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O Observador. Comecemos com o futebol, Miguel. Bernardo Silva fez, há instantes, antevisão do jogo frente à Croácia.
Partida dos dezasseis avos de final da prova, o jogo é na madrugada de quinta para sexta-feira. E avisa Bernardo Silva: não vai ser fácil.
É uma seleção com muita qualidade. Eu tenho amigos lá, conheço muito bem e conheço muito bem o espírito croata. É uma seleção muito aguerrida, que tem um amor pelo país muito grande. E isso tem de se provar dentro de campo. Agora, claro que é um perfil completamente diferente do que jogamos até agora.
E sim, apesar das críticas às exibições de Portugal frente ao Congo e à Colômbia, Bernardo Silva acredita que Portugal pode mesmo chegar à vitória no Campeonato do Mundo.
Chegámos aos Estados Unidos com uma grande ambição de fazer as coisas bem, sabendo que há outras seleções exatamente com as mesmas ambições. Ainda estamos bastante longe de pensar nisso, porque temos de olhar jogo a jogo, obviamente, mas eu acredito muito nesta seleção, sem dúvida.
A convicção de Bernardo Silva acredita que Portugal pode mesmo chegar ao título de campeão do mundo. O internacional português não tem sido titular tantas vezes quanto era habitual, pelo menos até aqui, um facto desvalorizado pelo jogador português.
É pouco relevante, porque somos muitos, vimos todos para o mesmo. Claro que vimos todos com ambições de jogar, de fazer parte e de contribuir, e o treinador tem um trabalho difícil de escolher. Eu, durante a minha carreira, é verdade que nos últimos anos menos, mas numa fase inicial também passei por esses momentos e, portanto, estou habituado. Claro que quero fazer parte, claro que quero contribuir, claro que acho que posso ajudar. Mas estou pronto para ajudar a seleção no que quer que seja.
Bernardo Silva não está incomodado nem preocupado com o facto de não ser tantas vezes titular na seleção nacional portuguesa. Diz apenas que quer contribuir para o sucesso da equipa das Quinas.
A esta hora tem início o último treino da seleção portuguesa em Palm Beach, ruma amanhã de manhã para Toronto. Vamos à política. O secretário-geral do PS acusa o governo de ter casas prontas há um ano e meio e de não as entregar à espera de um novo ciclo eleitoral.
Uma atitude inaceitável, desumana, eleitoralista, sentencia José Luís Carneiro. Promete visitar os edifícios a que faz referência para expor de forma pública o que define como o ridículo da situação. A denúncia foi feita durante o discurso de encerramento das jornadas parlamentares do PS na Amadora.
Uma pergunta, contudo, que tem que ser feita ao governo, porque também nos foi reportado que há hoje casas prontas a habitar, que estão prontas há um ano e meio. Há um ano e meio à espera do quê? À espera de um novo ciclo eleitoral, em que as casas das pessoas vão servir de cenário eleitoral para o eleitoralismo que o governo nos habituou?
Da acusação feita por José Luís Carneiro, face à denúncia, o Observador contactou o Ministério das Infraestruturas para pedir esclarecimentos e aferir da veracidade da afirmação e da denúncia feita pelo secretário-geral do PS. Aguardamos resposta.
Secretário-geral do PS, que quer também explicações do primeiro-ministro sobre as falhas nos exames nacionais.
Tanto os diretores de escolas como professores têm reportado problemas na correção das provas. Ora, o líder do PS sublinha que há uma palavra a dar às famílias.
Cinco médicos para 30 mil utentes numa estrutura de saúde.
Não era este o som que queríamos ouvir, as críticas de José Luís Carneiro à forma como está a ser gerido o Serviço Nacional de Saúde e a responsabilização pelas dificuldades de resposta, pelo aumento do número de imigrantes a viver em Portugal, o aumento substancial do número de cidadãos estrangeiros a viver em Portugal. Mas do que falávamos era de educação, das dificuldades em torno da correção dos exames nacionais, em particular da prova de Português. José Luís Carneiro pede explicações.
Isto exige, no mínimo, a atenção do primeiro-ministro e uma explicação do primeiro-ministro às famílias portuguesas. As famílias portuguesas vivem inquietas, estão ansiosas, porque estão a viver uma das fases mais importantes da vida dos seus filhos. O primeiro-ministro tem o dever, é um imperativo ético, é da sua maior responsabilidade explicar às famílias portuguesas o que é que se está a falhar.
José Luís Carneiro entende que o primeiro-ministro Luís Montenegro deve dar uma explicação às famílias portuguesas para os problemas em torno da correção dos exames nacionais, em particular o exame de Português.
Miguel, há um balanço atualizado dos portugueses e lusodescendentes afetados pelos terremotos na Venezuela.
