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Miguel Videira. Miguel, o Governo não faz mais por culpa da oposição?

Sim, exatamente. Foi isso que disseram, tanto Paulo Núncio como Hugo Soares, os líderes parlamentares de CDS e Partido Socialista, que encerraram as jornadas parlamentares da Aliança Democrática, que decorreram durante ontem e hoje em Cascais. O balanço feito a antecipar o debate do Estado da Nação, agendado para o próximo dia 16, é positivo. Elogiam a ação do Governo, ao mesmo tempo que criticam a oposição pelo fato de entenderem que são os partidos da oposição que não permitem ao Governo fazer mais. Temos um trabalho do jornalista Ricardo Lopes sobre esta sessão de encerramento, que havemos de escutar mais adiante neste jornal.

O secretário-geral do PS acusou o Governo, por sua vez, de vitimização.

Ao mesmo tempo que José Luís Carneiro garante que o PS não quer uma crise política. Ontem, o presidente do CDS, Nuno Melo, antecipou a vontade de Partido Socialista e Chega de quererem nova ida a eleições. Hoje, em Machico, na Madeira, o líder socialista devolveu as críticas.

O Governo tem tido uma atitude que é relativamente incompreensível. E tem sido esta desde que assumiu funções há dois anos. Por um lado, promete e não cumpre. Depois, quando é escrutinado, quando lhe fazem o escrutínio sobre aquilo que prometeu e não cumpriu, procura vitimizar-se. Isso não é uma atitude de um Governo responsável na República.

A acusação feita é pelo secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, que está de visita à Madeira.

E Miguel, neste jornal falamos ainda da ministra do Ambiente. Revela que Almada é o município com maiores perdas de água no país.

Isto numa altura em que a água tem faltado nas torneiras do concelho. Maria da Graça Carvalho fala de perdas na ordem dos 35% e sublinha a necessidade de manutenção e investimento na rede.

Almada é talvez o município com maior perdas d'água. Tem muito acima da média, perto de mais de 35%. Portanto, há ali uma necessidade de manutenção e de investimento, que é importante fazer.

Ainda a este propósito, a ministra do Ambiente diz que não recebeu qualquer alerta ou pedido de ajuda da autarquia para os problemas de abastecimento de água. Apesar de não ser uma responsabilidade do Governo, Maria da Graça Carvalho garante que o executivo está disponível, se assim for solicitado, para ajudar.

Não tínhamos nenhum alerta da Câmara de Almada de problemas, nem nenhum pedido, por exemplo, para furos extra. Ainda agora verifiquei com o senhor presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, não havia nenhum pedido. O primeiro contacto que houve foi um contacto telefónico com o senhor vice-presidente da Câmara de Almada. Na verdade, a pedir ajuda nem em relação a novos furos. Agora, a responsabilidade é da esfera municipal, o Governo central está para ajudar.

A declaração de Maria da Graça Carvalho em Évora, a governante anunciou que o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente vai estar esta tarde em Almada para uma reunião com o executivo municipal e avaliar que tipo de apoio será necessário para resolver os problemas no abastecimento de água. Os serviços municipalizados de Almada já vieram justificar as dificuldades de abastecimento com o maior consumo nesta época de férias para muitas famílias. Há uma maior procura pelo município, fato que está, segundo os serviços municipalizados, associado a estas falhas no abastecimento.

Os Bombeiros Voluntários da Marinha Grande continuam sem apoio financeiro, cinco meses depois da tempestade Cristina.

Os danos no quartel representam prejuízo de quase €400 mil. O temporal arrancou janelas, destruiu parte do teto, levou infiltrações. Os trabalhos de reparação estão em curso, mas até o momento a Associação de Bombeiros ainda não recebeu qualquer ajuda financeira. O comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, Eduardo Abreu, pede que a ajuda prometida seja concretizada.

Aquilo que mais esperamos para a saúde financeira da instituição é que o Estado cumpra com aquilo que se propôs no início, que anunciou e que, principalmente a CCDR, disponibilize os apoios que deviam disponibilizar, porque o seguro já foi o que foi, agora o restante. Estamos à espera, como se costuma dizer.

O comandante dos bombeiros, Eduardo Abreu, garante, contudo, que os problemas de financiamento para a reparação das instalações não afetam a atuação dos bombeiros, por exemplo, nesta época de maior risco de incêndios.

A falta de apoio não condiciona o exercício, condiciona o bem-estar do pessoal, principalmente, e de alguns equipamentos que temos aqui guardados em sítios que não são os mais apropriados. Em virtude das obras ainda estarem a decorrer.

Declarações do comandante dos Bombeiros Voluntários de Marinha Grande, Eduardo Abreu. O Observador reclama e pede urgência nas transferências financeiras para suportar os custos da reparação do quartel de bombeiros.

Subiu para 97 o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos terremotos na Venezuela.

