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Começamos este jornal das 16h com a atualidade internacional e com o discurso de Volodymyr Zelensky. O presidente ucraniano diz que nada pode pôr em causa a independência da Ucrânia.
O país celebra hoje 35 anos dessa independência do país face à União Soviética. A celebração acontece em contexto de guerra com a Rússia, com o aumento do número de ataques russos. No discurso durante a cerimônia, o chefe de Estado ucraniano manifesta a esperança de encontrar uma paz digna para o país e deixou uma palavra de agradecimento a todo o apoio que a Ucrânia tem recebido da comunidade internacional desde que começou a guerra.
Existe sempre o risco de tentar pacificar esta guerra à custa da nossa independência e da vida do nosso povo. Não enfrentamos este risco sozinhos. Não fortalecemos o nosso povo sozinhos. E acreditamos que conseguiremos, sem dúvida, alcançar uma paz digna para o nosso país, juntamente com os nossos amigos e os nossos parceiros. Em nenhuma nação bastariam apenas as próprias armas numa guerra como esta. Nenhuma nação conseguiria fazer face a ataques tão violentos sem a ajuda da comunidade internacional.
As palavras de Volodymyr Zelensky na celebração dos 35 anos de independência da Ucrânia. Também António Costa discursou nesta cerimônia ao lado de Volodymyr Zelensky. O presidente do Conselho Europeu diz que a União Europeia vai intensificar a pressão sobre Moscovo e que a Rússia está a esgotar todos os recursos que tem.
A Rússia não vai prevalecer. Após mais de quatro anos de guerra, em grande escala, a Rússia não alcançou os objetivos. Este verão, mais do que nunca, podemos ver que a guerra está a esgotar os recursos da Rússia. As nossas sanções, sem precedentes, também estão a ter impacto. Iremos intensificar a pressão até que a Rússia ponha fim à matança e demonstre um compromisso genuíno com a paz.
António Costa, na Ucrânia. Já o primeiro-ministro britânico assegura que a Ucrânia vai continuar a contar com o apoio do Reino Unido e diz que o regime de Vladimir Putin está a perder a guerra. Entretanto, o presidente de Bielorrússia felicitou a Ucrânia no aniversário da independência. Em comunicado, Alexander Lukashenko pede o restabelecimento da cooperação entre Kiev e Minsk, com base nos princípios de confiança, do respeito e da igualdade. O líder bielorrusso diz ainda que o país está sempre de portas abertas para que todos os ucranianos que queiram ir para a Bielorrússia com boas intenções.
O presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal saúda o apoio da União Europeia a Kiev, mas considera que vem tarde.
No dia em que se celebram estes 35 anos de independência da Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um novo pacote de ajuda para o combate contra a Rússia, no valor de 6000 milhões de euros. Pavlo Sadoka, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, diz que este é um bom apoio, mas que chega com atraso, uma vez que a guerra já dura há quatro anos.
Este apoio foi hoje mesmo uma grande, entre aspas, prenda para os ucranianos, porque já foi declarado pelo Putin que este inverno vai ser muito duro para a Ucrânia. E este pacote dá-nos grande apoio e esperança que vamos conseguir, pelo menos, diminuir essa agressão russa. Achamos que este apoio é muito importante, mas é muito atrasado.
Pavlo Sadoka, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal. Quanto à ajuda de Portugal na guerra, Pavlo Sadoka faz uma avaliação positiva, mas diz que só quando o conflito terminar é que se pode fazer um balanço mais realístico.
O ministro da Educação atribui o aumento de colocados à reposição de regras de acesso ao ensino superior e não ao aumento de notas depois da reapreciação dos exames.
Em entrevista à RTP, Fernando Alexandre diz que não ficou surpreendido pelo aumento do número de alunos que entraram no ensino superior. Assume que é o resultado expectável da reposição de regras, em que os alunos que queiram aceder ao ensino superior precisam de ter apenas uma única prova e não duas, como no ano passado, e que os problemas na correção, no entender de Fernando Alexandre, não afetaram o processo de acesso ao ensino superior.
Nas reapreciações, aquilo que aconteceu, embora fossem mais do que no ano anterior, três vezes mais do que no ano anterior, a taxa dos alunos que subiram a sua classificação foi próxima daquilo que acontecia. Foi um bocadinho mais alta, foi de 76%, se não me engano, e costumava ser de 70%. Mas é preciso dizer, com este sistema de avaliação que agora temos, acontece algo que não acontecia anteriormente. É que agora nós tivemos alunos que tiveram 9,4, por exemplo, enquanto que nos anos anteriores essa nota não costumava existir.
Os estudantes continuam a identificar a habitação como um dos maiores problemas no ensino superior. O ministro da Educação diz que neste ano letivo há um aumento do número de camas nas residências e mais apoios à renda.
Quando nós temos uma duplicação do número de camas nas residências e temos, ao mesmo tempo, um apoio à deslocação que corresponde ao custo estimado de alojamento, nós estamos a dar as condições aos estudantes deslocados. E, de facto, o alojamento é o custo mais restritivo neste momento para o acesso ao ensino superior. Nós estamos a criar as condições para que ninguém deixe de frequentar o ensino superior por razões econômicas.
