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Vamos às notícias. Este é o Jornal das Quatro, em edição do Miguel Vilela. Miguel, foram adiadas as eleições para o Conselho de Opinião da RTP.

Um dos órgãos externos a votos no Parlamento. Em causa está uma dúvida sobre se alguns dos nomes indicados pelo Chega podem assumir o lugar. O Chega candidatou ao Conselho de Opinião três deputados que têm também responsabilidades no jornal do partido, o Folha Nacional. O presidente da Assembleia pediu um parecer sobre este assunto à Comissão de Transparência, que disse que não tinha tempo para tomar uma decisão até o arranque da votação agendada para hoje. No entanto, o adimento foi contestado pelo Chega. A acompanhar os trabalhos está o jornalista do Observador, Miguel Viterbo Dias. Miguel, por que o Chega entende que as eleições para o Conselho de Opinião da RTP deviam acontecer na mesma, apesar de ainda não ser conhecido o parecer?

O Chega e André Ventura entendem que na conferência de líderes ficou decidido que este parecer não teria caráter vinculativo. Portanto, independentemente de existir ou não, as eleições poderiam realizar-se. E foi isso que defendeu hoje no arranque dos trabalhos, quando a presidente em exercício, Teresa Morais, comunicou que as eleições apenas para este órgão, para o Conselho de Opinião, iriam ser adiadas. Inicialmente, o PSD também concordou com essa interpretação, de que se deviam avançar com as eleições. À esquerda, o entendimento foi outro e depois a prática acabou por resolver o problema, porque as eleições já estavam a decorrer à hora dessa discussão e não seria possível voltar atrás e introduzir mais uma urna e colocar boletins de voto para o Conselho de Opinião. Por isso, André Ventura manifestou o seu desagrado com a falta do cumprimento das regras.

É uma alteração material da ordem do dia definida para hoje, que só por consenso parlamentar podia ser ultrapassada. Por isso, o que foi feito foi uma grave violação da lei por parte da Mesa e por parte da direção da presidência do Parlamento. Se agora nos diz: "Bom, mas já está a decorrer a votação e não está lá". É verdade, mas olhe, só mostra uma coisa: é a lei da selva e, portanto, se é assim que querem fazer, assim será.

André Ventura, irritado com esta tomada de decisão da Mesa da Assembleia da República e do gabinete do presidente José Pedro Aguiar Branco. Estas eleições foram mesmo adiadas, sem nova data ainda. Para já, vão decorrendo todas as outras. São 19 órgãos externos que vão ser votados hoje na Assembleia da República. Há dois particularmente relevantes, o Conselho de Estado, eleito por método de ontem, que o PSD deverá eleger três nomes, o PS e o Chega, um a cada um. Já o Provedor de Justiça, nome indicado pelo PS, Tiago Antunes, há alguma expectativa sobre se conseguirá recolher os dois terços dos votos necessários, porque, tal como o Observador já deu conta, há desconforto entre os deputados do PSD, mas também entre os do PS para votar a favor do nome de Tiago Antunes.

Sendo que o desfecho destas votações só deve ser conhecido lá mais para o final do dia. Era também isso que nos contava há uma hora aqui na antena do Observador, o coordenador de política, Miguel Viterbo Dias.

Está a decorrer a esta hora a reunião da Concertação Social. Em cima da mesa, a última versão para as alterações ao Código do Trabalho.

Depois de mais de 50 reuniões de trabalho, a discussão está de volta a este fórum, a Concertação Social. É o momento que marca também o regresso da CGTP à negociação. A estrutura sindical não foi convidada pela ministra para as reuniões de trabalho no ministério. De resto, ontem, Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, queixava-se aqui na antena do Observador de um comportamento discriminatório por parte da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. E na última hora, uma nova denúncia que entronca nesta acusação feita pelo secretário-geral da CGTP. Laura Figueiredo, agora aqui em direto do Palácio das Laranjeiras, onde corre esta reunião de Concertação Social. Aparentemente, a ministra teve uma reunião bilateral com todos os parceiros sociais, com uma exceção, precisamente a CGTP.

Precisamente, Miguel, a reunião da Concertação Social começou com mais de meia hora de atraso. Isto porque, durante esse tempo, o governo reuniu com as confederações patronais e com a UGT, tendo deixado então de fora a CGTP. É uma informação que é confirmada por fonte oficial da CGTP, que diz que a central sindical teve de esperar fora da sala durante essa primeira reunião, da qual terá ficado excluída, e também uma das confederações patronais confirmou que assim foi. Entretanto, a esta hora, todos os parceiros sociais estão já sentados à mesa para a reunião, que começou entre 35 a 40 minutos depois da hora prevista. À chegada, nenhum dos parceiros sociais quis falar. Tudo continua em aberto para hoje. Vamos continuar por aqui a acompanhar o desfecho desta Concertação Social, já quase nove meses depois de as negociações terem começado.

Com essa queixa, na última hora, da CGTP, de não ter sido convocada para essas reuniões bilaterais que antecederam esta reunião de Concertação Social, reuniões bilaterais convocadas pela ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho.