Divulgada esta tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, assim mantém-se o número de vítimas mortais. São 60. O número de desaparecidos baixou. Eram 87, são agora 86. O número global de vítimas mortais dos terremotos da passada quarta-feira na Venezuela apontam para 1719 mortos. Há ainda milhares de pessoas desaparecidas.
O Ministério Público vai recorrer da decisão que condena o Estado português ao pagamento de uma indenização de €15 mil ao antigo primeiro-ministro José Sócrates.
O facto de terem sido divulgadas informações do processo Operação Marquês sob segredo de Justiça. Ora, numa resposta ao Observador, a Procuradoria-Geral da República dá conta que vai interpor recurso, sem explicar os fundamentos da decisão. O jornalista Martim Madeira esteve à conversa com o bastonário da Ordem dos Advogados, a pretexto desta decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa. João Massano considera que a condenação é uma prova da credibilidade do Estado.
Apesar do recurso, apesar de tudo, o facto de alguém ter dito "não conseguimos saber ou não sabemos quem é o responsável", mas ainda assim o Estado É responsável porque não conseguiu, e aqui vou dizer entre aspas, "guardar o processo", é relevante. Eu acho que é muito importante esta decisão. É o próprio Estado a condenar-se, porque estamos a falar da máquina do Estado a condenar o próprio Estado. Isso já significa que o sistema funciona de forma imparcial, tanto que condena o próprio.
João Masseno, o Bastonário da Ordem dos Advogados e a reação a esta decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que condenou o Estado português ao pagamento de uma indemnização de € 15 mil a José Sócrates, pelo facto de ter ficado provado que houve violações do segredo de justiça no âmbito do processo Operação Marquês, que tem como principal arguido precisamente José Sócrates.
Ele que já falou de viva voz sobre esta condenação do Estado português.
Sim, e para dizer que foi decidida uma matéria com caráter histórico.
Esta é a primeira vez. É a primeira vez que o Estado é condenado por violação do segredo de justiça. O Estado é condenado por ter praticado um crime. A sentença afirma que foram eles que o praticaram. E praticaram-no pondo em causa a ideia de um processo equitativo e pondo em causa a presunção de inocência. É, portanto, uma decisão ou uma sentença histórica. É que esta sentença é também a primeira sentença em 13 anos da primeira instância de condenação, mas do Estado.
Facto assinalado por José Sócrates em declarações aos jornalistas esta manhã na Ericeira.
O Conselho Superior da Magistratura abriu no ano passado mais de duas vezes processos disciplinares a juízes.
Dos 24 processos disciplinares instaurados, 13 acabaram em condenações à reforma ou à aposentação compulsiva, seis culminaram em suspensões. Em matéria disciplinar, foram ainda instaurados quase 20 inquéritos e mais de 30 averiguações. Os dados constam no relatório anual de atividades do Conselho Superior de Magistratura e dá conta de um aumento de processos disciplinares abertos face ao ano anterior. O Conselho Superior denuncia ainda que a falta de juízes e de oficiais de justiça está a afetar o funcionamento dos tribunais. No ano passado, foram necessárias 38 acumulações de serviço nos Tribunais da Relação de Coimbra, Évora, Guimarães e do Porto para compensar a falta de juízes.
Por causa do tempo quente, o Instituto Português de Mar e da Atmosfera decidiu estender a todo o território continental o aviso laranja.
Que vai estar em vigor amanhã, num primeiro momento, nos distritos de Beja, Évora, Castelo Branco e Portalegre. O aviso estende-se depois às restantes regiões do país. As temperaturas já estão, de resto, a subir. Em Évora, os termômetros devem chegar já hoje aos 39 graus. Por causa das ondas de calor cada vez mais frequentes, o Conselho Português para a Saúde e Ambiente veio hoje sugerir que sejam criados centros de arrefecimento para proteger a população mais vulnerável.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora.
Em Espanha, 1 milhão de imigrantes sem documentos candidataram-se ao programa do governo para legalizarem a situação no país. Em janeiro deste ano, o executivo de Pedro Sánchez aprovou um decreto que permite a regularização de 500 mil imigrantes sem documentos e refugiados. Têm que provar que não têm cadastro criminal e que vivem em Espanha há pelo menos cinco meses. As candidaturas fecharam hoje e duplicaram o número previsto. O número de candidaturas está já a rondar 1 milhão. Bruxelas confirma a conclusão do plano de reestruturação da TAP. A transportadora aérea portuguesa cumpriu integralmente os compromissos assumidos com Bruxelas do plano de reestruturação, encerrando o processo iniciado em 2021. Uma informação revelada há pouco pelo Ministério das Infraestruturas e Habitação.