Mais uma vítima mortal face ao último balanço. Foi também atualizado o número de desaparecidos, são agora 59. Dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Quanto aos números globais de vítimas, apontam para 3535 mortos, perto de 17 mil feridos. As autoridades venezuelanas avançaram esta terça-feira com outros indicadores. Há 17 mil pessoas desalojadas e quase 860 edifícios danificados ou destruídos.

E Portugal envia hoje para a Venezuela quase 15 toneladas de ajuda humanitária.

Material de higiene, abrigo, conforto e saneamento, também ferramentas e equipamentos de apoio à remoção de escombros. Ainda duas ambulâncias cedidas pela Cruz Vermelha. O material deve chegar amanhã a território venezuelano, no mesmo avião que vai depois transportar a equipe portuguesa que esteve, por exemplo, envolvida em operações de resgate em território venezuelano.

Miguel, já foi removido o autocarro envolvido no acidente esta manhã junto à estação do Cacém, no Conselho de Sintra.

Sim, o acidente ocorreu por volta das 9h40. Duas pessoas morreram, foram atropeladas por este autocarro que se despistou à chegada ao terminal rodoviário, que fica junto à estação dos comboios do Cacém. Durante várias horas esteve no local o repórter do Observador, Miguel Pina Andrado, que falou com alguém que aguardava na estação pelo autocarro, que acabaria por se despistar à chegada ao terminal. Fátima Sanches relata assim o que aconteceu.

Ouço assim uns trovões e ouço toda a gente a gritar. Quando eu me viro, vejo que o autocarro veio em direção a mim e eu só tive coisa foi de entrar na estação, senão eu ia à frente. E nisto, quando eu vejo, depois olho assim para a porta, vejo já pessoas no chão, vejo já duas que já não tinham vida, que eu ainda fui ver e tudo, já não respiravam. E vejo outra entalada entre o autocarro e um poste. Não, é sério, que eu fiquei sem reação.

Fátima Sanches conta que, para além das duas vítimas mortais, outros utentes foram atingidos pelo autocarro.

Não, foi muita gente atingida, porque é assim, eu conforme vejo o autocarro, vejo muita gente já no chão e algumas já por baixo do autocarro, porque eu ainda tive a oportunidade de ver. Mas de óbitos, ainda só vi duas, porque estavam ali mesmo à frente do autocarro. Mas estavam pessoas a gritar, porque estavam lá dentro também, muita gente ferida.

O relato feito por Fátima Sanches, testemunha, estava no terminal rodoviário aquando do acidente que aconteceu esta manhã. Resultado deste acidente, dois mortos, 16 feridos, sete dos feridos foram transportados para o Hospital Amadora-Sintra.

Donald Trump não descarta a possibilidade de reduzir tropas norte-americanas na Europa e reitera a desilusão com a NATO.

Foi no âmbito de um encontro com o presidente turco, Recep Erdoğan. A Turquia acolhe a Cimeira da Aliança Atlântica. O presidente norte-americano voltou a manifestar desilusão com os aliados europeus. Questionado sobre uma possível redução de militares norte-americanos nas bases na Europa, Donald Trump não se quis comprometer, mas não descarta a possibilidade.

Bem, vamos ver. Eu estou muito desapontado com a NATO e francamente, se a cimeira não fosse na Turquia, onde o meu amigo é um líder muito forte, é possível que eu não tivesse vindo. Não nos trataram bem, porque nós fizemos algo no Irão. Nós não precisamos da ajuda de ninguém, eu nem queria a ajuda deles. Nós investimos trilhões de dólares na NATO e por mim tudo bem, mas seria de esperar que eles estivessem dispostos a fazer alguma coisa para nos ajudar. De certa forma, estava a testá-los. Itália virou-nos as costas, Alemanha virou-nos as costas, França virou-nos as costas e tudo bem, mas por que estamos a gastar centenas de milhões de dólares e eles não estão lá para nós? Nós sempre estivemos lá para eles.

Donald Trump, depois do encontro com o presidente turco em Ankara, à margem da cimeira da NATO.

E há outras notícias em destaque a esta hora.

O príncipe Harry, o cantor Elton John e a atriz Elizabeth Arroy perderam o caso contra o grupo Daily Mail. No total, foram sete pessoas que acusaram a Associated Newspapers de práticas ilegais de recolha de informação, com o objetivo de expor os envolvidos em notícias de cariz sensacionalista relativas à vida pessoal. Mas para o tribunal, não há provas. O juiz Matthew Nicklin diz que os querentes não podem basear as queixas em suspeitas, mesmo que sejam compreensíveis. Foi esta a decisão conhecida esta tarde. A tarde ainda conta que a antiga líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, foi condenada a três anos de prisão, dois de pena suspensa, um ano de pulseira eletrônica. Em causa, o desvio de fundos do Parlamento Europeu para financiar as atividades da Frente Nacional. Marine Le Pen foi considerada culpada. O tribunal decretou ainda 45 meses de inelegibilidade para Le Pen, 30 com pena suspensa, o que significa que, à partida, Marine Le Pen pode candidatar-se às eleições presidenciais de 2027. Marine Le Pen ainda não reagiu, promete fazê-lo ao final do dia.