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Miguel Arrancou às 15h30. Era, pelo menos, essa a hora prevista para um encontro entre o primeiro-ministro e André Ventura.
Com dois temas em cima da mesa: o chumbo do Tribunal Constitucional, a sanção acessória de perda de nacionalidade para quem comete crimes graves e a falta de acordo em sede de concertação social em torno das alterações ao Código do Trabalho. Sobre a perda de nacionalidade, o presidente do Chega já admitiu reconfirmar o diploma, ou seja, reenviar sem quaisquer alterações a proposta para Belém ou então promover um referendo para acomodar esta intenção do partido. O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, já veio dizer que os social-democratas não têm a intenção de promover um confronto institucional com os juízes do Palácio Ratton.
E esta quarta-feira, também a presidente da Iniciativa Liberal afastou a possibilidade de reconfirmar este diploma na Assembleia da República.
Mariana Leitão, a presidente da IL, revela que o partido respeita a decisão dos juízes do Tribunal Constitucional.
Nós não vamos contrariar aquela que foi a decisão do Tribunal Constitucional e, portanto, será essa a nossa posição.
Mariana Leitão, à margem da visita à Cimeira das Cidades Inteligentes, que decorre na FIL, em Lisboa.
O Partido Socialista acusa o governo de esvaziar o PRR e vai pedir um debate de urgência.
Debate que os socialistas querem que se realize na próxima quarta-feira, 20 de maio, na Assembleia da República. O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, convocou os jornalistas esta tarde para acusar o governo de estar a perder ambição na execução do Plano de Recuperação e Resiliência e, com isso, a deixar de fora projetos estruturantes.
À medida que o governo vai reprogramando, vai diminuindo os marcos e metas. Neste momento, em março, na última reprogramação conhecida de março de 2026, nós tínhamos 378 marcos e metas. De repente, pelo caminho, o Programa de Recuperação e Resiliência perdeu praticamente 20% dos seus marcos e metas. Por que perde marcos e metas? Pela má execução do projeto. E, portanto, em dois anos, aquilo que nós tivemos neste país foi um plano de recuperação e resiliência que foi sendo cortado e retalhado.
Eurico Brilhante Dias identifica sete áreas em que o PRR está a falhar, seja na programação ou na demora para efetuar os pagamentos aos beneficiários.
O presidente da República visitou hoje a Base Aérea do Montijo e voltou a mostrar preocupação com a época dos incêndios.
António José Seguro assistiu a algumas demonstrações deste ramo militar. Assistiu a explosões, por exemplo, andou de helicóptero, mas a visita serviu também, Vasco Maldonado Correia, para o chefe de Estado saber como é que a Força Aérea trabalha nos dias mais difíceis do verão.
Depois do Exército e da Marinha, o presidente da República chegou à Base Aérea número 6 do Montijo, a bordo do Black Hawk UH-60, para visitar o único ramo das Forças Armadas que ainda não tinha vindo conhecer.
Estivemos treinando para voar de helicóptero.
António José Seguro veio avaliar os meios da Força Aérea, com direito a explicação no cockpit.
O piloto vai aí ou aqui?
Nós somos o único helicóptero com monopiloto.
Com monopiloto.
E o piloto, normalmente, senta-se sempre no lado direito.
Ok.
Mas a cabeça do chefe de Estado já está no verão.
E nos incêndios, concretamente, o que fazem?
Nos incêndios, fazemos coordenação aérea. Sempre que um incêndio tenha mais de quatro meios aéreos para combate, nós vamos fazer o controle dessas aeronaves, de modo que o combate seja o mais efetivo possível.
O presidente espera que os próximos meses tragam mais tranquilidade que o habitual.
Já têm alguma experiência?
Já, sim.
Já? Eu espero que tenham, sobretudo, um verão mais tranquilo do que foi o do ano passado. Foi terrível. Estou obviamente preocupado com o material todo combustível que existe ainda nas nossas florestas, mas desejo uma missão bem-sucedida e com pouco trabalho. Isso seria bom para todos nós.
Nesta visita, Seguro ainda assistiu a uma demonstração das capacidades da Força Aérea em cenários de combate, com direito a explosões e F-16 no ar.
O segundo ataque segue-se logo em seguida.
"Jaguar 1" visual with you. Continue right, continue right.