António José Seguro justificou há pouco na sua página no Instagram as escolhas que fez para o Conselho de Estado.

Já são conhecidos os cinco nomes nomeados pelo presidente da República: Alberto Martins, histórico socialista, antigo ministro com a pasta da Justiça; Nuno Severiano Teixeira, foi também ministro da Defesa e da Administração Interna; Isabel Capelo Gil, reitora da Universidade Católica; a cientista Maria do Carmo Fonseca, mandatária nacional da candidatura presidencial de António José Seguro; por fim, Miguel Bastos Araújo, geógrafo, professor universitário, distinguido com o Prêmio Pessoa. Ora, António José Seguro explica que as escolhas visam assegurar uma composição maioritariamente independente de partidos, uma adequada cobertura territorial, Norte, Lisboa e Sul, tal como um balanço entre homens e mulheres. O presidente salienta ainda que as áreas de competência dos nomeados abrangem aqueles que considera serem domínios essenciais: ciência e saúde, defesa e segurança, alterações climáticas, educação e cultura, bem como a salvaguarda do Estado de direito democrático.

Vai recorrer o advogado de defesa do homem que atirou um coquetel molotov na direção dos manifestantes que participavam na Marcha pela Vida. Considera excessiva a prisão preventiva.

A medida de coação mais gravosa aplicada a este homem de 39 anos. O advogado Ricardo Sá Fernandes admite que a conduta do cliente é muito censurável, o que o próprio reconhece, mas sublinha que a ação não tem a conotação ideológica nem as intenções concretas que lhe têm sido atribuídas. O arguido está indiciado pela prática de dois crimes de infrações terroristas, um dos quais na forma tentada, relacionados com atos contra a vida, ainda ofensa à integridade física, posse de arma, libertação de substâncias perigosas, incorre, pelo menos, numa pena de prisão entre os dois anos e os sete anos e quatro meses. O perigo de fuga, de perturbação de inquérito e perturbação da ordem e tranquilidade públicas justificaram a aplicação da medida de coação mais gravosa prevista na lei

Está convocado para esta tarde um protesto nacional das forças de segurança.

Sim, representantes de todas as forças, PSP, GNR, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima, vão concentrar-se esta tarde à porta da residência oficial do primeiro-ministro. O porta-voz do protesto, Paulo Santos, que é também presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, explica que em causa está a forma de cálculo das pensões.

Estamos a falar naquilo que consideramos errado, que é o corte que está previsto acontecer nas pensões de reforma dos peticionários. Por isso, a Comissão Coordenadora Permanente reuniu há uns dias e tendo em conta que todos estes peticionários, proposta da alteração da lei em 2005 e em 2017 e que agora vai se materializar em 2026, entendemos fazer este protesto.

O protesto que está marcado para às 18h. Escutávamos aqui Paulo Santos, o porta-voz da Comissão Coordenadora Permanente, os sindicatos e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança. Paulo Santos reitera que é um erro o corte de pensões previsto em alterações legislativas com 20 anos e que agora se vão fazer sentir.

Miguel, há novas ameaças ao Irão. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, diz que se o regime iraniano não aceitar o acordo de paz, o bloqueio ao estreito de Ormuz vai continuar.

Sim, isto numa altura em que o cessar-fogo alcançado há mais de uma semana ainda está em vigor. Termina precisamente na próxima semana, dia 22. Ora, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirma que se o Irão não aceitar as condições propostas pelos Estados Unidos, então o bloqueio ao estreito de Ormuz e os bombardeamentos são para continuar.

Enquanto for necessário, vamos manter o bloqueio, um bloqueio bem-sucedido. Mas se o Irão escolher mal, vão ter um bloqueio e bombas a cair em infraestruturas de energia e eletricidade. Ao mesmo tempo, o secretário do Tesouro e os nossos amigos do Tesouro estão a lançar a operação Fúria Económica para maximizar a pressão económica sobre o governo iraniano. Ao Irão, deixo apenas uma mensagem: escolham com sabedoria.

Foi o que disse esta tarde o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, durante uma conferência de imprensa no Pentágono sobre o conflito no Médio Oriente.

16h09, ainda há tempo para outras notícias que estão a marcar esta tarde, Miguel.

O Papa Leão considera que o mundo está a ser destruído por alguns tiranos. O chefe da Igreja Católica está de visita aos Camarões, na Catedral de Bamenda, criticou mais uma vez aqueles que define como os senhores da guerra. O Tribunal de Loures aplicou hoje a medida de coação de prisão preventiva ao estudante suspeito de violação, ameaça, coação sexual e sequestro de duas colegas, crimes alegadamente praticados durante uma visita de estudo na Lourinhã. O tenista russo Andrey Rublev é o quinto nome confirmado para o Estoril Open. O antigo número cinco mundial regressa nove anos depois ao único torneio do circuito ATP em Portugal. Num vídeo nas redes sociais, Andrey Rublev manifesta entusiasmo pelo regresso ao país. O Estoril Open está de regresso ao calendário do circuito principal e vai realizar-se de 18 a 26 de junho.