte assistida, com gente que, de Francisco Balsemão a Rui Rio, estavam disponíveis para fazer um combate por uma ideia civilizacional. Eu acho que é um orgulho pra história do José Manuel Pureza e do Bloco que tivesse havido uma aliança tão ampla.
Apelos ao diálogo à esquerda, na voz de Francisco Louçã. O fundador do Bloco dá o exemplo de José Manuel Pureza, ele que é o provável sucessor de Mariana Mortágua na coordenação do partido.
Uma entrevista a Francisco Louçã, que foi conduzida pelos jornalistas Miguel Vitório Dias e Mariana Lima Cunha, está já disponível em podcast. Noutros temas, José, Donald Trump pede para se considerar totalmente encerrado o espaço aéreo da Venezuela.
O aviso dirige-se a todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de droga e traficantes de pessoas. É o que indica a mensagem partilhada pelo presidente dos Estados Unidos da América na rede social Truth Social, onde se lê que todo o espaço ao redor da Venezuela deve ser considerado encerrado. É o que defende Donald Trump. É um anúncio que surge numa altura em que a administração de Donald Trump intensifica a pressão sobre a Venezuela na guerra contra os cartéis de droga, com o objetivo de travar traficantes de droga venezuelanos. É assim que defende Donald Trump esta posição sobre o espaço aéreo da Venezuela.
Notícia de fecho do Jornal das Quatro.