Nesta manhã, o presidente da República ainda visitou o Comando Aéreo, onde recebeu um briefing sobre a Força Aérea pelo chefe do Estado-Maior deste ramo. A acompanhá-lo na visita, esteve o chefe da Casa Militar, o tenente-general Maia Pereira, e o secretário de Estado-Adjunto e da Defesa Nacional, Álvaro Castelo Branco.
Marcou também presença o jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que testemunhou esta passagem do presidente da República pela Base Aérea número 6 do Montijo.
A ministra do Ambiente e da Energia espera que as obras de alimentação artificial nas praias de Almada fiquem prontas até 1 de junho.
Maria da Graça Carvalho diz que está tudo a correr dentro do previsto e que todas as praias devem estar prontas antes do arranque da época balnear. A ministra revela que foi feito um investimento de mais de € 170 milhões e deu mais alguns pormenores sobre a forma como este dinheiro foi aplicado.
Sessenta e três do Programa Operacional Sustentável e agora mais 27 milhões de coisas mais urgentes do Fundo Ambiental. Por exemplo, a Fuseta estamos a começar agora, ficou também sem areia das tempestades e vai ficar pronta dia 1 de junho. Portanto, regiões cuja economia depende essencialmente da época balnear e da praia e que, de um momento para outro, ficaram sem praia. Estamos a fazer tudo para que quando a época balnear começar, as obras estejam prontas.
Maria da Graça Carvalho, em declarações à Agência Lusa, esteve em Almada a acompanhar a execução deste projeto de alimentação artificial nas praias. Espera que as obras fiquem concluídas até o próximo dia 1 de junho.
Falamos agora do hantavírus. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças garante que não há motivos para suspeitar que se trata de uma nova estirpe.
Ao contrário do que as autoridades de saúde francesas admitiam ontem. A ministra da Saúde gaulesa confessou ontem no Parlamento que, eventualmente, o vírus pode ter sofrido uma mutação e que ainda havia muitas incertezas. Hoje, numa conferência de imprensa, os especialistas do Centro Europeu em Microbiologia e Epidemiologia sublinharam que, com base nos dados disponíveis, não há nada que indique que esta seja uma nova estirpe com maior risco de transmissão. A diretora do centro explicou também que os hantavírus estão identificados há mais de 50 anos. Reitera que precisam de um longo período de exposição, bem como de um contacto intenso e prolongado para que seja possível a transmissão.
Miguel, já aqui fomos dando conta ao longo desta tarde, desta situação em Bordéus, onde perto de 1700 pessoas estão confinadas num cruzeiro, depois de vários terem manifestado sintomas de gastroenterite e há já a registar uma morte.
As autoridades suspeitam que pode ser uma consequência de uma infeção pelo norovírus. Estão a ser feitas análises para confirmar a presença do vírus. A confirmar se é o segundo caso em poucos dias, foi detetada a presença, precisamente deste vírus, num cruzeiro que partiu da Flórida, mais de uma centena de pessoas infetada. É nosso convidado nesta edição das 16h, o infectologista Francisco Antunes. Boa tarde, bem-vindo, obrigado pela sua disponibilidade. Que vírus é este, o norovírus?
Olhe, é um vírus bem conhecido, é um vírus que afeta principalmente as crianças e as pessoas com mais de 65 anos de idade. É bem conhecido e causa cerca de 700 milhões de casos por ano. Tem alguma mortalidade, não é muito elevada, 200 mil casos de mortes por ano. Afeta, como disse, principalmente as crianças com menos de cinco anos de idade e os adultos com mais de 65 anos de idade. É um vírus altamente contagioso. Ele transmite-se através de alimentos contaminados, através de água contaminada, através do contacto pessoal, de pessoas a pessoas e, sobretudo, em ambientes confinados.
O caso dos cruzeiros, não é?
O caso dos cruzeiros, exatamente. De facto, tem sido muito frequente nos cruzeiros e calcula-se que cerca de 90% dos casos de diarreia nos cruzeiros e dos surtos epidémicos de diarreia sejam causados por este norovírus. Portanto, trata-se de um vírus, como disse, muito contagioso.
Potencialmente mortal?