Fernando Alexandre reitera ainda que o anúncio das colocações de primeira fase representa o fim de um período exigente para a comunidade escolar.
O PS diz que o estudo encomendado pelo governo para avaliar a sustentabilidade da Segurança Social teve como único propósito criar medo nos portugueses.
André Moscaldas diz que o Executivo está a criar o pânico, particularmente nas gerações mais novas. Em conferência de imprensa, este membro do PS acusa os autores do relatório de construir uma narrativa a favor dos sistemas privados de Segurança Social.
Colocar medo às pessoas é aquilo que o governo fez ao encomendar um relatório precisamente a quem sabia que tem uma narrativa de décadas a favor dos sistemas privados de Segurança Social e contra a Segurança Social pública. Isso é que é criar medo. O que o governo fez na semana passada gera o pânico das pessoas relativamente à possibilidade de manterem as pensões que estão a pagamento e, muito em particular, nas gerações mais jovens, da possibilidade de construírem uma pensão que lhes permita ter uma vida digna nas fases mais adiantadas da sua vida. Isso sim, é meter medo.
André Moscaldas, aqui um registo da Agência Luz. O governo já garantiu que não pretende fazer nenhuma reforma estrutural na Segurança Social nesta legislatura, o que leva os socialistas a perguntar então por que encomendar este estudo.
O Partido Socialista quer a garantia do governo de que não o fará e quer, acima de tudo, que o governo explique por que razão é que encomendou e divulgou um estudo, se não tinha nenhuma intenção nesta legislatura de tomar medidas na Segurança Social, porque isso, constatarão, é de facto causa de perplexidade.
André Moscaldas sublinha também a necessidade de ouvir esclarecimentos diretamente da ministra do Trabalho.
A Ordem dos Médicos está preocupada com a situação no INEM e quer uma reforma urgente no instituto.
Reforma centrada nos doentes. Em causa os resultados do relatório de atividade do Instituto Nacional de Emergência Médica. Segundo esse relatório, mais de 26 mil doentes críticos não foram socorridos pelo INEM com os meios mais adequados em 2025, ano em que a taxa de paragem das ambulâncias melhorou. Ainda assim, ficou acima dos 38%. Em comunicado, a Ordem dos Médicos sublinha que o país precisa de um INEM forte, moderno e resiliente, que seja capaz de responder às necessidades dos cidadãos. Para isso, defende, a Ordem dos Médicos, medidas focadas na resposta às pessoas, afastando-se das questões relacionadas com o funcionamento do instituto.
Arranca em setembro o julgamento dos dois agentes da PSP de Olhão acusados de matar um imigrante.
A primeira sessão está marcada para amanhã, dia 8 de setembro, e deve decorrer durante todo o dia. Em causa, o julgamento de dois agentes da Polícia de Segurança Pública de Olhão. Foram acusados em 2025 pelo Ministério Público de agressões que resultaram na morte de um homem marroquino depois de ter estado internado nos cuidados intensivos do Hospital de Faro durante 20 dias. O caso aconteceu em março de 2024, quando o carro-patrulha onde se encontravam os arguidos recebeu uma ocorrência de desacatos num supermercado em Olhão. Um dos intervenientes nessa ocorrência, que não se conseguiu defender por estar algemado, acabou por morrer com danos na cabeça como resultado das agressões. O Ministério Público considera que estes agentes arguidos no caso agiram de forma consciente quando agrediram os intervenientes.
Vamos a outras notícias que estão a marcar a atualidade, Zé.
Os bombeiros que ficaram feridos no incêndio de Arouca na semana passada ainda estão internados, mas a melhorar. Informação avançada pelo comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca. Um deles já teve alta, está a recuperar em casa. Quanto aos outros, um foi submetido a uma cirurgia que correu bem, continua a ser acompanhado pela equipa médica. Os dois restantes bombeiros que ficaram feridos já saíram dos cuidados intensivos. Estes quatro bombeiros estiveram envolvidos num despiste de um carro num combate a um incêndio que deixou quatro operacionais feridos na quarta-feira. Luís Neves foi recebido pelo Papa Leão XIV no Vaticano, no âmbito da comitiva portuguesa, liderada pelo Bispo das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Nuno Melo, delegou a presença na comitiva a um dos secretários de Estado. Na mensagem que foi transmitida à comitiva, o Papa Leão XIV lembrou os dois militares portugueses que morreram na sexta-feira na A1, na zona da Mealhada, quando foram atropelados enquanto prestavam auxílio a um camionista. E no desporto, há mais uma medalha para Portugal nos Jogos do Mediterrâneo. Tiago Antunes ganhou a medalha de prata na prova de ciclismo. O atleta de 29 anos consegue arrecadar a segunda medalha nestes Jogos, depois de ter ganho o ouro no contrarrelógio individual. É a 13ª medalha para Portugal nestes Jogos do Mediterrâneo.