Não. A mortalidade é relativamente baixa, afeta a mortalidade, principalmente das crianças, as mais pequeninas, de seis a 18 meses de idade e relativamente aos idosos, particularmente aquelas pessoas que tenham comorbidades, outras doenças associadas. Portanto, trata-se de um vírus bem conhecido. Infelizmente, não há tratamento específico.
Só se tratam os sintomas.
Só se tratam os sintomas, a hidratação. É um vírus conhecido por vírus do vômito, particularmente nas crianças isto é muito frequente, os vômitos, mas nas crianças não são os principais. O problema é que esses cruzeiros transportam, fundamentalmente, pessoas já de idade avançada. É muito frequente, as pessoas aproveitam esta oportunidade. E, portanto, são as pessoas que frequentemente são atingidas por uma infeção assintomática, porque a maior parte dos casos, na maior parte da população, são infeções assintomáticas. E são esses assintomáticos que transportam nas mãos e contaminam os alimentos, particularmente em ambientes fechados. Por curiosidade, a principal fonte de infeção, por exemplo, nos cruzeiros, são as salas de refeições e particularmente os bufês, onde as pessoas partilham os talheres, partilham, às vezes, copos. Tudo isto pode estar contaminado. Como disse, o vírus também tem outra particularidade: é muito resistente ao calor, mantém-se em ambientes congelados e mantém-se em superfícies durante muito tempo. Portanto, fundamentalmente, nestes cruzeiros, é preciso ter alguma segurança quanto aos cruzeiros, a qualidade da limpeza é fundamental, conhecer a qualidade da limpeza, evitar alimentos não cozinhados e ter algumas medidas de higiene e lavar com mais frequência as mãos, porque estamos num ambiente confinado. E evitar espaços não ventilados, porque os vômitos condicionam a ocorrência de aerossóis.
Facilitam a transmissão.
Portanto, há que evitar ambientes confinados, não ventilados. São todas essas as medidas de prevenção.
Fica aqui este retrato deste norovírus. Obrigado, doutor Francisco Antunes, infectologista, a ajudar-nos a conhecer melhor este vírus, a pretexto de mais um caso de possível infeção. Há perto de 1700 pessoas confinadas num cruzeiro atracado em Bordéus. Ainda estão a ser feitas análises para confirmar que os sintomas, que afetam vários passageiros, sintomas de gastroenterite, resultam de uma infeção por este vírus.
Vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.
Donald Trump já está em Pequim. Vai participar na cimeira Estados Unidos-China, que se vai prolongar até à próxima sexta-feira. Para amanhã está agendado o encontro com Xi Jinping, o presidente chinês, com vários temas em agenda: relações comerciais entre os dois países, a guerra do Irão e o tema sensível de Taiwan. É a primeira cimeira de alto nível entre os dois países em 10 anos. A inflação em abril foi de 3,3%, mais 0,6 pontos percentuais face a março, dados do Instituto Nacional de Estatística. Uma subida que decorre essencialmente do aumento do preço dos combustíveis, com impacto em toda a economia. Está fechado, Rodrigo Zalazar vai mesmo ser jogador do Sporting Clube de Braga. Isso mesmo apurou o Observador. É uma contratação no valor de €30 milhões. Há outra nuance neste negócio: Diogo Travassos, jovem lateral formado em Alcochete, que estava cedido ao Murinense, vai rumar ao Minho, vai jogar no Braga, num negócio que pode chegar aos €7 milhões. Terminamos com o Giro, volta à Itália em bicicleta e com um português em destaque na tirada de hoje. Afonso Eulálio está na frente desta tirada. Estamos a sensivelmente 18 km do final, uma tirada de mais de 203 km a ligar Praia a Mar Potenza, e é com potência que segue a pedalar o corredor português Afonso Eulálio, que é também o português mais bem classificado na classificação geral. À partida para esta etapa estava a mais de um minuto e 11 segundos, se a memória não me atraiçoa, do líder desta edição de Giro d'Italia, da volta à Itália em bicicleta.
Isso quer dizer que se mantiver esta vantagem para o grupo perseguidor, que é mais ou menos de um minuto e pouco, vai buscar essa camisola rosa, símbolo da liderança no Giro d'Italia.
Um minuto e 13 de vantagem nesta altura e chove a bom chover nesta tirada. Vamos lá ver se o português consegue dar uma grande alegria, depois de João Almeida, que se notabilizou nas edições anteriores.